BÚSSOLA
PONTO CARDEAIS E ORIENTAÇÃO
Normalmente a primeira pergunta que um professor se faz quando tem que ensinar este assunto é algo mais ou menos assim: Porque ensinar pontos cardeais e orientação se hoje em dia as pessoas muito raramente ficam perdidas em florestas? Para falar a verdade as florestas quase não existem mais.
Muitas vezes nós não notamos mas, saber os pontos cardeais é necessário em muitos outros casos que não estar perdido. Por exemplo, você já notou que no desenho do projeto de sua casa tem a indicação da direção Norte? Procure um projeto de casa. Se você não tiver tente o projeto da escola onde você leciona. Um bom engenheiro, quando projeta uma casa, um prédio ou uma indústria, tem que saber os movimentos que o Sol realiza durante o dia e durante o ano para planejar corretamente a posição das portas e janelas e para isso é necessário orientar-se através dos pontos cardeais. Você pode não ter notado a indicação do Norte no projeto da casa mas, certamente já notou ou conhece alguém que reclama do Sol "batendo" direto na janela da sala o que dificulta muito para ver a imagem da televisão durante o dia. Se o engenheiro soubesse os movimentos do Sol colocaria a janela naquela posição? Numa industria, janelas bem posicionadas podem economizar energia com iluminação.
Estando na sua casa ou na escola, você sabe onde o Sol nasce e onde ele se põe?
Nascer e Por do Sol
Dizemos que o Sol nasce quando ele surge no horizonte pela manhã e dizemos que o Sol se põe quando ele desaparece no horizonte a tarde.
As palavras nascer e por são usadas porque os povos antigos acreditavam que a cada dia nascia um novo Sol, e a tarde ele se punha abaixo do horizonte para morrer. Hoje sabemos que isso não é verdade, pois ele nasce e se põe por causa da rotação da Terra, mas por tradição as palavras nascer e por do Sol ainda são usadas.
Coordenadas geográficas
São números que indicam um local sobre a superfície da Terra ou próximo dela com base nos pontos cardeais.
Encontre os pontos cardeais usando o Sol como referência. Neste caso utilize só os conhecimentos que você já possui. Marque os pontos no chão com um giz.
Sabendo que a parte pintada da agulha de uma bússola aponta sempre para o pólo norte magnético da Terra encontre os pontos cardeais com ela. Marque estes também.
Compare os pontos cardeais encontrado com os dois métodos. Eles apontam para a mesma direção? Se forem diferentes qual deles está correto?
Para que uma antena parabólica funcione ela deve estar apontada para o satélite! Como é que o instalador da antena sabe onde está o satélite? A maneira mais correta é achar os pontos cardeais e apontar a antena para uma direção do céu usando as coordenadas geográficas do satélite.
Um navegador ou um aviador que não sabe achar os pontos cardeais não consegue trabalho em lugar algum. Um pescador que vai para o mar adentro em busca de peixes não precisa ser doutor em movimentos do céu, mas com certeza outros que o ensinaram a pescar certamente lhe ensinaram a achar os pontos cardeais para poder sair e retornar à mesma praia.

Indicações das direções Norte-Sul e Leste-Oeste.
O que são os pontos cardeais?
Como o próprio nome diz: são pontos e significam pontos principais ou pontos de referência. Através deles é possível localizar qualquer lugar sobre a superfície da Terra, são eles: o Norte e o Sul que apontam na direção dos pólos terrestre; o Leste e o Oeste que apontam para o lado do nascer e do por do Sol, cruzando a linha Norte-Sul, como mostra a figura 3. CUIDADO, o Leste e o Oeste não apontam sempre para o ponto onde o Sol nasce ou se põe e sim para o lado do nascente ou lado do poente. Durante o ano, o Sol nasce em pontos diferentes do lado do nascente e se põe em pontos diferentes do poente. Por isso, não podemos dizer que o Sol nasce sempre a Leste e se põe sempre a Oeste. Dependendo da época do ano a diferença, entre o nascente (ponto onde o Sol nasceu) e o Leste verdadeiro, é grande.
Encontrando os Pontos Cardeais através do Sol
Diferente do que normalmente se pensa o Sol não nasce no ponto cardeal leste. O Sol nasce do lado leste de onde estamos. O mesmo acontece para o poente, o Sol não se põe no ponto cardeal oeste, mas sim do lado oeste de onde estamos. Na verdade a cada dia do ano o Sol nasce e se põe num ponto diferente, por isso, se tomarmos o Sol como referência para nos orientarmos cada dia tomaremos uma direção diferente ou por exemplo, apontaremos a antena parabólica para lugares diferentes do céu se a instalarmos em épocas diferentes do ano. É fácil perceber isso observando onde o Sol se põe nos meses de junho ou julho e onde ele se põe nos meses de dezembro ou janeiro. Faça essa observação em junho e dezembro, no pátio de sua escola e anote para mostrar aos alunos.
Para encontrar os pontos cardeais através do Sol vamos fazer uma atividade simples e interessante. Essa é a maneira mais segura de determinar os pontos cardeais.
ATIVIDADE DE OBSERVAÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO (Gnômon)
Escolha um local que receba diretamente a luz do Sol, pelo menos das 10 horas às 15horas - o local pode ser um pequeno pátio ou uma área livre que tenha o chão liso (que não seja muito irregular) e nivelado. No período da manhã - entre 10h e 10:30h - finque firmemente no chão uma vareta reta, (figura 4a), certifique-se que ela não esteja tombada.
Para saber se o chão está nivelado basta jogar água. Se a água escorrer facilmente o chão não está nivelado, está como numa ladeira. Se a água escorrer pouco ou não escorrer o chão está bom
OBSERVAÇÃO
Se quando você fizer esta atividade for período de horário de verão a experiência deve começar uma hora mais tarde, pois nesse período os relógios são adiantados uma hora, mas o Sol e a Terra não sabem disso e continuam seus caminhos normalmente.
A vareta irá produzir uma sombra se o Sol estiver iluminando-a. Faça uma marca na ponta da sombra (marca A) e depois trace uma circunferência partindo da marca e tomando como centro o ponto onde a vareta estiver fincada (ponto I), utilize giz. É possível fazer isso laçando a vareta com um barbante ou cordilha e prendendo um giz na outra ponta (figura 4b). CUIDADO para não mexer a vareta do lugar e nem inclina-la, pois se isso acontecer a experiência ficará prejudicada.

Os vários passos para encontrar os pontos cardeais através do Sol.
Espere 40 a 50 minutos, a sombra estará em outra posição, repita a marcação e a circunferência (figura 4c).
Depois que passar do meio dia a ponta da sombra irá tocar as circunferências novamente. Fique atento a este momento. Os horários mostrados na figura 4 são apenas uma aproximação, podem variar em até 20 minutos dependendo da época do ano. Assim que a ponta da sombra tocar cada circunferência faça novas marcas como mostram as figura 4d e 4e. Não tente adivinhar o caminho da sombra, marque somente quando a sombra chegar no lugar correto - a circunferência.
Para encontrar os pontos cardeais siga o procedimento:
Ligue os pontos A ao D e B ao C, formando duas retas;
Ache o meio dessas retas e marque, são os pontos M e N;
Trace uma reta que liga o ponto I ao ponto M e outra que liga o ponto I ao ponto N;
Se essas retas (IM e IN) coincidirem você não cometeu erros e essa é a direção Norte-Sul.
Se elas não coincidirem basta traçar uma reta que saia do ponto I e passe entre as retas IM e IN. Essa nova reta será a direção Norte-Sul.
A reta AD é a direção Leste-Oeste. O leste está do lado do nascer do Sol, mas dificilmente estará onde o Sol nasceu.
Assim os outros pontos ficam fáceis de serem encontrados. Do lado oposto ao leste está o oeste. Apontando o seu braço direito para o leste e o esquerdo para o oeste você terá a sua frente o norte e atrás o sul. Então basta marcar os pontos cardeais sobre as retas que você traçou. Faça as marcas dos pontos cardeais e de suas retas usando uma tinta durável (tinta esmalte por exemplo) e apague as circunferências e marcas auxiliares.
Encontrando os Pontos Cardeais através das estrelas
Não é só o Sol que trás informações sobre orientação. À noite também é possível determinar os pontos cardeais com certa precisão para se orientar corretamente. Na verdade, os navegadores preferem orientar-se através das estrelas pois, não é possível encontrar corretamente os pontos cardeais através do Sol quando estamos num barco ou navio balançando em alto mar.
Os habitantes do hemisfério norte da Terra que inclui a América do Norte, América Central, Europa, Ásia e a parte norte da África podem observar no céu, durante a noite, uma estrela, chamada Polaris, que nunca sai do lugar (figura 5). Essa estrela não nasce de um lado e nem se põe do outro. Isso acontece porque ela está bem na direção do eixo da Terra, como se o eixo de giro da Terra estivesse apoiado sobre ela - fig. 5. Então para encontrar o ponto cardeal norte, à noite, basta encontrar essa estrela e com isso todos os outros pontos ficam fáceis, pois ficando de frente para ela estaremos de frente para o norte, atrás teremos o sul, à direita o leste e à esquerda o oeste.
No entanto, nós que estamos no hemisfério sul da Terra que inclui a América do Sul, parte da África, a Oceania e o Continente Antártico, não temos uma estrela polar que fica na direção do eixo da Terra; aliás o eixo aponta para uma região do céu onde praticamente não se vê estrelas. Mas, nós temos um grupo de estrelas (constelação) que forma uma figura imaginária no céu em forma de cruz, chamada "Cruzeiro do Sul". É um conjunto de cinco estrelas cuja parte maior da cruz aponta para o pólo celeste sul, ou seja aponta para o local equivalente ao da estrela Polaris vista no hemisfério norte. A atividade seguinte mostra como determinar o ponto cardeal sul através do Cruzeiro do Sul.
Os habitantes do hemisfério norte conseguem ver a estrela Polaris. Ela indica o norte.
ATIVIDADE DE OBSERVAÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO
(II) Cruzeiro do Sul
Localize no céu a constelação do Cruzeiro do Sul. Se você não souber onde acha-la peça ajuda a outra pessoa, normalmente as pessoas mais idosas sabem encontra-la. Você já encontrou a direção sul através do Sol, então olhe para o céu nessa direção. O Cruzeiro do Sul são cinco estrelas formando uma cruz, (figura 6). É mais fácil se você procura-la estando na cidade, pois num local escuro você verá muitas estrelas e isso irá confundi-lo. As estrelas da constelação são brilhantes o suficiente para serem vistas na cidade, com as luzes acesas.

