Vênus


Histórico
Vênus também era considerado pelos antigos como dois astros diferentes, ao qual davam o nome de Lúcifer e Vesper. Só mais tarde, quando se descobriu tratar do mesmo astro é que atribuiram a ele o nome de Vênus, pela sua luz e beleza, pois quando está no céu, à noite, é o objeto mais brilhante depois da Lua. Porém, no século III a.C., Pitágoras já afirmava que Lúcifer e Vênus era um único astro. No Brasil é conhecido como Estrela Dalva.
Observação
É possível de ser visto com clareza a olho nú, quatro horas antes do Sol nascer ou quatro horas depois do Sol se por, pois seu afastamento ângular do Sol visto da Terra é de no máximo 48 graus. E, quando o afastamento está próximo do valor máximo, Vênus pode ser visto a olho nu a qualquer hora de um dia de céu limpo, sendo necessário apenas conhecer sua localização na hora da observação e desde que não esteja visualmente muito próximo do Sol.
Atmosfera
É o item de maior destaque do planeta, pois sua espessura e densidade impressionam bastante. É composta principalmente de anidrido carbônico, traços de nitrogênio, vapor d'agua, oxigênio, enxofre e até mesmo ácido sulfúrico. Com esses componentes, uma temperatura média de 460oC e uma pressão de noventa atmosferas terrestres, dificulta qualquer observação de sua superfície.
A temperatura é mais elevada que a de Mercúrio, apesar de Vênus estar mais afastado do Sol. O que causa isso é o efeito estufa de Vênus. A explicação desse efeito é a opacidade de sua atmosfera para radiações infravermelho, provocada pela grande concentração de CO2 Ocorre que a radiação visível penetra na atmosfera e aquece a superfície. A superfície aquecida emite infravermelho. O CO2 absorve essa radiação causando o efeito estufa. Esse efeito é mais ou menos como um carro fechado, recebendo as radiações solares. Essas radiações penetram no interior do veículo e o calor não sai, e quando se entra no veículo sente-se o mormaço devido ao acúmulo de calor.
Evidentemente que todos esses fenômenos fazem cair por terra o velho conceito de que Vênus é o planeta irmão da Terra. As nuvens da atmosfera venusiana estão entre 45 a 60 quilômetros de altura. Em função da densidade e da dimensão das partículas, pode-se dividir as formações atmosféricas em três camadas distintas. A região compreendida entre 30 e 100 quilômetros de altura recebe o nome de termosfera e abaixo dessa até na superfície tem-se a troposfesra. Várias regiões acima e abaixo dessas camadas são dominadas por neblina. Nessas camadas atmosféricas existem movimentos de vários tipos, entre eles está o denominado de super-rotação da atmosfera de Vênu, onde as massas atmosféricas movimentam-se para oeste e completam uma volta em torno do planeta em quatro dias. A maioria dos movimentos atmosféricos de Vênus são satisfatoriamente explicados.
Superfície
Uma maneira de se estudar a superfície venusiana é através do radar. Pulsos de radar são emitidos a Vênus e sua reflexão fornece dados para estudo da rugosidade de sua superfície. Além disso, algumas sondas soviéticas da série Venera e as americanas Pionner-Vênus pousaram na superfície do planeta, mas nas condicões atmosféricas lá existentes essas sondas não resistiram mais do que uma hora. Só em 1975 a sonda Venera IX conseguiu enviar a primeira fotografia da superfície do planeta e outras conseguiram fazer algumas análises do local, que parecem ter composição semelhantes à dos basaltos encontrados na Terra.
Uma das maiores conquistas da astronomia na década de 70 foi o estudo da supefície de Vênus, a qual é uma imensa planície levemente ondulada, com poucas depressões e três extensos maciços montanhosos. As áreas estudadas correspondem a menos de 5% da superfície total do planeta.
Fonte: www.cdcc.usp.br
Vênus
Vênus, a jóia do céu, era conhecida pelos primeiros astrónomos como estrela da manhã e estrela da tarde. Esses astrónomos pensavam que Vênus era composta por dois corpos distintos. Vênus, a deusa romana do amor e da beleza, está coberta por uma espessa camada de nuvens em turbilhão.
Os astrónomos referem-se a Vênus como o planeta irmão da Terra. São ambos semelhantes em dimensão, massa, densidade e volume. Ambos foram formados mais ou menos ao mesmo tempo e condensados a partir da mesma nebulosa. Contudo, nos últimos anos os cientistas descobriram que as semelhanças terminam aqui. Vênus é muito diferente da Terra. Não tem oceanos e está envolto por uma atmosfera pesada composta principalmente por dióxido de carbono e quase sem vapor de água. As suas nuvens são compostas por gotas de ácido sulfúrico. Na superfície, a pressão atmosférica é 92 vezes a da Terra ao nível do mar.
Vênus é queimado por uma temperatura à superfície de aproximadamente 482° C (900° F). Esta elevada temperatura deve-se principalmente a uma rápido efeito estufa originado pela pesada atmosfera de dióxido de carbono. A luz do Sol passa pela atmosfera e aquece a superfície do planeta. O calor é irradiado mas fica aprisionado pela densa atmosfera que não permite a sua fuga para o espaço. Isto torna Vênus mais quente que Mercúrio.
Um dia Venusiano tem 243 dias Terrestres e é mais longo que o seu ano de 225 dias. Curiosamente, Vênus gira de leste para oeste. Para um observador em Vênus, o Sol nasceria a oeste e teria o seu ocaso a leste.
Até há pouco tempo, a densa cobertura de nuvens de Vênus impediu a observação aos cientistas da natureza geológica da sua superfície. O aperfeiçoamento dos rádio-telescópios e sistemas de radares de imagem orbitando o planeta tornaram possível ver a superfície através do patamar de nuvens. Quatro das mais bem sucedidas missões a revelarem a superfície Venusiana são a Missão Pioneer Vênus da NASA (1978), as missões Soviéticas Venera 15 e 16 (1983-1984), e a missão Magalhães de mapeamento por radar da NASA (1990-1994). À medida que estas sondas começaram a mapear o planeta, uma outra imagem de Vênus se revelou.
A superfície de Vênus é relativamente nova, geologicamente falando. Parece ter sido refeita completamente há 300 a 500 milhões de anos atrás. Os cientistas debatem o como e porquê deste acontecimento. A topografia Venusiana é composta de vastas planícies cobertas de correntes de lava e montanhas ou regiões montanhosas deformadas por actividade geológica. O Maxwell Montes em Ishtar Terra é o pico mais alto de Vênus. A região montanhosa de Aphrodite Terra estende-se por quase metade de todo o equador. As imagens da missão Magalhães das regiões montanhosas acima de 2.5 quilómetros são habitualmente brilhantes, característica de um solo húmido. Contudo, água em estado líquido não existe à superfície e não é a responsável pelo brilho característico das regiões montanhosas. Uma teoria sugere que a matéria brilhante possa ser uma formação de compostos metálicos. Estudos feitos revelaram que o material poderá ser pirite (também conhecida por ouro dos trouxas). Este é instável nas planícies mas poderá ser estável nas regiões montanhosas. Este material poderá também ser algum tipo de material exótico que daria os mesmos resultados mas em concentrações mais baixas.
Vênus está marcado por numerosas crateras de impacto distribuídas aleatoriamente pela superfície. Pequenas crateras com menos de 2 quilómetros são praticamente inexistentes graças à pesada atmosfera Venusianas. As excepções ocorrem quando grandes meteoritos se fraccionam pouco antes do impacto, criando aglomerados de crateras. Vulcões e formações vulcânicas são ainda mais numerosas. Pelo menos 85% da superfície de Vênus está coberta de rocha vulcânica. Gigantescas correntes de lava, que se estendem por centenas de quilómetros, inundaram as zonas de baixo relevo criando vastas planícies. Mais de 100.000 pequenos vulcões preenchem a superfície juntamente com centenas de grandes vulcões. As correntes dos vulcões abriram longos e sinuosos canais que se prolongam por centenas de quilómetros, tendo um deles aproximadamente 7.000 quilómetros.
Foram encontradas, em Vênus, gigantescas caldeiras, com mais de 100 quilómetros de diâmetro. Algumas formações de Vênus são únicas, como as coronae e as aracnóides. Coronae são grandes formações ovais, rodeadas de penhascos com centenas de quilómetros de diâmetro. Pensa-se que são elevações do manto expressos na superfície. Aracnóides são formações circulares ou alongadas semelhantes às coronae. Ambas poderão ter aparecido como resultado de rochas fundidas deslizando pelas fracturas da superfície, produzindo sistemas de diques e fracturas radiais.
Fonte: www.if.ufrgs.br
Vênus

