amigdalites
Amígdalas e Adenóides
O que são as Amígdalas (Tonsilas Palatinas)
As Amígdalas são pequenas estruturas arredondadas, em forma de amêndoa, localizados da parte de trás da boca, ao lado da garganta. Acredita-se que sirvam para ajudar a evitar infecções, produzindo anticorpos. As amígdalas também são chamadas de tonsilas palatinas e podem ser vistas quando se abre bem a boca.
Quando as amígdalas se inflamam, chamamos esta doença de Amigdalite.
O que são as Adenóides?
Adenóides são estruturas semelhantes às amígdalas. Estão localizadas atrás do céu da boca (pálato mole) e não podem ser vistas quando se abre a boca. Da mesma forma, quando estão funcionando adequadamente, ajudam a prevenir infecções. As Adenóides podem causar sérios problemas quando estão infeccionadas ou aumentadas. A Inflamação das adenóides chama-se Adenoidite.
Quais são os sintomas da Amigdalite?
Os sintomas da amigdalite podem variar bastante dependendo da causa da infecção e podem ocorrer subitamente ou progressivamente. Os sintomas mais comuns são:

IMPORTANTE: Os sintomas da amigdalite podem ser comuns a outras doenças graves e sempre devem ser vistos por um médico. Sempre consulte um médico no caso de ter dor de garganta.
Quais são os sintomas de Adenoidite ou Adenóides aumentadas?
Os sintomas da adenoidite também podem variar bastante, dependendo da causa da infecção e podem se iniciar subitamente ou lentamente. Estes são os sintomas mais comuns:
IMPORTANTE: Os sintomas da adenoidite podem ser comuns a outras doenças graves e sempre devem ser vistos por um médico. Sempre consulte um médico no caso de ter ou observar estes sintomas.
Tratamento para Amigdalites e Adenoidites
O tratamento específico das amigdalites e adenoidites depende basicamente de:
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Idade, condições gerais de saúde e antecedentes médicos
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Extensão da infecção
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Tipo de infecção
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Tolerância do paciente para medicamentos, internações e procedimentos
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Evolução das inflamações e infecções
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Parecer do paciente e/ou da família
Os tratamentos podem ser clínicos (com medicamentos) ou cirúrgicos dependendo da causa, extensão, repetição ou severidade dos quadros. Antibióticos são úteis para ajudar o organismo a combater as infecções, mas nem sempre são necessários. Só o médico deve prescrevê-los. A auto-medicação muitas vezes é prejudicial.
Algumas vezes, os quadros não se resolvem clinicamente e nestes casos, o médico poderá propor um tratamento cirúrgico.
Quais as razões para se remover as amígdalas e adenóides?
As razões variam de caso a caso. A seguir estão as mais comuns, encontradas na literatura médica e nos consensos ou diretrizes das organizações médicas:
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Apnéia do sono ou períodos onde o paciente pára de respirar enquanto dorme
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Distúrbios da deglutição
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Tumores na garganta ou na passagem de ar pelo nariz
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Sangramento das amígdalas e adenóides que não cessam
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Obstrução nasal significativa ou respiração desconfortável
As dores de Garganta podem estar associadas com:
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Febre entre 37.1 a 41.5 graus Celsius
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Secreção purulenta (pus) nas amígdalas
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Cultura para bactérias positiva para Streptococcus
As razões seguintes são relativas e devem ser analisadas individualmente nos casos de indicação cirúrgica:
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Ronco
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Amigdalites de repetição ou abscessos de amígdalas
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Otites de repetição
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Perda Auditiva
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Sinusite crônica ou sinusites de repetição
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Respiração bucal constante
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Mau hálito
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Aumento exagerado das amígdalas
IMPORTANTE: As indicações de cirurgia serão sempre individualizadas de acordo com o estado de saúde do paciente, após uma avaliação médica.
Não existe ainda relação cientificamente comprovada que a cirurgia de amígdalas e adenóides altere o apetite, previna gripes ou melhore alergias, embora isto possa ocorrer.
Como é a cirurgia de amígdalas e adenóides ?
Esta é a segunda cirurgia mais freqüente realizada em crianças nos Estados Unidos (cerca de 400.000 por ano) e, acreditamos ser no Brasil também. Em geral, é realizada em curto período de internação, entre algumas horas e um dia. Raramente, alguns pacientes ficam internados por mais de 1 dia, principalmente se:
Não estiverem deglutindo bem alimentos líquidos após a cirurgia.
Tiverem outros problemas associados.
Tiverem alguma complicação após a cirurgia, tal como sangramento.
Durante a internação, outros profissionais de saúde entrarão em contato com a famíla:
Enfermeiras da unidade de internação, do centro cirúrgico e da sala de recuperação pós-anestésica.
Cirurgião especialista em Otorrinolaringologia
Anestesiologista -que fará as perguntas sobre a saúde do Paciente e fará um exame físico para avaliar as condições clínicas antes da cirurgia (Visita pré-Anestésica). Poderá ou não ministrar algum medicamento que ajude a tranqüilizar o paciente.
Na sala de cirurgia, o paciente será anestesiado, para que o cirurgião possa remover as amígdalas e/ou adenóides. A cirurgia é realizada inteiramente por dentro da boca. Em alguns casos, serão necessários uns 2 ou 3 pontos, na cirurgia das amígdalas, que não precisam ser retirados, pois serão absorvidos pelo organismo. Na cirurgia de adenóides, em geral, os pontos não são necessários.
Após a cirurgia o anestesiologista "acorda" o paciente e o encaminha para a sala de recuperação pós-anestésica. Quando estiver bem acordado, será reencaminhado ao quarto, junto da família.
O tempo mínimo de internação, após a cirurgia, habitualmente é de 6 horas. Pode ser maior, caso seja necessário um acompanhamento mais próximo. Em alguns casos, como já foi comentado, será interessante que o paciente fique até o dia seguinte para uma melhor recuperação.
A complicação mais comum é o sangramento que deve ser notificado com urgência à enfermeira do andar que tomará as providências necessárias. Se o sangramento for severo, pode ser que haja necessidade do paciente retornar à sala de cirurgia.
E após a cirurgia?
O cirurgião o orientará sobre a medicação e os cuidados a serem tomados.
Basicamente:
Quais são os riscos da Amigdalectomia e/ou Adenoidectomia?
Qualquer tipo de cirurgia tem algum risco. Assim como sair de carro numa estrada num fim-de-semana ou andar de avião. Viver é altamente arriscado.
A questão é se o risco é alto ou baixo e se o Hospital tem equipamentos para controlar eventuais complicações que surgirem. Estatísticas norte-americanas dizem que 5% das crianças operadas tem sangamento entre 5 a 8 dias após a cirurgia.
Em nossa realidade, isto não tem acontecido. Aliás, em minha prática cirúrgica desde 1987, nunca tive que reoperar uma criança por sangramento. Em adultos, isso é mais frequente e já tive 2 casos que tiveram que voltar à sala cirúrgica para cauterizar um vaso sangrante, entre 1987 e 2002.
Outras complicações descritas são:
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Desidratação (devido a ingestão inadequada de líquidos; se for severa, uma hidratação por veia será necessária)
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Febre (se for baixa não é uma complicação verdadeira e faz parte do quadro)
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Dificuldade de respiração (por inchaço dos tecidos da garganta)
Onde mais a Família pode ajudar?
É normal e compreensível que a família fique um tanto ansiosa, enquanto seu filho(a) ou neto(a) esteja sendo operado, mesmo que tudo tenha sido explicado detalhadamente antes da cirurgia. No entanto, ficar ligando para o Centro Cirúrgico para saber "como vai indo a cirurgia" é desagradável e ocupa as linhas telefônicas, que poderiam estar sendo usadas para comunicar quadros graves e que necessitem de comunicação urgente através desta via. É melhor combinar com o cirurgião que, assim que acabar a cirurgia, ELE liga para contar como foi.
Também é compreensível que se queira maiores informações sobre o problema do paciente e, principalmente, sobre a cirurgia a qual será submetido. Isto é uma prerrogativa da consulta médica em consultório e deve ser restrita a este ambiente. Evite, portanto, solicitar ao médico que repasse todas estas informações, nos minutos que antecedem a cirurgia ou logo após. Isto vale, principalmente, para os familiares e/ou amigos que comparecem apenas no Hospital para se solidarizar com a família ou com o paciente.