Por causa do movimento da Terra temos a sensação que o Cruzeiro do Sul e todas as estrela que vemos giram ao redor do pólo celeste sul. Se fizermos várias fotos durante uma noite perceberemos que as estrelas fazem uma circunferência ao redor de um ponto (o polo celeste sul). Esse ponto fica na direção do corpo (maior braço) da cruz e a uma distância de aproximadamente 4,5 vezes o tamanho do corpo a partir do pé da cruz.
Cuidado! Não adianta prolongar o braço da cruz até o horizonte, você não encontrará o sul. O que você deve fazer é medir as 4,5 vezes a partir do pé da cruz, e aí descer para o horizonte onde estará o sul.
Constelação
Para facilitar a localização de astros no céu e para homenagear deuses e objetos os antigos usavam grupos de estrelas brilhantes para formar figuras imaginárias no céu, que são as constelações, como o Cruzeiro do Sul ou as constelações dos signos: Peixes, Aries, etc.
Atualmente o céu todo é dividido oficialmente em 88 constelações diferentes. Muitas não podemos ver por estarem no hemisfério norte.
Se você que está fazendo esse curso estiver próximo do equador verá que medindo 4,5 vezes o corpo da cruz encontrará o pólo celeste sul muito próximo do horizonte. Enquanto que outro professor dos estados da região sul do Brasil encontrará o pólo celeste sul bem alto no céu. Os professores da região sul devem tomar mais cuidado, pois é mais fácil errar quando for procurar a direção sul no horizonte.
A Bússola e a Rosa dos Ventos
A bússola nada mais é que um instrumento empregado para orientação através do campo magnético terrestre. Um pouco mais a frente, nós veremos como usar adequadamente a bússola para determinarmos a direção Norte - Sul magnética.
Toda bússola apresenta um mostrador com o pontos cardeias e o pontos auxuliares, o aspecto visual desse mostrador está indicado na figura abaixo.

Pontos cardeais e os pontos auxiliares.
Um outro nome aplicado a esse mostrador é o de: ROSA DOS VENTOS. Esses nome tem origem nos navegantes do Mar Mediterâneo em associação aos ventos que impulsionavam suas embarcações. Outros nomes estão ligados ao nascer e ocaso do Sol. Leia com atenção o seguinte fragmento abaixo relativo ao uso da Bússola na época das Grandes Navegações.
"A bússola, mais conhecida pelos marinheiros como agulha, é sem dúvida o instrumento de navegação mais importante a bordo. Ainda hoje. Baseia-se no princípio que um ferro natural ou artificialmente magnetizado tem em se orientar segundo a direcção do campo magnético da Terra.
Os chineses conheceram-na muito antes dos europeus. Foram aqueles os primeiros a fazerem uso da propriedade da magnetite para procurarem os pontos cardeais. O Norte tinha extrema importância na sua cultura e por isso o imperador estava sentado no trono a Norte do palácio olhando para Sul. A bússola chinesa era composta por um prato quadrangular representando a Terra onde uma colher de magnetite poisada no centro indicava o Sul.
Parece que foi através dos árabes que esse princípio entra na Europa, onde se tem notícia do seu uso no séc. XII. Inicialmente era composta por uma agulha de ferro magnetizada que se colocava sobre uma palhinha flutuando numa vasilha cheia de água e que apontava o Norte. Levava-se a bordo pedras de magnetite para se cevar as agulhas à medida que estas iam perdendo o seu magnetismo.
Apesar de controverso Nápoles reclama que Flávio Gioia em 1302 alterou a bússola para ser usada a bordo ligando os ferros à parte inferior de um cartão com o desenho de uma rosa-dos-ventos. A cidade de Amalfi exibe no seu brasão de armas uma legenda evocando o facto.
Os rumos ou as direcções dos ventos têm origem na antiguidade. Na Grécia começaram com dois, quatro, oito e doze rumos. No início do séc. XVI surgem já 16 e na época do Infante D.Henrique já se usavam rosas-dos-ventos com 32 rumos. Primeiramente o rumo era associado à direcção do vento e só mais tarde aos pontos cardeais. A tradição de decorar o Norte com uma flor-de-lis tem origem nas armas da família Anjou que reinava em Nápoles. Alguns napolitanos adoptaram esse símbolo, cuja moda chegou até aos nossos dias. Em certas rosas-dos-ventos, no local que indicava o Leste, aparecia desenhada uma cruz que indicava a direcção da Terra Santa. A rosa-dos-ventos era marcada com os pontos cardeais e com os quadrantes divididos consoante os rumos. Aos espaços entre cada um dos 32 rumos chamavam-se quartas (11º15') que ainda podiam ser divididas ao meio, as meias-quartas (5º 37' 30") e estas em quartos (2º 48' 45").
A declinação de uma agulha é a diferença que uma bússola marca entre o norte geográfico e o norte magnético. Não se sabe quem foi o primeiro a notar essa diferença mas desde o séc.XV que aparecem referências a esse fenómeno. As expressões nordestear e noroestear eram usadas pelos nossos navegadores para se referirem à declinação de uma bússola. Ao longo do tempo veio a verificar-se que a declinação variava com o tempo e o lugar, não sem que se tivesse adiantado entre nós no início do séc.XVI que aquela poderia resolver o problema da longitude. Pensava-se então que esta crescia proporcionalmente de Leste para Oeste e foi D.João de Castro em 1538 demonstrou a falsidade desta hipótese. O valor da declinação era tomada pela observação da estrela polar no hemisfério norte ou da estrela do Pé do Cruzeiro no hemisfério sul ou ainda pela altura do Sol. A esta operação chamava-se bornear a agulha.
Também foi D.João de Castro o primeiro a descobrir o desvio de uma agulha, ou seja o efeito que massas de ferro próximas têm sobre uma bússola. Este efeito obrigou a cuidados com o posicionamento desta relativamente a peças de artilharia, âncoras e outros ferros. Era uma das razões para que os morteiros, as caixas que protegem as bússolas, fossem primeiramente em madeira. A bússola consta de leves barras magnetizadas e paralelas que se fixam na parte inferior de um disco graduado. O disco chamado rosa-dos-ventos tem no centro um capitel com um cavado cónico com uma pedra encastrada (rubi, safira, etc.) onde assenta numa haste vertical, o pião, fixada no fundo do morteiro. No vidro ou na parede do morteiro exite um traço vertical chamado linha de fé que indica com rigor a direcção da proa da embarcação.
Durante o séc.XVI as nossas bússolas tinham, pelo menos desde 1537, um sistema de balança para manter o morteiro horizontal. Este sistema era similar ao descrito pelo sábio italiano Cardano em 1560 para umas cadeiras a serem usadas a bordo.
O morteiro estava colocado numa coluna de madeira, mais tarde de metal, a bitácula, à frente da roda do leme. A bitácula contêm um sistema dito cardan que permite que o morteiro se mantenha na horizontal apesar das oscilações do barco.
Quando se começou com os cascos em ferro o desvio tinha um efeito considerável e a bússola teve de ser adaptada. A bitácula passou a incluir uns ferros para compensar esse efeito e umas esferas de ferro de maneira a conduzir o fluxo magnético à volta da bússola e atenuar as influências dos ferros envolventes. De maneira a diminuir ainda mais o efeito do balanço do navio, o morteiro pode a ser cheio com um líquido (água e álcool ou petróleo branco) e por isso feito de um metal com reduzido efeito magnético, normalmente latão. As agulhas devem ser sensíveis e estáveis. Sensíveis para acusar qualquer variação e estáveis para não se deslocarem pela ação do balanço ou oscilação do barco. Designam-se preguiçosas quando pouco sensíveis e doidas quando pouco estáveis.
Já no fim deste século apareceram novas bússolas. São as agulhas electrónicas que aproveitam o efeito indutivo do campo magnético terrestre sobre uma bobine e transformam electrónicamente a informação. Permitem assim uma ligação a outros equipamentos electrónicos de bordo, como o piloto automático ou computador que fazem um uso quase ilimitado dessas potêncialidades. Estão no entanto sob as mesmas influências, como o desvio, que as «velhas» agulhas de marear."
Pontos auxiliares
Se você fez as atividades anteriores agora já sabe como determinar os pontos cardeais, observe que são apenas duas direções. Essas direções nos dão apenas quatro sentidos para seguirmos. Isso pode ficar difícil, pois não é sempre que queremos ir na direção de um dos pontos cardeais, as vezes queremos uma direção intermediária. Por essa razão, existem outros pontos que facilitam as direções que queremos seguir, os pontos auxiliares. Esses pontos, são as metades entre os pontos cardeais. Entre o Sul e o Leste está o sudeste (SE), entre o Sul e o Oeste está o sudoeste (SO), entre o Oeste e o Norte está o noroeste (NO) e entre o Norte e o Leste está o nordeste (NE) (figura 7). Uma relação completa dos Pontos Cardeais, Pontos Auxiliares e Pontos Co-laterais, nós apresentamos a seguir:
Rumos ggg mm ss - Nome
0 ou 64 000° 00' 00" - Norte
2 011° 15' 00" - Norte por Este
4 022° 30' 00" - Norte-Nordeste
6 033° 45' 00" - Nordeste por Norte
8 045° 00' 00" - Nordeste
10 046° 15' 00" - Nordeste por Este
12 067° 30' 00" - Este-Nordeste
14 078° 45' 00" - Este por Norte
16 090° 00' 00" - Este
18 101° 15' 00" - Este por Sul
20 112° 30' 00" - Este-Sudeste
22 123° 45' 00" - Sudeste por Este
24 135° 00' 00" - Sudeste
26 146° 15' 00" - Sudeste por Sul
28 157° 30' 00" - Sul-Sudeste
30 168° 45' 00" - Sul por Este
32 180° 00' 00" - Sul
34 191° 15' 00" - Sul por Oeste
36 202° 30' 00" - Sul-Sudoeste
38 213° 45' 00" - Sudoeste por Sul
40 225° 00' 00" - Sudoeste
42 236° 15' 00" - Sudoeste por Norte
44 247° 30' 00" - Norte-Sudoeste
46 258° 45' 00" - Oeste por Sul
48 270° 00' 00" - Oeste
50 281° 15' 00" - Oeste por Norte
52 292° 30' 00" - Sul-Noroeste
54 303° 45' 00" - Noroeste por Oeste
56 315° 00' 00" - Noroeste
58 326° 15' 00" - Noroeste por Norte
60 337° 30' 00" - Sul-Noroeste
62 348° 45' 00" - Norte por Oeste
64 360° 00' 00" - Norte
Esses são os nomes comumente usados em Navegação e Agrimensura. As bússolas empregadas em Navegação não apresentam os nomes. Elas tem a escala graduada em graus (0° a 360°) e uma segunda escala numérica corresponde com os 64 pontos de orientação. Acima estão citados os 32 rumos associados a nomes.
Ref: Webstre's New Iternational Dictionary of the Engish Language, vol.1, 2. Edição, G.&c. Merrian Company, Publishers, Springfield, Massachutes, USA, 1957
Lembre-se que algumas regiões do Brasil tem os pontos auxiliares como nome: a região Sudeste e a região Nordeste.
Se o céu estiver encoberto com nuvens qual a alternativa para encontrar os pontos cardeais?
Uso da bússola para encontrar os pontos cardeais
Relembrando: Devido a enorme quantidade de ferro derretido existente no interior da Terra ela se comporta como um grande imã. Sabemos que os imãs atraem objetos metálicos e a Terra não é diferente. Por isso, se usarmos um objeto sensível que seja orientado para o imã terrestre podemos nos orientar por ele. Para isso foi inventado um instrumento chamado bússola. Ela mostra a direção dos pólos magnéticos da Terra, os pontos auxiliares e outros pontos intermediários para que possamos seguir direções bem precisas.

