O Reino Protista agrupa organismos eucariontes, unicelulares, autótrofos e heterótrofos. Neste reino se colocam as algas inferiores: euglenófitas, pirrófitas (dinoflagelados) e crisófitas (diatomáceas), que são Protistas autótrofos (fotossintetizantes). Os protozoários são Protistas heterótrofos .
Eles habitam a água e o solo. Este reino é constituído por cerca de 65.000 espécies conhecidas, das quais 50% são fósseis e o restante ainda vive hoje; destes, aproximadamente 25.000 são de vida livre, 10.000 espécies são parasitos dos mais variados animais e apenas cerca de 30 espécies atingem o homem .
Ilustração de protozoários e euglena
É uma única célula que, para sobreviver, realiza todas as funções mantenedoras da vida: alimentação, respiração, reprodução, excreção e locomoção.
Para cada função existe uma organda própria, como, por exemplo:
cinetoplasto: provavelmente é uma mitocôndria especializada, sendo muito rico em DNA;
corpúsculo basal: base de inserção de cilios e flagelos;
reservatório: supõe-se que seja um local de secreção, excreção e ingestão de macromoléculas, por pinocitose;
lisossoma: permite a digestão intracelular de partículas;
aparelho de Golgi: síntese de carboidratos e condensação da secreção proteica;
reticulo endoplasmático: a) live—síntese de esteroides; b) granuloso—síntese de proteínas;
mitocôndria: produção de energia;
microtúbulos: movimentos celulares (contração e distensão);
flagelos, cílios, membrane ondulante e pseudopodos: locomoção;
axonema: eixo do flagelo;
citóstoma: permite ingestão de partículas.
Cada organela é mais ou menos semelhante nas varias espécies, entretanto, ocorrem pequenas diferenças que podem ser observadas ao microscópio óptico ou unicamente ao microscópio eletrônico. Aliás, hoje, a protozoologia só pode ser bem estudada à luz do microscópio eletrônico e da bioquímica e fisiologia celular .
Quanto a sua morfologia, os protozoários apresentam grandes variações, conforme sue fase evolutiva e meio a que estejam adaptados. Podem ser esféricos, ovais ou mesmo alongados. Alguns são revestidos de cílios, outros possuem flagelos, e existem ainda os que não possuem nenhuma organela locomotora especializada .
Dependendo da sua atividade fisiológica, algumas espécies possuem fases bem definidas.
Assim, temos:
Trofozoíto
É a forma ativa do protozoário, na qual ele se alimenta e se reproduz, por diferentes processos.
Cisto
É a forma de resistência ou inativa. O protozoário secreta uma parede resistente (parede cística) que o protegerá quando estiver em meio impróprio ou em fase de latência. Freqüentemente há divisão nuclear interna durante a formação do cisto.
Gameta
É a forma sexuada, que aparece em algumas espécies. O gameta masculino é o microgameta, e o feminino é o macrogameta.
Reprodução
Encontramos os seguintes tipos de reprodução:
Assexuada
Esquizogonia
É uma fissão múltipla; o núcleo se divide múltiplas vezes antes da célula se dividir. Após a formação de vários núcleos, uma pequena porção do citoplasma se concentra ao redor de cada núcleo e então, uma única célula se separa em células-filhas .
Sexuada
Existem dois tipos de reprodução sexuada:
Conjugação: união temporária de dois indivíduos, com troca mútua de materiais nucleares;
Singamia ou fecundação: união de microgameta e macrogameta formando o ovo ou zigoto, o qual pode dividir-se para fornecer um certo número de esporozoítos. O processo de formação de gametes recebe o nome de gametogonia e o processo de formação dos esporozoítos recebe o nome de esporogonia .
Nutrição
Quanto ao tipo de alimentação, os protozoários podem ser:
holofíticos ou autotróficos: são os que, a partir de grãos ou pigmentos citoplasmáticos (cromatóforos), conseguem sintetizar energia a partir da luz solar (fotossíntese);
holozóicos ou heterotróficos: ingerem partículas organicas, digerem-nas (enzimas) e, posteriormente, expulsam os metabólitos. Essa ingestão se dá por fagocitose (ingestão de partículas sólidas) ou pinocitose (ingestão de partículas líquidas);
saprozóicos: "absorvem", substancias inorganicas, já decompostas e dissolvidas em meio líquido;
mixotróficos: quando são capazes de se alimentar por mais de um dos métodos acima descritos .

Digestão
Nas espécies de vida livre há formação de vacúolos digestivos. As partículas alimentares são englobadas por pseudópodos ou penetram por uma abertura pré-existente na membrana, o citóstoma. Já no interior da célula ocorre digestão, e os resíduos sólidos não digeridos são expelidos em qualquer ponto da periferia, por extrusão do vacúolo, ou num ponto determinado da membrana, o citopígio ou citoprocto.
Respiração
Podemos encontrar dois tipos fundamentais:
Locomoção
A movimentação dos protozoários é feita com auxílio de uma ou associação de duas ou mais das organelas abaixo:
Pseudópodes: são expansões citoplasmaticas transitórias que a célula emite para se locomover e capturar alimentos.