Amigdalites
Amígdalas
De cada lado da garganta, ao fundo, podem ser observadas duas saliências carnudas que são as amígdalas. Fazem parte de uma cadeia de tecido linfóide que tem como função fazer uma defesa contra a infecção, sobretudo em zonas especialmente expostas como é o caso da garganta. No caso de haver uma infecção ficam inflamadas, mais vermelhas, aumentado de volume, e muitas vezes cobertas total ou parcialmente por membranas esbranquiçadas ou amareladas. É o que se chama uma amigdalite.
Sintomas
A amigdalite aparece geralmente como parte de uma infecção generalizada da faringe (garganta), e os sintomas mais comuns são dores de garganta, dificuldade na deglutição, febre, perda de apetite e arrepios. Os gânglios do pescoço podem aparecer inflamados e sensíveis. Nas crianças mais pequenas pode não haver queixas a nível de garganta e os sintomas serem apenas perda de apetite, febre ligeira e diminuição da actividade normal.
Causas da amigdalite
Pode ser devida a uma infecção por vírus ou por bactérias, sendo os sintomas geralmente semelhantes. A importância em saber a origem da infecção está no tratamento a ser adoptado: enquanto nas amigdalites por bactérias (normalmente da família dos estreptococos) se deve fazer um tratamento com antibióticos, nas virusais não se devem utilizar aqueles medicamentos.
O método mais seguro para distinguir o tipo de infecção é através de uma análise (cultura) das secreções purulentas da amigdalite, colhidas por uma simples zaragatoa e enviadas a um laboratório. Infelizmente essa prática ainda não pode ser seguida na maioria dos casos no nosso país, e assim o tratamento instituído é feito segundo critérios clínicos, intuição do médico e, muitas vezes, compreensível mas erradamente, por pressão dos doentes ou seus familiares.
O objectivo principal da cultura é averiguar da existência de estreptococos do grupo A, que aparecem em cerca de 30% das situações e que podem levar a complicações graves no caso de não serem tratadas ou serem tratadas incompletamente. Falaremos dessas complicações mais adiante. Nos outros 70% de casos, a infecção é causada por vírus ou, raramente, por outras bactérias. Os vírus mais frequentes são o adenovírus, influenza (gripe), Epstein-Barr, parainfluenza, herpes simplex e enterovirus.
Duração
O período de incubação, tempo que decorre entre o contágio e o aparecimento da doença, é em média de 7 dias nas amigdalites bacterianas por estreptococos. Nos casos de amigdalites virusais esse período é muito variável, dependendo do tipo de vírus, e pode ir de 18 horas (no influenza) até 8 semanas (Epstein-Barr). No caso dos vírus a doença pode demorar 2 a 5 dias, dependendo do tipo, estando a maioria das pessoas totalmente recuperadas ao fim de uma semana a 10 dias. Se a infecção for devida ao estreptococos a febre passa ao fim de 3 a 5 dias. A cura pode ir até aos 10 a 12 dias (com antibiótico), mas o regresso das amígdalas e gânglios ao seu aspecto e tamanho normais pode demorar semanas.
Contágio
O risco de contágio é elevado e geralmente faz-se por contacto com os fluidos nasais ou da garganta de uma pessoa infectada. Assim , tanto a tosse como os espirros podem veicular partículas de secreções infectadas que são directamente inaladas por quem estiver no seu trajecto.
Também os copos, talheres, e outros objectos que contactarem com as mucosas orais ou nasais dos doentes podem conter bactérias ou vírus. Se é difícil evitar o contágio através do espirro ou tosse, já será mais fácil minimizar os riscos lavando a louça e talheres do doente à parte, lavando as mãos com frequência e mesmo isolando o mais possível o doente em relação principalmente às crianças ou idosos que possam habitar a mesma casa.
Tratamento
Aliviar os sintomas
Uma parte importante do tratamento consiste no alívio dos sintomas que acompanham a doença. Assim, a febre e as dores podem ser controladas com antipiréticos/analgésicos como por exemplo os medicamentos à base de paracetamol, ou de ibuprofeno, que se podem inclusivamente dar e forma alternada.
Com excepção do caso do paracetamol que pode ser dado de 6 em 6 horas, ou eventualmente menos se assim for determinado pelo médico, não é conveniente repetir o mesmo medicamento antes de passadas 8 horas da toma anterior. Por isso, no o caso de ser necessário baixar a febre em períodos inferiores a 8 horas, pode ser útil a alternância da medicação. De qualquer modo, importa salientar que abaixo dos 38º de temperatura não há razão para fazer baixar a febre. As dores de garganta, especialmente nas crianças, colocam problemas com a alimentação devido à dificuldade em engolir.
O melhor será adoptar uma dieta à base de sopas nutritivas, iogurtes, sumos, ou batidos. É muito importante fazer uma boa hidratação pelo que se devem ingerir bastantes líquidos. Também se deve ter cuidado em evitar que o ambiente seja muito seco, o que é frequente acontecer com a utilização de aquecedores ou ar condicionado.
Nesses casos pode-se fazer a humidificação do ar mediante a produção de vapor fervendo um recipiente com água (com as devidas precauções em relação acidentes) ou usando mesmo humidificadores próprios.
No caso de se tratarem de amigdalites causadas por vírus, a maioria como vimos, apenas são necessários estes cuidados a não ser que ao fim de 2 a 5 dias não haja melhorias. Nesse caso deve ser novamente contactado o médico.
Antibióticos
Infelizmente é muito comum, sobretudo quando os doentes são crianças, haver uma pressão muito grande por parte dos pais para serem receitados antibióticos logo que se manifestam os primeiros sintomas, ou se estes persistem por mais que 1 ou 2 dias. O mesmo se passa também frequentemente com muitos adultos. É uma atitude totalmente errada no caso de se estar na presença de uma amigdalite virusal não complicada (a maioria) e que pode ser bastante prejudicial tanto na evolução da doença (os vírus não são afectados e, pelo contrário, beneficiam muitas vezes com os antibióticos), como no restabelecimento das defesas naturais do organismo. É aliás vulgar haver doentes que ao fim de 2 dias ou 3 resolvem tomar antibióticos por sua iniciativa e pensar que o desaparecimento dos sintomas decorridas mais 24 ou 48 horas se deveu a isso. O facto é que a infecção virusal passaria à mesma ao fim desse tempo sem qualquer antibiótico. A única diferença é que com esse "tratamento" se criou uma eventual resistência ao antibiótico e se diminuíram as defesas naturais (para além de se ter gasto mais dinheiro...).
No entanto, em pouco mais de 30% das amigdalites pode estar em causa uma infecção por estreptococos ou outro tipo de bactérias. Nesse caso, é importante fazer o tratamento com antibióticos. O método mais seguro para saber se a infecção é ou não bacteriana é através de uma análise (cultura) das secreções purulentas da amigdalite, colhidas por uma simples zaragatoa e enviadas a um laboratório. Também existem testes rápidos que podem ser utilizados durante a consulta uma vez que demoram 10 a 30 minutos. No nosso país este tipo de procedimento ainda está longe de ser generalizado, pelo que geralmente o médico se orienta por critérios clínicos ou intuição.
O tratamento de primeira linha é a penicilina, mas que em Portugal apenas existe na sua forma injectável, pelo que se deverá recorrer à amoxicilina.
Complicações
No caso de não se fazer o tratamento adequado de uma amigdalite bacteriana com o antibiótico adequado e durante o tempo indicado, corre-se o risco de se evoluir para uma febre reumática com posteriores eventuais complicações articulares (inflamação e dores crónicas), cardíacas (insuficiência valvular), cerebrais ou de pele.
Operar ou não operar
Existem vários critérios e mesmo "escolas" no que respeita a fazer ou não a extracção das amígdalas (amigdalectomia). Se é verdade que muitas crianças com amigdalites de repetição beneficiam largamente com essa operação, também se deve considerar que é importante preservar a integridade anatómica da orofaringe tanto quanto o possível.
Como regra geral, pode haver vantagens em operar nos casos em que hajam sete ou mais episódios por ano ou cinco ou mais em dois anos seguidos.