Usando a bússola na determinação dos Pólos Magnéticos.
A parte pintada agulha aponta sempre para o PÓLO MAGNÉTICO SUL, portanto ao fazer coincidir a ponta pintada da agulha com a marcação NORTE, a bússola estará orintada com o campo magnético da Terra e você terá em sua mão as outras direções para o Leste, Oeste e Sul.Assim basta escolher a direção que queremos seguir e ir em frente.
Os pontos cardeais terrestres e os pontos cardeais magnéticos
Se você fez corretamente as experiências para encontrar os pontos cardeais terrestres através do Sol ou através das estrelas chegou a hora de comparar com os pontos cardeais encontrados através da bússola. Segure a bússola na mão sem anéis, pulseiras ou qualquer metal, (metais podem desviar a agulha da direção dos pólos magnéticos da Terra) mantendo-a na altura do peito. Compare a direção da agulha com a direção que você encontrou anteriormente. A que conclusão você chegou? Você deve ter notado que existe uma pequena diferença, não se preocupe você não errou em nenhum deles, essa diferença realmente existe e varia de acordo com a região do planeta em que estamos. Isso acontece porque os pólos magnéticos da Terra não coincidem com o eixo da Terra (figura 9), então a bússola não aponta para os pólos geográficos da Terra, mas sim para os pólos magnéticos da Terra.

Diferença entre os pólos terrestres (PNG e PSG) e os pólos magnéticos (PNM e PSM).
Essa diferença é muito importante para quem quer apontar sua antena parabólica ou para quem viaja longas distâncias como pilotos de avião ou pescadores que vão para o alto-mar. Eles devem saber essa diferença para não se perderem, conseguirem chegar aos seus destinos e voltarem ao lugar de onde partiram. Para isso os navegadores possuem mapas que fornecem as diferenças entre os pólos magnéticos e os pólos geográficos da Terra de acordo com a região em que estão. O instalador de antenas parabólicas, que usa a bússola para se orientar tem que fazer uma correção para a cidade onde mora. Se for instalar antenas em outras cidades ele deve fazer outras correções.
Por exemplo: Para a Cidade de São Carlos - SP a previsão do desvio magnético no ano de 2002 corresponde a 18° 46' a esquerda do Norte Geográfico. Ou seja, quando você orienta a bússola em São CArlos conforme a figura 8, o Norte Geográfico está na realidade a 18° 46'a direita da agulha.
PARTES DE UMA BÚSSOLA

Bússolas de orientação variam um pouco entre si, mas tem os mesmos componentes básicos. Uma bússola é composta das seguintes partes:
Uma base transparente de plástico, em geral marcada com uma régua de escala (você quer 1:50.000) e com uma ou mais réguas laterais.
Uma cápsula contendo a agulha magnética, preenchida por um líquido, que em geral é um óleo pouco viscoso. O líquido existe para dar estabilidade à agulha. A agulha tem seu pólo norte sempre pintado de vermelho.
Um disco de leitura com escala em graus que fica em volta da cápsula, que é para ser girada manualmente para obtermos o rumo em graus (também chamada de azimute).
Um portão, que é uma faixa preta e vermelha pintada em uma lâmina ou na cápsula; o portão serve para alinhar a agulha. O portão se move junto com a cápsula e as linhas de Norte, e tem o lado norte colorido com vermelho. Em modelos com declinação ajustável este portão pode ser movido independentemente.
Uma série de linhas de Norte, que servem para alinhar a bússola com os meridianos no mapa. É uma série de linhas finas, pretas e paralelas, que ficam no fundo da cápsula ou em uma lâmina transparente. As linhas de norte se movem junto com o disco.
Fonte: www.async.com.br
BÚSSOLA
Uma bússola é um objecto com uma agulha magnética que é atraída para o polo magnético terrestre.
Os Polos Magnéticos
Qual é o fenómeno que faz a agulha da bússola apontar consistentemente na direcção Norte-Sul?
A resposta está na poderosa mas invisível força chamada Magnetismo. A Terra é um íman gigante. Apesar de o magnetismo ter sido descoberto à muito tempo, a sua utilização como auxiliar de orientação é bastante mais recente.
Descobriu-se que o minério de ferro magnetizado, quando colocado num pedaço de madeira a flutuar num recipiente com água, rodavam e adquiriam sempre uma posição fixa.
A bússola tinha sido inventada!
Breve História da Bússola
Não se sabe ao certo quem teve primeiro a ideia de deixar uma pedra de minério de ferro ionizado indicar o Norte. Estudiosos acreditam que os Chineses foram os primeiros a explorar o fenómeno. "Si Nan" é considerada como a primeira bússola. "Si Nan" significa "O Governador do Sul" e é simbolizada por uma concha cuja pega aponta para Sul.
Como a concha era bastante imprecisa, os Chineses começaram a magnetizar agulhas de modo a ganhar mais precisão e estabilidade. De acordo com alguns escritos Chineses, as primeiras bússolas foram utilizadas no mar por volta do ano 850. A invenção foi então espalhada pelo mundo por astrónomos e cartógrafos para ocidente até aos Indianos, Muçulmanos e Europeus.
A bússola foi desenvolvida através dos séculos, e um avanço considerável foi conseguido quando se descobriu que uma fina peça de metal podia ser magnetizada, esfregando-a com minério de ferro.
O passo seguinte foi conseguir envolver e encerrar a agulha num invólucro cheio de ar e transparente, o chamado invólucro da bússola. E desta forma a agulha estava protegida.
Inicialmente, as agulhas das bússolas "dançavam" bastante e demoravam muito tempo a estabilizar. As bússolas modernas são instrumentos de precisão, e a sua agulha, geralmente encerrada num envólucro cheio de líquido, rápidamente se posiciona na direcção norte-sul.
Declinação Magnética
O norte magnético, para onde a agulha aponta, não se situa exactamente no Pólo Norte definido pelos meridianos. A maioria dos mapas contem meridianos, que são linhas norte-sul. Estas passam pelo Pólo Norte geográfico. Os meridianos são representados por linhas finas geralmente a preto.
A declinação existe porque o pólo norte e o pólo magnético não coincidem. Esta declinação varia consoante o local do mundo. Em certas zonas do Canadá ultrapassa os 40 graus, mas, por exemplo, na Escandinávia ela é desprezável. Os mapas modernos utilizados para fins lúdicos e para a orientação, são impressos com os meridianos corrigidos para a declinação, e para o norte magnético.
Em portugal, a declinação é de cerca de 7º
Desvio
A agulha da bússola pode ser influenciada por depósitos de minério de ferro, linhas de alta-tensão, vedações e outros objectos de ferro. Todos eles provocam uma leitura errada, a menos que o campo magnético externo esteja exactamente em linha com o eixo de orientação (norte-sul) da bússola e de polaridade oposta, mas as possibilidades de isso acontecer são remotas.
BÚSSOLA
ORIGEM DA BÚSSOLA