Flagelos: são prolongamentos da cutícula formando filamentos longos. São dotados de movimentos ondulatórios e serpenteados, permitindo o deslocamento da célula e a captura de alimento.
Cilios: tem as mesmas estruturas do flagelos, diferindo por serem menores e aparentemente em grande número, movimentando-se em conjunto. Seu batimento produzem uma corrente que facilita a captura de alimentos e locomoção .

Como os protozoários são um grupo grande e diverso, esquemas atuais de classificação das espécies de protozoários em filos e subfilos são baseados na motilidade, superfície celular, estruturas para alimentação, estrutura nuclear, e até a presença de bactérias simbióticas .
Seu filos são: Mastigosphora (flagelados), como Trypanossoma, Giardia, Leishmania; Sarcodina, como as amebas; Ciliophora (ciliados), como o Paramecium; Sporozoa, como o Plasmodium, Toxoplasma; Euglenoides, como as euglenas.
Doenças causadas por protozoários
Muitos protozoários causam doenças nos seres humanos. Entre elas, estão a amebíase ou disenteria amebiana, a doença de Chagas, a úlcera de Bauru, a giardíase e a malária.
O homem adquire a amebíase ou disenteria amebiana ao ingerir água ou alimentos contaminados por uma ameba, a Entamoeba histolytica. Esta ameba parasita principalmente o intestino grosso dos seres humanos, onde provoca ulcerações e se alimenta de glóbulos vermelhos do sangue. No intestino, essa ameba se reproduz assexuadamente por cissiparidade e, algumas delas, formam cistos, estruturas que possuem uma membrana resistente e que contêm alguns núcleos celulares. Eliminados com as fezes, os cistos podem contaminar a água e alimentos diversos, como as verduras.
Se forem ingeridos, esses cistos se rompem no tubo digestivo, libertando novas amebas, que recomeçam um novo ciclo. As pessoas com amebíase eliminam fezes líquidas, às vezes com sangue e quase sempre acompanhadas de fortes dores abdominais. Para evitar essa doença é necessário ferver a água que se vai beber e lavar muito bem as verduras e frutas, além de cuidados higiênicos, como a lavagem de mãos, principalmente antes das refeições ..
A doença de Chagas é causada pelo tripanossomo (Trypanosoma cruzi), protozoário que vive no intestino de um percevejo sugador de sangue, conhecido popularmente como barbeiro. Esse percevejo vive em frestas de paredes, chiqueiros e paióis. À noite, saem de seus esconderijos e vão sugar o sangue das pessoas que dormem. Quando alguém é picado pelo percevejo pode contrair a doença da seguinte forma: durante a picada, o barbeiro infestado elimina fezes contendo o tripanossomo. Coçando o local da picada, a pessoa espalha as fezes do barbeiro e introduz o parasita em seu organismo, através do pequeno orifício feito pela picada. Uma vez na corrente sangüínea, o tripanossomo atinge o coração. Ali ele se fixa, podendo causar a morte da vítima. As principais medidas para evitar a doença de Chagas consistem em substituir moradias de barro e de madeira por outras de tijolos, que não tenham frestas onde o barbeiro possa se esconder; e exigir, em transfusões de sangue, a garantia de que o sangue doado não esteja contaminado com tripanossomos.

Doença que ataca a pele e as mucosas dos lábios e do nariz produzindo muitas feridas, a úlcera de Bauru é provocada pela Leishmania brasiliensis, um protozoário parecido com o tripanossomo. Transmitida pela picada do mosquito flebótomo, a doença é conhecida com esse nome, porque foi muito comum na cidade de Bauru, em anos passados..
Provocada pela giárdia (Giardia lamblia), flagelado que parasita o intestino humano, a doença geralmente causa fortes diarréias, podendo levar o doente à desidratação. É transmitida através de água e alimentos contaminados pelo protozoário. Evita-se essa doença com as mesmas medias utilizadas contra a amebíase ..
A malária é provocada por protozoários do gênero Plasmodium e é transmitida ao homem por meio da picada do mosquito, anófele, ao sugar-lhe o sangue para se alimentar. Durante a picada, o mosquito libera saliva, que contém o protozoário plasmódio. Então o parasita entra no sangue da pessoa e se instala em órgãos diversos, como o fígado e o baço, onde se multiplica. Após um certo período, os parasitas retornam ao sangue e penetram nos glóbulos vermelhos, onde voltam a se multiplicar. Os glóbulos parasitados se rompem liberando novos protozoários que passam a infectar outros glóbulos vermelhos. A malária provoca febre muito alta, que coincide com os períodos em que os parasitas arrebentam os glóbulos vermelhos, liberando toxinas na corrente sangüínea. Se não for combatida pode causar a morte do doente. A pulverização de córregos, lagoas e poças de água parada, com inseticida, é uma das maneiras de combater os mosquitos transmissores da malária. É na água que os mosquitos põem seus ovos para se reproduzirem.