Mas é sempre uma situação a estudar caso a caso.
amigdalites
1 -LOCALIZAÇÃO E FISIOLOGIA DAS AMÍGDALAS
As amígdalas são uma massa de tecido linfóide de forma ovalada situadas na parte posterior da garganta. Elas fazem parte do sistema imunitário e são uma componente importante na aquisição de defesas do organismo contra as infecções. Juntamente com os adenóides, as amígdalas protegem contra as infecções do tracto respiratório superior.
As amígdalas desenvolvem-se gradualmente a partir do nascimento e atingem a sua dimensão máxima cerca dos 7 anos de idade. As amígdalas fazem parte do sistema linfático de waldeyer. São ricas em tecido linfóide, participando na produção de linfócitos B e linfócitos T (responsáveis pela imunidade).
Os linfócitos B estão ligados à produção de anticorpos séricos específicos, como as: IgG, IgA, IgM, IgD e IgE, ao se transformarem em plasmócitos, por estímulos antigénicos. Assim as amígdalas e a faringe, fazem parte dos mecanismos de protecção imunitária do organismo, através de suas formações linfóides.
2 - O QUE SÃO AMIGDALITES ?
São um processo infeccioso da garganta que atinge isoladamente as amígdalas palatinas.
3 – TIPOS DE AMIGDALITES
- Amigdalites agudas
- Amigdalites crónicas
3.1 - AMIGDALITES AGUDAS
3.1.1 – Amigdalite banal ou eritematosa - de origem víral (Adenovírus, Epstein-barr, Citomegalovírus, vírus da parotidite.......), e quando o vírus diminui as resistências locais, pode predispor a outra infecção por bactérias e formação de pontos brancos purulentos – Amigdalite eritemato-pultácea ( Streptococos, tafilococos, Pneumococos, Influenza).
3.1.1.1 - Sinais / Sintomas
3.1.1.2 - Complicações
Locais: Abcesso periamígdalino, Fleimão cervical
Gerais: Alterações renais, vasculares, viscerais,febre reumática.
3.1.1.3 - Terapêutica
Antibiótico específico para o agente infeccioso mais frequente: PENICILINA (IM 1.200.000U), ou se alergia ERITROMICINA.
Desinfecção orofaringe.
3.1.2 –Amigdalite pseudo-menbranosa ou diftérica (falsa mebrana)
3.1.2.1 - Sinais / Sintomas
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Exsudado fibrinoso sobre a parte posterior da garganta, revestindo toda a mucosa
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Placas esbranquiçadas muito aderentes à superfície da amígdala
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Febre baixa (forma leve)
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Febre elevada (forma grave)
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Isola-se o bacilo diftérico no exsudado
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Mal estar geral
3.1.2.2 - Complicações
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Extensão á laringe (pode levar a traqueostomia)
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Coriza nasal - Gânglios aumentados
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Compl. Nervosas ( paralisia véu do paladar, da faringe e laringe)
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Compl. Renais (nefrite com hematúria)
3.1.2.3 - Terapêutica
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Soro anti diftérico (40-60.000U/dia) nas formas graves, podendo ser a única forma de neutralizar as toxinas.
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Penicilina e digitálicos, se necessário.
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Anti-anafiláticos
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Lavagem e desinfecção local
3.1.3 - Amigdalite ulcero - necrótica
Quando existe perda de substância e leva á necrose.
3.1.3.1 –Sinais e sintomas
mal estar geral febre alta amígdalas que apresentam ulcerações cheiro fétido dor intensa adenopatias cervicais e submandibulares Podem estar relacionadas com: Cáries dentárias Amigdalites de repetição
3.2 - AMIGDALITES CRÓNICAS
3.2.1 – Amigdalite críptica
Chama-se à inflamação crónica das amígdalas e traduz-se por hipertrofia e presença de massas caseosas nas críptas amígdalinas, com odor fétido causado por germes banais, saprófitas, aeróbios, anaeróbios, germes específicos, bacilo de kock, e muitas vezes por compostos de células epiteliais de descamação, restos alimentares e neutrófilos degenerados, denominadas de caseum.
3.2.1.1 - Sinais / Sintomas
3.2.1.2 - Complicações
Locais:
Gerais:
3.2.1.3 - Terapêutica Médica
4 - ABCESSO PERI AMIGDALINO
Abcesso intra faringeo situados entre a cápsula da amígdala e a parede da faringe.
4.1 - Sinais / Sintomas
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Febre elevada superior a 38ºC
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Hipertrofia da amígdalas
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Odinofagia
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Disfagia cada vez mais acentuada
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Voz nasalada ( alteração da fonação pela hipertrofia amigdalina )
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Respiração difícil ( aumento da tumefação )
4.2 - Complicações
Locais:
Gerais:
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Nefrite
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Abcesso pulmunar
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Septicémia
4.3 - Terapêutica
1. Antibioterapia
2. Incisão no abcesso entre o 4/6º dias, com anestesia local, com drenagem da supuração.
3. Candidato a amigdalectomia, que se poderá efectuar ¾ semanas após término do abcesso ( porque tem uma maior incidência para novas recidivas ).
5 - AMIGDALECTOMIA
Antes da era antibiótica existia grande número de amigdalectomias, com o objectivo de controlar as infecções repetidas da garganta. Embora muitos dos quadros de infecções repetidas tenham passado a ser controlados com medicamentos, existem ainda circunstâncias em que há necessidade de praticar essa cirurgia
5.1 - Indicações absolutas
Aumento exagerado do tamanho das amígdalas com dificuldade na deglutição,
Aumento exagerado do tamanho, com dificuldade em respirar.
5.2 - Indicações relativas
Amigdalites de repetição que ocorrem 5 ou mais vezes por ano
Abcessos peri amigdalinos quando precedidos de amigdalites de repetição,
Amigdalites focais, por existência de focos de toxinas e bactérias armazenadas nas amígdalas
Mau hálito constante pelas amigdalites crípticas,
Convulsões febris, quando estas ocorrem por amigdalites
Apneia obstrutiva do sono, quando existe grande hipertrofia das amígdalas e que está acompanhada pelo sono inquieto.
amigdalites
"As bruscas mudanças de temperatura, típicas do outono e entrada do invern,o lotam os consultórios médicos, com crianças queixando-se de dor de garganta. Febre, dificuldade para engolir, dor de cabeça, dores no corpo, entre outros sintomas, merecem atenção e cuidados médicos".
O que é amigdalite?
Dor de garganta? Febre? Você pode estar curtindo uma amigdalite. Em curtas palavras, amigdalite é a infecção das amígdalas palatinas. O inverno seco e poluído em alguns lugares, contribui para o surgimento e desenvolvimento das amigdalites, que predominam entre as crianças.
As amígdalas são massas de tecido esponjoso linfóide, localizadas na parte de trás da garganta, na entrada das vias respiratórias, nos dois lados da garganta. Elas agem como filtros, ajudando a prevenir que infecções da garganta, boca e seios da face se espalhem para o resto do corpo. As amígdalas também são responsáveis pela produção de anticorpos, que ajudam a combater as infecções na garganta e no nariz. As amígdalas são muito suscetíveis à infecção. A amigdalite, portanto, é a inflamação das amígdalas.
Causas
As amigdalites pode ser tanto de origem viral quanto bacteriana, sendo que esta última pode ser facilmente identificada por apresentar pus, ou seja, aqueles pontos brancos, também conhecidos por placas. Sendo bacteriana, a doença deve ser tratada com antibióticos. As virais, no entanto, não se beneficiam deste tipo de tratamento, possuindo um ciclo próprio e necessitando apenas de medicação para alívio dos sintomas, como antitérmicos e analgésicos.
A amigdalite bacteriana é causada, principalmente, pela bactéria Streptococcus pyogenes, sendo o tipo mais perigoso das infecções de garganta. A febre que atinge os pacientes acometidos por esta bactéria pode mesmo chegar aos 40ºC e ocasionalmente podem se formar abscessos.
As crianças desenvolvem amigdalite quando enfrentam queda na resistência dos seus organismos e variações bruscas de temperatura, típicas desta época do ano.
