ATLETISMO
O atletismo surgiu nos Jogos Antigos da Grécia. Desde então, o homem vem tentando superar seus movimentos essenciais como caminhar, correr, saltar e arremessar.

Na definição moderna, o atletismo é um esporte com provas de pista (corridas rasas, corridas com barreiras ou com obstáculos, saltos, arremesso, lançamentos e provas combinadas, como o decatlo e heptatlo); corridas de rua (nas mais variadas distâncias, como a maratona e corridas de montanha); provas de cross country (corridas com obstáculos naturais ou artificiais); e marcha atlética. A direção do atletismo no Brasil está a cargo da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT). A primeira participação do Atletismo do Brasil em Olimpíadas aconteceu nos Jogos de Paris (França), em 1924. O primeiro resultado importante aconteceu em Los Angeles (EUA), nos Jogos de 1932, com o 6º lugar de Lúcio de Castro no Salto com Vara.
Tempos Ancestrais
No Egito Antigo e Mesopotâmia
Temos muitos registros dos Jogos Olímpicos da antiguidade, mas e antes deles? Havia competições atléticas ainda mais antigas?
Sim, as primeiras civilizações no Egito e Mesopotâmia, milênios antes dos Jogos na Grécia antiga, já tinham a tradição de atividades atléticas . Isto é comprovado por fontes literárias e iconográficas descrevendo cenas atléticas já em 3.000 a.C.
No Egito e Mesopotâmia, o interesse por atividades atléticas ficou registrado em templos e tumbas. O esporte no Egito antigo incluía: luta, combate com varas, boxe, acrobatismo, arco e flecha, vela, jogos de bola e eventos eqüestres. Tudo indica que os eventos atléticos eram restritos aos membros das classes elevadas. Textos egípcios mostram a importância da atividade física na preparação do faraó e membros da corte.
Os Jogos Olímpicos começaram em 776 a.C. em Olímpia, na Grécia antiga, e duraram por mais de mil anos. Entretanto, o evento religioso que deu origem aos Jogos é bem mais antigo podendo datar do século 13 a.C.
Tal qual a Olimpíada moderna, os jogos eram realizados de 4 em 4 anos. Porém eles sempre aconteciam em Olímpia, os esporte eram menos numerosos e só podiam participar homens que falassem o idioma grego.
Olímpia atraía homens (as mulheres não eram permitidas) de todo o mundo grego. Não se sabe quantas pessoas compareciam aos Jogos, mas o estádio olímpico tinha a capacidade estimada entre 45 mil e 50 mil espectadores.
Os competidores chegavam a Olímpia um mês antes do início oficial do Jogos e passavam por um treinamento moral, físico e espiritual sob a supervisão do juízes.
As mulheres não eram permitidas nos Jogos Olímpicos, não porque os atletas competiam nus, mas por ser Olímpia dedicada ao deus Zeus, sendo uma área sagrada para homens. Nas competições de bigas, realizadas fora da área sagrada, as mulheres era permitidas. Havia festivais femininos nos quais os homens eram banidos, sendo o mais famoso o Heraean, em Argos, o qual incluía competição de lançamento de dardo.
A corrida foi o único esporte praticado nas primeiras 13 Olimpíadas. A distância era de um "stadia" que correspondia aproximadamente a 85 metros. Depois foram acrescentadas corridas mais longas como o "diaulos" (365 metros) e o "dolichos" (24 "stadias" ou 2 km). Em 708 a.C. foram acrescentados o pentatlo e eventos de luta, em 688 a.C. o boxe e em 680 a.C. a corrida de bigas.
O prêmio pela vitória era uma simples coroa feita de ramos de Oliveira. Entretanto os atletas viravam celebridades e era comum os vitoriosos receberem benefícios tais como ter toda a sua alimentação paga pelo resto da vida, ou ter um lugar reservado na primeira fileira dos teatros.
Com o domínio romano sobre os gregos os Jogos Olímpicos foram perdendo sua identidade. Na época do Imperador Nero, no lugar de cidadãos livres, escravos passaram a competir por suas vidas contra animais selvagens. Em 393 d.C. os gloriosos Jogos Olímpicos forma abolidos por decreto do Imperador Romano Teodósio.
Diz a lenda...
O ano era 490 a.C., os gregos haviam vencido os persas na batalha de Maratona e coube a Pheidippides a tarefa de levar a boa notícia até a cidade de Atenas.
Ele correu aproximadamente 35 km da planície da Maratona até Atenas e ao chegar só teve fôlego de anunciar "vencemos" e caiu morto!
Na verdade não existe prova desta lenda, mas a história era boa e inspirou a competição que foi realizada pela primeira vez na Olimpíada de 1896 em Atenas.
Mas a história real é ainda mais incrível...
Se você achou notável um mensageiro correr 35 km subindo desde a planície de Maratona até Atenas, espere pela verdadeira história.
Na verdade Pheidippides foi encarregado de uma tarefa mais árdua e importante. Quando o Persas estavam chegando na Grécia para destruir Atenas, coube a Pheidippides ir até Esparta, a 240 km de distância, pedir reforços. Correndo!
Isso mesmo, correndo. Como caminho era irregular para os cavalos, somente um mensageiro corredor poderia cobrir a distância em tempo.
E então Pheidippides correu em dois dias os 240 km por terreno irregular, só para chegar em Esparta e receber um não como resposta. Os espartanos estavam comemorando o festival de Artemis e se recusaram a ajudar. E lá veio Pheidippides de volta a Atenas com a má notícia, correndo.
Se você acha que Pheidippides era um caso a parte, saiba que foi através da corrida que os atenienses venceram os Persas.
Meu interesse sobre a tradição da corrida nas sociedades nativas das Américas foi despertado pelo domínio dos indígenas nas provas de ultramaratona em trilhas. Nos EUA são disputadas quatro importantes ultramaratonas de 100 milhas em trilhas (Old Dominion, Western States, Leadville e Wasatch) que geralmente são vencidas por nativos muitas vezes calçando típicas sandálias feitas manualmente. Estes indígenas são descendentes da tradição de corredores mensageiros, que vem de tempos remotos, antes da colonização branca das Américas.
Como as sociedades nativas das Américas não possuíam cavalos, o sistema de corredores mensageiros era fundamental e foi usado por várias nações pré-colombianas como os Incas, Maias, Astecas e diversos povos da América no Norte e Central. O treinamento destes mensageiros, que vinha desde a infância, comparava-se aos dos atletas profissionais de hoje. Eles eram capazes de cobrir distâncias de 160 a 320 quilômetros em um dia!
A corrida de revezamento era usada pelos mensageiros indígenas, tanto no vasto Império Inca com sua rede de estradas das Américas que totalizava a distância de 4.000 km desde o sul do Chile até o Equador, quanto pelos Iroquois, no leste dos Estados Unidos, para ligar as nações da sua confederação.
Mas as corridas não eram usadas como esporte? A resposta é sim! Nas sociedades nativas das Américas também havia competições com corridas. Além de ser usada por mensageiros, as corridas também faziam parte de competições entre os nativos de várias regiões das Américas, desde o gélido Alasca até os desertos escaldantes. Até nas regiões mais gélidas do Alasca os Esquimós realizavam corridas curtas durante o ritual de 14 dias realizado durante o mês de janeiro.
Tempos Modernos
O barão de Coubertin revive as Olimpíadas
Os gloriosos Jogos Olímpicos, interrompidos no anos 393 d.C. por decreto do Imperador Romano Teodósio, tiveram o seu renascimento no final do século XIX. O principal fator deste renascimento foram as escavações, em 1852, das ruínas do templo de Olímpia onde aconteciam os Jogos nos tempos ancestrais. A redescoberta da história das olimpíadas provocou um renascimento dos valores esportivos do gregos antigos que acabaram influenciando o francês Charles Louis de Feddy, mais conhecido como barão de Coubertin.
Segundo o próprio barão, o final do século XIX apresentava todo um conjunto de circunstâncias que culminariam no renascimento dos Jogos Olímpicos:
"A idéia do renascimento dos Jogos Olímpicos não foi uma fantasia passageira: foi a culminação lógica de um grande momento. O século XIX presenciou o prazer pelos exercícios físicos renascer em todos os lugares... Ao mesmo tempo as grandes invenções, as ferrovias e o telégrafo conectaram distâncias e a humanidade passou a viver uma nova existência. As pessoas se misturaram, conheceram-se melhor e imediatamente passaram a se comparar. O que um conseguia o outro desejava conseguir também. Exibições universais trouxeram para uma localidade produtos de todo o mundo, congressos científicos ou literários reuniram as variadas forças intelectuais. Então como poderiam os atletas não buscar se reunirem, já que a rivalidade é a base do atletismo e na realidade a ração de sua existência?"
(Barão Pierre de Coubertin, 1896)
Assim, no dia 23 de junho de 1894, o barão convocou um congresso esportivo-cultural e apresentou a proposta para o retorno dos Jogos Olímpicos. Os delegados de 12 países reunidos na Sourbone ficaram tão entusiasmados com o projeto que marcaram a primeira Olimpíada da era moderna para dali a dois anos em Atenas.
Apesar do barão de Coubertin ser mundialmente reconhecido como responsável pelo renascimento da Olimpíada, aconteceram antes outras tentativas de reviver os jogos.
Muito antes do Boom! das maratonas da década de 70, havia Boston. Em 1897, inspirados pela maratona olímpica acontecida um ano antes, os membros do Boston Atlhetic Club decidiram fazer uma corrida similar no Patriots' Day. Até a topografia seria semelhante àquela original de Maratona a Atenas, com subidas na parte final até a chegada em Boston.
Quinze intrépidos corredores encararam o primeiro desafio em 1897. Dez terminaram a prova. O vencedor foi John McDermott que cobriu a distância de 24.5 milhas (39,42 km) em 2:55:10.