raio equatorial = 6052 km
massa = 4,87E24 kg = 0,8150 massas terrestres = 1/408523,5 massas solares
densidade = 5,2 g/cm^3
período de rotação = 243,0 d
inclinação do equador = 177,3°
achatamento = 0
temperatura = 750 K
albedo geométrico = 0,65
magnitude absoluta = -4,40
número de satélites conhecidos = 0
Vênus é o objeto mais brilhante observado no céu, após o Sol e a Lua. Por ser um planeta inferior ele sempre é observado ao anoitecer ou amanhecer, sua elongação máxima é de 47°. Vênus também apresenta fases, e com condições favoráveis é possível observar Vênus crescente. É um planeta coberto por nuvens de tonalidade amarelada, o que impede a observação direta de sua superfície. Isto fez com que o período de rotação do planeta fosse desconhecido até que este foi determinado com auxílio de radar como sendo de 243 dias terrestres em rotação retrógrada (sentido oposto ao dos outros planetas). A rotação das camadas superiores da atmosfera é de 4 dias terrestres. A inclinação do eixo de rotação é de 177°. A temperatura das nuvens superiores é cerca de 250K, mas a temperatura na superfície é mais elevada devido ao efeito estufa que ocorre no planeta, onde a radiação infravermelha penetra na atmosfera mas é bloqueada pelo dióxido de carbono atmosférico. Observações espectroscópicas determinaram a composição da atmosfera venusiana como rica em dióxido de carbono. Mariner2 foi a primeira sonda a ir de encontro a Vênus, cinco anos depois a soviética Venera4 enviou dados da região abaixo das nuvens, mas as primeiras imagens da superfície foram obtidas em 1975 pelas sondas Venera9 e 10. O primeiro mapeamento da superfície foi concluído em 1980 pela Pionner1 norte-americana, mas o mapa mais completo foi obtido através das observações de radar da sonda Magalhães no começo da década de 90. O tamanho de Vênus é similar ao da Terra, então assume-se que seus interiores sejam similares. Devido a lenta rotação de Vênus assume-se que este não tenha campo magnético. A análise de material do solo venusiano pelas Veneras indicou que os materiais eram similares ao basalto e granito terrestres. O mapeamento por radar revelou a existência de um relevo com montanhas, crateras, vulcões. Estes últimos são distribuídos uniformemente por toda superfície venusiana, não há evidências de movimentos da crosta. As crateras existentes são formadaas por impacto e são atingidas pela erosão, vulcanismo e atividades tectônicas. A atmosfera é composta principalmente de dióxido de carbono, pobre em vapor d'água. A pressão atmosférica na superfície é 90 atm (na Terra, ao nível do mar, é 1 atm).
Vênus
Conhecida popularmente como estrela d'Alva, quando nasce na madrugada antes do Sol. Na mitologia grega é chamada de Afrodite, deusa do amor. Na mitologia romana a deusa correspondente é Vênus.
A escultura que representa a deusa do amor, que mostramos na foto ao lado, é chamada de Afrodite de Milos pois foi encontrada na ilha de Melos. Hoje a conhecemos como Vênus de Milos.

Vênus

Símbolo
O espelho, símbolo da deusa da beleza e da feminilidade.

b - Conhecendo Vênus
A primeira vista Vênus têm algumas características semelhantes a da Terra, o seu tamanho, a massa, sua composição e distância em relação ao Sol. Embora existam estas semelhanças elas terminam por aí. Vênus tem uma atmosfera extremamente denso, que torna impossível ver a sua superfície, as informações que temos sobre a superfície foram enviadas por sondas espaciais americanas e russas.
Graças a sua atmosfera, composta de 95% de gás carbónico, o restante de oxigênio, vapor d'água e gases raros, a temperatura na superfície é bastante alta: 425ºC. Sua atmosfera é repleta de nuvens que são as responsáveis em refletir a luz que chega do sol, formando um planeta brilhante como é visto da Terra.
A alta densidade da atmosfera, torna a pressão na superfície de Vênus insuportável. A pressão na superfície corresponde a 90 vezes a pressão da Terra ao nível do mar. Para que tenhamos uma idéia da intensidade desta pressão, ela equivale a pressão no mar a uma profundade de 900 metros. Este é um dos motivos pelos quais as sondas que pousaram na superfície de Vênus não suportaram mais que algumas horas em funcionamento.
| Nome |
Vênus |
| Massa |
4,8 . 1024kg |
| Diâmetro |
12104km |
| Distância: Vênus - Sol |
108 milhões de km |
| Temperatura na Superfície |
aproximadamente 485ºC |
| Período de Rotação - duração do dia em Vênus |
243 dias terrestres |
| Atmosfera (valores aproximados) |
95% de dióxido de carbono 4% de Nitrogênio 1% de Água |

Vênus

Esta imagem tridimensional mostra uma parte do planeta Vênus, conhecida como Eistla Régio com o vulcão Gula Mons.
Pelo formato do topo do vulcão, temos a impressão de que as erupções vulcânicas não são do tipo explosivas. As lavas vindas do interior foram derramadas para a parte externa na forma de rios. Estas lavas se estendem por centenas de quilômetros pela planície fraturada.A elevação do vulcão Gula Mons que pode ser vista no centro da imagem é de 3000m. Esta imagem foi produzida pelo laboratório, JPL Multimission Image Processing Laboratory
Fonte: www.ciencia-cultura.com
Vênus
"Estrela" da Tarde

Visão global do hemisfério norte de Vênus; o polo norte encontra-se
exatamente no centro da imagem
Vênus é o 2.º planeta do sistema solar e também o mais próximo da Terra. Apresenta-se como o objeto mais brilhante e visível no céu, tanto no crepúsculo, como no amanhecer. Quando alcança seu maior esplendor, a intensidade de sua luz é tamanha que muitas vezes pode ser confundido com um OVNI.
A sua forte luminosidade se deve em parte ao fato de estar muito próximo da Terra, mas principalmente a sua intensa capacidade de refletir a luz solar. Isto se deve ao fato da constante presença de uma camada de nuvens na atmosfera do planeta que também impede a observação de sua superfície.
Entre todos os planetas do sistema solar, Vênus é o mais semelhante à Terra em estrutura e tamanho. Apesar disto, é improvável que algum dia astronautas possam pousar em sua superfície. Vênus é um planeta letal para o homem. Sua elevadíssima temperatura (475ºC) e a composição de sua densa e venenosa atmosfera não permitem a presença humana, nem por poucos instantes.
Como Vênus é o planeta mais próximo da Terra, foi o mais visado para o envio de sondas, as quais não tiveram muito sucesso devido a sua perigosa atmosfera. A sonda que desempenhou o papel mais importante foi a Magellan, lançada em maio de 1989 e que em agosto de 1990 mapeou a superfície de Vênus de maneira muito mais precisa a ampla que as outras sondas, pois os dados foram recolhidos de uma altitude muito menor.
SUPERFÍCIE

Reconstituição da superfície de Vênus feita por computador com base em dados reais colhidos pela sonda Magellan capacitada com um radar de abertura sintética SAR.

Imagem da cratera Danilova mostra que Vênus sofreu um bombardeio de meteoritos nas fases iniciais de sua história geológica
O solo de Vênus é semelhante a um deserto rochoso imerso numa luz amarelada, cujas cores predominantes são o alaranjado e o marrom.
A sonda Magellan descobriu a existência de uma recente atividade vulcânica em Vênus, como mostra a foto abaixo:

A imagem mostra um rio de lava solidificada recentemente, pois ainda não sofreu erosão atmosférica.