Fatores de Risco para Amigdalite
Más condições de habitação, presença de animal doméstico na residência, exposição ao fumo e apetite diminuído são possíveis fatores que podem ajudar no desenvolvimento da amigdalite aguda ou na amigdalite de repetição, definida como 5 a 7 episódios de infecção durante o ano.
A amigdalite aguda é hoje, como também foi no passado, uma das infecções de vias aéreas de maior freqüência. Na era pré-antibiótica, a denominação de angina (do latim angere, que significa sufocar) denota bem a gravidade dos quadros clínicos e de suas complicações.
Foi nesta época que surgiu a técnica da amigdalectomia (popularmente conhecida como operação de garganta), então praticada com técnicas rudimentares de anestesia e com altos índices de complicações. Porém, com o desenvolvimento da técnica cirúrgica e dos meios de anestesia, a cirurgia difundiu-se, tornando-se até abusiva.
Após a descoberta dos antibióticos, o controle dos casos mais simples e a diminuição do número de complicações, a amigdalectomia ainda se mantinha como importante indicação, nos casos de infecções de repetição, pois pouca função se atribuía as amígdalas. No entanto, com o desenvolvimento da Imunologia, confirmou-se o envolvimento das amígdalas no processo de defesa do organismo e a dúvida sobre o efeito da cirurgia, sobre a imunidade dos pacientes, começou a ser levantada.
A presença de maior número de infecções está ligada principalmente a piores condições sócio-econômicas, como ocorre com a população pobre, que geralmente habita locais pequenos e com grande número de moradores, aliadas à presença de animais domésticos, à exposição passiva ao tabaco, e à falta de alimentação adequada das crianças, fazendo com que estes sejam os potenciais fatores de risco para o aparecimento desses quadros.
Sintomas
Além da dor e da febre, o inchaço dos gânglios (íngua), em qualquer lado do pescoço e da mandíbula, também serve como indicativo da amigdalite. Dor de ouvido, dificuldade para engolir, calafrios, dor de cabeça, hálito diferente, mudanças no paladar e no olfato, dores musculares, dor de barriga e vômitos são outros dos sintomas comumente relatados.
Complicações e Tratamento
A amigdalite, se não tratada, pode trazer algumas complicações secundárias, como febre reumática ou "reumatismo no sangue" (patologia que lesa o coração de forma grave, podendo também acometer outros órgãos e que ocorre nos casos de amigdalite bacteriana não tratada ou parcialmente tratada), surdez, problemas nos rins e no coração. A amigdalite pode levar também a casos graves, inclusive de septicemia e choque bacteriano, que correspondem a infecção do sangue.
Cirurgia e Antibióticos
A retirada das amígdalas deixa o organismo desprotegido da sua ajuda, no combate às infecções, na medida em que elas são o primeiro escudo contra as bactérias, que querem invadir o organismo. Pessoas sem amígdalas desenvolvem mais faringites. Portanto, é um procedimento que deve ser evitado ao máximo, assim como se deve evitar os excessos na administração de antibióticos, muitas vezes tomados sem a orientação médica e na dosagem errada, o que não ajuda em nada no tratamento da infecção. Como qualquer medicamento, eles provocam reações no organismo, além de favorecer ao aparecimento de bactérias resistentes, quando utilizados indiscriminadamente.
Prevenção e Tratamento
O desconforto causado pela amigdalite, principalmente em crianças, pode ser aliviado com o gargarejo de uma solução contendo uma pitada de sal, dissolvido em meio copo de água morna. Bebidas mornas, como chás (com ou sem mel) e sopas, assim como outros alimentos macios, se forem toleráveis, ajudam a criança a manter-se alimentada, apesar da dificuldade para engolir.
Água gelada, andar descalço, tomar chuva, não trazem a doença, mas são fatores que podem produzir variações de temperatura, estabelecendo um melhor terreno para a instalação da bactéria.
Mas o fundamental é a ida ao médico, para o diagnóstico correto e a instituição de um tratamento adequado, no máximo 48 horas após o inicio dos sintomas. A amigdalite bacteriana responde muito bem ao tratamento com penicilina ou antibióticos derivados dela, ou no caso de alergias a este antibiótico, a eritromicina pode ser uma boa escolha. Outros antibióticos existem e podem ser indicados pelo medico que avalia a criança. A febre irá ceder 48 horas após o início do tratamento.
Nunca medique seu filho por conta própria. Ele pode ter crescido e assim a dose do medicamento estará fraca e isso será o mesmo que não tratar.
A amigdalite tem um alto contagio entre familiares, e só após aproximadamente 48 horas de tratamento, é que diminui este risco. Portanto o cuidado, principalmente entre irmãos, deve ser instituído, e se sintomas semelhantes aparecerem o médico deverá novamente ser consultado.
Ao abrir-se bem a boca, é possível ver duas pequenas estruturas arredondadas que se situam logo no início da garganta, uma em cada um dos lados. São as amígdalas, dois órgãos linfóides que têm por função ajudar a proteger o organismo contra bactérias e vírus, produzindo anticorpos, principalmente na infância. Quando as amígdalas infectam, surge a amigdalite crónica, vulgarmente conhecida por angina.
E por que se infectam as amígdalas? A causa pode ser viral ou bacteriana, sendo que, na maior parte dos casos, as amigdalites virais são menos problemáticas do que as bacterianas», responde o Dr. Alberto Santos, otorrinolaringologista do Hospital de Santa Maria (Lisboa). As amigdalites virais são as mais frequentes, estimando-se que representem 70% dos casos de amigdalite aguda.
É no Inverno que mais frequentemente surgem as amigdalites agudas e isto deve-se, principalmente, às variações de temperatura, bem mais comuns nesta época do ano, e não apenas às baixas temperaturas. «Estas variações podem diminuir as defesas (imunocapacidade) do indivíduo e pode registar-se uma paralisia temporária dos cílios da mucosa aérea (que fazem a limpeza das vias aéreas)», explica este otorrino.
Por outro lado, a luz solar, que é menos frequente no Inverno, diminui a incidência de alguns micróbios e reforça as nossas defesas. Por isso, como constata este especialista, «existem mais viroses nos meses invernosos que ou afectam directamente as amígdalas (amigdalite viral) ou abrem caminho a uma infecção que pode depois desenvolver a amigdalite bacteriana». Para agravar, nesta altura do ano, permanece-se mais tempo em espaços fechados, o que aumenta o risco de contágio dos vírus.
Um doente afectado pela amigdalite pode transmitir essa infecção a outras pessoas. Como? A transmissão pode dar-se pelo do contacto directo, como por exemplo com um beijo, mas, regra geral, é através das gotículas de saliva que se expelem ao falar, espirrar ou tossir que os vírus e bactérias mais se transmitem.
«Com um espirro são libertadas mais ou menos 20 mil gotículas microscópicas de saliva que podem ser enviadas até três metros de distância e ficar suspensas em poeiras ou gotas de humidade durante um ou dois dias com possibilidade de transmissão», elucida Alberto Santos.
Em 1998, registaram-se mais de 110 mil casos de amigdalites agudas, o que leva o otorrino a afirmar que se trata de «um verdadeiro problema de saúde pública, dado que os casos mais graves desembocam em absentismo escolar e laboral».
As anginas são mais frequentes na infância e o pico de incidência situa-se entre os quatro e 10 anos.
«A partir da puberdade, na maior parte dos casos, a incidência das amigdalites diminui, mas isto não quer dizer que não haja pessoas que as têm a vida toda. Há muitos adultos que sofrem de amigdalite aguda desde a infância», diz o especialista.
Complicações e soluções
«O panorama da amigdalite aguda mudou muito», revela Alberto Santos. E porquê? «Há 30 anos, as complicações mais frequentes e preocupantes das amigdalites eram as complicações sistémicas, a febre reumática com lesões articulares ou cardíacas associadas e as glomerulonefrites (lesões nos rins). Neste momento, as mais preocupantes são as complicações locorregionais (junto das amígdalas), como os abcessos cervicais, cada vez mais frequentes, e perigosos, podendo obrigar à cirurgia de urgência», conta o otorrino, que sublinha:
«Esta evolução está relacionada com os antibióticos, porque a sua má política de utilização, que passa pela automedicação e pela prescrição inadequada e exagerada, utilizando-se os antibióticos quando não se justifica, facilita o aparecimento de micróbios mais resistentes.»