Embora poucos se aventurassem em correr a maratona nos primeiros anos, desde o princípio uma multidão já acompanhava a prova. Em 1902 o Boston Globe estimou que 100 mil espectadores assistiram a maratona.
No ano de 1909 Boston atraiu 164 maratonistas e esse número não aumentou muito nas décadas seguintes. O primeiro ensaio do que seria o Boom! das maratonas na década de 70 foi um artigo de 1963 na Sport Illustrated sobre a Maratona de Boston. No ano seguinte a corrida teve 369 participantes e continuou crescendo até quebrar a barreira de 1.000 maratonistas em 1969.
Em 1966 a maratona de Boston começou a aceitar a participação de mulheres. Nos primeiros anos de competição feminina as campeãs não eram reconhecidas oficialmente. Somente em 1972 Nina Kuscsik sagrou-se primeira vencedora oficial da Maratona de Boston com o tempo de 3:10:26.
No início dos anos 70, durante o Boom! das corridas, Boston introduziu tempos classificatórios para entrar na prova. Entretanto isto não diminuiu a participação na corrida, pelo contrário, os tempos classificatórios deram maior status à maratona. A edição de 1996, comemorando os 100 anos desta maratona, tornou-se a maior maratona de todos os tempos com 38.708 mil participantes.
Entre 1912 e 1936 a corrida de fundo tornou a Finlândia, uma nação recém-independente do domínio russo, conhecida mundialmente. Neste período os finlandeses voadores (flying finns) venceram 44 medalhas nas distâncias entre os 1.500m e a maratona.
O domínio finlandês começou em 1912 com 3 medalhas de ouro conquistadas por Hannes Kolehmainen que ainda venceria a maratona olímpica de 1920 com o recorde olímpico de 2:32.
Dentre os finlandeses voadores, o maior nome foi Paavo Nurmi que conquistou nada menos que 9 medalhas de ouro olímpicas e 3 de prata.
Esta modalidade fez sua estréia timidamente em Paris 1900, contando com apenas cinco competidores. Na Olimpíada seguinte, em St. Louis, um número menor de atletas: apenas quatro. Ainda seria disputada em Londres-1908, mas não fez parte do programa de Estocolmo-1912.
Os 400m com barreiras só voltariam com força depois da primeira guerra mundial, em Paris-1924, contando com 23 competidores e tendo como vitorioso o americano Morgan Taylos com 52.6. A supremacia americana, que vinha desde 1900, foi quebrada em Amsterdã-1928 pelo britânico David Burghey que venceu em 53.4. Na Olimpíada seguinte, em Los Angeles, o irlandês Robert Tisdall venceu em 51.7. Esta marca seria recorde do mundo, mas o regulamento da época não reconheceu o tempo pois o irlandês tocou o pé em uma barreira.
Em Berlim, 1936, o Brasil teve grande participação com Sylvio Padilha chegando na quinta colocação em 54.0. A prova foi vencida pelo americano Glenn Hardin em 52.4. Outro grande atleta brasileiro da modalidade foi Antônio Eusébio Ferreira que chegou a duas semifinais, em 1980 e 1984. Eronildes Araújo foi o brasileiro de maio sucesso em Olinpíadas, chegando nas finais em Atlanta-1996 e Sidney-2000.
Esta é uma das clássicas provas olímpicas, já que foi disputada desde primeira Olimpíada em Atenas-1896. Nesta ocasião o vencedor foi o australiano Edwin Flack com 2:11.0.
Deste então, os 800m foram dominados por americanos e britânicos que se alternaram como vencedores da medalha de ouro. Isto até a Olimpíada de 1960, em Roma, aonde o neozelandês Peter Snell quebrou a hegemonia anglo-americana vencendo em 1:46.3. O grande Snell, treinado pela legenda Arthur Lydiard, ainda repetiria a façanha em Tóquio-1964 conquistando o ouro em 1:45.1.
Em 1976, a primeira vitória de um atleta de um país de língua não inglesa. O cubano Alberto Juantoreana, o cavalo, venceu os 400m (44:26) e os 800m (1:43:50) na Olimpíada de Montreal.
A partir do final da década de 70 o domínio das provas de meio-fundo voltaria para os britânicos com as disputas entre Sebastian Coe e Steven Ovett. Em Moscou os dois atletas estavam no auge e, para o prazer dos amantes do esporte, a Grã-Bretanha não aderiu ao boicote americano dando-nos a oportunidade de apreciar os duelos entre estes grandes corredores.
Nos 800m, Steve Ovett levou a melhor vencendo em 1:45.4, ficando Coe em segundo com 1:45.9. Nesta prova o grande meio-fundista brasileiro Agberto Guimarães ficou na quarta colocação em 1:46.2, perdendo a medalha de bronze para o soviético Nicolai Kirov que marcou 1:46.0. Estava começando aí o período de ouro do atletismo brasileiro nesta distância que iria até 1996. Já nos 1.500m, Coe deu o troco em seu compatriota e venceu em 3:38.4, Ovett ficou em terceiro em 3:39.0 ficando atrás do alemão Jürgen Starub que marcou 3:38.4
A Olimpíada seguinte seria o momento mais glorioso do meio-fundo brasileiro. O Brasil contava com três grandes atletas para tentar o ouro nos 800m : Joaquim Cruz, Zequinha Barbosa e Agberto Guimarães. Zequinha e Agberto ficaram na semi-final com os tempos de 1:48.70 e 1:46.60 respectivamente. Na final, Joaquim Cruz derrotou Sebastian Coe marcando recorde olímpico com 1:43.00. Este foi o maior momento do Brasil nesta Olimpíada. Coe, que ficou em segundo nos 800m com 1:43.64, venceria ainda os 1.500m - também com recorde olímpico - em 3:32.53.
Em 1988, na cidade de Seul, os meio-fundistas estavam no auge chegando Zequinha, Joaquim e Agberto na grande final dos 800m. Joaquim Cruz, o favorito, foi superado na reta final pelo queniano Paul Ereng, que marcou 1:43.45, ficando com a prata no tempo de 1:43.90. Em terceiro veia a estrela marroquina Said Aouita com o tempo de 1:44.06. Zequinha ficou em sexto lugar com 1:46.39 e Agberto em vigésimo quarto com 1:48.29. Zequinha ainda chegaria à final dos 1.500m ficando na 33a colocação com o tempo de 3:44.46 em prova vencida por Peter Rono do Quênia em 3:35.96.
Em Barcelona, 1992, sem Joaquim Cruz, a grande esperança brasileira nos 800m foi Zequinha Barbosa que estava no auge da sua carreira. Ele conseguiu a quarta colocação com 1:45.06. O vencedor foi o queniano Willian Tanui em 1:43.66.
Esta modalidade é disputada desde a primeira edição, em Atenas-1896, quando o vencedor foi o americano Ellery Clark com 6.35m. A partir de 1900, em Paris, até 1912, na Antuérpia, além do salto em distância moderno, também foi disputado o salto em distância parado.
O grande atleta dos saltos parados foi o americano Raymond Charles Ewry. Além de conquistar quatro medalhas de ouro no salto em distância parado entre 1900 e 1908 (incluindo os Jogos Intermediários em 1906), ele também obteve quatro medalhas de ouro no salto em altura parado e duas no salto triplo parado. Raymond é o maior recordista de medalhas de ouro olímpicas com dez em quatro Olimpíadas.
No período entre guerras, a grande estrela do salto em distância foi o americano "Jesse" Owens. Além de conquistar o ouro nesta modalidade em 1936, em Berlin, saltando 8.06m, ele também venceu os 100m, 200m, e revezamento 4x100m. O negro Jesse destrui a ambição de Hitler usar a Olimpíada para provar a superioridade da raça Ariana. Nesta Olimpíada competiram pelo Brasil Dalmo Teixeira, que ficou na 9a colocação saltando 7.05m, e Márcio de Oliveira, que ficou na 15a posição.
Quase cinqüenta após, o feito de Jesse Owens foi repetido por outro atleta negro americano. Carl Lewis repetiu a façanha em 1984, na cidade de Los Angeles, vencendo o salto em distância com 8.54m, além dos 100m, 200m e revezamento 4x100m. Lewis ainda venceria o salto em distância nas três olimpíadas seguintes tornando-se o maior atleta desta modalidade com 4 medalhas de ouro, além de mais cinco nos eventos de velocidade.
Depois de ter sido surpreendentemente preterida por Atlanta para realizar a edição centenária dos Jogos Olímpicos, Atenas ganhou a disputa pela Olimpíada de 2004 derrotando as cidades de Roma, Buenos Aires, Estocolmo, Cidade do Cabo e San Juan.
A abertura oficial da Olimpíada de Atenas 2004 será dia 13 de Agosto no Estádio Olímpico, porém as partidas de futebol começarão dois dias antes. Um dos eventos mais esperados é a maratona, que acontecerá no percurso original com chegada no Estádio de Mármore que abrigou a Olimpíada de Atenas em 1896.
Outra volta ao passado se dará no arremesso de peso que ocorrerá em Olímpia, sede dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, e que também abrigou esse evento em 1896. O local ficará restrito a pouco mais de três mil pessoas.
Os esportes que serão disputados na Olimpíada de Atenas 2004 são: atletismo, badminton, basquete, beisebol, boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, futebol, ginástica artística, ginástica rítmica, handebol, hipismo, hóquei na grama, iatismo, judô, levantamento de peso, lutas, nado sincronizado, natação, pentatlo moderno, pólo aquático, remo, salto ornamental, softbol, taekwondo, tênis, tênis de mesa, tiro, tiro com arco, trampolim, triatlo, vôlei, vôlei de praia.
O salto em distância feminino somente estreou em Olimpíadas em Londres-1948. Na ocasião, a vencedora foi a húngara Olga Gyarmati com um salto de 5,695m. O Brasil foi representado por Gertrudes Ida Morg que saltou 5,12m e não se classificou para a final.
Na Olimpíada seguinte, em Helsinque, duas brasileiras participaram do salto em distância. Wanda dos Santos ficou na 21a colocação com 5,36m e Helena Menezes na 24a colocação com 5,30. A vencedora foi a neozelandesa Yvette Willians com o recorde olímpico de 6,24m.
O Brasil só teria novamente uma representante olímpica nesta modalidade em Montreal-76 com Silvina das Graças Pereira. Ela saltou 6,13m e foi eliminada na primeira fase de classificação.
Oito anos depois, Em Los Angeles-84, duas competidoras brasileiras : Esmeralda de Jesus Garcia e a "multi-atlética" Conceição Geremias. Nenhuma chegou à final. Conceição saltou 6,04m e Esmeralda 6,01m.
Fonte: www.copacabanarunners.net
ATLETISMO