A palavra “bússola” vem do italiano do sul bussola, que significa “pequena caixa”.É composta por uma agulha magnética na horizontal suspensa pelo centro de gravidade, e aponta sempre pelo para o eixo norte-sul, ao seguir a direcção do centro magnético da Terra, ou seja, indica o pólo. Atribui-se a descoberta da orientação natural dos ímans aos chineses, por volta do ano 2000 a.C., e por consequência, a invenção da bússola. Foi introduzida na Europa pelos árabes, e foi Flávio Gioia que introduziu também o desenho da rosa-dos-ventos na bússola. Data pelo menos do século XV o conhecimento da declinação, quer dizer, da diferença entre o Norte magnético, indicado pela agulha, e o Norte verdadeiro e, possivelmente, foi descoberta pelos portugueses. A declinação era verificada pelo confronto com a observação da Estrela Polar, quando no hemisfério norte, ou da Estrela Pé do Cruzeiro, quando no hemisfério sul, e a direcção apontada pela bússola.
A bússola é sem dúvida o instrumento mais conhecido dos descobrimentos, pois foi provavelmente o mais importante. Indicando sempre o Norte, é uma ajuda preciosa para todo e qualquer navegador. As bússolas actuais variam um pouco entre si, mas têm os mesmos componentes básicos.
Uma bússola é um instrumento navigacional para se encontrarem direções. Ela consiste num ponteiro magnetizado livre para se alinhar de maneira precisa com o campo magnético da Terra. Uma bússola fornece a uma direção de referência conhecida que é de grande ajuda na navegação. Os pontos cardeais são norte, sul, leste e oeste. Uma bússola pode ser usada com um relógio e uma sextante para fornececer uma capacidade de navegação bem precisa. Esse dispositivo melhorou bastante o comércio marítimo tornando as viagens mais seguras e mais eficientes.
Uma bússola pode ser qualquer dispositivo magnético que usa uma agulha para indicar a direção do norte magnético da magnetosfera do planeta. Qualquer instrumento com uma barra magnetizada ou agulha girando livremente sobre um pivô e apontando para o norte e o sul pode ser considerada uma bússola.
Principais componentes das bússolas:
- Base: é transparente e de plástico, normalmente marcada com uma régua de escala e com uma (ou mais) réguas laterais.
- Cápsula: contém uma agulha magnética, é preenchida por um líquido que em geral é um óleo pouco viscoso, que tem como finalidade dar estabilidade à agulha. A agulha tem também o pólo Norte sempre colorido de vermelho.
- Disco de Leitura: Tem uma escala em graus que fica em volta da cápsula, que serve para ser girada manualmente de modo a obter o rumo em graus.
- Portão: Faixa preta e vermelha pintada numa lâmina ou na cápsula. Serve para alinhar a agulha, move-se junto com a cápsula e as linhas de Norte e tem o lado Norte pintado de vermelho. Em algumas bússolas o portão pode ser movido independentemente.
- Linhas de Norte: São sem série, e servem para alinhar a bússola com os meridianos inseridos no mapa. Movem-se juntamente com o disco de leitura, e são finas, pretas e paralelas ficando geralmente no fundo da cápsula ou numa lâmina transparente.
Actualmente, as bússolas electrónicas são mais utilizadas, mas no entanto as suas agulhas estão igualmente sujeitas a desvios, graças à acção que o ferro exerce sobre a agulha.
Como fazer uma bússola
Material necessário: uma agulha, uma rolha de cortiça, uma faca, um vasilhame com água e um íman de verdade.
Instruções: Primeiro, deve-se cortar a rolha de cortiça, deixando-a com cerca de um centímetro de altura, formando um disco. Deve-se fazer um pequeno espaço de para poder deixar a agulha fixa na rolha de cortiça. Depois deve-se magnetizar a agulha : com uma das extremidades da agulha, passa-se umas 20 vezes sempre na mesma direcção por entre um dos magnetos. No fim, a agulha deve ser fixada na cortiça e colocada sobre um vasilhame com água. Se mexer na agulha, reparará que ela aponta sempre na mesma direcção: a direcção norte-sul.
BÚSSOLA
BÚSSOLA MAGNÉTICA

Uma bússola pode ser descrita, em poucas palavras, como um pequeno imã em forma de agulha que gira sobre uma rosa-dos-ventos. Afastada de qualquer imã, é um eficiente instrumento de orientação, uma vez que aponta sempre para o pólo norte terrestre. Quando sob a ação de um imã colocado em suas proximidades, aponta para a resultante da composição dos dois campos, o terrestre e o do imã. Se o último está muito perto, então passa a predominar sobre o campo terrestre e a bússola praticamente "sente" somente a presença do campo criado pelo magneto.
A primeira referência clara à bússola encontra-se numa enciclopédia chinesa elaborada em 1040 da era cristã, em que se descreve a fabricação de agulhas magnéticas. É provável que o aparelho tenha sido usado inicialmente não como auxiliar de navegação, mas como recurso mágico para prever acontecimentos futuros.
Originalmente a bússola chinesa compunha-se de um pedaço de magnetita (óxido de ferro magnético), escavado em forma de colher e colocado a flutuar na água. Influenciada pelo campo magnético terrestre, a magnetita flutuante tomava sempre a mesma direção ao longo do eixo norte-sul.
Como o tempo, os chineses aprenderam a magnetizar o ferro, friccionando-o com magnetita ou aquecendo-o e deixando-o imóvel até esfriar.
O primeiro registro de uso de bússola no mar encontra-se num relatório chin6es de 1115 d.C. A primeira bússola de navegação possuía um ponteiro em formato de peixe, equilibrado sobre um eixo vertical. Tratava-se, contudo, de um instrumento bastante inadequado, útil apenas para navegação em mares muito calmos.
É difícil determinar como a bússola foi introduzida na Europa e nos países islâmicos. No final do século XIII, o instrumento era amplamente utilizado em todo o continente europeu.
Por volta de 1300, introduziram-se dois aperfeiçoamentos importantes na forma original do instrumento. O primeiro consistiu na colocação da bússola em argolas de sustentação. Estas eram compostas de anéis concêntricos de latão, articulados de tal modo que, quando o navio balançava, a bússola permanecia na posição vertical.
A segunda inovação foi a introdução da rosa-dos-ventos, assinalada com quatro pontos cardeais e suas subdivisões. Antes da adoção desse equipamento, a agulha só podia ser utilizada como simples controle da direção tomada pelo navio.
A rosa-dos-ventos permitia ao navegante demarcar com precisão e controlar continuamente o curso do timoneiro.
Durante o século XIX, à medida que os armadores navais passavam a usar mais ferro na construção, as embarcações se perdiam devido à interferência magnética da estrutura na agulha. A solução para esse problema consistiu em instalar no suporte da bússola um sistema de compensação por conjuntos separados de ímãs e blocos de ferro doce.
As bússolas montadas em base fixa, como as utilizadas em agrimensura, são muito simples embora de alta precisão. Um imã suspenso num pivô com visor pode ser incorporado a um teodolito para medir os ângulos horizontal e vertical.

A bússola giroscópica depende da propriedade de um giroscópio para funcionar. Nesse tipo de bússola, o giroscópio é alinhado ao longo do eixo norte-sul e mantém este alinhamento à medida que o navio ou avião muda a sua direção devido à sua inércia rotacional. A bússola giroscópia não é afetada pelos componentes metálicos do veículo e aponta na direção do norte verdadeiro e não na direção do norte magnético. Na maioria dos navios a bússola giroscópia substituiu a bússola magnética na navegação e é um equipamento padrão virtualmente em todos os aviões.
A bússola, mais conhecida pelos marinheiros como agulha, é sem dúvida o instrumento de navegação mais importante a bordo. Ainda hoje. Baseia-se no princípio que um ferro natural ou artificialmente magnetizado tem em se orientar segundo a direcção do campo magnético da Terra.
Os chineses conheceram-na muito antes dos europeus. Foram aqueles os primeiros a fazerem uso da propriedade da magnetite para procurarem os pontos cardeais. O Norte tinha extrema importância na sua cultura e por isso o imperador estava sentado no trono a Norte do palácio olhando para Sul. A bússola chinesa era composta por um prato quadrangular representando a Terra onde uma colher de magnetite poisada no centro indicava o Sul.

Bússola chinesa
Parece que foi através dos árabes que esse princípio entra na Europa, onde se tem notícia do seu uso no séc. XII. Inicialmente era composta por uma agulha de ferro magnetizada que se colocava sobre uma palhinha flutuando numa vasilha cheia de água e que apontava o Norte. Levava-se a bordo pedras de magnetite para se cevar as agulhas à medida que estas iam perdendo o seu magnetismo.

Pedra de cevar
Apesar de controverso Nápoles reclama que Flávio Gioia em 1302 alterou a bússola para ser usada a bordo ligando os ferros à parte inferior de um cartão com o desenho de uma rosa-dos-ventos. A cidade de Amalfi exibe no seu brasão de armas uma legenda evocando o facto.
Os rumos ou as direcções dos ventos têm origem na antiguidade. Na Grécia começaram com dois, quatro, oito e doze rumos. No início do séc. XVI surgem já 16 e na época do Infante D.Henrique já se usavam rosas-dos-ventos com 32 rumos. Primeiramente o rumo era associado à direcção do vento e só mais tarde aos pontos cardeais. A tradição de decorar o Norte com uma flor-de-lis tem origem nas armas da família Anjou que reinava em Nápoles. Alguns napolitanos adoptaram esse símbolo, cuja moda chegou até aos nossos dias. Em certas rosas-dos-ventos, no local que indicava o Leste, aparecia desenhada uma cruz que indicava a direcção da Terra Santa. A rosa-dos-ventos era marcada com os pontos cardeais e com os quadrantes divididos consoante os rumos. Aos espaços entre cada um dos 32 rumos chamavam-se quartas (11º15') que ainda podiam ser divididas ao meio, as meias-quartas (5º37') e estas em quartos (2º48').