Imagem da estrutura de um dos numerosos vulcões que se elevam sobre as planícies. As formas arredondadas que se observa em Vênus são o resultado da forte erosão que a densa atmosfera exerce sobre o relevo.
ATMOSFERA
O dióxido de carbono é o gás predominante, representando 96,5% da atmosfera. O restante é composto por nitrogênio, traços de oxigênio, monóxido de carbono, argônio, dióxido de enxofre e um pequeno percentual de vapor d’água. Pelo fato dos componentes serem bastante pesados, é evidente que a pressão no solo seja muito maior que a do nosso planeta. A pressão na superfície é de 90 a 95 atmosferas. Devido a essa composição e densidade, um astronauta que chegasse a esse planeta morreria esmagado e intoxicado.
As nuvens de dióxido de carbono permitem a passagem da luz solar, mas não permitem a saída dos raios infravermelhos, o que causa um acentuado efeito estufa, que mantém a temperatura em 475º C.
Devido a essa densa atmosfera, a luminosidade é escassa (similar à de um dia nublado na Terra) e dão origem à fenômenos de refração múltipla, que originam várias imagens de um único objeto, inclusive do Sol.

Vista da atmosfera de Vênus, cuja enorme densidade impede a observação das características do planeta.
ROTAÇÃO E TRANSLAÇÃO
Uma das peculiaridades de Vênus é o seu movimento de translação, contrário ao de rotação. O movimento de translação da maior parte dos corpos celestes do nosso sistema solar segue a mesma direção de seu movimento de rotação ( de oeste a leste). Vênus e Urano são os únicos planetas que giram ao redor de seu eixo em sentido contrário, de leste a oeste (movimento retrógrado).
A velocidade de rotação de Vênus é muito lenta – 243 dias para completar 1 volta sobre seu eixo, e 225 dias para completar uma órbita ao redor do Sol.

DIA E NOITE
A velocidade quase coincidente dos períodos de rotação e translação determina um dia extremamente longo. Em Vênus, ao contrário do que ocorre na Terra, a alternância do dia e da noite depende de seu movimento de translação.
Vênus

Figura 1: O crescente de Vénus visto pelo telescópio espacial Hubble.
Notem-se os padrões de circulação atmosférica definidos pelas nuvens. NASA.
Vénus é o objecto mais brilhante do firmamento a seguir à Lua e ao Sol, pelo que despertou a atenção do Homem desde os tempos mais remotos. Tal como no caso de Mercúrio, até ao auge da astronomia grega pensava-se que a estrela da manhã e a estrela da tarde eram dois corpos diferentes: Eosphorus e Hesperus.
Galileu foi o primeiro a observar que Vénus apresenta fases, como a Lua (e, aliás, como Mercúrio). Na verdade, todos os planetas apresentam a fase gibosa, mas só Mercúrio e Vénus podem apresentar as fases falcadas. A observação, por Galileu, das fases de Vénus foi um dos principais suportes do heliocentrismo.
A razão por que Vénus tem um albedo tão alto (é tão brilhante) é que este planeta se encontra coberto por uma espessa e densa camada quase uniforme de nuvens, compostas predominantemente por ácido sulfúrico e dióxido de carbono, que reflectem a luz solar (Figura 1).
A pressão atmosférica à superfície de Vénus é da ordem das 90 atmosferas, idêntica à pressão a 1 km de profundidade nos oceanos terrestres.
A atmosfera de Vénus produz um intensíssimo efeito de estufa, o que explica que a temperatura à superfície do planeta varie pouco à volta dos 470ºC - mais quente que Mercúrio, apesar de estar quase ao dobro da distância do Sol. A exploração de Vénus vai seguramente ajudar-nos a compreender o efeito de estufa na Terra.
A espessa camada de nuvens que cobre todo o planeta levou a que só em 1962 se conhecessem as características da sua rotação, por observação de ecos radar a partir da Terra. Descobriu-se, com surpresa, que Vénus roda no sentido retrógrado (o Sol nasce a ocidente) e que o dia venusiano é mais extenso que o ano (243 contra 224 dias terrestres).
Apesar destas condições quase “infernais”, Vénus é o planeta mais semelhante à Terra: tem uma atmosfera, tem cerca de 95% do diâmetro da Terra e 80% da sua massa - o que indica uma composição semelhante, que foi confirmada pelas sondas soviéticas Venera. Além disso, ambos os planetas têm poucas crateras de grande dimensão, um sinal de superfícies relativamente jovens. A técnica de contagem de crateras na superfície venusiana, e a comparação desses dados com contagens de crateras e datações radiométricas da Lua, sugerem que os terrenos mais antigos de Vénus não terão mais de 800 MA (milhões de anos). Isto só é explicável por um extenso vulcanismo e, de facto, as imagens da sonda Magellan (Magalhães) mostraram inúmeros vulcões, de tipos distintos. Encontram-se grandes vulcões-escudo, como o Monte Sif (Figura 2), semelhantes aos do Havai, na Terra ou o monte Olimpo e os montes Tharsis, de Marte, associados a vulcanismo basáltico. Muito interessantemente, também se encontram vulcões-panqueca, por vezes em alinhamentos, (Figura 3) que aparentam ter tido expulsão de lavas viscosas, o que indica serem de composição intermédia a ácida. Este tipo de vulcanismo muito diferenciado associa-se na Terra a limites convergentes de placas tectónicas. Pode-se inferir, portanto, que Vénus já deve ter tido uma tectónica activa. Dados recentes indicam que pode haver ainda vulcanismo activo em Vénus.

Figura 2: O monte Sif, em imagem de cores falsas,
obtida pela sonda Magellan. NASA.

Figura 3: Vulcões-panqueca. NASA.
A estrutura interna de Vénus também deve ser análoga à da Terra: uma crosta, por vezes espessa (da ordem dos 100 km), um manto silicatado parcialmente fluído e um núcleo metálico sólido, com cerca de 6000 km de diâmetro (Figura 4).

Figura 4: Estrutura interna de Vénus. C. Hamilton.
Esta estrutura é a necessária para haver um campo magnético dipolar mas a verdade é que Vénus não o possui; a baixa velocidade de rotação tem sido apontada como a causa desta ausência de magnetismo.
É claro que só a sismologia poderá esclarecer definitivamente a estrutura interna de Vénus, como a de todos os planetas, pelo que se espera que próximas missões possam fazer experiências nesta área.

Figura 5: Fotomosaico radar obtido pela sonda Magellan. Cores calibradas a partir das imagens Venera 13.
A zona central mais clara é Aphrodite Terra, a mais alta e extensa região montanhosa de Vénus. NASA.
Figura 6: Altimetria

Figura 7: Panorâmica do solo de Vénus, a leste de Phoebe Regio (7.5° S, 303° E), obtido pela câmara a bordo da sonda Venera 13
Fonte: www.uc.pt
Vênus
Vênus é o segundo planeta desde o Sol e o sexto maior. A órbita de Vênus é mais próxima de circular de todos os planetas, com uma excentricidade de menos que 1%.
Órbita: 108.200.000 km (0,72 AU) do Sol
Diâmetro: 12.103,6 km
Massa: 4,869e24 kg
Vênus (Grego: Aphrodite; Babilônio: Ishtar) é a deusa do amor e da beleza. O planeta é assim chamado provavelmente por ser o mais brilhante dos planetas conhecidos pelos antigos. (Com raras exceções, as estruturas na superfície de Vênus são batizadas com nomes de personalidades femininas.)
Vênus é conhecido desde os tempos pré-históricos. Ele é o mais brilhante objeto no céu exceto pelo Sol e pela Lua. Assim como Mercúrio, se pensava popularmente que eram dois corpos separados: Eosphorus como a estrela da manhã e Hesperus como a estrela do entardecer, mas os astrônomos Gregos conheciam o correto.
Já que Vênus é um planeta inferior, ele apresenta fases quando visto com um telescópio da perspectiva da Terra. A observação de Galileo deste fenômeno foi uma importante evidência em favor da teoria heliocêntrica de Copernicus para o sistema solar.