Considerado o esporte-base, por testar todas as característica básicas do homem, o atletismo não se limita somente à resistência física, mas integra essa resistência à habilidade física. Comporta três tipos de provas, disputadas individualmente que são as corridas, os saltos e os lançamentos. Conforme as regras de cada jogo, as competições realizadas em equipes somam pontos que seus membros obtêm em cada uma das modalidades.
As corridas rasas de velocidade e revezamento são antigas. As corridas com obstáculos, que podem ser naturais ou artificiais, juntamente com as corridas de “sabe”, que os ingleses chamam de “steeple chass”, foram idealizadas tendo como modelo as corridas de cavalos.
A maratona, a mais famosa das corridas de resistência, baseia-se na legendária façanha de um soldado grego que em 490 A C. Correu o campo de batalha das planícies de Maratona até Atenas, numa distância superior a 35 km, para anunciar a vitória dos gregos sobre os persas. Uma vez cumprida a missão, caiu morto. As maratonas modernas exigem um percurso ainda maior: 42.192 m.
Nos primórdios de nossa civilização, começa a história do atletismo. O homem das cavernas, de forma natural, praticava uma série de movimentos, nas atividades de caça, em sua defesa própria etc. Ele saltava, corria, lançava, enfim desenvolvia uma série de habilidades relacionadas com as diversas provas de uma competição de atletismo. Podemos verificar que as provas de atletismo são atividades naturais e fundamentais do homem: o andar, o correr, o saltar e o arremessar. Por esta razão, é considerado o atletismo o “esporte base” e suas provas competitivas compõem-se de marchas, corridas, saltos e arremessos. Além disso, o desenvolvimento dessas habilidades são necessárias à prática de outras modalidades esportivas.
Por exemplo, podemos observar um jogador em atividade numa partida de futebol, basquete ou voleibol. Durante o jogo, ele anda, outras vezes, corre, salta e pratica arremessos. Por isso, um jogador de futebol, basquete ou voleibol procura sempre desenvolver essas habilidades que são “base” dos conjuntos de atividade física do praticante dessas modalidades.
A história do atletismo é muito bonito, pois que se inicia com a própria história da humanidade, quando o homem primitivo praticava suas atividades naturais para sobrevivência. Chega mesmo a se confundir com a mitologia, quando observamos o período da Antigüidade Clássica, com os Jogos Olímpicos que deram origem aos atuais Jogos Olímpicos da Era Moderna, que trazem como reminiscência cultural mais marcante a figura de Discóbulo de Miron.
O atletismo, sob forma de competição, teve sua origem na Grécia. A palavra atletismo foi derivada da raiz grega, “ATHI, competição”, o princípio do heroísmo sagrado grego, o espirito de disputa, o ideal do belo etc. – o que se chamou de ESPÍRITO AGONÍSTICO. Surgiram então as competições que foram perdendo o caráter de religiosidade e assumindo exclusivamente o caráter esportivo. O romano Juvenal sintetizou a expressão com “MENS SANA IN CORPORE SANO” a própria filosofia do esporte.
O atletismo é um conjunto de desportos constituído por três modalidades: corrida, lançamentos e saltos. De modo geral, o atletismo é praticado em estádios, com exceção de algumas corridas de longa distância, praticadas em vias públicas ou no campo, como a maratona.