Rosa dos ventos 1569
A declinação de uma agulha é a diferença que uma bússola marca entre o norte geográfico e o norte magnético. Não se sabe quem foi o primeiro a notar essa diferença mas desde o séc.XV que aparecem referências a esse fenómeno. As expressões nordestear e noroestear eram usadas pelos nossos navegadores para se referirem à declinação de uma bússola. Ao longo do tempo veio a verificar-se que a declinação variava com o tempo e o lugar, não sem que se tivesse adiantado entre nós no início do séc.XVI que aquela poderia resolver o problema da longitude. Pensava-se então que esta crescia proporcionalmente de Leste para Oeste e foi D.João de Castro em 1538 demonstrou a falsidade desta hipótese. O valor da declinação era tomada pela observação da estrela polar no hemisfério norte ou da estrela do Pé do Cruzeiro no hemisfério sul ou ainda pela altura do Sol. A esta operação chamava-se bornear a agulha.
Também foi D.João de Castro o primeiro a descobrir o desvio de uma agulha, ou seja o efeito que massas de ferro próximas têm sobre uma bússola. Este efeito obrigou a cuidados com o posicionamento desta relativamente a peças de artilharia, âncoras e outros ferros. Era uma das razões para que os morteiros, as caixas que protegem as bússolas, fossem primeiramente em madeira. A bússola consta de leves barras magnetizadas e paralelas que se fixam na parte inferior de um disco graduado. O disco chamado rosa-dos-ventos tem no centro um capitel com um cavado cónico com uma pedra encastrada (rubi, safira, etc.) onde assenta numa haste vertical, o pião, fixada no fundo do morteiro. No vidro ou na parede do morteiro exite um traço vertical chamado linha de fé que indica com rigor a direcção da proa da embarcação.

Bússola francesa 1690
Durante o séc.XVI as nossas bússolas tinham, pelo menos desde 1537, um sistema de balança para manter o morteiro horizontal. Este sistema era similar ao descrito pelo sábio italiano Cardano em 1560 para umas cadeiras a serem usadas a bordo.
O morteiro estava colocado numa coluna de madeira, mais tarde de metal, a bitácula, à frente da roda do leme. A bitácula contêm um sistema dito cardan que permite que o morteiro se mantenha na horizontal apesar das oscilações do barco.
Quando se começou com os cascos em ferro o desvio tinha um efeito considerável e a bússola teve de ser adaptada. A bitácula passou a incluir uns ferros para compensar esse efeito e umas esferas de ferro de maneira a conduzir o fluxo magnético à volta da bússola e atenuar as influências dos ferros envolventes. De maneira a diminuir ainda mais o efeito do balanço do navio, o morteiro pode a ser cheio com um líquido (água e álcool ou petróleo branco) e por isso feito de um metal com reduzido efeito magnético, normalmente latão. As agulhas devem ser sensíveis e estáveis. Sensíveis para acusar qualquer variação e estáveis para não se deslocarem pela acção do balanço ou oscilação do barco. Designam-se preguiçosas quando pouco sensíveis e doidas quando pouco estáveis.
Já no fim deste século apareceram novas bússolas. São as agulhas electrónicas que aproveitam o efeito indutivo do campo magnético terrestre sobre uma bobine e transformam electrónicamente a informação. Permitem assim uma ligação a outros equipamentos electrónicos de bordo, como o piloto automático ou computador que fazem um uso quase ilimitado dessas potêncialidades. Estão no entanto sob as mesmas influências, como o desvio, que as «velhas» agulhas de marear.

Agulha de marcar electrónica
As bússolas não servem só para seguirmos ou marcarmos rumos. Podem ter ainda acoplados acessórios que nos permitem achar a declinação ou ainda facilitar a marcação de azimutes chamando-se estas de marcar. Em embarcações de recreio usam-se para marcações de azimutes bússolas portáteis. Têm a vantagem de podermos desprezar no cálculo o desvio desta já que podemos escolher um local na embarcação livre, ou quase, de interferências magnéticas.
Modernamente, e devido à instalação das agulhas em paineis quase verticais, deixando assim de estar colocadas em bitáculas, as rosa-dos-ventos têm um rebordo que permite a sua leitura também na horizontal.

Bússola de leitura horizontal com inclinómetro
Mais especializadas são as bússolas tácticas. Muito vantajosas nas bolinas, são usadas em competição principalmente em triângulos olímpicos. A rosa-dos-ventos além da graduação habitual em graus está dividida em 4 quartos de cores diferentes. Cada quinze graus de cada quarto está marcada desta vez com um número. Este tem correspondência em todos os quartos, o que faz com que se decore apenas um número qualquer que seja o bordo em que naveguemos.

Agulha Táctica
Vários fabricantes têm modelos específicos consoante a zona de navegação. Isto porque a actuação das forças do campo magnético não é igual em todos os locais. Isto obriga que para uma maior precisão hajam bússolas afinadas para latitudes diferentes.
Declinação
A declinação (D) é o ângulo compreendido entre o Norte verdadeiro (Nv) e o Norte magnético(Nm). Varia de local para local e no mesmo local lentamente com o tempo. Conta-se em graus e toma valor positivo (+) quando a partir do norte verdadeiro para o norte magnético cai para E - Leste e negativo quando cai para W - Oeste.

Nas cartas náuticas é indicado a declinação magnética com a sua variação média anual para um determinado local. Atenção! Nas cartas inglêsas a declinação tem o nome de variation.
Desvio
O desvio (d) é o ângulo compreendido entre o Norte magnético(Nm) e o Norte da agulha(Na). Tal como a declinação é medido em graus sendo positivo para Leste e negativo para Oeste.

Variação
A Variação (V) é a soma álgébrica da Declinação com o desvio. É portanto o ângulo compreendido entre o Norte verdadeiro (Nv) e o Norte da agulha(Na). Mede-se também em graus sendo positivo para Leste e negativo para Oeste.

V = D + d
Tabela e curva de desvios
Como se referiu anteriormente as agulhas estão sujeitas ao desvio. Cada barco influência de maneira diferente o comportamento de uma bússola e cada proa, ou seja a direcção do barco, também. Para se compensar correctamente a agulha torna-se necessário determinar uma tabela de desvios. Esta tabela só é válida para o barco para que foi determinada e seguem-se normalmente os passos que se descrevem de seguida:
O barco deve estar nas condições normais de navegação
Aproar o barco a 000º da agulha e deixá-la estabilizar durante uns minutos
Determinar o desvio comparando com o azimute de um ponto notável
Guinar calmamente por um dos bordos para a proa seguinte (por ex. num intervalo de 30º)
Determinar de novo o desvio
Continuar a rodar até obter todos os desvios desse bordo
Continuar com estas operações mas agora rodando pelo bordo oposto
Determinar para cada proa a média dos desvios obtidos nas duas rotações
|
Curva de desvios |
Pa |
d |
Pa |
d |
 |
000 |
1.6 E |
180 |
0.9 W |
| 030 |
0.7 W |
210 |
1.3 E |
| 060 |
1.9 W |
240 |
2.5 E |
| 090 |
2.5 W |
270 |
3.1 E |
| 120 |
2.6 W |
300 |
2.9 E |
| 150 |
1.8 W |
330 |
2.1 E |
a - Proa da agulha; d - desvio da agulha
A curva do desvio obtém-se marcando os desvios tirados para os diversos rumos e unindo esses pontos numa curva. Temos assim valores do desvio para rumos intermédios.
INSTRUÇÕES BÁSICAS DE UTILIZAÇÃO

A bússola é um equipamento fundamental para os trekkers
A bússola é um instrumento destinado a medir ângulos horizontais (azimutes) necessários à orientação no terreno e na carta (mapa). Suas medidas são determinadas por uma agulha magnetizada que indica, por princípios físicos, uma direção chamada Norte Magnético.
A bússola é um equipamento necessário para quem pratica trekking e conhecer seu uso é condição básica para obter perfeita navegação. Apesar de haver vários tipos de bússola, não há diferenças marcantes entre elas, já que todas seguem o mesmo princípio.
Para fins didáticos usaremos como exemplo a Bússola SILVA, uma das mais famosas, que tem seu limbo graduado em graus (0 a 360). Quando trabalhamos com a bússola temos normalmente duas questões básicas:
Onde se está? (na carta)
Quando não há certeza sobre o ponto exato em que se está na carta, a bússola pode ajudar a determiná-lo. Para isso deve-se escolher dois pontos de referência bem característicos do terreno e que sejam identificáveis na carta (morros altos, antenas, etc.).
A seguir, determina-se o azimute entre esses dois pontos e o local onde se está.Ao se transportar para a carta esses azimutes, sua interseção será o ponto onde o navegador se encontra.
Procedimento para determinar um azimute no terreno:
a) Coloca-se a seta de navegação apontada na direção do ponto de referência escolhido no terreno.
b) Gira-se o limbo móvel até que a seta de orientação coincida com a agulha que aponta sempre para o Norte.
c) Quando isso acontecer faça a leitura em graus no limbo móvel no ponto da seta de navegação. O valor encontrado é o ângulo do azimute.
Que direção seguir
Para seguir no terreno uma direção (navegar) é necessário obter, na carta, o azimute dessa direção.
a) Coloca-se a bússola sobre a carta, sobre um local plano, de modo que seu lado maior fique ao longo da direção que se deseja seguir, apontando a seta de navegação para o ponto desejado.
b) Gira-se o limbo móvel até que as linhas meridionais fiquem paralelas aos meridianos da carta fazendo com que a seta de orientação aponte para o Norte.
c) Retira-se então a bússola da carta colocando-a horizontalmente à frente do corpo.
d) Nesta posição gira-se o corpo juntamente com a bússola, até que a agulha coincida com a seta de orientação.
e) A direção a seguir estará determinada nesse momento pela seta de navegação.
Observação Na maioria das cartas é necessário introduzir a correção referente à declinação magnética, normalmente indicada na legenda da carta. (Ângulo QM).
Cuidados no emprego da bússola
Evite aproximar-se de campos elétricos ou objetos com massa de ferro pois podem afetar o funcionamento da bússola.
As distâncias mínimas de segurança são:
Alta tensão ......................... 60 metros
Veículos ............................. 20 metros
Linhas telegráficas ............. 20 metros
Arame farpado ................... 10 metros
Transformadores ................ 60 metros
BÚSSOLA