A primeira espaçonave a visitar Vênus foi a Mariner 2 em 1962. Ele foi visitado subsequentemente por muitas outras (mais que 20 no total), incluindo a Pioneer Venus e a soviética Venera 7 a primeira espaçonave a pousar em outro planeta, e a Venera 9 que enviou as primeiras fotografias da superfície (esquerda). Mais recentemente, a nave orbital americana Magellan produziu mapas detalhados da superfície de Vênus usando o radar (acima).
A rotação de Vênus é um tanto rara já que ela é muito lenta e (243 dias da Terra para um dia de Vênus day, um pouco maior que um ano de Vênus) e retrógrado. Em suma, os períodos da rotação de Vênus e de sua órbita são sincronizados de tal forma que ele apresenta sempre a mesma faze para a Terra quando os dois planetas estão em sua maior aproximação. Se isso é um efeito de ressonância ou meramente uma coincidência não é sabido.
Vênus é algumas vezes chamado de planeta irmão da Terra.
Em alguns aspectos eles são muito similares:
Vênus é somente um pouco menor que a Terra (95% do diâmetro da Terra, 80% da massa da Terra).
Ambos têm poucas crateras indicando superfícies relativamente jovens.
Suas densidades e composições químicas são semelhantes.
Devido a estas semelhanças, era imaginado que debaixo de suas densas nuvens Vênus poderia ser bem parecido com a Terra e poderia até abrigar vida. Mas, infelizmente, estudos mais detalhados de Vênus revelaram que em aspectos muito importantes ele é radicalmente diferente da Terra.
A pressão atmosférica de Vênus na superfície é de 90 atmosferas (aproximadamente a mesma pressão que a 1 km de profundidade nos oceanos da Terra). Ela é composta na maior parte por dióxido de carbono. Existem várias camadas de nuvens com muitos quilômetros de espessura composta de ácido sulfúrico. Estas nuvens obscurecem completamente a nossa visão da superfície. Esta atmosfera densa produz um efeito estufa que eleva a temperatura da superfície de Vênus em cerca de 400 graus até 740 K (quente o suficiente para fundir o chumbo). A superfície de Vênus é atualmente mais quente que a de Mercúrio apesar de estar duas vezes mais longe do Sol.

Existem fortes ventos (350 km/h) nos topos das nuvens mas os ventos na superfície são muito lentos, não mais que alguns poucos quilômetros por hora.
Vênus provavelmente um dia teve grandes quantidades de água como a Terra mas toda ela ferveu. Vênus é hoje completamente seca. A Terra teria tido o mesmo destino caso fosse um pouco mais perto do Sol. Nós podemos aprender muito sobre a Terra estudando porque o basicamente similar Vênus tornou se tão diferente.
A maioria da superfície de Vênus consiste de suaves planícies com pouco relevos. Existem também algumas depressões largas: Atalanta Planitia, Guinevere Planitia, Lavinia Planitia. Existem duas áreas de montanhosas: Ishtar Terra no hemisfério norte (praticamente do tamanho da Austrália) e Aphrodite Terra ao longo do equador (praticamente do tamanho da América do Sul). O interior de Ishtar consiste principalmente de altos platôs, Lakshmi Planum, que é cercado pelas montanhas mais altas de Vênus inclusive a enorme Maxwell Montes.

Dados do radar da Magellan mostram que a superfície de Vênus é coberta por correntes de lava. Existem vários grandes vulcões (similar ao Hawaii ou ao Olympus Mons) tais como o Sif Mons (direita). Recentemente anunciaram achados que indicam que Vênus é ainda ativo vulcanicamente, mas somente em uns poucos pontos quentes; para a maior parte ele tem estado especialmente quieto do ponto de vista geológico nos últimos cem milhões de anos.
Não há crateras pequenas em Vênus. Parce que pequenos meteoróides se queimam na densa atmosfera de Vênus antes de atingir a superfície. Crateras em Vênus parecem vir em grupos indicando que grandes meteoróides que chegam à superfície geralmente se partem na atmosfera.
Os mais antigos terrenos em Vênus parecem ter cerca ce 800 milhões de anos. O extenso vulcanismo desta época destruiu a superfície original incluindo quaisquer grandes crateras da história inicial de Vênus.
Imagens da Magellan mostram uma grande variedade de estruturas interessantes e únicas incluindo os pancake volcanoes - vulcões panqueca (esquerda) que parecem ser erupções de lava muito compacta e coronae (direita) que parece ser domos desmoronados sobre grande câmaras de magma.

O interior de Vênus é provavelmente muito parecido com o da Terra: um núcleo de ferro de aproximadamente 3.000 km de raio, um manto de rocha derretida englobando a maior parte do planeta. Recentes resultados dos dados de gravidade da Magellan indicam que a crosta de Vênus é mais forte é grossa que havia sido anteriormente suposta. Como na Terra, a convecção no manto produz estresse na superfície que é aliviada em relativamente pequenas regiões ao invés de ficar concentrada nos limites das placas como no caso da Terra.
Vênus não possui campo magnético, talvez pela sua baixa rotação.
Vênus não possui satélites, e por conta disso carrega um conto.
Vênus é geralmente visível a olho nu. Algumas vezes (erradamente) chamado de "estrela da manhã" ou "estrela do entardecer", é de longe a mais brilhante "estrela" no céu. Existem vários Web sites que mostram a posição atual de Vênus (e outros planetas) no céu. Cartas mais detalhadas e customizadas podem ser criadas com um programa planetário como o Starry Night.