Imagem da final dos 100m das Olimpiadas de Atenas em 1896
História
A origem do atletismo é incerta, embora se tenha certeza de que ele já era praticado (e muito considerado) entre os gregos antigos. De fato, as competições mais importantes da olímpiada na grécia antiga eram as corridas. Desde os primeiros jogos olímpicos da era moderna, o atletismo faz parte do programa olímpico. A entidade que organiza o atletismo a nível mundial é a IAAF (International Association of Athletics Federations).
Corridas
As corridas são, em certo sentido, as formas de expressão atlética mais pura que o homem já desenvolveu. Embora exista algo de estratégia e uma técnica implícita, a corrida é uma prática que envolve basicamente o bom condicionamento físico do atleta.
Considerando a distância, as corridas dividem-se em curta distância (tiro rápido), que nas competições oficiais vão até os 400 metros; média distância (800 metros e 1500 metros); e longa distância (5000 metros ou mais, chegando até às ultramaratonas de 100 quilómetros). Podem ser divididas também de acordo com a existência ou não de obstáculos (barreiras) colocados no percurso.

Prova feminina dos 100m com barreiras em Atlanta, 1996
Nas corridas de curta distância, a explosão muscular na largada é determinante no resultado obtido pelo atleta. Por isso, existe um posicionamento especial para a largada, que consiste em apoiar os pés sobre um bloco de largada (fixado na pista) e apoiar o tronco sobre as mãos encostadas no chão (posição de quatro apoios). São frequentes as queimadas, quando o atleta sai antes do tiro de largada, que é o sinal dado para começar a prova. Na corrida se alguma pessoa sair antes do tiro 3 vezes está desclassificado. Nas provas mais longas a largada não tem um papel tão decisivo, e os atletas costumam sair para a corrida em uma posição mais natural, em pé.

Maratona dos Fuzileiros dos Estados Unidos
Maratona
A Maratona é uma corrida que reproduz a distância que Filípides percorrido, segunda a lenda, um soldado grego, para anunciar que os helenos haviam vencido uma batalha contra os persas, desde o local da batalha (planície de Maratona - daí vem o nome) até a cidade de Atenas. A maratona é uma prova que envolve grande resistência física, sendo seu percurso estabelecido em 42 quilómetros e 195 metros.
Arremesso e Lançamentos