A toxoplasmose é uma doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. A transmissão se dá por contato com animais domésticos - principalmente gatos - ou por suas fezes. As fezes dos gatos podem conter cistos (formas resistentes) do parasita, que são disseminados por animais, como moscas e baratas. O homem adquire a doença quando ingere diretamente o cisto ou carne mal cozida que o contenha.Os sintomas da doença são, na maioria das vezes, muito semelhantes aos de várias outras doenças: mal-estar, febre, dores de cabeça e musculares, prostração e febre que pode durar semanas ou meses. Após alguns dias há também aumento dos gânglios linfáticos em todo o corpo. Normalmente, a doença evolui de forma benigna e desaparece sem deixar seqüelas no organismo. Às vezes, porém, pode causar lesões oculares, com perda parcial ou quase total da visão. Daí sua gravidade. Em mulheres grávidas, o protozoário pode atingir o feto, provocando-lhe cegueira, deficiência mental e até mesmo a morte ..
Trichomonas vaginalis é responsável pela doença chamada tricomoníase, é encontrado na vagina e no trato urinário masculino. Normalmente é transmitido pelo contato sexual, mas também pode ser transmitido em banheiros e por toalhas.

Os protozoários na biotecnologia
Depois das bactérias, os protozoários são os organismos mais numerosos no lodo ativado, quando se tem boas condições de operação do processo. O principal grupo de protozoários encontrados nos lodos ativados são ciliados. Eles normalmente representam aproximadamente 5% do peso seco dos sólidos em suspensão presentes no tanque de aeração. Em ordem decrescente, segundo o Water Pollution Research Laboratory (W.P.R.L.), as espécies encontradas no processo de lodos ativados são: Aspidisca costata; Vorticella alba; Opercularia coarctata; Trachelophyllum pusillum, Vorticella striata; Vorticella microstoma; Chilodonelha uncinata; Vorticella convallaria; Uronema nigricans; Epistylis plicatilis; Hemiophrys plenrosigma; Aspidisca lynceus e Colpoda .
Experiências desenvolvidas no W.P.R.L. (Inglaterra) permitiram concluir que os protozoários tem uma bem definida e útil participação no processo de lodos ativados. Na ausência de protozoários, um grande número de bactérias que não floculam e conseqüentemente não sedimentam, seguem com o efluente final do processo, porém decresce grandemente quando uma população de protozoários ciliados está presente nos lodos. Pesquisas efetuadas pelo W.P.R.L. também sugerem que a ação predatória por parte dos protozoários é o principal mecanismo pelo qual as bactérias livres são removidas do efluente, enquanto que a indução da floculação pelos protozoários é de importância secundária. Portanto, os protozoários teriam una função importante na clarificação do efluente do processo. Em relação à qualidade do efluente final a identificação de certos tipos de protozoários pode fornecer informações de interesse. Em geral, a presença de protozoários flagelados e de rizópodes indicam que o efluente final não é de boa qualidade. Existem, porém, exceções como por exemplo a Arcella, que é um rizópode indicativo de efluentes que sofreram nitrificação e, pois, de boa qualidade. Outro gênero de rizópode, Amoeba, também é muito comum em lodos de sistemas com efluentes de boa qualidade .
Muitas espécies de Vorticella, um ciliado pedunculado, ocorrem em lodos de sistemas eficientes, juntamente com Opercularia. Aspidisca e Lionotus, porém, a presença de Vorticella microstoma no lodo é comumente associada a sistema de baixa eficiência. Aspidisca costata, presente no lodo, indica boa nitrificação do processo, uma vez que se alimenta de bactérias nitrificadoras. Paramecium caudatum, um ciliado característico de lodos de sistemas não muito eficiente, às vezes aparece em lodos de sistemas de alta eficiência, porém, sua concentração oscila intensamente.
São organismos eucarióticos unicelulares de vida livres ou coloniais, quimio-heterotróficos, altamente versáteis, que fazem parte da cadeia alimentar aquática, e pertencem ao Reino Protistas. São seres que possuem forma variada e podem ser muito complexos. Seus aspectos morfológicos principais são a presença de cerdas sensoriais, fotorreceptores, cílios. Possuem alguns apêndices que se assemelham com pernas e bocas, ferrão venenoso e estruturas contráteis que funcionam como músculos. No estágio vegetativo, ou trofozoíto, se alimentam de bactérias e pequenas partículas. Alguns fazem parte da microbiota normal dos animais, mas algumas espécies causam doenças.
Os protozoários mais comuns são a euglena, giárdia, ameba, vorticela e o paramecium.

Euglena

Giardia

Ameba

Vorticela
Fonte: www.ufmt.br
PROTOZOÁRIOS
São seres unicelulares mais evoluídos, com características idênticas às das células animais (o termo protozoários significa "animais primitivos").
Têm dimensões microscópicas, mas são maiores que as bactérias. Podem ter um aspecto gelatinoso e, para se deslocarem, servem-se de ramificações semelhantes a raízes ou cílios, denominados flagelos. As doenças dos protozoários (como a malária ou a doença do sono, transmitidas por insectos) são muito raras no nosso clima, mas frequentes em ambientes tropicais.