«Nem sempre é possível prevenir as amigdalites agudas, mas quanto mais cedo tentarmos, melhor», acredita Alberto Santos.
Com alguns comportamentos diários, pode-se evitar a infecção das amígdalas. Não fumar, não ingerir ácidos à noite, manter a higiene oral e nasal, lavando bem os dentes, lavar o nariz com soro fisiológico são alguns destes comportamentos.
No caso de não ser a primeira amigdalite, sustenta o especialista, «é preciso fazer uma observação cuidada e traçar-se um bom historial clínico, na tentativa de controlar os factores de risco, devendo o doente ser mesmo observado pelo otorrino».
Na medida em que uma amigdalite nunca é igual à outra, esta infecção «deve sempre ser observada e tratada a pelo médico e, em caso de repetição, a pessoa deve ser acompanhada por um otorrinolaringologista», aconselha Alberto Santos.
No que concerne ao tratamento, existem duas formas de solucionar as amigdalites agudas: as injecções de penicilina, com uma duração mais ou menos 24 horas e os antibióticos dirigidos para as amigdalites bacterianas, com duração mínima de sete dias. Nas amigdalites crónicas, a cirurgia – amigdalectomia –, aplicada para remover as amígdalas, resolve definitivamente o problema.
Segundo este especialista, «a cirurgia justifica-se, essencialmente, quando a pessoa tem um número elevado de amigdalites agudas não controladas de outra forma; quando existem complicações associadas; quando, no caso dos adultos, se suspeita de um tumor (pouco frequente) ou quando o tamanho das amígdalas é exagerado que chega a comprometer a respiração durante a noite (apneia do sono muito incidente nas crianças)».
Em Portugal, há 10 anos, foi introduzida, pelo professor Mário Andrea (director do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de Santa Maria), uma nova técnica que «é mundialmente reconhecida pela sua segurança e eficácia» – a microcirurgia amigdalina com dissecção bipolar. «Antes», conta Alberto Santos, «o doente sangrava bastante durante a cirurgia. Agora, com esta técnica, isto não acontece.
A recuperação pós-cirúrgica é, hoje em dia, «fácil e rápida». Há uns anos, depois da cirurgia às amígdalas, as pessoas não conseguiam sequer falar no pós-operatório. Actualmente, «o doente tem alta hospitalar poucas horas depois da cirurgia e só terá de ficar em casa mais ou menos seis dias com condicionantes de dieta – alimentos moles e frios –, para cicatrizar a ferida», assegura o otorrino.
amigdalites
A amigdalite é a inflamação das tonsilas palatinas. As tonsilas palatinas são órgãos linfóides estrategicamente localizados no trajeto dos sistemas digestivo e respiratório com função de coletar informação antigênica para o sistema imunológico.
As amigdalites podem ser divididas em agudas e crônicas.
As amigdalites agudas se manifestam tipicamente por dor de garganta, disfagia, febre, otalgia reflexa, fraqueza e outros sintomas de comprometimento do estado geral, e podem ser de etiologia viral ou bacteriana. As amigdalites agudas podem, por sua vez, ser classificadas de acordo com sua apresentação clínica em: eritematosas, eritêmato-pultáceas, pseudomembranosas e ulcerosas.
Nas amigdalites virais os principais agentes causadores são os vírus influenzae A e B, parainfluenzae 1, 2 e 3, echovírus, paramyxovírus, adenovírus, vírus Eptein-Barr, Herpes vírus e coxsakie vírus. Estes pacientes apresentam em geral um quadro de infecção de vias aéreas superiores associado com congestão nasal, coriza e lacrimejamento. Cerca de 40% dos casos de amigdalites agudas têm origem viral.
As amigdalites agudas bacterianas têm como principais causadores o Streptococcus pneumoniae, Streptococcus pyogenes, Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus e associação fuso-espiralar. Em alguns casos os seguintes agentes podem estar envolvidos: Corynobacterium diphteriae, Neisseria gonorrheae e Salmonella typhi. Estes pacientes se apresentam, em geral, mais toxemiados e com febre por um período mais duradouro.
Formas clínicas das amigdalites
Eritematosas
Nas amigdalites eritematosas observamos uma hiperemia difusa e aspecto congesto de toda a mucosa faríngea, principalmente das tonsilas palatinas, podendo ou não estar presente exsudato esbranquiçado, sendo neste caso, em geral, de etiologia viral (influenzae, adenovírus, parainfluenzae). A duração varia de três a sete dias e quase sempre evolui sem complicações. Clinicamente, no entanto, não é possível distinguir o exsudato viral do bacteriano. Doenças exantemáticas podem cursar com este quadro de faringoamigdalite aguda.
O sarampo, cujo agente etiológico é o paramyxovírus, além da hiperemia, apresenta um fino pontilhado branco-amarelado de 1 a 2 mm de diâmetro na mucosa jugal (manchas de Koplik), antecedendo o aparecimento do exantema. A escarlatina é uma infecção causada pelo Streptococcus ß-hemolítico do grupo A que elabora uma toxina eritrogênica, podendo causar vasculite sistêmica; o quadro amigdaliano pode variar de uma forma mais simples de eritematosa até uma forma agressiva úlcero-necrótica; a língua com o aspecto em "framboesa" auxilia no diagnóstico e geralmente aparece 24 horas antes do exantema escarlatiniforme.
Eritêmato-pultáceas
As amigdalites agudas eritêmato-pultáceas apresentam um exsudato esbranquiçado ou purulento, localizado nas criptas e na superfície das tonsilas palatinas. Os agentes etiológicos mais frequentemente encontrados são: S. pyogenes, H. influenzae, S. aureus e a M. catarrhalis; a amigdalite estreptocócica é a infecção bacteriana mais comum na criança de 3 a 12 anos de idade.
A mononucleose, causada pelo vírus Epstein-Barr, pode manifestar-se como uma forma eritematosa ou eritêmato-pultácea, às vezes também com estomatite e enantema no palato, acompanhado de adenomegalia cervical bilateral e hepatoesplenomegalia; as tonsilas palatinas podem estar extremamente aumentadas de tamanho, podendo ocorrer obstrução importante das vias aéreas superiores, chegando a necessidade de traqueostomia; seu diagnóstico é feito baseado no quadro clínico não responsivo a antibioticoterapia, devido sua origem viral ou realizando sorologia para o vírus Epstein-Barr (IgM e Ig G).
Pseudomembranosas
Nas amigdalites agudas pseudomembranosas temos a formação de placas mais ou menos aderentes as amígdalas, que frequentemente invadem o palato mole e úvula. Deve-se fazer o diagnóstico diferencial com a difteria e a infecção por germe gram-positivo, principalmente Streptococcus.
A difteria (causada pelo Corynebacterium diphtheriae, rara nos dias de hoje devido a alta cobertura vacinal) tem início insidioso com mal-estar geral, inapetência, astenia e febre, com formação de pseudomembranas brancas brilhantes que recobrem inteiramente as tonsilas palatinas, atingindo também os pilares, palato mole e úvula, aderidas à mucosa e sangrante quando se tenta removê-las, acompanhada de linfadenite cervical (aparência de pescoço taurino); a produção de endotoxinas pelo bacilo pode acarretar miocardite, insuficiência renal aguda, paralisia dos membros inferiores, palato mole e/ou dos músculos respiratórios.
Ulcerosas
As amigdalites agudas ulcerosas se subdividem, de acordo com a profundidade da úlcera em superficial (quando ocorre erupção vesiculosa) ou profunda (há necrose do tecido).
Superficial
A angina herpética (causada pelo vírus herpes hominis tipo I) e a herpangina (vírus coxsackie A) são semelhantes, podendo surgir inicialmente do mesmo modo que na forma eritematosa (início abrupto e aspecto congesto de toda a mucosa faríngea), acometendo crianças na faixa etária de um a cinco anos.
A primo-infecção herpética é a virose mais comum que atinge a boca, ocorrendo formação de vesículas dolorosas que se rompem dando lugar a ulcerações superficiais semelhantes a aftas, na gengiva e na mucosa labial e oral, língua e orofaringe (também pode acometer epiderme e região perinasal, evoluindo ou não para a forma recidivante); a duração é de sete a dez dias e o tratamento é sintomático.