Atleta se preparando para o lançamento de dardo
As modalidades oficiais de arremesso e lançamentos envolvem o arremesso de peso,e os lançamentos de martelo, lançamento de disco e dardo. O arremesso de peso consiste no arremesso de uma esfera metálica que pesa 7.26 kg para os homens (adultos) e 4 kg para as mulheres. O martelo é similiar a essa esfera, mas possui um cabo, o que permite imprimir momento linear à esfera e assim atingir uma distância maior. Já o disco é um pouco mais leve, pesando 1 kg para as mulheres e 2 kg para os homens. E o dardo pesa 600 gramas para as mulheres e 800 gramas para os homens.
O arremesso e os lançamentos são feitos dentro de áreas limitadas, um círculo demarcado no solo para o arremesso de peso, e os lançamentos de martelo e disco, e antes de uma linha demarcada no solo para o lançamento do dardo. A partir dessas marcas é que é contada a distância do arremesso e dos lançamentos. Normalmente as competições envolvem várias tentativas por parte dos atletas, que aproveitam as melhores marcas obtidas nessas tentativas.
As competições de arremesso e lançamentos normalmente são praticadas no espaço interior à pista das corridas.
A origem desta prova parece ser também irlandesa, pois nos Jogos Tailteanos, no início da Era de Cristo, os celtas disputavam uma prova de arremesso de pedra que pelas descrições se assemelhavam à prova atual. Alias, é interessante notar que na Península Ibérica, nas províncias onde ainda se encontram concentrações humanas etnicamente celtas, Galiza na Espanha e Trás-os-Montes em Portugal, ainda se disputa uma competição chamada de “arremesso do callhau”, que se assemelha ao nosso moderno arremesso do peso. De qualquer forma, a codificação da prova, tal como ela é hoje, é totalmente britânica, inclusive o peso do implemento, 7,256kg, correspondente a 16 libras inglesas, que era precisamente o que pesavam os projéteis dos famosos canhões britânicos do início do século XIX. As primeiras marcas registradas pertencem ao inglês H. Williams, que em Londres, em 28 de maio de 1860, lançou o peso a 10,91m, e o da Era IAAF ao americano Ralph Rose, que em 21 de agosto de 1909 arremessou 15,54m em São Francisco. William Parry O’ Brien revolucionou esta prova, criando um novo estilo, no qual o atleta começa o movimento de costas para o local do arremesso. Parry O’ Brien venceu os Jogos Olímpicos de Helsinque e Melbourne, ganhou a prata em Roma e ainda se classificou em 4º lugar em Tóquio 12 anos depois de iniciar a sua carreira olímpica. Foi também o primeiro atleta a vencer mais de 100 competições consecutivas. No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi do atleta E. Engelke, vencedor do I Campeonato Brasileiro em 1925, com a marca de 11.81 m.
Os lançamentos são dividos em 3 partes que são lançamento do martelo do disco e do dardo. E as provas são sempre efectuadas dentro do estádio. Mas as provas femininas são diferentes das masculinas.
Salto
As provas de salto podem ser dividas em provas de salto vertical e de salto horizontal. Dentre as provas de salto vertical, temos o salto em altura e o salto com vara. As provas de salto horizontal envolvem o salto em distância e o salto triplo.
Os atletas tomam impulso numa pequena pista, objetivando maior distância no salto.
O salto em altura, que tem por objetivo ultrapassar uma barra horizontal, é feito mediante tentativas: o atleta estabelece uma Altura que julga ser possível pular, solicita que a barra seja colocada nessa altura e tem algumas chances (dependendo da competição) para ultrapassar essa altura. Se conseguir, deve elevar a barra alguns centímetros, e tem novas tentativas. Gradualmente chega a seu limite, e não consegue ultrapassar a altura que será sua marca. O salto com vara funciona do mesmo modo. Em ambos os saltos, há um colchão para a queda do atleta atrás das barras a serem superadas.

Atleta durante o salto em altura
No salto em distância e o salto triplo, horizontais, o atleta faz sua aterrissagem numa caixa de areia. Há uma marca na pista que indica o limite máximo de corrida antes do salto; caso o atleta ultrapasse ou encoste nessa marca, terá queimado e perderá a tentativa. Caso tenha saltado antes da marca, a distância dessa marca até o local onde aterrisou é a distância obtida. É importante destacar que vale o ponto de aterrissagem mais próximo à marca de salto; se o atleta, por exemplo, depois de cair apoiar a mão num ponto qualquer da caixa de areia, anterior ao local onde caiu, será marcada a distância até esse ponto.

Atleta na prova de salto em distância
Modalidades Combinadas
Algumas competições esportivas envolvem uma combinação de várias modalidades, no intuito de consagrar uma atleta mais completo. As competições oficiais do decatlo (para os homens) e do heptatlo (para as mulheres) combinam corridas, saltos e arremessos. Os atletas pontuam de acordo com suas colocações nos eventos individuais, e esses pontos podem ser somados para definir-se o vencedor.
A pista
A pista de corrida normalmente contém 8 raios, cada uma com 1 metro e 25 centímetros que os caminhos pelos quais os atletas devem correr. Deste modo, a largura da pista é de no mínimo 10 metros, com algum espaço além das raias interna e externa. Uma pista oficial de atletismo é constituída de duas retas e duas curvas (quase um ``oval´´), possuindo raias concêntricas; tem o comprimento de 400 metros na raia interna (mais próxima ao centro). A raia mais externa é mais longa, mas não chega a ter 500 metros. Nas corridas de curta distância, os atletas devem permanecer nas raias a partir das quais largaram. Nas corridas de média e longa distância, os atletas não precisam correr nas raias, e geralmente se encaminham para a raia mais interior, evitando percorrer distâncias maiores.
As barreiras têm cerca de 1 metro, nas competições para homens, e cerca de 80 centímetros, nas competições para mulheres. Se o atleta derrubar as barreiras enquanto corre, não é desclassificado - conquanto perca tempo substancial. As corridas com barreiras normalmente têm 10 obstáculos.
Embora a maratona seja disputada nas ruas de uma cidade ou em um local externo, o seu trajeto é estabelecido de modo que a chegada se dê num estádio ou pista de atletismo.

Medidas oficiais de uma pista oficial de atletismo
O vento
Em provas de saltos em distância e corridas curtas, os recordes só são válidos se o vento estiver a favor não ultrapassar a marca de 2 km/h. Nas corridas longas, o vento não influi decisivamente, pois o atleta pega também lufadas de frente quando faz uma curva e muda de direção.

Como podemos ver o atletismo foi uma das primeiras modalidades atléticas a serem incluídas nas olimpíadas. Dês de o tempo antigo, quando os gregos inventaram as olimpíadas, o atletismo estava entre elas. As provas que compõem o atletismo são: provas de pistas de campo, corridas de rua, provas de cross-country e marcha atlética.
As provas de pista e campo são disputadas em pistas e são as seguintes: corridas rasas, com barreiras e com obstáculos.As provas de campo são as seguintes: arremessos de pesos, saltos e lançamentos.Ainda há as provas combinadas, como o decatlo.
As corridas de rua são disputadas em ruas, avenidas. Um exemplo de corrida de rua é a São Silvestre.
As corridas de cross-country são disputadas em pistas não pavimentadas, como: grama ou terra.
As corridas de marcha atlética são corridas de longa duração e as distancias das corridas são de 3500 m e 10 milhas.
Durante a Onase teremos algumas modalidades de atletismo e muitos outros esportes como: basquete, vôlei e xadrez.
Na modalidade de atletismo ocorrerão as seguintes as provas de pista e campos.