PROTOZOÁRIOS
Os protozoários são organismos, regra geral unicelulares, que nos seus grupos mais primitivos constituem o nexo de união entre os reinos animal e vegetal. Há algumas espécies pluricelulares, mas que mais não são que aglomerados de células, sem chegarem ao nível da formação de tecidos. A forma destes animais pode ser constante ou variável; dispõem de prolongamentos citoplasmáticos (pseudópodes - ex.: ameba) ou estruturas mais ou menos rígidas (cílios ou flagelos) que servem para a deslocação e também para a obtenção de alimentos. No interior do corpo, dispõem de diversos orgânulos que desempenham distintas funções. Em muitos deles existe uma abertura na membrana celular que serve para a entrada dos alimentos (citostoma) e que por vezes se prolonga numa espécie de faringe (citofaringe). Apresentam numerosos vacúolos digestivos nos quais aproveitam os alimentos.
Frequentemente aparece uma outra abertura da membrana através da qual expulsam para o exterior os resíduos da digestão e do metabolismo (citopígio). Há também vacúolos pulsáteis ou contractivos que actuam como uma bomba e cuja função é a osmorregulação da célula. Algumas espécies têm uma película semipermeável muito resistente que as envolve, ao passo que as outras estão dotadas de orgânulos defensivos ou ofensivos (cavidades com um filamento extensível) e algumas revestem-se de uma cobertura rígida para suportarem as épocas desfavoráveis (quistos).

Alguns protozoários, em especial os ciliados, dispõem de uma acumulação de pigmento fotossensível (estigma ou mancha ocular). Existem igualmente elementos de suporte interno (concreções de ácido silícico ou de sulfatos) o externo (cápsulas de quitina, de ácido silícico ou de carbonato). Os protozoários desenvolvem todos os tipos possíveis de alimentação, desde a autotrófica nos grupos inferiores (deste modo relacionados com as plantas) à predadora. Alguns associam-se com algas fotossintéticas; outros são saprófitos e alimentam-se de substâncias em decomposição; alguns são parasitas, provocando diversas doenças tanto nos animais como nas plantas. Os predadores capturam as presas englobando-as com os seus pseudópodes ou envolvendo-os em cílios ou flagelos a fim de dirigi-los para o citostoma.
REPRODUÇÃO
A reprodução na maioria dos protozoários é assexuada e faz-se por simples divisão da célula mãe em duas células filhas, ao longo de um plano longitudinal ou transversal, ou ainda, por gemação. Outros sofrem múltiplas divisões e alguns apresentam reprodução sexuada que pode ser por singamia ou por conjunção. No primeiro caso os dois indivíduos fundem-se completamente um com o outro e comportam-se como se fossem gâmetas; no segundo os dois indivíduos participantes, que então se chamam conjugantes, unem-se transitoriamente, estabelecem uma ponte citoplasmática entre ambos e através dela trocam material do núcleo. Os protozoários encontram-se presentes na maioria dos meios do planeta desde que disponha de uma quantidade mínima de líquido através do qual possam deslocar-se. Constituem o elemento primário do plâncton (zooplâncton) o qual, juntamente com o formado pelos organismos vegetais (fitoplâncton) é a base das cadeias tróficas oceânicas. Sendo o primeiro passo da pirâmide ecológica, é deles que depende a existência de todos os outros animais marinhos. A sistemática desses organismos é complexa, dado que há muitas dúvidas sobre as suas origens e relações, e além disso, nos grupos mais primitivos, os limites que o separam de outros reinos não são bem definidos. No entanto, admitem-se, de uma maneira geral, quatro grandes grupos de protozoários : os zooflagelados, os rizópodes, os esporozoários e os ciliados, mantendo os dois primeiros estreitas relações de parentesco.

Nos laboratórios escolares, para se observarem estes seres, quando não é possível obter-se água de um charco, recorre-se à preparação de infusões.
SISTEMÁTICA
Os zooflagelados caracterizam-se pela presença de um ou dois flagelos e pela existência de um único núcleo. Reproduzem-se assexuadamente por bipartição longitudinal e sexuadamente por singamia, podendo os dois indivíduos ser iguais ou diferentes. O flagelo dispõe, habitualmente, de um corpúsculo basilar de controle e contém no seu interior uma série de feixes de fibrilhas a que se dá o nome de axóstilo.
Os rizópodes deslocam-se e capturam os alimentos com a ajuda de pseudópodes, que podem ser ramificados, filiformes ou em forma de dedo. Têm um ou vários núcleo e podem reproduzir-se por cisão binária, especulação ou plasmotomia. A reprodução sexuada faz-se por singamia. A maior parte de protozoários deste tipo vivem livres e estão habitualmente protegidos por uma membrana rígida ou por uma cápsula dura. Os mais conhecidos deste grupo são as amibas, algumas das quais provocam doenças nos seres humanos (como por exemplo, a desinteria amibiana).
Os esporozoários não têm orgânulos para a sua deslocação e também não apresentam vacúolos contrácteis. Podem ter um ou mais núcleos. Reproduzem-se por divisão múltipla ou por singamia e todos eles são parasitas internos de plantas ou de animais. Apresentam um ciclo vital muito complexo em que alteram as formas diplóides com as formas haplóides. Os mais conhecidos deste grupo são os plasmóides causadores do paludismo.