Na herpangina temos vesículas que se rompem e deixam ulcerações, principalmente no palato mole, úvula e pilares amigdalianos; quando é causada pelo vírus coxsackie 16, ocorre a "doença mão-pé-boca", com lesões pápulo vesiculosas em mãos e pés, associadas com lesões orais e faringoamigdalianas.
Profundas
Destacam-se as anginas de Plaut-Vicent e os quadros associados a hematopatias (neutropenias, leucemias agudas, síndromes imunoproliferativas e agranulocitose), além da tuberculose e sífilis. Angina de Plaut-Vincent é causada pela associação fuso-espiralar de bacilos saprófitas da cavidade oral, que inicia após lesão da mucosa ou mau estado dentário e se apresenta com febre baixa, intensa odinofagia, halitose fétida importante e amigdalite úlcero-necrótica com adenopatia ipsilateral à lesão.
Crônicas
Por sua vez, as amigdalites crônicas podem ser classificadas em amigdalites de repetição, hipertrófica e críptica.
Amigdalites de repetição
Podem ser causadas por bactérias, vírus ou fungos. É definida por Bluestone como a ocorrência de cinco a sete infecções em um ano ou quatro infecções por ano em dois anos consecutivos. Estudos com culturas realizados tanto na superfície quanto no córion amigdaliano mostram colonização polimicrobiana de aeróbios e anaeróbios em proporções semelhantes, sendo que ocorre a prevalência de microrganismos produtores de ß-lactamase.
As explicações para a patogênese da amigdalite recorrente são:
Presença de microrganismos produtores de ß-lactamase, impedindo a ação das penicilinas sobre as bactérias que normalmente seriam sensíveis, como, por exemplo o SßHGA;
Resultado de uma combinação de aeróbios e anaeróbios que apresentam aumento da virulência;
Imunodepressão local das amígdalas, secundária à estimulação antigênica bacteriana constante;
Edema do córion amigdaliano em indivíduos atópicos, o que pode aumentar a suscetibilidade às infecções;
Criptite crônica, onde dificilmente chegariam os antibióticos;
Queratinização da mucosa com alteração da função das criptas amigdalianas com aumento da presença de bactérias do córion.
A avaliação laboratorial é útil no intuito de descartar deficiências imunológicas, carenciais e leucoses, constando basicamente de hemograma completo, dosagem de ferro e zinco séricos, dosagem de IgG, IgM, IgA séricos, subclasses de IgG e IgA salivar.
Amigdalite hipertrófica
Normalmente o paciente apresenta quadro obstrutivo com respiração oral, roncos principalmente em decúbito dorsal, disfagia, má oclusão dentária, podendo desenvolver períodos de apnéia nos casos mais avançados, caracterizando a síndrome da apnéia obstrutiva do sono.
A respiração oral também leva a deformidades do desenvolvimento crânio-facial como protrusão malar, palato ogival, hipotonia de lábios inferiores e mordida aberta ou cruzada. Alguns autores recomendam antibioticoterapia dirigida às bactérias produtoras de ß-lactamase, pela possibilidade de uma infecção subclínica estar mantendo o estímulo antigênico.
Amigdalite críptica
As amígdalas apresentam criptas ou sulcos profundos que favorecem a deposição de caseo, constituído de restos alimentares, cristais de colesterina, descamação epitelial e leucócitos degenerados. De acordo com o material das criptas, pode-se classificá-las em caseosa (saída de material de descamação epitelial, que desprende como grãos de arroz), calculosa (calcificação do caseo) ou purulenta (saída de secreção leitosa à expressão da amígdala).
Em alguns casos ocorre encapsulamento do material caseoso pelo epitélio amigdaliano, formando verdadeiros cistos repletos de líquido leitoso, de localização preferencial no pólo superior da amígdala, uni ou bilateral. A sintomatologia consiste de irritação na garganta ou halitose e saída de material branco de odor fétido das criptas.
O tratamento clínico deve ser dirigido para uma higienização local com anti-sépticos em forma de gargarejos, principalmente após as refeições, remoção do material caseoso e antibióticos nos casos de amigdalite purulenta..
Microbiologia e tratamento clínico das amigdalites
A colonização do trato respiratório superior começa logo após ao nascimento. Na cavidade oral se encontram mais de 200 espécies de bactérias, sendo aproximadamente cerca de dez anaeróbias para cada aeróbia, com esta relação aumentando de acordo com a falta de higiene oral.
Além da flora normal, as tonsilas podem abrigar bactérias potencialmente patogênicas como Haemophilus influenzae, Streptococcus ß-hemolítico do grupo A, Streptococcus pneumonie, Moraxella catarrhalis e Staphylococcus aureus mesmo em pessoas sem queixas de amigdalites.
A manutenção do equilíbrio adequado entre as bactérias da microbiota normal e as bactérias patogênicas parece exercer um papel fundamental na defesa das vias aéreas superiores. Sanders sugere que o Streptococcus viridans, provavelmente através de acidificação do meio previne a colonização das vias aéreas superiores por organismos como Haemophilus influenzae. Foi observado também, uma alta incidência do Streptococcus viridans em culturas de superfície de amígdalas de indivíduos normais, sugerindo a sua possível ação protetora por mecanismos de competição com outros patógenos.
Os dados da literatura, embora controversos, sugerem um aspecto polimicrobiano nas amigdalites recorrentes. É consenso, no entanto, que as bactérias que predominam nos pacientes com quadros de amigdalites de repetição são o Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus e Streptococcus ß-hemolítico do grupo A. Kielmovitch observou maior prevalência de bactérias produtoras de ß-lactamase nos pacientes com amigdalites de repetição, principalmente Haemophilus influenzae e Staphylococcus aureus. A literatura sugere ainda uma relação do Haemophilus influenzae com o desenvolvimento da hiperplasia tonsilar em crianças, nos casos de amigdalites hipertrófica e recorrente.
Estudos tentam estabelecer a existência ou não de correlação entre a flora da superfície das tonsilas palatinas e a de seu córion, visando a possibilidade do tratamento dos quadros de amigdalites crônicas baseados em culturas da superfície, direcionando, assim, a antibioticoterapia para o agente encontrado.
A maioria das crianças e adolescentes que apresentam dor de garganta têm etiologia viral como causa (aproximadamente 40% das amigdalites agudas). A literatura relata que não mais de 30% a 40% das crianças com dor de garganta têm o Streptococcus ß-hemolítico do grupo A como causa. Outros patógenos menos frequentes seriam Chlamydia pneumoniae e o Mycoplasma pneumoniae.
A cultura ainda é considerada o exame de excelência para o estudo da flora bacteriana da orofaringe, entretanto, a sua utilização deve ser racional, levando em consideração os custos e uma interpretação adequada (flora normal X flora patogênica X colonização bacteriana por bactérias patogênicas em portador são).
A cultura está indicada somente nos casos de amigdalites que não evoluem satisfatoriamente com o tratamento clínico, nas amigdalites ulceradas ou em pacientes imunocomprometidos, nas secreções de abscessos amigdalianos e quando há interesse na pesquisa de portadores de Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae para vigilância de meningite.
Existem hoje no mercado diversos testes de detecção rápida do Streptococcus ß-hemolítico do grupo A, com alta sensibilidade e especificidade (78% e 90%, respectivamente, segundo alguns autores). Porém, deve-se levar em consideração que estes testes não conseguem detectar pequenas quantidades do Streptococcus ß-hemolítico do grupo A, podendo ocorrer falso-negativos, além do alto custo na realização destes exames em nosso meio.
Quanto ao tratamento clínico, deve ser baseado na suspeita etiológica. Nos casos agudos virais se utilizam apenas medicamentos para aliviar os sintomas (antitérmicos, analgésicos sistêmicos e/ou tópicos e gargarejos com anti-sépticos), de acordo com a intensidade do quadro.
Quando se suspeita de agente bacteriano, a terapêutica com antimicrobianos deve ser empregada, devendo sempre a escolha dos antibióticos basear-se na sua eficácia de erradicação do agente causal suspeito, comodidade posológica, aceitabilidade do paciente e na relação custo/benefício.