O atletismo é um esporte praticado há muito tempo.É considerado um esporte importante, pois trabalha com grande parte dos movimentos do corpo.Hoje, o atletismo é dividido em modalidades: provas de pista e campo, corridas de rua, cross-country e marcha atlética.Neste texto iremos falar sobre essas modalidades, as regras e tudo sobre o atletismo.
As provas de pista são divididas em corridas rasas, com barreiras ou obstáculos. As de campo são saltos, arremessos e lançamentos. São disputadas em pistas de atletismo. Estas provas são competidas entre homens e mulheres.Sempre fizeram parte dos jogos olímpicos e são consideradas o ponto nobre destes jogos.
As corridas de rua são simples corridas disputadas em ruas e rodovias.A mais famosa aqui no Brasil é a São Silvestre, disputada todos os anos no dia 31 de dezembro, em São Paulo. Essas corridas podem ser disputadas em várias distâncias, mas a mais comum é a Maratona, com 42.195 km. São populares em todo o mundo, mas a mais tradicional é a de Boston.De todas as corridas de rua, a maratona é a única disputada nos jogos olímpicos.
As provas de cross-country são realizadas em terrenos de terra ou grama.Existe um campeonato mundial dessa modalidade que é realizado anualmente entre 4 e 12km para os homens e 4 e 8km para as mulheres.
As provas de marcha atlética são competições de longa distância na qual o competidor tem que estar sempre com pelo menos um pé no chão.O esporte surgiu a partir das caminhadas e faz parte dos jogos olímpicos.
Cada modalidade tem suas próprias regras.As regras de corridas são não poder invadir a raia adversária e nem “queimar” na largada.
No atletismo existem muitos atletas famosos, alguns deles são: Paavo Nurmi, Emil Zatopek, Abebe Bikila, Carlos Lopes, Carl Lewis e Paul Tergat.
O atletismo será praticado na ONASE (Olimpíada Nacional da rede Sinodal de Educação) e também fará parte dos jogos olímpicos mundiais em Atenas.

O Atletismo é o esporte que mais medalhas ganhou para o Brasil, em Olimpíadas e Jogos Pan-Americanos. Também nos Mundiais, nossos atletas têm subido no pódio. Muitas vezes, vimos a bandeira brasileira subir e ouvimos o hino nacional. Além do bicampeão olímpico Adhemar Ferreira da Silva, outros medalhas em Olimpíadas foram Joaquim Cruz, João Carlos de Oliveira, Nélson Prudêncio, José Telles da Conceição e Róbson Caetano, e ainda a equipe no revezamento 4 x 100m, em Atlanta, com Róbson, Arnaldo de Oliveira, André Domingos da Silva e Édson Luciano Ribeiro. João Carlos de Oliveira e Róbson Caetano são, ainda tricampeões da Copa do Mundo.
Outros medalhas de ouro são Nélson Rocha dos Santos e Altevir Araújo (4 x 100m) e Sérgio Matias (4 x 400m) - as medalhas no revezamentos nossos atletas conseguiram formando nas seleções das Américas. Zequinha Barbosa foi campeão mundial indoor e subiu no pódio no Campeonato Mundial duas vezes.
Abaixo você vai conhecer um pouco mais sobre as modalidades do atletismo.
SALTOS
ALTURA
Este evento não figura nos Jogos Antigos, mas foi comumente praticado pelos Celtas. A primeira competição foi organizada na Inglaterra, em 1940, e regimentada em 1965, onde cada competidor possuía três saltos em cada altura e a barra não poderia ser aumentada no caso do competidor derrubá-la. A altura de seis pés (1,83m) foi utilizada pela primeira vez por Marshall Brooks (Grã-Bretanha), em 1874, usando a técnica de um pé primeiro.
DISTÂNCIA
Há muito tempo faz parte das competições esportivas. Figurou nos Jogos de 708 AC como parte do Pentatlo. O evento moderno foi regularizado na Inglaterra e nos Estados Unidos em 1860: o levantar-vôo tinha que ser feito 20cm afastado da tábua dentro da marca de saibro.
TRIPLO
Os Celtas inventaram um estilo de três saltos numa ação contínua e isso foi regularizado até o fim do século XIX, primeiro pelos Irlandeses e depois pelos Americanos. Originalmente um vôo-vôo-salto, sendo primeiramente dois vôos com um mesmo pé, o Salto Triplo começou, depois de 1900, com a Técnica vôo-passo-salto.
VARA
Foi conhecido pelos velhos Gregos através de saltos por cima dos touros. Os Celtas usaram a vara, mas para competição em extensão. Esse evento iniciou uma competição vertical na Alemanha em torno de 1775, durante competições de ginástica.
Pistas
VELOCIDADE São assim chamadas todas as provas em distância até 400m. Podem ser realizadas em pistas com obstáculos ou em pistas livres (corridas rasas). Exigem maior explosão que fôlego.
OBSTÁCULOS
De influência hípica, esta prova foi introduzida nos Jogos Olímpicos de 1900, em Paris. A distância atual desta corrida é de 3.000m - masculino e feminino -, e inclui 4 obstáculos secos e 1 obstáculo do fosso à cada volta da pista. Este último é o mais espetacular, de vez que o competidor deve transpor o obstáculo e saltar o fosso de 3,66m de comprimento.
BARREIRAS São as realizadas em pistas com barreiras, nas distâncias de 100, 110 e 400 metros. Os atletas devem dominar técnica especial para manter o equilíbrio e o ritmo, ao combinar a ação de correr com a de saltar.
REVEZAMENTO
São as corridas entre equipes de quatro atletas que devem cumprir, cada um deles, uma quarta parte do percurso. Ao término de sua parte, o atleta deve passar um bastão ao companheiro que lhe sucede. Há dois tipos de revezamento: o de 4 x 100 m., e o de 4 x 400 m. O momento da passagem do bastão é indicado por marcas na pista. O êxito dependerá de dois fatores principais: precisão na saída e na passagem do bastão.
Arremesso
DARDO
Consiste numa haste metálica. Nas provas masculinas, seu peso total não pode exceder 800 g e o seu comprimento varia de 2,60 a 2,70 m. Seu diâmetro varia de 2,5 a 3 cm. Para as provas femininas, o peso total é 600 g, o comprimento varia de 2,20 a 2,30 m. e o diâmetro varia de 2 a 2,25 cm. O lançamento é feito de uma pista, onde o lançador corre cerca de quinze passadas.
DISCO
Os antigos Gregos descobriram este evento antes de qualquer outro. Eles usaram discos de pedra e depois de bronze com 2 e 6kg de peso e 21 e 34cm de diâmetro. Essa prova estreou nos Jogos Antigos em 708 AC. Em 1896, o disco foi incluído nos Jogos Olímpicos de Atenas. Os discos foram feitos em um suporte que media 60cm por 70cm. Na mesma época, os sueco lançavam os discos de um quadrado de 2,5m.
MARTELO
Este evento, nascido de antigas tradições, inicialmente teve como estilo a corrida livre, no qual havia um martelo pesado (um ferro junto com uma bola de ferro fundido). Em seguida, foi introduzido o peso com diâmetro de 7 pés (2,13 m). Em 1887, o peso do martelo foi fixado em 7,26 kg com um arame entre 1,175m à 1,215m de comprimento.
A origem do atletismo vem desde os antigos Jogos da Grécia e, segundo o que se tem documentado, surgiu justamente entre os gregos, e ganhou categorias com o tempo graças a touros e balas de canhão, entre outros.
Na definição moderna, o atletismo é um esporte com provas de pista de campo (corridas rasas, corridas com barreiras ou com obstáculos, saltos, arremesso, lançamentos e provas combinadas, como o decatlo e heptatlo), provas de cross country (corridas através do campo, com obstáculos naturais ou artificiais); e marcha atlética.
Na época, o Carl Lewis da época foi Coroebus, campeão dos Jogos em 776 antes de Cristo na prova dos 193 metros. Naquela época, as provas disputadas eram basicamente de corrida e lançamento de disco, feitos de pedra ou bronze.
A maratona, por exemplo, foi criada, segundo a lenda, em homenagem a um soldado chamado Pheidippides. Ele correu 40 quilômetros carregando notícias sobre a vitória de Atenas sobre a Pérsia na Batalha da Maratona e, ao chegar, acabou caindo e morrendo.
O atletismo teve seu grande momento até o fim do Jogos gregos, em 394 a.C.
O esporte, porém, acabou “morrendo” até o século 12, quando reapareceu na Inglaterra.
Ele acabou assumindo um pouco do que é hoje a partir do século 19. Em 1834, foram criados outras modalidades ainda mais quando as universidades de Oxford e Cambridge passaram a adotar o atletismo em seu currículo em 1864. Sete anos depois, acabou sendo criado o primeiro clube de atletismo em Suffolk.
Sendo assim, o esporte não teve maiores problemas para participar da Olimpíada de Atenas, em 1896. E a IAAF acabou sendo criada em 1912, durante os Jogos Olímpicos de Estocolmo (Suécia).
Em 1908, a maratona ganhou mais 2.195 quilômetros para que a corrida pudesse começar e terminar perto do castelo e da rainha Alexandra e seus suditos, a modalidade acabou tendo seu trajeto aumentado.
Já a prova de lançamento de peso tem uma curiosidade. No século 16, o rei Henrique 8º inovou nas provas de lançamentos de peso e martelo. Dois séculos depois, soldados ingleses organizaram uma prova de lançamento de bala de canhão, que acabou tendo seu peso fixado em 7,257 kg só em 1906, quando o lançamento com braço inclinado foi proibido passou a ser lançado junto ao pescoço. Esta modalidade entrou nos Jogos em 1948.
E no salto com vara, os gregos se utilizavam das mesmas para poderem passarem por cima de touros bravos, enquanto que os celtas as usavam para provas de extensão. A prova só ganhou sua versão vertical em 1775, na Alemanha, numa competição de ginástica.
No Brasil, há registros de competições oficiais na década de 1910. A sua prática estava sob a responsabilidade da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD) até 1977, quando foi criada a CBAt.
ATLETISMO