Vênus

ATLANTA, EUA (CNN) -- O quente e seco Vênus pode ter sido um planeta úmido e frio, como a Terra e o antigo Marte, afirmaram cientistas norte-americanos em novo estudo.
Os novos indícios vieram de uma série de experiências documentando a estabilidade química de um mineral comum que se forma na presença de água a temperaturas similares às que existem na superfície de Vênus, disseram os pesquisadores.
A pesquisa concentrou-se em um mineral chamado tremolita, que se forma quando lava e magma interagem com a água.
Esse tipo de mineral é instável do ponto de vista termodinâmico e, de acordo com a teoria, deveria se decompor rapidamente quando submetido a altas temperaturas.
Mas pesquisadores da Universidade de Washington, em St. Louis, determinaram que tremolita é muito mais estável do que se pensava até agora.
O mineral, de acordo com os cientistas, levaria cerca de quatro bilhões de anos para se decompor em condições similares às encontradas na superfície de Vênus, onde as temperaturas chegam a 465 graus Celsius.
A presença de tremolita ou de outros minerais do mesmo tipo em Vênus pode confirmar, de uma vez por todas, se já houve água no planeta, de acordo com a equipe norte-americana.
DE VOLTA A IDADE DAS TREVAS ?
A renegarão dos princípios básicos da astronomia na "nova era"
Atualmente, crescem o número de pessoas que simplesmente renegam a ciência, em troca de meras especulações, divulgadas por pessoas que, ou não sabem nada do assunto, ou querem tirar proveito da falta de informação do povo, devido ao péssimo ensino da astronomia nas escolas.
Em pleno ano 2000, passados mais de quinhentos anos das descobertas de Galiléu e Copérnico, as vezes me sinto em meio da inquisição, hoje em dia astrônomos amadores e profissionais não possuem quase espaço nenhum na mídia e, suas observações, suas teses baseadas em observações sistemáticas e cientificamente comprovadas, com os mais modernos instrumentos são simplesmente ignorados, por pessoas que, se dizem capazes de, falar com extra terrestres, intra terrestres, que se intitulam um próprio Et de Urano vivendo no planeta Terra, que são capazes de prever o futuro baseados em meras especulações, onde transformam os movimentos dos planetas do sistema solar e fenômenos astronômicos, em motivo de pânico, parecendo ate' que os planetas são responsáveis pelo que o próprio homem fez.
O Eclipse solar de Agosto de 1999, mencionado como o causador do fim do mundo, muitos eclipses solares ja ocorreram e ocorrerão no mundo, e nada aconteceu, e nada acontecerá por causa desse belo fenômeno!
Os eclipses solares e os cometas, um belo fenômeno astronômico e um belo astro respectivamente, são usados a milhares de anos como o prenúncio do fim do mundo. Eu entendo perfeitamente que, o homem no ano de 5000 A.c, ao ver o Sol simplesmente "apagando", entrasse em pânico total e, achasse que, o Sol iria sumir pra sempre e, sem sua luz e calor, entrasse numa idade das trevas e que o mundo iria acabar.
Um cometa, um belo astro e' associado até hoje como sinal de tragédias, a falta de conhecimento em astronomia ridiculariza essas previsões, todo ano aparece um cometa no nosso céu, mas so utilizam o Halley e o Halle Bop como prenuncio de azar, isso causou o suicídio de centenas de pessoas nos EUA, seguidas por um líder fanático, que afirmava existir um disco voador na cauda do cometa que os levariam após o suicídio! ate hoje muitos acreditam nisso!
Mas estamos no ano 2000 D.c, isso e' absurdo mas infelizmente pessoas ainda associam o eclipse solar e os cometas ao fim do mundo, prenuncio de tragédias e mortes.
Essas pessoas aparecem toda semana na Tv, e em final de ano e agora de milênio, aparecerão muito mais, suas previsões tem sempre, pelo que percebi dois caminhos:
1- associam eclipses, passagens de comentas, "transito de planetas" em algumas constelações como o principal motivo de alguns fatos da Terra, como se os planetas e cometas la do espaço, a milhões de Kms fossem os responsáveis pelo que ocorre aqui, a maioria das previsões estão sempre ligadas a tragédias, desastres e catástrofes globais.
2- se não citam tragédias e assustam a população, criam falsas esperanças, a anos escuto falar de uma tal "nova era", mas se as pessoas continuarem a acr nesse tipo de pessoas e previsões, gastando dinheiro com isso, a nova era não será tão bela como os "videntes" pintam, e será sim uma idade das trevas, com a renegarão da ciência e dos princípios básicos da astronomia, tendo a maior parte do povo acreditando em fantasias que mais parecem histórias de conto de fadas. Isso ja ocorreu na humanidade por mais de 1000 anos! terminou graças a Copérnico, Kepler e Galiléu!
Como no ano 2000 as pessoas ganham tamanho espaço na mídia? continuam a assombrar as pessoas com suas previsões, como sempre nada acontece, eles descaradamente erram e somem, mas depois de apenas 9 meses, em 5/5/2000 ocorreu um alinhamento no sistema solar , os microfones e câmeras estavam de volta aos mesmos videntes, que erraram incrivelmente nas previsões passadas do eclipse de agosto de 99.
Eles voltam dizendo que o alinhamento planetário irá provocar um "cabo de guerra cósmico", e que isso iria subir o nivel dos oceanos, inundando as cidades litorâneas, logo apos isso divulgado,muitas pessoas venderam suas casas de praia e foram parar no topo de montanhas, algumas dessas infelizes pessoas apareceram em canais de tv, falando que precisavam se salvar do fim do mundo! Resultado... em apenas 9 meses tivemos na cabecinha dos "pseudo astrônomos e físicos" dois finais de mundo, que obviamente não ocorreram!
Alem de dois finais de mundo em apenas 9 meses, tivemos duas viradas de milênio em um ano! A total falta de conhecimento na matemática, fisica e astronomia foram capazes de gerar tanta aberração!
Infelizmente na edição de dezembro de 1999, a revista superinteressante errou ao mencionar que, o planeta Vênus saudaria o novo milênio, que so ocorre na virada em 2001 e não em 2000 como a revista disse! Essas coisas não poderiam acontecer em uma revista como essa! Uma pena! Nessa ano a seçao de astronomia sumiu! Torço para que volte!
O número de "astrobobagens" mencionas não param, existem muitas pessoas que acreditam e divulgam isso de forma que, eles estão certo, mesmo sem provar nada e, os astrônomos estão errrados, mesmo provando tudo, abaixo coloco algumas delas com alguns comentários, dados e fotos, que falam por si só, vejam do que essas pessoas são capazes de afirmar, escrevi a "astrobobagem" em vermelho, logo abaixo em itálico e em branco, dou meu comentário!
Fonte: www.uc.pt
Vênus

Vênus
Assim como Mercúrio, Vênus é conhecido desde a antiguidade e é conhecido por dois nomes: Eósforo, a estrela matutina e Vérper, a estrela vespertina, mas os antigos estavam mais bem informados sobre esse. Assim como a Lua, esse planeta apresenta fases quando visto da Terra. A primeira sonda a visitar Vênus foi a Mariner 2, em 1962, e logo depois vieram muitas outras tais como a Pioneer Venus, a soviética Venera 7 (a primeira sonda a descer em outro planeta) .

Vênus
Tipo: Rochoso
Diâmetro: 12.103,6 km
Massa: 4,869 elevado a 24 kg
Distância do Sol: 108.200.000 km (0,72 u.a.)
Venera 9, e mais recentemente a sonda americana Mariner. 1 dia venusiano equivale a 243 dias terrestres, vista que sua trajetória é muito retrógada.

Por causa de semelhanças com a Terra ( composição química, superfícies relativamente jovens, densidade similar, etc.) por muito tempo se acreditou que por baixo das densas nuvens Vênus se assemelhasse à Terra e talvez pudesse até haver vida.
As Sondas mostraram um ambiente bem diferente ao da Terra. A pressão na atmosfera venusiana é aproximadamente a mesma que existe a 1 km debaixo d'água (90 atmosferas) e uma densa camada de nuvens produz o efeito estufa. A superfície de Vênus é na verdade mais quente que a de Mercúrio, mesmo estando mais longe do Sol. A maior parte do relevo de Vênus é formada de planícies levemente onduladas. O núcleo de Vênus é provavelmente parecido com o da Terra: um núcleo de ferro com cerca de 300 km de raio. Vênus não tem campo magnético, talvez por causa de sua baixa rotação. Vênus é visível á luz do dia (Veja Como Observar), ás vezes chamado de Estrela da Manhã e outras de Estrela da Tarde.


Vênus

Vênus é o planeta mais próximo da Terra, sua distância oscila entre 40,2 milhões de Kms a mais de 260 milhões de Kms. Esta diferença é explicada porque ambos orbitam o Sol a velocidades diferentes. A cada 19 meses ficam mais próximos, afastando-se depois para lado oposto ao Sol, assim fica invisível a nossos olhos, mas, quando visível, podemos ve-lo em plena luz do Sol, pouco antes do anoitecer, ele já é visível, é o ponto mais luminoso no céu, mesmo antes do anoitecer.
Vênus é um planeta vitima do efeito estufa, mesmo mais distante do Sol do que Mercúrio, o planeta Vênus esta totalmente envolto de densas nuvens, que impedem que o calor volte para o espaço, assim, ela retêm o calor o tempo todo no planeta, transformando-o no planeta com as mais estremas temperaturas do sistema solar, beirando os 450 graus centígrados! É importante lembrar que, tais características do planeta Vênus, foram estudadas e deduzidas pelo astrônomo Carl Sagan, antes mesmo das chegadas das sondas, o astrônomo americano ja sabia do que ocorria no planeta!
A primeira sonda espacial a estudar esse planeta foi a mariner 2 em 62, depois seguiram-se varias outras sondas da época da corrida espacial, foram as sondas soviéticas chamadas vênus e américas Mariner e Pioneer, sendo que em 78, a Pioneer revelou que Vênus esta envolvido totalmente de uma atmosfera ácida e tóxica onde existem 3% de nitrogênio e 97% de gás carbônico. Em 82, duas sondas soviéticas pousaram em Vênus e constataram camadas de basalto de cobre na superfície.