Os ciliados caracterizam-se pela presença de numerosos cílios que frequentemente se dispõem formando cintas ou campos. Em alguns casos estão dotados de um citostoma. Contêm dois núcleo, um pequeno (micronúcleo), que por vezes se apresenta em grande número, e outro grande (macronúcleo), que participa no processo da conjugação, podendo também reproduzir-se assexuadamente por cisão binária. Em algumas espécies existe diformismo entre os conjugantes. A maioria dos ciliados vive em liberdade, embora haja algumas espécies parasitas e outras que vivem em comensalismo. A paramécia e a vorticela, que podemos encontrar em qualquer charco, são duas das espécies mais conhecidas.
INFUSÕES
As infusões devem ser preparadas com aproximadamente duas semanas de antecedência. Em diferentes cristalizadores, colocam-se folhas de verduras diversa, palha, guelras de peixe, etc., e adiciona-se água, preferencialmente sem cloro. Os cristalizadores devem ser colocados num local fixo, a temperatura ambiente e protegidos do sol. Assim, evita-se a dessecação e o aumento excessivo de temperatura, o que poderia danificar as células. Ao fim de alguns dias, começam a aparecer seres vivos que iniciam uma sucessão ecológica, em cada cristalizador. Por este facto, convém observar as infusões ao longo do tempo e reflectir sobre a evolução das comunidades.
Costuma-se dizer que protozoários incluem organismos amebóides, flagelados, ciliados e produtores de esporos que são capazes de nutrição heterotrófica, tenham ou não cloroplastos, além disto, segundo o Comitê Internacional de Protozoologia, que ainda adota um sistema de classificação “utilitário”, Protozoa é um subreino do Reino Protista.
A definição de “protista” tem mudado bastante ao longo dos tempos. Originalmente criado para incluir todos os organismos vivos que não eram nem plantas nem animais, na atualidade inclui uma grande quantidade de organismos que não podem ser considerados um grupo monofilético.
Os protistas já foram subdivididos em algas, fungos e protozoários, com base no modo de nutrição, de locomoção e posteriormente subdivididos segundo o modo de vida dominante. Reconhece-se, por exemplo, que a locomoção amebóide foi adotada em diversas linhagens independentes. Assim, pesquisas nas últimas quatro décadas têm demonstrado que estas divisões são artificiais.
Para o enquadramento dos eucariotos inferiores, uni- e pluricelulares, protozoários sensu stricto e fungos inferiores em uma nova perspectiva, dois eventos foram muito importantes. O primeiro deles foi a popularização no início dos anos 60 da divisão das linhagens evolutivas procariotos/eucariotos e a segunda a ampla aceitação da hipótese de endossimbiose serial. A teoria de endossimbiose serial é na atualidade a hipótese mais popular sobre a origem da mitocôndria – a captura de um endossimbionte alfa-proteobacterial por um núcleo contendo um hóspede eucariótico semelhante a um extinto protista amitocondrial.
Os dois eventos acima referidos representaram o substrato teórico, enquanto a massa de dados, sobretudo de natureza ultraestrutural, consolidada no início dos anos 70, forneceram o suporte científico necessário à construção de uma nova macrosistemática.
O macrossistema de R.H. Whittaker foi o que obteve maior aceitação (Monera, Protista, Plantae, Fungi e Animalia). Um deste reinos vem definido como PROTISTA ou PROTOCTISTA – um dualismo que é uma questão puramente semântica, sendo que o termo Protista é o mais utilizado na literatura.
O que sabemos é que Protista ou Protoctista, compreende cerca de 200 000 espécies, extintas e recentes, organismos eucariotos, predominantemente microscópicos, com organização unicelular, sincicial, pluricelular e sem tecido – protozoários (com cerca de 65000 espécies descritas, das quais a metade é fóssil e 8000 são parasitas), algas e fungos inferiores (fungos mucilaginosos, sensu lato, Myxomicota, zoósporos e flagelados, Mastygomicotina).
Protozoários têm pouca anatomia para comparar, as homologias são incertas e com notável exceção, apenas uns poucos grupos (foramníferos, radiolários, silicoflagelados) deixaram registros fósseis.
Com a introdução de métodos moleculares para a reconstrução da história evolutiva dos protistas, incluindo ai os protozoários, houve uma exasperada busca das possíveis relações filogenéticas desses eucariotos basais, com total desinteresse pela posição de tais grupos nos esquemas de classificação, bem como de sua nomenclatura.
Foi neste cenário, que na metade dos anos 80 surgiram duas propostas similares, uma de Corliss, que consiste na definição e na caracterização de 45 filos subdivididos em 18 reagrupamentos suprafiléticos, dentro do Reino Protista. A outra, de Margulis, distribui os táxons do Reino Protista em 36 filos subdivididos em grupos de natureza funcional. Nos dois esquemas nenhum táxon é denominado Protozoa.