A bússola, mais conhecida pelos marinheiros como agulha, é sem dúvida o instrumento de navegação mais importante a bordo. Ela teve sua origem na China do século IV a.C. Sua adaptação e reconhecimento no Ocidente aconteceu cerca de 1.500 anos depois. A primeira referência deste instrumento na Europa aparece em um documento de 1190, chamado "De Naturis Rerum". As primeiras bússolas chinesas não utilizavam agulhas . Eram compostas por um prato quadrangular representando a Terra. O "indicador"(objeto que indica a direção), com forma de concha, era de pedra imantada e a base (prato), de bronze. Um círculo no centro do prato representava o céu e a base quadrada, a terra.
Foi Flávio Gioia que em 1302 alterou a bússola para ser usada a bordo, usando a agulha sobre um cartão com o desenho de uma rosa-dos-ventos. Os rumos ou as direções dos ventos têm origem na antigüidade. Na Grécia começaram com dois, quatro, oito e doze rumos. No início do século XVI surgem já 16 e na época do Infante D. Henrique já se usavam rosas-dos-ventos com 32 rumos. Primeiramente o rumo era associado à direção dos ventos e só mais tarde aos pontos cardeais. Em certas rosas-dos-ventos, no local que indicava o Leste, aparecia desenhada uma cruz que mostrava a direção da Terra Santa. A declinação de uma agulha é a diferença que uma bússola marca entre o norte geográfico e o norte magnético.

O cabo da concha indicava o sul. A concha é uma representação simbólica da Ursa Maior. A base continha caracteres chineses que assinalavam os oito pontos principais: norte, sul, leste, oeste, nordeste, noroeste, sudeste e sudoeste. A introdução da agulha aumentou a precisão da leitura. Foi nessa época que os chineses introduziram os primeiros marcadores e indicadores, elementos fundamentais da ciência moderna. A Lo Pan é um instrumento complexo, desenvolvido através dos séculos, pelos chineses, para que os praticantes pudessem fazer precisos cálculos de tempo e espaço em sua ciência. O cálculo da direção pode ser efetuado com uma Lo Pan ou com uma bússola normal. Não existe diferença. A Lo Pan apenas nos indica um cálculo mais preciso, e algumas facilidades em relação às direções e as características do local.
Ao longo do tempo veio a verificar-se que a declinação variava com o tempo e o lugar. Também foi D. João de Castro o primeiro a descobrir o desvio de uma agulha, ou seja, o efeito que massas de ferro próximas tem sobre uma bússola. Este efeito obrigou a cuidados com o posicionamento da bússola perto de peças da artilharia, âncoras e outros ferros. Esta foi uma das razões para que os morteiros, as caixas que protegem as bússolas, fossem, no início, de madeira.Durante o século XVI as bússolas portuguesas tinham, pelo menos desde 1537, um sistema de balança para manter o morteiro horizontal. O morteiro era colocado numa coluna de madeira, mais tarde de metal, a bitácula, à frente da roda do leme. A bitácula contêm um sistema chamado cardan que permite que o morteiro se mantenha na horizontal apesar das oscilações do barco.
BÚSSOLA
Não se sabe ao certo quem teve primeiro a idéia de deixar uma pedra de minério de ferro ionizado indicar o Norte. Estudiosos acreditam que os Chineses foram os primeiros a explorar o fenômeno. "Si Nan" é considerada como a primeira bússola. "Si Nan" significa "O Governador do Sul" e é simbolizada por uma concha cuja pega aponta para Sul.
Como a concha era bastante imprecisa, os Chineses começaram a magnetizar agulhas de modo a ganhar mais precisão e estabilidade. De acordo com alguns escritos Chineses, as primeiras bússolas foram utilizadas no mar por volta do ano 850. A invenção foi então espalhada pelo mundo por astrônomos e cartógrafos para ocidente até aos Indianos, Muçulmanos e Europeus.
A bússola foi desenvolvida através dos séculos, e um avanço considerável foi conseguido quando se descobriu que uma fina peça de metal podia ser magnetizada, esfregando-a com minério de ferro.
O passo seguinte foi conseguir envolver e encerrar a agulha num invólucro cheio de ar e transparente, o chamado invólucro da bússola. E desta forma a agulha estava protegida. Inicialmente, as agulhas das bússolas "dançavam" bastante e demoravam muito tempo a estabilizar. As bússolas modernas são instrumentos de precisão, e a sua agulha, geralmente encerrada num invólucro cheio de líquido, rapidamente se posiciona na direção norte-sul.
A bússola atual é uma caixinha circular (cápsula) de material transparente. A agulha encontra-se equilibrada sobre um pino e tem livre movimento horizontal, permitindo que dê voltas de 360 graus. Como a agulha é imantada, ela aponta para o Norte e para o Sul Magnético. Ela possui uma das pontas diferenciada, pintada por exemplo; esta ponta da agulha lhe indicará o Norte. Nas boas bússolas, o interior da cápsula está cheio de um líquido viscoso, destinado a diminuir a "tremedeira" da agulha. As bússolas destinadas a serem sobrepostas aos mapas são feitas em acrílico transparente.
Porém, sabe-se que pólos opostos se atraem. Sabendo disso, não é muito difícil deduzirmos que o pólo sul magnético fique no norte, e o pólo norte magnético fique no sul. Isso explica uma bússola apontar para o norte. Na verdade, ela aponta para o sul magnético, que se encontra ao norte.
Em torno da cápsula, está um anel giratório graduado denominado limbo. No fundo da cápsula há uma série de linhas paralelas. As linhas mais finas servem para alinhar a bússola (ou a cápsula) às linhas norte-sul da grade de coordenadas do mapa. As duas linhas mais centrais são enfatizadas (mais grossas, cor diferente, ou um desenho especial). A faixa entre estas linhas internas chama-se Seta-Guia. A seta-guia normalmente está em perfeito alinhamento com o 0 (zero) ou "N" do limbo. Mas alguns modelos de bússola permitem que a seta-guia seja ligeiramente desviada, para compensar a declinação magnética. Sobre a placa-base da bússola, partindo da cápsula há uma seta apontando para extremidade mais distante: esta é a Linha-de-Fé.
O limbo, dependendo do tamanho da bússola, é graduado de grau em grau ou de 2 em 2 graus, ou mesmo mais. Quanto menor o diâmetro do limbo, mais graus haverá entre cada par de marcas. Assim, comprar uma bússola muito pequena é desnecessário. Também é preciso evitar comprar uma bússola que não tenha um limbo giratório.
Normalmente a escala do Limbo é em graus. Esta escala vai de 0º a 360º (ou a marca N, no limbo), começando e terminando no mesmo ponto, denominado norte-do-limbo. Os valores lidos no limbo são chamados de Azimutes Magnéticos
BÚSSOLA
GILBERT E ÍMÃS
No século XVI, um dos médicos da rainha Elizabeth estava muito interessado nos fenômenos elétricos e magnéticos. Seu nome era William Gilbert (1544-1603). Por que um médico iria se interessar por esses assuntos? Muito simples: desde que foram descobertos (e até hoje) os fenômenos elétricos e magnéticos despertam a curiosidade das pessoas pelos seus efeitos aparentemente mágicos, o que leva muita gente a acr que eles devem ter aplicações terapêuticas. Particularmente, ainda hoje há quem acredite em propriedades terapêuticas dos ímãs, mas não existe qualquer indício científico de que essas propriedades existam.
Mas voltemos a Gilbert. Uma de suas referências parece ter sido uma carta de Petrus Peregrinus, datada de 1269, conhecida como Epistola de Magnete . Sobre esse personagem, pouco se sabe, além do fato de que provavelmente se chamava Pedro e que deveria ser uma espécie de peregrino. Acredita-se que ele tenha sido uma espécie de engenheiro militar do exército da Sicília. Nesta carta, Pedro descreve as propriedades da magnetita, fala pela primeira vez em pólos magnéticos e mostra conhecer o fato de que um ímã dividido em duas partes conserva os dois pólos. Isso é um fato curioso que você provavelmente já deve ter ouvido falar. Se alguém quebra um ímã ao meio, cada pedaço resultante terá ele mesmo um pólo norte e um pólo sul. Em outras palavras, é impossível separar os pólos de um ímã.