O principal agente bacteriano das amigdalites ainda é o Streptococcus ß-hemolítico do grupo A, sendo importante um tratamento efetivo na erradicação deste, não somente para permitir um retorno mais rápido do paciente para as suas atividades usuais, mas também para prevenir complicações sérias como a febre reumática, síndrome do choque tóxico e fasceíte necrotizante.
A penicilina benzatina IM em dose única ainda é uma boa opção de tratamento. A amoxicilina e amoxicilina associada ao clavulanato durante dez dias se têm mostrado eficazes, bem como as cefalosporinas de segunda geração por cinco dias. Nos indivíduos alérgicos à penicilina, os macrolídeos podem ser utilizados, lembrando-se de que nos casos de suspeita de mononucleose (vírus Epstein- Barr) se deve evitar o uso de amoxicilina, pois pode desencadear "rush" cutâneo.
Na difteria (Corynebacterium diphtheriae) o tratamento clínico é feito com soro específico IM ou subcutâneo (60.000 a 100.000 U) associado a penicilina ou eritromicina. Na amigdalite gonocócica (Neisseriae gonorrhoeae) se utiliza penicilina ou cefalosporinas de terceira geração.
Na angina de Plaut-Vincent (associação fuso-espiralar) o tratamento é feito com penicilina ou cefalosporina de primeira ou segunda geração. Nos casos de escarlatina (Streptococcus ß-hemolítico do grupo A com toxina eritrogênica) deve ser tratada com penicilina G procaína ou penicilina V oral.
Nas amigdalites de repetição causadas pelo Streptococcus ß-hemolítico do grupo A, o tratamento clínico deve visar as prováveis causas das infecções repetidas.
Assim, quando a causa é a não adesão ao tratamento prévio instituído, o uso de penicilina benzatina em dose única IM é uma alternativa. Nos casos de resistência bacteriana por produção de ß-lactamase, sugere-se o uso preferencial, nas fases de agudização, de cefalosporinas de segunda geração, por cinco a dez dias, ou a associação amoxicilina/clavulanato, por dez dias, ou eventualmente cefalosporinas de terceira geração.
Além disso, deve-se tentar eliminar fatores predisponentes como comunicantes, creches e instituições fechadas, além do controle clínico da alergia nos pacientes atópicos e em casos mais rebeldes ou com outras infecções de repetição associadas, pode-se realizar cultura da secreção orofaringeana e antibiograma, além de investigar a possibilidade de imunodeficiências associadas (hemograma completo, dosagem de imunoglobulinas séricas e anti-HIV)..
Amigdalites
É uma infecção das amígdalas, que se manifesta habitualmente por febre, mal-estar e dores de garganta. Conheça a doença.
O que é A amigdalite é uma infecção das amígdalas, acompanhada de um aumento do seu volume, por vezes com exsudado (pus). Em certos casos só a faringe é afectada e falamos então de faringite, noutros casos todas estas estruturas são atingidas designando-se a infecção por amigdalofaringite.É uma doença rara em crianças com menos de 12 meses de idade e a sua incidência aumenta a partir dessa idade, atingindo um máximo entre os 4 e os 7 anos, diminuindo depois lentamente.
Quais as causas Os vírus são os principais responsáveis. Entre outros, podem estar implicados adenovírus, vírus influenza e parainfluenza, e vírus de Epstein-Barr (mononucleose infecciosa).
O estreptococo hemolítico do grupo A é a bactéria que mais vulgarmente causa amigdalite, sendo raro que haja outras bactérias responsáveis por esta infecção.
Quais os sintomas Geralmente a amigdalite manifesta-se por febre, mal-estar e dor de garganta. As amígdalas tornam-se inflamadas, volumosas e, por vezes, com pus. Os gânglios linfáticos submaxilares podem estar aumentados e dolorosos.Como se diagnostica Pelos sintomas e aspecto das amígdalas é muitas vezes difícil distinguir se se trata de infecção causada por vírus ou por bactéria. Informação esta de grande relevância para o tratamento. Algumas particularidades são úteis nesta distinção, nomeadamente a dor abdominal e vómito que ocorrem sobretudo na infecção bacteriana.
A existência de corrimento nasal, espirros, tosse, inflamação das conjuntivas e rouquidão são sintomas mais típicos das infecções virais.
Embora a existência de pus nas amígdalas seja mais comum na infecção bacteriana, também pode ocorrer nas infecções causadas por alguns vírus.
O método mais fiel de diagnóstico é o exame bacteriológico do exsudado amigdalino, que por o resultado demorar cerca de 48h não é feito em muitos dos casos.
As análises de sangue, nomeadamente hemograma e PCR, não são muito úteis no momento do diagnóstico.
Como se desenvolve A febre, mal-estar e dores de garganta duram, habitualmente, entre 1 e 4 dias. Podem ocorrer vómitos e dores abdominais, ou espirros, corrimento nasal, rouquidão e tosse, dependendo se a infecção for bacteriana ou viral.Por vezes, uma amigdalite sugestiva de infecção bacteriana (estreptococo) acompanha-se de exantema (eritema da pele) fazendo-se o diagnóstico de escarlatina, que não é mais do que uma amigdalite acompanhada por exantema, cuja gravidade e tratamento são análogos a todas as amigdalites por estreptococo.
Formas de tratamento A maior parte das amigdalites são causadas por vírus, sobretudo nas crianças com menos de 3 anos, pelo que não necessitam de antibióticos para o seu tratamento. O paracetamol ou o ibuprofeno são úteis no controlo dos sintomas (febre e dor de garganta). Quando se trata de amigdalite sugestiva de ser causada por bactéria (estreptococo), o antibiótico mais eficaz é a penicilina em injecção intramuscular. Muitas vezes usam-se antibióticos orais e, nesse caso, actualmente o mais indicado é amoxicilina.
Geralmente em 24/48h há melhoria da dor, desaparecimento da febre e abandono do estado contagiante.
Se a febre persistir para além de 48h, deverá contactar o médico.Formas de prevenção A maior parte das amigdalites são causadas por vírus, sobretudo nas crianças com menos de 3 anos, pelo que não necessitam de antibióticos para o seu tratamento. O paracetamol ou o ibuprofeno são úteis no controlo dos sintomas (febre e dor de garganta). Quando se trata de amigdalite sugestiva de ser causada por bactéria (estreptococo), o antibiótico mais eficaz é a penicilina em injecção intramuscular. Muitas vezes usam-se antibióticos orais e, nesse caso, actualmente o mais indicado é amoxicilina.
Geralmente em 24/48h há melhoria da dor, desaparecimento da febre e abandono do estado contagiante.
Se a febre persistir para além de 48h, deverá contactar o médico.Doenças comuns como diferenciar A maior parte das amigdalites são causadas por vírus, sobretudo nas crianças com menos de 3 anos, pelo que não necessitam de antibióticos para o seu tratamento. O paracetamol ou o ibuprofeno são úteis no controlo dos sintomas (febre e dor de garganta). Quando se trata de amigdalite sugestiva de ser causada por bactéria (estreptococo), o antibiótico mais eficaz é a penicilina em injecção intramuscular. Muitas vezes usam-se antibióticos orais e, nesse caso, actualmente o mais indicado é amoxicilina.
Geralmente em 24/48h há melhoria da dor, desaparecimento da febre e abandono do estado contagiante.
Se a febre persistir para além de 48h, deverá contactar o médico.Outras designações A maior parte das amigdalites são causadas por vírus, sobretudo nas crianças com menos de 3 anos, pelo que não necessitam de antibióticos para o seu tratamento. O paracetamol ou o ibuprofeno são úteis no controlo dos sintomas (febre e dor de garganta). Quando se trata de amigdalite sugestiva de ser causada por bactéria (estreptococo), o antibiótico mais eficaz é a penicilina em injecção intramuscular. Muitas vezes usam-se antibióticos orais e, nesse caso, actualmente o mais indicado é amoxicilina.
Geralmente em 24/48h há melhoria da dor, desaparecimento da febre e abandono do estado contagiante.