É interessante notar que o mesmo Corliss, em 1995, propõe seis reinos para os Eukariota e um deles é denominado Protozoa. Alguns grupos de protozoários amitocondriados, como os microsporídeos e os diplomonadidos são colocados num outro reino – Archezoa, com suporte molecular (sequenciamento de rRNA) para a condição dita “primitiva” destes dois grupos. Na visão da hipótese Archezoa, a origem endossimbiótica da mitocôndria ocorreu relativamente tarde na evolução eucariótica e os diversos grupos de protistas sem mitocôndria teriam divergido antes do estabelecimento da organela. No entanto, descobertas recentes de mitocôndria derivada de genes no genoma nuclear de entamoebas, microsporídios, diplomonadidos sugere que estes organismos descendem de ancestrais portadores de mitocôndrias. Há portanto filogenias conflitantes.
No Reino Protozoa Corliss propõe 13 Filos (Apicomplexa, Ascetospora, Choanozoa, Ciliophora, Dinozoa, Euglenozoa, Heliozoa, Mycetazoa, Opalozoa, Parabasala, Percolozoa, Radiozoa e Rhizopoda). Parabasala, por exemplo, que contém as ordens Trichomonadida e Hypermastigida é um grupo monofilético, tendo vários caracteres homólogos, assim como o grupo Euglenozoa que para alguns autores seria formado por quatro subgrupos: euglenidos, kinetoplastidos, diplonemidos e postgardii. Apicomplexa, Ciliophora e Dinozoa (dinoflagelados) têm sido apontados como um grupo monofilético – os Alveolados, devido à presença de alvéolos corticais em sua estrutura. Vários outros estudos em curso apontam diversos protozoários, incluindo os foramníferos (Rhizopoda) como prováveis candidatos ao grupo dos alveolados.
Enfim, em um ou mais dos esquemas de classificação, um ou mais reinos contêm grupos heterogêneos de diversos táxons e são merofiléticos.
Merece destaque a recente relocação de antigos seres microscópicos considerados protozoários, no grupo dos metazoários, os Mixozoários. Em dois estudos similares nestes parasitos obrigatórios, os autores combinando caracteres morfológicos, de desenvolvimento, dados de sequenciamento de DNA, chegam a duas conclusões- numa eles seriam cnidarios extremamente reduzidos e na outra os autores grupam os Myxozoa com os metazoários bilaterais.
É útil lembrar que nas últimas décadas o conceito de homologia foi estendido ao nível molecular. Deste modo, seqüências de nucleotídios em regiões homólogas de DNA ou seqüências de aminoácidos em proteínas homólogas podem ser comparadas e usadas na construção de cladogramas. É uma grande ferramenta.
Embora os estudos moleculares ainda não tenham conduzido a uma classificação consensual para os protistas, muitos progressos foram feitos. Deste modo, surge agora que os protistas são no melhor dos casos, um grade e não um clade e não formam um táxon monofilético. Ou seja, o Reino Protista não pode ser reconhecido como um grupo natural.
Diante do exposto, é óbvio que uma classificação natural de protozoários, enquanto grupo, ainda está distante e talvez nem ocorra, já que Protista e Protozoa na atualidade são reconhecidamente grupos merofiléticos.
De qualquer modo, a classificação de protozoários requer revisão regular pois a microscopia eletrônica moderna e novas técnicas bioquímicas e genéticas disponibilizam suporte científico sobre as relações de várias espécies e grupos de protistas, mostrando freqüentemente que prévias classificações eram incorretas.
Apesar das limitações, é conveniente manter os protistas como uma reunião de organismos por razões ecológicas, biomédicas ou econômicas. As dificuldades ainda vigentes não podem esconder a potencial contribuição da filogenética de protozoários para a biologia neste começo de século, especialmente para a nossa compreensão da evolução da célula eucariótica, a interação entre os genomas nuclear e citoplasmático e a natureza do parasitismo.
Segundo Corliss do ponto de vista do usuário – sejam estudantes, professores, médicos, naturalistas, taxinomistas, ecólogos , fisiólogos, bioquímicos ou biólogos evolutivos, celulares ou moleculares, o sistema de classificação ideal para protistas (e para todos os eucariotos) será aquele que reflita acuradamente as relações filogenéticas conhecidas, seja razoavelmente compacta, clara, descomplicada e compreensível. Poderá isto ser atingido no início do século 21? Finaliza o autor. E nós, esperamos.
Caracterização geral
Protozoários de vida livre que habitam os solos e águas naturais são extremamente diversos, não apenas em sua estrutura mas também na maneira de alimentar-se, reproduzir-se e mover-se. Entre os grupos predominantemente de vida livre estão os flagelados, os quais usam os seus flagelos tanto para a alimentação como para a locomoção.
Os flagelados exibem a maior diversidade de nutrição entre os protozoários – desde uma nutrição totalmente autotrófica a completamente heterotrófica, como os animais, com vários graus entre estes extremos. Por exemplo, muitos flagelados autotróficos precisam consumir bactéria, pois só a fotossíntese não é suficiente. Estes e outros flagelados que têm algas simbiontes exibem um metabolismo conhecido como mixotrofia, no qual autotrofia e heterotrofia são combinadas de várias formas e em vários graus.