O livro De Magnete é considerado o primeiro livro com caráter
científico tratando das matérias de eletricidade e magnetismo.
Foi editado em Latin no ano de 1600.
Um aspecto fundamental dele é que diferencia eletricidade e magnetismo de forma clara e incisiva.
Além disso o livro de Willian Gilbert estabelece o magnetismo terrestre afirmando ser a terra um grande magneto.
Willian Gilbert foi a primeira pessoa a usar a denominação "eletron", (do grego elektron, uma resina que quando atritada apresentava nitidamente os fenômenos de atração e repulsão) donde de originou a palavra eletricidade para os fenômenos hoje por nós estudados.
O grande mérito de Gilbert foi sua atitude cética em relação aos escritos de que dispunha, sobretudo aquelas que vinham da antiguidade greco-romana, como a do romano Lucrécio. Este pensador imaginava que existiam um fluxo de partículas invisíveis saindo do ímã até o ferro e retornando ao ímã, e que, nesse retorno, traziam consigo o ferro. Gilbert não gostava dessas idéias, que segundo ele não eram baseadas na experimentação e sim em meras opiniões. Assim, o que Gilbert fez foi realizar cuidadosas experiências com diversos ímãs e agulhas magnéticas e publicar todos os detalhes em um livro, o "De Magnete".
Mas não se apresse em fazer coro a Gilbert, Asterix e Obelix: "são loucos estes romanos ...". As idéias das partículas de Lucrécio, abandonadas desde o século XVI e definitivamente enterradas no século XIX por Faraday e seus amigos vão ressurgir em um contexto totalmente novo, no século XX, pelas mãos do genial Feynman, no que chamamos de eletrodinâmica quântica, mas isso é outra história ... O importante é que Gilbert não se contentou com o plano das idéias: tudo teria que ser baseado na experimentação e, vale dizer, a moderna eletrodinâmica quântica é tão importante porque é baseada na experimentação, ao contrário das idéias de Lucrécio
E quais foram as experiências de Gilbert?
Uma das coisas que Gilbert fez foi utilizar agulhas magnetizadas para mapear a atração de ímãs de diversos formatos. As ilustrações abaixo, que se encontram em seu livro, mostram alguns resultados por ele obtidos.


Essas experiências são uma pequena amostra da investigação de Gilbert. Mas há muito mais coisas: o médico da rainha estudou, por exemplo, as formas de se magnetizar o ferro e foi o primeiro a formular a idéia de que a Terra se comportava como um ímã, explicando assim o comportamento das bússolas.
APRENDA A UTILIZAR A BÚSSOLA
Perder-se, hoje, é mais difícil que encontrar o caminho, tal o grande número de mapas e guias que apresentam os mais diferentes roteiros a seguir para chegar a qualquer cidade da Terra, por menor ou mais distante que ela seja.
Nos céus ou no mar, por outro lado, o radar, o rádio e outros instrumentos evitam que mesmo o piloto mais inábil se desvie da rota. Orientar-se pode vir a ser um problema só em algumas regiões desabitadas, como as florestas e desertos.
Desde o início da civilização, quando os contatos e os deslocamentos humanos se tornaram mais freqüentes, os homens viram-se às voltas com problemas de orientação, ou seja de como saber qual a direção a seguir para chegar a uma cidade, a um porto ou a qualquer outro local para onde bem entendessem ir. Naqueles primeiros tempos, os meios para resolver esse importantíssimo problema eram certamente muito escassos: limitavam-se, na prática, a um bom senso de observação, que permitisse distinguir e reconhecer os principais pontos de referência em terra e no mar, como montanhas, rios vales, enseadas, ilhas ou promontórios. Mas isso não bastava para uma orientação segura.
O Sol e as Estrelas
Essa maneira de orientar-se durante uma viagem apresentava enormes limitações: não permitia, por exemplo, que se atravessasse um território desconhecido, e mesmo a mais familiar estrada tornava-se completamente estranha quando coberta de neve. Essas contingências, relativamente previsíveis e freqüentes, levaram à busca de novos meios de orientação que fossem mais seguros e se aplicassem a qualquer lugar. Uma primeira solução nasceu do estudo do Sol e das estrelas, que despertavam a curiosidade dos astrônomos já nos tempos da civilização assírio-babilônica - ou seja, milhares de anos do nascimento de Cristo.
A partir desse estudo, os homens puderam identificar com exatidão os quatro pontos cardeais - norte, sul, leste e oeste - elementos básicos de qualquer método de orientação.
Norte: onde o Sol é mais alto
Todos os dias o movimento aparente do Sol desenha no céu uma parábola que atinge seu ponto mais elevado por volta do meio-dia. Nesse momento a posição do Sol indica precisamente a direção norte. Atenção, porém: isso é válido apenas para quem se encontra no hemisfério sul; no hemisfério norte a posição do Sol ao meio-dia indica exatamente a direção contrária, ou seja, o sul.
Passagem meridiana: onde o Sol é mais alto
Todos os dias o movimento aparente do Sol descreve no céu uma parábola que atinge seu ponto mais elevado por volta do meio-dia (passagem meridiana superior). Nesse momento, o Sol indicará precisamente a direção norte ou sul , dependendo da posição do observador em relação ao Sol:
Exemplo 1: Observador no hemisfério norte e Sol com declinação norte:
Latitude menor que a declinação - Azimute Norte e/ou 000º
Latitude maior que a declinação - Azimute Sul e/ou 180º
Exemplo 2 - Observador no hemisfério norte e Sol com declinação sul:
Azimute sul e/ou 180º
Exemplo 3 - Observador no hemisfério sul e Sol com declinação sul:
Latitude menor que a declinação - Azimute sul e/ou 180º
Latitude maior que a declinação - Azimute norte e/ou 000º
Exemplo 4 - Observador no hemisfério sul e Sol com declinação Norte:
Azimute Note e/ou 000º.
Sul: para onde aponta a constelação do Cruzeiro
Durante a noite, no hemisfério austral (a metade da Terra que fica entre o equador e o pólo sul), identifica-se facilmente uma constelação em forma de cruz - o Cruzeiro do Sul - que indica aproximadamente a direção sul (prolonga-se imaginariamente quatro vezes o braço maior da cruz e em seguida tira-se uma perpendicular ao horizonte). No hemisfério boreal (do equador ao pólo norte) há uma "estrela guia", a estrela Polar (da constelação da Ursa Menor), que indica exatamente a direção norte.
Leste: onde o Sol nasce
O Sol surge sempre mais ou menos no mesmo ponto do horizonte, denominado oriente (do verbo latino oriri, "surgir"). Mais precisamente, nos dias 21 de março e 23 de setembro, o "ponto" em que o Sol surge no horizonte indica com exatidão a direção leste.
Oeste: onde o Sol se põe
As mesmas considerações são válidas para a parte do horizonte onde o Sol se põe, denominada ocidente (do verbo latino occidere, "cair"). O "ponto" em que o Sol desaparece no horizonte nos dias 21 de março e 23 de setembro indica exatamente a direção oeste.
Para praticar algum tipo de esporte de aventura envolvendo a natureza temos que saber onde estamos, e para onde vamos e para isso temos que ter noções básicas de direção e saber utilizar instrumentos de orientação. Vejamos alguns desses instrumentos e qual a sua utilidade:
Cartas topográficas ou mapas servem para nos mostrar como é o estudo plano de uma região, descrevendo seu relevo, onde estão localizados picos, vales, planícies, entre outros.
GPS (Global Position Sistem) é um aparelho que, ao captar e processar sinais de satélite, nos fornece a posição exata em que nos encontramos e nossos movimentos em uma tela de cristal líquido.
A bússola é um instrumento que sempre aponta para o norte magnético e por ter essa característica ela nos permite navegar, nos orientando dentro até mesmo dentro de cavernas e matas muito fechadas, além de não precisarem de baterias e possuir um ótimo custo beneficio. Porém não adianta você possuir uma bússola se você não sabe para onde vai, ou até mesmo se você não sabe a sua localização. A partir do momento que você sabe esses dados sua bússola terá uma serventia e será bem utilizada na navegação. A expressão navegação é utilizada quando você pratica algumas técnicas para alcançar seu objetivo, quando você faz uma caminhada em direção a um objetivo você pode enxergar o tempo todo, você não está fazendo navegação, você está simplesmente utilizando seu sentido de visão para isso, navegação é portanto um conjunto de técnicas pela qual você determina uma rota, sua localização e estima o tempo gasto para alcançar tal objetivo.
Origem da Bússola
A bússola é, sem dúvida, um dos instrumentos de navegação mais importantes a bordo, é basicamente uma agulha magnetizada que flutuando dentro de uma caixinha transparente, aponta sempre para o pólo norte magnético de nosso planeta, os chineses foram os primeiros a conhecê-la, foram eles os primeiros a fazerem uso da propriedade da magnetite para procurarem os pontos cardeais, seu uso começou por volta do século XII, inicialmente era composta por uma agulha de ferro magnetizada que se colocava sobre uma palhinha flutuando numa vasilha cheia de água e que apontava o norte, inclusive levavam a bordo pedras de magnetite para imantar as agulhas à medida que estas iam perdendo o seu magnetismo. Foi D. João de Castro o primeiro a descobrir o desvio de uma agulha, ou seja a agulha pode ser desviada por grandes quantidades de minério de ferro, objetos de aço, linhas de alta tensão e outras bússolas quando estiverem próximas demais, neste caso, a agulha indicará uma falsa direção.
Características de uma Bússola
A bússola é uma caixinha circular de material transparente que chamaremos de cápsula, dentro dela existe uma peça metálica que chamamos de agulha, esta agulha é equilibrada sobre um eixo que tem livre movimento, como a agulha é magnetizada, ela sempre indicará para o norte magnético.
Em torno da cápsula temos um anel graduado denominado limbo ou anel graduado, dependendo do tamanho da bússola o limbo é graduado de grau em grau ou de dois em dois graus ou mais, quanto menor o diâmetro do limbo, mais graus haverá entre as marcas. Normalmente a escala do limbo é em graus, esta escala vai de 0º a 360º, ou na marca "N" do limbo começando e terminando no mesmo ponto, denominando-se norte-do-limbo.
Os valores lidos no limbo são chamados de azimutes magnéticos, que são valores angulares que começam da direção do norte magnético apontado pela agulha e vão até uma direção escolhida por nós, seja ela um pico, uma árvore, ou outro referencial.
No fundo da cápsula existe uma série de linhas paralelas, as linhas finas servem para alinhar a bússola, as linhas de coordenada do mapa; as duas linhas centrais geralmente estão em destaque mais grossas ou de outra cor, a faixa entre estas linhas internas chamamos de setas-guia ou portão.
Na placa base da bússola, seguindo da cápsula, existe uma seta apontando para extremidade desta placa que chamamos de linha-de-fé ou seta de rumo.
Existem dois pólos nortes, o verdadeiro, Pólo Norte Geográfico (PNG), que é o utilizado como referência para a posição dos mapas e o Pólo Norte Magnético (PNM), que é o apontado pela bússola. A diferença angular entre estes dois pólos é chamada de declinação magnética.
Utilizando uma Bússola
Para navegar diretamente com a Bússola, quando você pode ver o seu objetivo antes de partir
Com uma bússola, aponte a linha-de-fé ou seta de rumo na direção do seu objetivo.
Gire o limbo ou anel graduado de modo que o norte da agulha encaixe no portão ou seta-guia, leia o número de graus que esta marcando na marca ao pé da seta e mantenha o limbo ou anel graduado nessa posição.
Realizado este procedimento, você já definiu a direção que tem que ir, daqui para a frente é só consultar a bússola colocando o norte da agulha no portão ou seta-guia e a seta de rumo ou linha-de-fé, estará automaticamente apontando a direção a seguir.
Para a Navegação com o uso de uma Carta Topográfica ou Mapa
Este método é um pouco mais elaborado, em razão do ajuste que deverá ser feito, pois o norte geográfico que está localizado no mapa é diferente do norte magnético apontado pela bússola, isto significa que as linhas norte-sul da carta topográfica apontam para uma direção e a agulha da bússola aponta para outro, criando dessa maneira um conflito, mas essa declinação magnética poderá ser resolvida através de uma operação matemática.
Faça uma linha a lápis ligando o ponto onde você se localiza ao ponto onde quer chegar.
Encoste a lateral da bússola conjugada, nessa linha que você traçou e gire o limbo ou anel graduado, até que as linhas norte-sul da bússola fiquem paralelas a linha norte-sul da carta topográfica, o norte da carta topográfica está sempre na parte superior.
Utilize o transferidor para medir o ângulo entre o norte geográfico (verdadeiro) e a direção do seu objetivo, que na realidade é o seu rumo.
Como você mediu o ângulo a partir do norte geográfico e a bússola trabalha com o norte magnético, você terá que fazer uma compensação na declinação magnética.
Se a declinação magnética for "oeste", devemos somá-la ao ângulo relativo ao norte geográfico.
Se a declinação magnética for "leste", devemos subtrair seu valor do ângulo relativo ao norte geográfico.
A indicação "leste" ou "oeste" e o valor da declinação magnética, normalmente vêm escritos na carta topográfica.
Temos que observar se o valor escrito na carta topográfica é do ano corrente ou se precisa ser corrigido, geralmente vem marcado na carta topográfica o quanto de correção anual devemos fazer.
Esse procedimento é feito quando pegamos os rumos na carta (rumo verdadeiro) e transferimos para a bússola (rumo magnético).
Quando pegamos um rumo com a bússola (rumo magnético) e transferimos para a carta topográfica (rumo verdadeiro), para determinarmos a posição, devemos executar a operação de modo inverso, onde somávamos, devemos subtrair, e onde subtraímos devemos somar.
Para a Navegação com o uso de Azimutes
Azimute é um ângulo em relação ao norte, a melhor forma de explicar como ele funciona é através de exemplos práticos. Suponha que você está andando de carro por uma estrada e avista um pico a sua direita, decide parar e caminhar até o pico.
Neste caso, dois azimutes bastarão para orientá-lo até a caminhada, prevendo que depois que entrar na mata, haverá momentos em que não será mais possível avistar nem o pico e nem a estrada.
Neste caso, teremos que fazer duas visadas para marcação dos pontos.
Na primeira, teremos que pegar a bússola do local onde estamos, no caso a estrada, e apontarmos para o sentido em que continuaríamos percorrendo, vamos chamá-lo de azimute da estrada.
Feito isto, gire o limbo ou anel graduado de modo que o norte da agulha encaixe no portão ou seta-guia, leia o número de graus que esta marcando ao pé da seta e mantenha o limbo ou anel graduado nessa posição.
Anote o valor de graus dado, este será o azimute da estrada.
Agora, no mesmo local, aponte a bússola para o ponto onde deseja chegar, neste caso o pico.
Gire o limbo ou anel graduado de modo que o norte da agulha encaixe no portão ou seta-guia, leia o número de graus que está marcando ao pé da seta e mantenha o limbo ou anel graduado nessa posição.
Anote o valor de graus dado, este será o azimute do pico.
Agora é só caminhar em direção ao pico, pelo rumo dado pela bússola ou seja o valor do azimute do pico.
Geralmente, quando estamos dentro da mata, temos que desviar de alguns obstáculos e nem sempre caminhamos numa reta, para isso temos que estimar o quanto foi desviado do azimute que estamos seguindo e a melhor maneira de voltarmos para ele.
Neste caso, vamos supor que desviamos 100 metros do azimute do pico, se continuarmos seguindo o valor do azimute passaremos a 100 metros do pico, então temos que descontar o valor desviado para voltarmos ao valor original dado pelo azimute do pico.
Caso haja alguma dificuldade para o retorno a estrada, temos o valor dado pela visada no início da caminhada, que é o azimute da estrada, então basta seguir para a esquerda um rumo perpendicular ao azimute que cruzaremos a estrada.
Modelos de Bússola
Existem alguns modelos de bússola que são:
Bússola com visada
Bússola de precisão recta
Bússola amortecida a fluido
Bússola com termômetro
Bússola conjugada (bússola e transferidor juntos)
Mas independente da trilha que for feita, ou a bússola a ser utilizada, navegação aprende-se na prática, treinando e usando sempre a lógica e o bom senso, praticar até que tudo se torne automático.
BÚSSOLA
COMO USAR UMA BÚSSOLA
Não se sabe ao certo quem teve primeiro a idéia de deixar uma pedra de minério de ferro ionizado indicar o Norte. Estudiosos acreditam que os Chineses foram os primeiros a explorar o fenômeno. "Si Nan" é considerada como a primeira bússola. "Si Nan" significa "O Governador do Sul" e é simbolizada por uma concha cuja pega aponta para Sul.
Como a concha era bastante imprecisa, os Chineses começaram a magnetizar agulhas de modo a ganhar mais precisão e estabilidade. De acordo com alguns escritos Chineses, as primeiras bússolas foram utilizadas no mar por volta do ano 850. A invenção foi então espalhada p
elo mundo por astrônomos e cartógrafos para ocidente até aos Indianos, Muçulmanos e Europeus.