A origem do atletismo vem desde os antigos Jogos da Grécia e, segundo o que se tem documentado, surgiu justamente entre os gregos, e ganhou categorias com o tempo graças a touros e balas de canhão, entre outros.
Na definição moderna, o atletismo é um esporte com provas de pista de campo (corridas rasas, corridas com barreiras ou com obstáculos, saltos, arremesso, lançamentos e provas combinadas, como o decatlo e heptatlo), provas de cross country (corridas através do campo, com obstáculos naturais ou artificiais); e marcha atlética.
Na época, o Carl Lewis da época foi Coroebus, campeão dos Jogos em 776 antes de Cristo na prova dos 193 metros. Naquela época, as provas disputadas eram basicamente de corrida e lançamento de disco, feitos de pedra ou bronze.
A maratona, por exemplo, foi criada, segundo a lenda, em homenagem a um soldado chamado Pheidippides. Ele correu 40 quilômetros carregando notícias sobre a vitória de Atenas sobre a Pérsia na Batalha da Maratona e, ao chegar, acabou caindo e morrendo.
O atletismo teve seu grande momento até o fim do Jogos gregos, em 394 a.C.
O esporte, porém, acabou “morrendo” até o século 12, quando reapareceu na Inglaterra.
Ele acabou assumindo um pouco do que é hoje a partir do século 19. Em 1834, foram criados outras modalidades ainda mais quando as universidades de Oxford e Cambridge passaram a adotar o atletismo em seu currículo em 1864. Sete anos depois, acabou sendo criado o primeiro clube de atletismo em Suffolk.
Sendo assim, o esporte não teve maiores problemas para participar da Olimpíada de Atenas, em 1896. E a IAAF acabou sendo criada em 1912, durante os Jogos Olímpicos de Estocolmo (Suécia).
Em 1908, a maratona ganhou mais 2.195 quilômetros para que a corrida pudesse começar e terminar perto do castelo e da rainha Alexandra e seus suditos, a modalidade acabou tendo seu trajeto aumentado.
Já a prova de lançamento de peso tem uma curiosidade. No século 16, o rei Henrique 8º inovou nas provas de lançamentos de peso e martelo. Dois séculos depois, soldados ingleses organizaram uma prova de lançamento de bala de canhão, que acabou tendo seu peso fixado em 7,257 kg só em 1906, quando o lançamento com braço inclinado foi proibido passou a ser lançado junto ao pescoço. Esta modalidade entrou nos Jogos em 1948.
E no salto com vara, os gregos se utilizavam das mesmas para poderem passarem por cima de touros bravos, enquanto que os celtas as usavam para provas de extensão. A prova só ganhou sua versão vertical em 1775, na Alemanha, numa competição de ginástica.
No Brasil, há registros de competições oficiais na década de 1910. A sua prática estava sob a responsabilidade da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD) até 1977, quando foi criada a CBAt.

Revezamentos
Corridas disputadas por equipes de quatro atletas. Cada um cumpre o equivalente a 1/4 do percurso e tem de passar um bastão ao companheiro que o sucede, dentro do limite determinado, a cada 100m ou 400m.
Provas de campo
São de saltos e lançamentos. Os saltos são em distância, triplo, em altura e com vara. No salto em distância, vale o melhor de três saltos sobre uma tábua maciça de 1,22m de comprimento por 20 cm de largura. A aterrissagem é em uma caixa de areia. No salto triplo, o atleta corre e, no primeiro salto, cai sobre o mesmo pé do impulso; no segundo, sobre o outro pé, e, no terceiro, com os dois pés na caixa de areia. No salto em altura, o atleta transpõe uma barra horizontal sustentada por duas verticais. Antes de cada uma das três tentativas, o juiz anuncia a marca em que a barra ou sarrafo será colocada. Ela pode ser esbarrada mas não derrubada.
O salto com vara consiste em ultrapassar o sarrafo com auxílio da vara, cujas dimensões ficam a critério do atleta. O material usado é a fibra de vidro, por sua resistência e flexibilidade. O atleta corre pela pista, segurando a vara com as duas mãos, finca-a no solo e projeta-se por sobre o obstáculo, sem poder derrubá-lo. Os saltos com vara são provas masculinas.
Os lançamentos são de quatro tipos: peso, disco, dardo e martelo (este só para homens). Consistem em lançar estes instrumentos à maior distância possível.
Modalidades combinadas
O decatlo (para homens) e o heptatlo (para mulheres) são, respectivamente, dez e sete provas individuais, realizadas em dois dias. Os tempos e distâncias obtidos determinam a classificação final. No decatlo, disputa-se 100m, salto em distância, em altura, lançamento de peso, 400m, 110m com barreiras, lançamento de disco e de dardo, salto com vara e 1.500m. O heptatlo engloba 100m com barreiras, lançamento de peso e de dardo, salto em altura, em distância, 200m rasos e 800m.