Principais características
Distância máxima do Sol ( milhões de Km ) 109
Distância miníma do Sol ( milhões de Km ) 107, 4
Distância média do Sol ( milhões de Km ) 108,2
Diâmetro equatorial ( Km ) 12.104
Diâmetro polar ( Km ) 12.104
Velocidade orbital ( Km/s ) 35
Volume 88
Massa 82
Densidade ( em relação à água ) 5,2
Gravidade 88
Temperatura ( centígrados ) -33/ + 480
Atmosfera gás carbônico, nitrogênio
Satélites não possui
Translação 225 dias
Rotação 243 dias
Vênus possui estranhas formações em sua superfície, uma delas são seus vulcões, a atividade vulcânica no planeta foi intensa a milhares de anos atrás, atualmente não existem registros de atividades vulcânicas no planeta, mas antigamente ela existia e com elas formações inexistentes aqui na Terra, como a da foto acima, ela tem uma forma denominada como aracnóide, tem cerca de 66 Kms de diâmetro.
Vênus é um planeta quase sempre visível, até mesmo antes do anoitecer, mas oferece alguns problemas.
A superfície é ocultada pelas suas nuvens, sendo impossível ver o solo, só vemos suas nuvens. Como se diz no linguajar astronômico, ele é um " mau objeto" pode ser sempre visível, mas não revela seus mistérios, pois esta totalmente envolvido pelas nuvens.

Missão Vênus

Vénus(português europeu) ou Vênus(português brasileiro) é o segundo planeta do Sistema Solar em ordem de distância a partir do Sol. Recebe seu nome em honra da deusa romana do amor Vénus. Trata-se de um planeta do tipo terrestre ou telúrico, chamado com frequência de planeta irmão da Terra, já que ambos são similares quanto ao tamanho, massa e composição. A órbita de Vénus é uma elipse praticamente circular, com uma excentricidade de menos de 1%.
Vénus se encontra mais próximo do Sol do que a Terra, podendo ser encontrado aproximadamente na mesma direção do Sol (sua maior inclinação é de 47,8°). Da Terra pode ser visto somente algumas horas antes da alvorada ou depois do ocaso. Apesar disso, quando Vénus está mais brilhante pode ser visto durante o dia, sendo um dos dois únicos corpos celestes que podem ser vistos tanto de dia como de noite (sendo o outro a Lua). Vénus é normalmente conhecido como a estrela da manhã (estrela d'alva) ou estrela da tarde (vésper) ou ainda Estrela do Pastor. Quando visível no céu noturno, é o objeto mais brilhante do firmamento, além da Lua, devido ao seu grande brilho, cuja magnitude pode chegar a -4,4 (costuma-se ser da magnitude de -3,8)
Por este motivo, Vénus era conhecido como o planeta desde os tempos pré-históricos. Seus movimentos no céu eram conhecidos pela maioria das antigas civilizações, adquirindo importância em quase todas as interpretações astrológicas do movimento planetário. Em particular, a civilização maia elaborou um calendário religioso baseado nos ciclos de Vénus (ver Calendário maia). O símbolo do planeta Vénus é uma representação estilizada do símbolo da deusa Vénus: um círculo com uma pequena cruz abaixo, utilizado também para representar o sexo feminino.
O adjetivo Venusiano é mais comumente usado para Vénus, embora seja etimologicamente incorreto. O verdadeiro adjetivo do latim, venéreo, não é usado porque a aceitação moderna da palavra se associa com as enfermidades venéreas, particularmente as de transmissão sexual.
Características orbitais de Venus
Órbita
Os outros planetas exibem órbitas elípticas, ao contrário de Vénus, que tem uma órbita parecida com um círculo, com uma excentricidade inferior a 1%.

Como Vénus está mais próximo do Sol do que a Terra, sempre aparece próximo deste, sendo que a máxima distância angular entre ambos os corpos é de 47,8°. Deste modo na Terra pode ser visto poucas horas antes do amanhecer (quando recebe o nome de estrela da manhã ou Estrela d'Alva) ou pouco depois do anoitecer (quando recebe o nome de Estrela Vésper). Nos períodos em que Vénus está mais brilhante pode sem dúvida ser visto durante o dia, sendo um dos dois únicos corpos celestes que podem ser vistos tanto de dia como de noite (sendo o outro a Lua).
O ciclo entre duas inclinações máximas dura 584 dias. Depois de 584 dias Vénus aparece numa posição a 72° da inclinação anterior. Depois de 5 períodos de 72° em uma circunferência, Vénus regressa ao mesmo ponto do céu a cada 8 anos (menos dois dias correspondentes aos anos bissextos). Este período era conhecido como o ciclo Sothis no Antigo Egito.
Na conjunção inferior, Vénus pode se aproximar da Terra mais do que nenhum outro planeta. No dia 16 de Dezembro de 1850, Vénus alcançou uma distância mais próxima da Terra desde 1800 com um valor de 39.514.827 quilômetros (0,26413854 UA). Esta será a aproximação mais próxima da Terra até o ano 2101, quando Vénus alcançará uma distância de 39.541.578 quilômetros (0,26431736 UA).
Rotação de Venus
Observado de um ponto hipotético localizado acima do pólo Norte do Sol, Vénus gira sobre si mesmo lentamente num movimento de Leste a Oeste (sentido horário) ao invés de Oeste a Leste (movimento anti-horário) como os demais planetas (exceto Urano). Não se sabe o porquê desta peculiar rotação de Vénus. Se se pudesse ver o Sol na superfície de Vénus, este nasceria no Oeste e poria no Leste com uma duração dia-noite de 116,75 dias terrestres, correspondendo um ano terrestre a 1,92 dias venusianos. Apesar da rotação horária, os períodos de rotação e orbital de Vénus estão sincronizados de tal maneira que sempre apresenta a mesma face do planeta à Terra quando ambos os corpos estão a menor distância. Isto poderia ser uma simples coincidência, porém existem especulações sobre uma possível origem desta sincronização como resultado da ação das marés, afetando a rotação de Vénus quando ambos os corpos estão suficientemente próximos.
Características físicas
Atmosfera
Vénus possui uma densa atmosfera, composta em sua maior parte por dióxido de carbono e uma pequena quantidade de nitrogênio. A pressão atmosférica ao nível do solo é de 90 vezes superior a pressão atmosférica na superfície terrestre (uma pressão equivalente a uma profundidade de um quilômetro abaixo do nível do mar na Terra). A enorme quantidade de CO2 da atmosfera provoca um forte efeito estufa que eleva a temperatura da superfície do planeta até 460 °C nas regiões menos elevadas ao redor do Equador. Isto faz Vénus ser mais quente do que Mercúrio, apesar de estar a mais do que o dobro da distância do Sol que este e receber somente 25% de sua radiação solar (2.613,9 W/m² na atmosfera superior e 1.071,1 W/m² na superfície). Devido à inércia térmica de sua pesada atmosfera e ao transporte de calor pelos fortes ventos de sua atmosfera, a temperatura não varia de forma significativa entre o dia e a noite. Apesar da lenta rotação de Vénus (menos de uma rotação por ano venusiano, equivalente a uma velocidade de rotação no Equador de 6,5km/h), os ventos da atmosfera superior circundam o planeta em somente 4 dias, distribuindo eficazmente o calor. Além do movimento zonal da atmosfera de Oeste a Leste, há um movimento vertical em forma de célula de Hadley, que transporta o calor do Equador até as regiões polares, incluindo as latitudes médias do lado não iluminado do planeta.
A radiação solar quase não alcança a superfície do planeta. As densas camadas de nuvens refletem a maior parte da luz do Sol ao espaço, e a maior parte da luz que atravessa as nuvens é absorvida pela atmosfera. Isto impede a maior parte da luz do Sol de aquecer a superfície. O albedo bolométrico de Vénus é de aproximadamente 60%, e seu albedo visual é ainda maior, o qual conclui que, apesar de encontrar-se mais próximo do Sol do que a Terra, a superfície de Vénus não se aquece nem se ilumina como era de esperar pela radiação solar que recebe. Na ausência do efeito estufa, a temperatura na superfície de Vénus poderia ser similar à da Terra. O enorme efeito estufa, associado à imensa quantidade de CO2 na atmosfera retém o calor, provocando as elevadas temperaturas deste planeta.
Os fortes ventos na parte superior das nuvens podem alcançar 350 km/h, embora a nível do solo, os ventos são muito mais lentos. Apesar disto, devido a altíssima pressão da atmosfera na superfície de Vénus, estes fracos ventos exercem uma força considerável contra os obstáculos. As nuvens são compostas principalmente por gotículas de dióxido de enxofre e ácido sulfúrico, e cobrem o planeta por inteiro, ocultando a maior parte dos detalhes da superfície à observação externa. A temperatura da parte superior das nuvens (a 70 km acima da superfície) é de -45 °C. A temperatura média da superfície de Vénus, é de 464 °C. A temperatura da superfície nunca é menor do que 400 °C.
Características da superfície
Imagem obtida por radar da superfície de Vénus, centrada à longitude 180° LesteVénus tem uma lenta rotação retrógrada, o que significa que gira de Leste a Oeste, ao invés de fazê-lo de Oeste a Leste como fazem a maioria dos demais planetas. (Plutão e Urano também tem uma rotação retrógrada, embora o eixo de rotação de Urano, inclinado a 97,86°, praticamente segue o plano orbital). Se desconhece porque Vénus é diferente neste aspecto, embora poderia ser o resultado de uma colisão com um grande asteróide em algum momento do passado remoto. Além desta rotação retrógrada incomum, o período de rotação de Vénus e sua órbita estão quase sincronizados, de maneira que sempre apresenta o mesmo lado para a Terra, quando os dois planetas se encontram em sua máxima aproximação (5.001 dias venusianos entre cada conjunção inferior). Isto poderia ser o resultado das forças das marés que afetam a rotação de Vénus cada vez que os planetas se encontram suficientemente próximos, embora não se conhece com clareza o mecanismo.