De fato, nutrição não é taxinomicamente significante pois muitos dos fitoflagelados, i. e., grupos semelhantes a plantas, não contêm pigmentos fotossintetizantes mas alimentam-se de modo heterotrófico. Os dinoflagelados são um bom exemplo: cerca da metade deles não contém pigmentos vegetais, mas são classificados como dinoflagelados, pois em todos os outros aspectos eles são como os seus parceiros corados. Além disto, mesmo entre os corados muitos são mixotróficos.
Enquanto a maioria dos flagelados é de vida livre, alguns desenvolveram um modo de vida parasitária. Isto inclui os denominados hemoflagelados, devido ao fato de em algum estádio em seu ciclo de vida eles viverem no sangue de um hospedeiro vertebrado, a exemplo dos causadores da doença do sono e da doença de Chagas.
As amebas formam um grupo diversificado de protozoários de vida livre que provavelmente evoluíram de diferentes protozoários ancestrais. Enquanto alguns deles são freqüentemente considerados como os mais simples dos protozoários, sem forma organizada aparente, alguns outros membros são extremamente complexos. O mais sofisticado deste grupos são os portadores de concha ou foramníferos. Estes protozoários movem-se por meio de extrusões citoplasmáticas denominadas pseudópodos (= falsos pés). Os pseudópodos variam em estrutura e número entre as diferentes espécies. Como os flagelados, este grupo amebóide inclui algumas espécies parasitas. Um exemplo bem conhecido é a Entamoeba histolytica, que causa disenteria amebiana em humanos.
Os protozoários mais complexos e evoluídos são os ciliados. A superfície celular é coberta por centenas de cílios dispostas em fileiras. Os cílios batem em ondas sincronizadas e deste modo propulsionam o organismos na água. A maioria dos ciliados possui um citóstoma (boca celular) pela qual o alimento penetra na célula. Alguns flagelados apresentam citóstoma também. Em alguns ciliados, os cílios em volta do citóstoma modificaram-se em membranelas, que criam um corrente alimentar e atua como um filtro que captura partículas alimentares.
Outra importante característica dos ciliados inclui dois tipos de núcleo ( macro- e micronúcleo), reprodução sexuada por conjugação e reprodução assexuada por fissão binária no plano equatorial ou transversal.
Um certo número de protozoários são exclusivamente parasitos, alguns em cordados, outros em invertebrados e outros ainda, em algas, onde se alimentam saprofiticamente da superfície das mesmas, pela secreção de enzimas extracelulares. É particularmente importante para os humanos o grupo dos apicomplexos, ou produtores de esporos, pois entre seus membros estão aquelas espécies responsáveis pela malária e pela toxoplasmose.
Os principais parasitos causadores de condições patológicas em humanos e outros vertebrados são encontrados nos apicomplexos, e nos principais grupos de vida livre, amebóides, flagelados e cilióforos.
Este fato acoplado à importância dos protozoários de vida livre nos processos ecológicos, significa que mais conhecimento se tem sobre estes quatro grupos de “conveniência” - amebóides, flagelados, ciliados e produtores de esporos. Assim, nesta disciplina priorizamos as informações relativas à biologia e à ecologia destes, lembrando que protozoários são organismos unicelulares, sem parede celulósica, incluindo aqueles que são capazes de nutrição heterotrófica, tenham ou não cloroplastos.
PROTOZOÁRIOS
Na taxonomia de Lineu, estavam agrupados no filo Protozoa (em grego protos = primeiro e zoon = animal) do reino Animalia, todos são organismos eucariontes (com núcleo celular organizado), unicelulares, heterotróficos (que não realizam a fotossíntese) e com locomoção própria, quer utilizando cílios ou flagelos, quer com movimento amebóide (mudando a forma do corpo pela emissão de pseudópodes, ou seja "falsos pés").
A(c)tualmente, estes organismos, juntamente com vários outros que Lineu tinha incluído no reino Plantae, como as algas vermelhas e algas castanhas, encontram-se agrupados dentro do reino Protista, que é parafilético.
A disciplina que estuda os protozoários denomina-se Protozoologia.
Classificação
Os protozoários podem ser agrupados conforme seu aparelho locomotor:
Amebóide: deslocam-se por pseudópodes
Flagellata: utilizam-se de flagelos
Ciliophora: possuem cílios
Sporozoa: desprovidos de aparelho locomotor.
Doenças
Muitos protozoários causam doenças nos seres humanos e animais vertebrados. O Trypanosoma cruzi, por exemplo, é um protozoário flagelado causador da doença de Chagas. Entre as outras doenças provocadas pelos animais desse mesmo reino estão a amebíase (pela Entamoeba histolytica), giardíase (pela Giardia lamblia), malária (pelo Plasmodium sp.), etc.
Fonte: pt.wikipedia.org
PROTOZOÁRIOS
Existem quase 30 000 espécies diferentes de protozoários, microrganismos unicelulares que vivem sobretudo na água ou em líquidos aquosos. Abundantes em todo o mundo, podem andar à deriva nos seus ambientes líquidos, nadar activamente ou rastejar; alguns mantêm-se relativamente imóveis, enquanto outros vivem como parasitas em animais. Muitos são microscópicos, embora alguns dos maiores sejam visíveis a olho nu. Quanto à forma, os protozoários têm uma variedade incrível, desde a simples amiba semelhante a uma bolha até aos que estão equipados com estruturas complicadas para apanharem presas, para se alimentarem e para se deslocarem.