Entre as provas de alta velocidade, a mais importante é a corrida de 100 metros rasos, em que os vencedores são conhecidos como o homem e a mulher mais rápidos do mundo. As outras provas velozes são os 200 e 400 metros rasos para homens e mulheres. Os metros são "rasos" porque não há obstáculos na pista: é só sair correndo!
O recorde mundial da prova masculina é do americano Maurice Greene. Em 16 de junho de 99, ele percorreu os 100 metros em 9,79 segundos. Entre as mulheres, a mais rápida nos 100 metros é Florence Griffith-Joyner, dos Estados Unidos, que terminou a corrida em 10,49 segundos em 1988.
Você já marcou em quanto tempo faz a mesma coisa?
Além das provas de alta velocidade, o esporte tem as corridas com obstáculos. Para homens, há corridas de 110, 400 e 3.000 metros. As provas femininas são de 100 e 400 metros. Essas competições são muito difíceis, porque além de ter que correr muito, o atleta deve prestar muita atenção para não tropeçar nas barreiras e se machucar.
A pista fica cheia durante as corridas de revezamento 4 por 100 metros e 4 por 400 metros. Cada um dos quatro representantes da equipe deve percorrer a mesma distância rapidinho. Eles treinam juntos e o revezamento acontece quando os atletas da mesma equipe passam um bastão de um para o outro.
As corridas longas demoram mais, mas exigem resistência dos atletas. Em Sydney, pessoas de todo o mundo disputaram as provas de 800, 1.500, 5.000 e 10.000 metros.
As maratonas são as provas mais cansativas: as distâncias vão de 10 quilômetros para mulheres e 20 a 50 quilômetros para homens.
O atletismo pode ser praticado em vários terrenos, pesquisamos na internet e achamos alguns destes lugares.
Pista de atletismo
Os espaços destinados a competições de "pista e campo" devem ter uma pista para as corridas, cuja distância oficial é de 400 metros, e um espaço para as provas de campo (saltos e lançamentos). A CBAt recomenda a construção de pistas com piso sintético e com oito raias na pista de corridas, para serem atendidos os requisitos oficiais para competições.
PROVAS DE PISTA E CAMPO
As provas de pista e campo são disputadas em pista de atletismo e reúnem: corridas rasas, corridas com barreiras ou com obstáculos. Já as provas de campo englobam saltos, arremesso e lançamentos. Há ainda as provas combinadas, como o Decatlo e Heptatlo.
Atualmente as provas oficiais são:
Corridas de velocidade: 100 metros - 200 metros - 400 metros
Corridas de revezamento: 4x100 metros - 4x400 metros.
Corridas com barreiras ou obstáculos: 100 metros c/barreiras feminino - 110 metros com barreiras c/barreiras masculino - 400 metros c/barreiras - 3.000 m. c/obstáculos
Corridas de meio-fundo: 800 metros - 1.500 metros
Corridas de fundo: 5.000 metros - 10.000 metros
SALTOS
Saltos: Salto em altura - salto triplo - salto em distância - salto com vara
ARREMESSOS E LANÇAMENTOS
Arremessos e lançamentos: arremesso de peso, arremesso de disco - arremesso do martelo - lançamento de dardo
PROVAS COMBINADAS
Provas combinadas: Heptatlo (para mulheres: 100m c/barreiras, salto em altura, 200 metros, santo em distância, lançamento de dardo e 800 metros) Decatlo (para homens: 100 metros, salto em distância, arremesso de peso, salto em altura, 400 metros, 110 m c/barreiras, arremesso de disco, salto com vara, arremesso de dardo, 1.500 metros).
As provas de pista e campo de atletismo sempre fizeram parte dos jogos olímpicos e são considerados o ponto nobre da Olimpíada
CORRIDAS DE RUA
As corridas de rua também são bem conhecidas assim como a São Silvestre, em São Paulo.
Como o próprio nome já diz, essas provas são corridas disputadas em ruas ou rodovias. As corridas de rua têm uma rica tradição. Competições de corridas de rua já eram populares na Inglaterra no século 18. Aqui no Brasil a prova mais tradicional é a São Silvestre que é disputada nas ruas de São Paulo desde 1924.
As corridas de rua podem ser disputadas nas mais variadas distâncias, mas sem dúvida a mais nobre das provas é a maratona, na qual os corredores percorrem 42.195 metros. As maratonas são populares em todo o mundo, sendo que as mais importantes chegam a reunir mais de 30 mil participantes e tem a sua lotação esgotada com antecedência. As maratonas de maior prestígio no mundo são: Boston (a mais tradicional sendo realizada desde 1897), Nova Iorque, Chicago, Londres, Honolulu, Roterdã e Paris.
No Japão os "Ekiden", um tipo de maratona de revezamento, são extremamente populares reunindo milhares de participantes. No Brasil as maratonas de revezamento também têm experimentado um crescente apelo popular.
Outras corridas que têm aumentado de popularidade são as ultramaratonas. A rigor qualquer corrida com distância maior do que a maratona é considerada uma ultra, englobando desde provas de 50 km até aquelas de vários dias. As ultra-maratonas são particularmente populares na África do Sul, onde a "Comrades" (89 km) e a "Two Oceans" (56 km) reúnem milhares de participantes.
De todas as corridas de rua, apenas a maratona é disputada nas Olimpíadas. Há ainda os mundiais de maratona, meia-maratona e maratona de revezamento.
MARCHA ATLÉTICA
A marcha atlética não é tão conhecida assim no Brasil mas também é um esporte legal de ser praticado, além de ser muito engraçado.
As provas de marcha atlética são competições de longa distância na qual os atletas têm que estar todo o tempo com pelo menos um pé no chão. O esporte surgiu inspirado nos desafios de caminhadas, que duravam de 24 horas a 6 dias, realizados na Inglaterra entre 1775 e 1800.
A marcha atlética entrou para os Jogos Olímpicos em 1908 nas distâncias de 3.500 metros e 10 milhas. Nas Olimpíadas seguintes, a marcha teve participação inconstante e as distâncias eram mudadas com freqüência. A partir de 1956, as Olimpíadas passaram a incorporar a marcha atlética nas distâncias que perduram até hoje de 20 km e 50 km.