Vénus tem duas mesetas principais em forma de continentes, elevando-se sobre uma vasta planície. A meseta do Norte é chamada de Ishtar Terra, e contém a maior montanha de Venus (Aproximadamente dois quilômetros mais alta que o Monte Everest), chamada de Maxwell Montes em honra de James Clerk Maxwell. Ishtar Terra tem o tamanho aproximado da Austrália. No hemisfério Sul se encontra Aphrodite Terra, maior que o anterior e com o tamanho equivalente ao da América do Sul. Entre estas mesetas existem algumas depressões do terreno, que incluem Atalanta Planitia, Guinevere Planitia e Lavinia Planitia. Com a única exceção do Maxwell Montes, todas as características distinguíveis do terreno (acidentes geográficos) adotam nomes de mulheres mitológicas.
A densa atmosfera de Vénus faz com que os meteoritos se desintegrem rapidamente na sua descida à superfície, embora os maiores possam chegar à superfície, originando uma cratera quando têm energia cinética suficiente. Por causa disto, não podem formar crateras de impacto com menos de 3,2 quilômetros de diâmetro.
Aproximadamente 90% da superfície de Vénus parece consistir em basalto recentemente solidificado (em termos geológicos) com muito poucas crateras de meteoritos. As formações mais antigas presentes em Vénus não parecem ter mais de 800 milhões de anos, sendo a maior parte do solo consideravelmente mais jovem (não mais do que algumas centenas de milhões de anos em sua maior parte), o qual sugere que Vénus sofreu um cataclisma que afetou a sua superfície, e não faz muito tempo no passado geológico.
O interior do planeta Vénus é provavelmente similar ao da Terra: um núcleo de ferro de 3.000 km de raio, com um manto rochoso que forma a maior parte do planeta. Segundo dados dos medições gravitacionais da sonda Magellan, a crosta de Vénus é mais dura e grossa do que se havia pensado. É sabido que Vénus não tem placas tectônicas móveis como a Terra, porém em seu lugar se produzem massivas erupções vulcânicas que inundam a sua superfície com lava fresca. Outras descobertas recentes sugerem que Vénus está vulcanicamente ativo.
O campo magnético de Vénus é muito fraco comparado com o de outros planetas do Sistema Solar. Isto se pode dever a sua lenta rotação, insuficiente para formar o sistema de «dínamo interno» de ferro líquido. Como resultado disto, o vento solar atinge a atmosfera de Vénus sem ser filtrado. Se supõe que Vénus teve originalmente tanta água como a Terra, pois que ao estar submetida a ação do Sol sem nenhum filtro protetor, o vapor d'água na alta atmosfera se dissocia em hidrogênio e oxigênio, escapando o hidrogênio ao espaço por causa da sua baixa massa molecular. A porcentagem de deutério (um isótopo pesado do hidrogênio que não escapa tão facilmente) na atmosfera de Vénus parece apoiar esta teoria. Se supõe que o oxigênio molecular se combinou com os átomos da crosta (embora grandes quantidades de oxigênio permanecem na atmosfera em forma de dióxido de carbono). Por causa desta seca, as rochas de Vénus são muito mais pesadas que as da Terra, o qual favorece a formação de montanhas maiores, vales profundos e outras formações.
Durante algum tempo acreditou-se que Vénus possuía um satélite natural com o nome de Neith, assim chamado em homenagem à deusa do Egito (cujo véu nenhum mortal poderia levantar). Foi aparentemente observado pela primeira vez por Giovanni Cassini em 1672. Outras observações esporádicas continuaram até 1892, porém estes registos visuais foram desacreditados (eram em sua maior parte estrelas tênues que pareciam estar no lugar correto em momento correto), e hoje se sabe que Vénus não tem nenhum satélite.
Observação e exploração de Vénus
Trânsito de Vénus de 8 de Junho de 2004Vénus é o astro mais característico no céu da manhã e da tarde da Terra (depois do Sol e da Lua), e é conhecido pelo Homem desde a pré-história. Um dos documentos mais antigos que sobreviveram da biblioteca babilônica de Assurbanípal, datado de 1600 a.C., é um registro de 21 anos do aspecto de Vénus (que os primeiros babilônios chamaram de Nindaranna). Os antigos sumérios e babilônios chamaram Vénus «Dil-bat» ou «Dil-i-pat»; na cidade mesopotâmica de Akkad era a estrela da deusa-mãe Ishtar, e em chinês seu nome é «Jin-xing» (??), o planeta do elemento metal.
Vénus é considerado como o mais importante dos corpos celestes observados pelos maias, que o chamaram «Chak ek» (a grande estrela). Possivelmente se deu mais importância junto com o Sol. Os maias estudaram atentamente os movimentos de Vénus. Pensaram que as posições de Vénus e outros planetas tinham influência sobre a vida na Terra, porque os maias e outras culturas pré-colombianas programaram suas guerras e outros eventos importantes baseando-se em suas observações. No códice de Dresden, os maias incluíram um almanaque em que mostravam o ciclo completo de Vénus, em cinco grupos de 584 dias cada um (aproximadamente oito anos), depois dos quais se repetia o mesmo esquema (Vénus dá treze voltas ao redor do Sol praticamente no mesmo tempo que a Terra tarda em dar oito).
Os antigos gregos pensavam que as aparições matutinas e vespertinas de Vénus eram dois corpos diferentes, e os chamaram de «Héspero» quando aparecia no céu do oeste ao entardecer e «Fósforo» quando aparecia no céu do leste ao amanhecer. Foi Pitágoras quem primeiro falou que ambos os objetos eram o mesmo planeta. No século IV a.C., Heráclides Pôntico propôs que tanto Vénus como Mercúrio orbitavam o Sol ao invés de orbitar a Terra. O nome Vénus significa deusa romana do amor e da beleza.
Fases de Vénus observadas na Terra.Ao encontrar a órbita de Vénus entre a Terra e o Sol, da Terra podemos distinguir suas diferentes fases de uma forma parecida àquelas que podemos ver da Lua. Galileo Galilei foi a primeira pessoa a observar as fases de Vénus em Dezembro de 1610, uma observação que sustentava a então discutida teoria heliocêntrica do Sistema Solar de Copérnico. Também anotou as mudanças de tamanho do diâmetro visível de Vénus em suas diferentes fases, sugerindo que este se encontrava mais longe da Terra quando ele estava cheio e mais próximo quando se encontrava na fase crescente. Estas observações proporcionaram uma sólida base ao modelo heliocêntrico.
Vénus é mais brilhante quando 25% de seu disco está iluminado por estar muito mais perto da TerraVénus está mais brilhante quando 25% de seu disco (aproximadamente) se encontra iluminado, o que ocorre 37 dias antes da conjunção inferior (no céu vespertino) e 37 dias depois da conjunção (no céu matutino). Sua maior inclinação e altura sobre o horizonte se produz aproximadamente 70 dias antes e depois da conjunção inferior, momento em que mostra a fase média; entre estes intervalos, Vénus é visível durante as primeiras e últimas horas do dia se o observador saber de onde localizá-lo. O período de movimento retrógrado é de vinte dias em cada lado da conjunção inferior.
Vénus em plena luz do dia às 5 da manhã de Dezembro de 2005Em raras ocasiões, Vénus pode ser visto no céu da manhã e da tarde no mesmo dia. Isto sucede quando Vénus se encontra em sua máxima separação a respeito da eclíptica e ao mesmo tempo, esse encontra na conjunção inferior; daí então de um dos nossos hemisférios se pode ver em ambos os momentos. Esta oportunidade apresentou recentemente para os observadores do hemisfério Norte durante alguns dias a partir de 29 de março de 2001, e o mesmo sucedeu no hemisfério Sul em 19 de agosto de 1999. Estes eventos se repetem a cada oito anos de acordo com o ciclo sinódico do planeta.