"colher do sul" chinesa
A bússola foi desenvolvida através dos séculos, e um avanço considerável foi conseguido quando se descobriu que uma fina peça de metal podia ser magnetizada, esfregando-a com minério de ferro.
O passo seguinte foi conseguir envolver e encerrar a agulha num invólucro cheio de ar e transparente, o chamado invólucro da bússola. E desta forma a agulha estava protegida. Inicialmente, as agulhas das bússolas "dançavam" bastante e demoravam muito tempo a estabilizar. As bússolas modernas são instrumentos de precisão, e a sua agulha, geralmente encerrada num invólucro cheio de líquido, rapidamente se posiciona na direção norte-sul.
A bússola atual é uma caixinha circular (cápsula) de material transparente. A agulha encontra-se equilibrada sobre um pino e tem livre movimento horizontal, permitindo que dê voltas de 360 graus. Como a agulha é imantada, ela aponta para o Norte e para o Sul Magnético. Ela possui uma das pontas diferenciada, pintada por exemplo; esta ponta da agulha lhe indicará o Norte. Nas boas bússolas, o interior da cápsula está cheio de um líquido viscoso, destinado a diminuir a "tremedeira" da agulha. As bússolas destinadas a serem sobrepostas aos mapas são feitas em acrílico transparente.
Porém, sabe-se que pólos opostos se atraem. Sabendo disso, não é muito difícil deduzirmos que o pólo sul magnético fique no norte, e o pólo norte magnético fique no sul. Isso explica uma bússola apontar para o norte. Na verdade, ela aponta para o sul magnético, que se encontra ao norte.
Em torno da cápsula, está um anel giratório graduado denominado limbo. No fundo da cápsula há uma série de linhas paralelas. As linhas mais finas servem para alinhar a bússola (ou a cápsula) às linhas norte-sul da grade de coordenadas do mapa. As duas linhas mais centrais são enfatizadas (mais grossas, cor diferente, ou um desenho especial). A faixa entre estas linhas internas chama-se Seta-Guia. A seta-guia normalmente está em perfeito alinhamento com o 0 (zero) ou "N" do limbo. Mas alguns modelos de bússola permitem que a seta-guia seja ligeiramente desviada, para compensar a declinação magnética. Sobre a placa-base da bússola, partindo da cápsula há uma seta apontando para extremidade mais distante: esta é a Linha-de-Fé.
O limbo, dependendo do tamanho da bússola, é graduado de grau em grau ou de 2 em 2 graus, ou mesmo mais. Quanto menor o diâmetro do limbo, mais graus haverá entre cada par de marcas. Assim, comprar uma bússola muito pequena é desnecessário. Também é preciso evitar comprar uma bússola que não tenha um limbo giratório.
Normalmente a escala do Limbo é em graus. Esta escala vai de 0º a 360º (ou a marca N, no limbo), começando e terminando no mesmo ponto, denominado norte-do-limbo. Os valores lidos no limbo são chamados de Azimutes Magnéticos.