Se a febre persistir para além de 48h, deverá contactar o médico.Quando consultar o médico especialista A maior parte das amigdalites são causadas por vírus, sobretudo nas crianças com menos de 3 anos, pelo que não necessitam de antibióticos para o seu tratamento. O paracetamol ou o ibuprofeno são úteis no controlo dos sintomas (febre e dor de garganta). Quando se trata de amigdalite sugestiva de ser causada por bactéria (estreptococo), o antibiótico mais eficaz é a penicilina em injecção intramuscular. Muitas vezes usam-se antibióticos orais e, nesse caso, actualmente o mais indicado é amoxicilina.
Geralmente em 24/48h há melhoria da dor, desaparecimento da febre e abandono do estado contagiante.
Se a febre persistir para além de 48h, deverá contactar o médico.Pessoas mais predispostas A maior parte das amigdalites são causadas por vírus, sobretudo nas crianças com menos de 3 anos, pelo que não necessitam de antibióticos para o seu tratamento. O paracetamol ou o ibuprofeno são úteis no controlo dos sintomas (febre e dor de garganta). Quando se trata de amigdalite sugestiva de ser causada por bactéria (estreptococo), o antibiótico mais eficaz é a penicilina em injecção intramuscular. Muitas vezes usam-se antibióticos orais e, nesse caso, actualmente o mais indicado é amoxicilina.
Geralmente em 24/48h há melhoria da dor, desaparecimento da febre e abandono do estado contagiante.
Se a febre persistir para além de 48h, deverá contactar o médico.Outros Aspectos Complicações das amigdalitesSão raras nas infecções virais. Nas infecções por estreptococo pode ocorrer abcesso periamigdalino, sinusite, otite média e raramente meningite.
A infecção por algumas estirpes de estreptococo do grupo A, ß-hemolítico, pode causar glomerulonefrite (inflamação renal) ou febre reumática (inflamação cardíaca), situações actualmente pouco frequentes.
amigdalite
O que é uma amigdalite?
Uma amigdalite é uma infecção das amígdalas que pode ser provocada por microrganismos de origem viral ou bacteriana.
Qual é a função das amígdalas?
As amígdalas são constituídas por um tecido semelhante aos gânglios linfáticos, cuja função é auxiliar o organismo a fabricar anticorpos para se defender contra bactérias e vírus.
Qual é a sua incidência?
A amigdalite ocorre principalmente na infância, mais frequentemente em crianças até aos 9 anos. Durante essa fase de vida a maioria das crianças têm pelo menos um episódio de amigdalite. Embora menos frequente é também uma afecção comum nos adolescentes e adultos jovens.
Qual é a causa das amigdalites?
A cavidade orofaríngea na qual se incluem as amígdalas não é estéril. Ela é colonizada por muitos microrganismos, nomeadamente bactérias que fazem parte do ambiente (flora) normal da orofaringe. Por exemplo, a fadiga, as mudanças bruscas de temperatura ou o uso inapropriado de antibióticos pode levar à proliferação de qualquer um dos microrganismos existentes na orofaringe, ou a invasão de vírus e bactérias do meio exterior, pode levar a um desiquilibrio da flora local e desencadear uma infecção.
Qual é o microrganismo responsável pela amigdalite?
A maioria dos casos de amigdalite são provocados por vírus, sendo os restantes de origem bacteriana, nomeadamente o - estreptococos beta-hemolítico do grupo A –que é responsável por cerca de 15% dos casos. Outras doenças podem manifestar-se com uma infecção das amígdalas, nomeadamente a mononucleose infecciosa, uma doença infecciosa causada pelo vírus Epstein Barr, que habitualmente se manifesta por uma amigdalite.
Como se manifesta uma amigdalite?
A amigdalite aguda manifesta-se por garganta inflamada (avermelhada e inchada) associada quase sempre a dor de garganta, nomeadamente ao engolir (por vezes mesmo com a saliva). O doente pode queixar-se de dor de ouvido (dor reflectida da orofaringe), mau hálito e febre. Se a amigdalite for de causa viral, pode ocorrer corrimento pelo nariz, tosse e espirros; e as amígdalas apresentam-se hipertrofiadas e avermelhadas.
As amigdalites bacterianas são caracterizadas pelo início súbito de dor de garganta (por vezes intensa), gânglios na parte anterior do pescoço aumentados e dolorosos, dor de cabeça e febre (acima de 38ºC). Nas crianças as amigdalites de causa bacteriana podem manifestar-se por dor abdominal, náuseas e vómitos. A origem bacteriana, é sugestiva quando se observa amígdalas hipertrofiadas, de cor avermelhada viva, que podem estar cobertas por uma secreção amarelada ou branca-acinzentada (exsudado purulento).
É necessário realizar exames para diagnosticar uma amigdalite?
Muitas vezes apenas as características dos sintomas e sua evolução, permite ao médico diagnosticar qual é a origem da infecção – se viral ou bacteriana. Quando existem dúvidas, é necessário realizar um exame para definir qual é o agente responsável pela infecção, nomeadamente procurar identificar o estreptococos beta-hemolítico do grupo A (EBHA), bactéria responsável pelo desenvolvimento da febre reumática.
Na infecção aguda pode utilizar-se dois métodos práticos para identificar o EBHA na orofaringe – o exame cultural (recolhe-se através de um zaragatoa uma amostra do agente infeccioso directamente das amígdalas e coloca-se num meio de cultura próprio para ele crescer) ou através de um teste rápido para detecção do antigénio do estreptococo, vulgarmente conhecido pelo Phadirect, que confirma ou não o (EBHA) no exsudado da orofaringe em 5 a 10 minutos.
O título da anti-estreptolisina O sérica, mais conhecida por TASO, parece ser a melhor forma de diagnosticar a infecção aguda, através do aumento de quatro vezes do doseamento do TASO (em determinações sucessivas), no entanto, não é utilizado por não ser um procedimento diagnóstico prático, devido à duração curta das amigdalites agudas.
Quais as complicações possíveis de uma amigdalite?
O abcesso periamigdalino e a febre reumática são as complicações mais frequentes das amigdalites. Outras complicações menos frequentes são a glomerulonefrite aguda e os abcessos intra-amigdalino, parafaríngeo e retrofaríngeo.
O que é um abcesso periamigdalino?
O abcesso periamigdalino é um colecção de pús localizado por detrás das amígdalas que empurra uma das amígdalas na direcção da úvula (vulgarmente chamada “campainha”). Esta situação é habitualmente muito dolorosa e está muitas vezes associada a dificuldade em abrir a boca. Se um abcesso periamigdalino, não for devidamente tratado, a infecção pode disseminar-se a outras estruturas do pescoço, fazendo perigar a vida do doente, nomeadamente por obstrução das vias aéreas. O tratamento deve ser a drenagem do abcesso com uma seringa e uma agulha de aspiração.
O que fazer para aliviar os sintomas da amigdalite?
Qualquer que seja a causa da infecção o tratamento deve ser sintomático, isto é, o objectivo é a redução dos sintomas, que deve ser iniciado de imediato.
É recomendado um conjunto de medidas que podem ser utilizadas de acordo com a intensidade dos sintomas, nomeadamente:
Quando está indicado o tratamento antibiótico?
Os antibióticos estão indicados quando a infecção for de origem bacteriana, nomeadamente o estreptococos beta-hemolítico do grupo A, com os seguintes objectivos: prevenir as complicações – febre reumática, glomerulonefrite aguda e abcessos e melhorar os sintomas. Uma vez iniciado o tratamento antibiótico é importante cumprir a posologia como foi prescrita pelo médico. Os antibióticos não são eficazes para as amigdalites de origem viral.
Quando é que as amígdalas devem ser removidas cirúrgicamente?
A remoção cirúrgica das amígdalas ou amigdalectomia está indicada em doentes com infecções repetidas, principalmente se interferirem com a vida quotidiana da pessoa. Considera-se infecção repetida em crianças quando têm 6-7 episódios num ano, ou 4-5 amigdalites em cada ano de dois seguidos ou três em cada ano de três sucessivos.
Nos adultos, a gravidade e a frequência associada a infecções repetidas são factores considerados mais relevantes que o número absoluto de episódios. A excisão cirúrgica também está indicada quando há uma tal hipertrofia das amígdalas (associada também aos adenoides) que leva a problemas graves do sono, nomeadamente o ressonar, apneia do sono, obstrução nasal; otites ou sinusites de repetição.