Entre os biólogos não existe um verdadeiro consenso quanto ao que define um protozoário. Estes organismos são classificados num reino próprio - o dos Protista - porque diferem em certos aspectos tanto das bactérias como dos fungos, dos animais e das plantas. Têm uma organização mais complexa do que as bactérias, na medida em que possuem compartimentos distintos, tais como núcleos e mitocôndrias. No entanto, distinguem-se também das plantas, animais e fungos por serem unicelulares e não pluricelulares. Alguns deles assemelham-se a plantas, tendo a capacidade de realizar a fotossíntese, mas a maioria não tem essa capacidade, obtendo alimento pela absorção de detritos orgânicos ou de outros microrganismos.
O reino Protista não é um agrupamento «natural» - alguns protozoários podem estar mais intimamente relacionados com animais ou plantas do que com outros protozoários. Tem servido como nicho conveniente para arrumar os organismos unicelulares, que de outro modo são difíceis de classificar.
Os protozoários versáteis
Os tamanhos e formas reais dos protozoários são extraordinariamente diversos, o que demonstra que eles representam um pico na evolução unicelular. A conhecida amiba, que muda continuamente de forma, é um tipo de protozoário. Outros têm elementos semelhantes a andas contrácteis e outros ainda incluem os foraminíferos, que estão enfiados em conchas enroladas (testas, ou carapaças), muitas vezes impregnadas de carbonato de cálcio. Estas conchas calcárias descem para o fundo do oceano quando as células nelas contidas morrem, acabando por se tornar parte das rochas sedimentares.
Alguns protozoários ciliados (os que têm pequeníssimos «pêlos») têm uma «boca» e um «estômago» distintos por onde as bactérias, protozoários e algas são engolidos inteiros, enquanto os suctórios têm longos «tentáculos», por meio dos quais sugam o conteúdo das células que lhes servem de presa. Os protozoários não têm paredes de celulose rígidas, como as das células vegetais, embora os EugIena e seus parentes tenham uma fina camada de placas flexíveis de proteína mesmo por baixo da superfície do citoplasma. Muitos protozoários têm uma camada exterior protectora. Alguns radiolários e amibas, por exemplo, fabricam os seus próprios invólucros de grãos de areia ou outros detritos. Embora não possam normalmente viver fora de água, muitos protozoários conseguem sobreviver ao risco sazonal de um charco ou curso de água secar, elaborando um revestimento resistente, ou quisto, à sua volta e entrando num estado de letargia.
Os protozoários reproduzem-se em geral dividindo-se simplesmente em duas ou mais novas células.
Ocasionalmente podem ter uma reprodução sexuada, na qual duas células se fundem para formar uma célula maior, que então se divide noutras mais pequenas.
Agentes do bem e do mal
Os protozoários são responsáveis por várias doenças humanas, incluindo a malária e a doença do sono (tripanossomíase), e também por muitas doenças noutros animais, sobretudo no gado, peixes, caça e aves de capoeira. Contudo, os protozoários podem ser benéficos, e até essenciais, para alguns animais. Os ciliados fazem parte da vida microbiana da pança (divisão do estômago) de animais ruminantes como os bovinos, ajudando a digerir a enorme quantidade de celulose presente na dieta destes animais, que não a conseguem digerir por si próprios. Os protozoários são úteis ao homem em unidades de tratamento de esgotos, onde ajudam a remover bactérias durante o processamento.
Na taxonomia de Lineu, estavam agrupados no filo Protozoa (em grego protos = primeiro e zoon = animal) do reino Animalia, todos são organismos eucariontes (com núcleo celular organizado), unicelulares, heterotróficos (que não realizam a fotossíntese) e com locomoção própria, quer utilizando cílios ou flagelos, quer com movimento amebóide (mudando a forma do corpo pela emissão de pseudópodes, ou seja "falsos pés").
A(c)tualmente, estes organismos, juntamente com vários outros que Lineu tinha incluído no reino Plantae, como as algas vermelhas e algas castanhas, encontram-se agrupados dentro do reino Protista, que é parafilético.
A disciplina que estuda os protozoários denomina-se Protozoologia.
Classificação
Os protozoários podem ser agrupados conforme seu aparelho locomotor:
Amebóide: deslocam-se por pseudópodes
Flagellata: utilizam-se de flagelos
Ciliophora: possuem cílios
Sporozoa: desprovidos de aparelho locomotor.
Doenças
Muitos protozoários causam doenças nos seres humanos e animais vertebrados. O Trypanosoma cruzi, por exemplo, é um protozoário flagelado causador da doença de Chagas. Entre as outras doenças provocadas pelos animais desse mesmo reino estão a amebíase (pela Entamoeba histolytica), giardíase (pela Giardia lamblia), malária (pelo Plasmodium sp.), etc.