Os trânsitos de Vénus acontecem quando o planeta cruza diretamente o caminho entre a Terra e o Sol e são eventos astronômicos relativamente raros. A primeira vez que observou este trânsito astronômico foi em 1639 por Jeremiah Horrocks e William Crabtree. O trânsito de 1761, observado por Mikhail Lomonosov, proporcionou a primeira evidência de que Vénus tinha uma atmosfera, e as observações telescópicas do século XIX durante seus trânsitos permitiram obter pela primeira vez um cálculo preciso da distância entre a Terra e o Sol. Os trânsitos só podem ocorrer em Junho ou Dezembro, sendo estes os momentos em que Vénus cruza a eclíptica (o plano em que a Terra órbita ao redor do Sol), e sucedem em pares a intervalos de oito anos, separados os pares de trânsitos por mais de um século. O par de trânsitos anterior sucedeu em 1874 e 1882, e o presente par de trânsitos são os de 2004 e 2012.
No século XIX, muitos observadores atribuíram a Vénus um período de rotação aproximado de 24 horas. O astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli foi o primeiro a prever um período de rotação significativamente menor, propondo que a rotação de Vénus estava bloqueada pelo Sol (o mesmo que propôs para Mercúrio). Embora realmente não seja verdade para nenhum dos dois corpos, era uma estimação bastante aproximada. A quase ressonância entre sua rotação e a maior aproximação da Terra ajudou a criar esta impressão, já que Vénus sempre aparece na mesma face quando se encontra na melhor posição para ser observado. O período de rotação de Vénus foi observado pela primeira vez durante a conjunção de 1961 através de uma antena de radar de 26 metros em Goldstone, Califórnia, a partir do observatório de radioastronomia Jodrell Bank no Reino Unido e nas instalações de espaço profundo da União Soviética de Yevpatoria. A precisão foi refinada nas seguintes conjunções, principalmente às de Goldstone e Yevpatoria. O sentido de rotação retrógrado deste planeta não foi confirmado até 1964.
Antes das observações de rádio dos anos sessenta, muitos acreditam que Vénus tinha um ambiente como o da Terra. Isto era devido ao tamanho do planeta e do seu raio orbital, que sugeriam claramente uma situação parecida com a da Terra, assim como a grossa camada de nuvens que impediam ver a superfície. Entre as especulações sobre Vénus estavam as de que este tinha um ambiente selvagem, e que possuía oceanos de petróleo e de água carbonatada. Sem dúvida, as observações através de microondas em 1956 por C. Mayer et al, indicavam uma alta temperatura da superfície de 600 K. Estranhamente, as observações feitas por A.D. Kuzmin na banda milimétrica indicavam temperaturas muito mais baixas. Duas teorias contrárias explicavam o incomum espectro de rádio: uma delas sugeria que as altas temperaturas se originavam na ionosfera e a outra sugeria uma superfície quente.
Exploração espacial de Vénus
A órbita de Vénus é 28 por cento mais próxima do Sol do que a Terra. Por este motivo, as naves espaciais que viajam até Vénus devem percorrer mais de 41 milhões de quilómetros adentrando-se no campo gravitacional do Sol, perdendo no processo parte de sua energia potencial. A energia potencial se transforma então em energia cinética, o que se traduz em um aumento da velocidade da nave. Por outro lado, a atmosfera de Vénus não impede as manobras de freio atmosférico do mesmo tipo que as outras naves efetuaram sobre Marte, já que para isto é necessário contar com uma informação extremamente precisa da densidade atmosférica nas camadas superiores e, sendo Vénus um planeta de atmosfera densa, suas camadas exteriores são muito mais variadas e complexas do que Marte.
A primeira sonda a visitar Vénus foi a sonda espacial soviética Venera 1, no dia 12 de Fevereiro de 1961, sendo a primeira sonda lançada para outro planeta. A nave foi avariada em sua trajetória, e a primeira sonda a chegar a Vénus com sucesso foi a americana Mariner 2, em 1962. Em 1 de Março de 1966, a sonda soviética Venera 3 estatelou sobre a superfície de Vénus, convertendo-se na primeira nave espacial em alcançar a superfície de outro planeta. Em continuação, diversas sondas soviéticas foram se aproximando cada vez mais com o objetivo de pousar sobre a superficie venusiana. A Venera 4 entrou na atmosfera de Vénus do dia 18 de Outubro de 1967 e foi a primeira sonda a transmitir dados medidos diretamente de outro planeta. A cápsula mediu temperaturas, pressões, densidades, e realizou onze experimentos químicos para analisar a atmosfera. Seus dados mostravam 95% de dióxido de carbono, e em combinação com os dados da sonda Mariner 5, mostrou que a pressão da superfície era muito maior do que o previsto (entre 75 e 100 atmosferas). O primeiro pouso com êxito na superfície de Vénus foi realizado pela sonda Venera-7, no dia 15 de Dezembro de 1970. Esta sonda revelou que as temperaturas da superfície do planeta estão entre 457 e 474 °C . A Venera-8 aterrissou em 22 de Julho de 1972. Apesar de todos os dados sobre pressões e temperaturas, seu fotômetro mostrou que as nuvens de Vénus formavam uma camada compacta que terminava a 35 quilômetros acima da superfície.
A multi-sonda Pioneer com o seu orbitador principal e as três sondas atmosféricas.A sonda soviética Venera 9 entrou na órbita de Vénus em 22 de Outubro de 1975, convertendo-se no primeiro satélite artificial de Vénus. Um pacote de câmaras e espectrômetros retornaram informações sobre as camadas de nuvens, a ionosfera e a magnetosfera, assim como medições da superfície realizadas por radar. A cápsula de descida de 660 kg da Venera 9 se separou da nave principal e aterrissou suavemente, obtendo as primeiras imagens da superfície e analisando a superfície com um espectrômetro de raios gama e um densímetro. Durante a descida realizou medições de pressão, temperatura e fotométricas, assim como a densidade das nuvens. Descobriu-se que as nuvens de Vénus formavam três camadas distintas. Em 25 de Outubro, a Venera 10 realizou uma série similar de experimentos.
Em 1978, a NASA enviou a sonda espacial Pioneer a Vénus. A missão Pioneer Venus consistia em dois componentes lançados em separado: um orbitador e uma multisonda. A multisonda Pioneer Venus consistia em uma sonda atmosférica maior e outras três menores. A sonda maior foi lançada em 16 de Novembro de 1978, e as outras três menores foram lançadas no dia 20 de novembro. As quatro sondas entraram na atmosfera de Vénus em 9 de Dezembro, seguidas pelo veículo que as portavam. Embora não se esperava que nenhuma das sondas sobrevivesse à descida, uma das sondas continuou operando por 45 minutos depois de alcançar a superfície. O veículo orbital da Pioneer Venus foi inserido em uma órbita elíptica ao redor de Vénus em 4 de Dezembro de 1978. Transportava 17 experimentos e funcionou até esgotar o seu combustível de manobra, quando ele perdeu sua orientação. Em Agosto de 1992 entrou na atmosfera de Vénus e foi destruído.
A exploração espacial de Vénus permaneceu muito ativa durante os finais dos anos 70 e os primeiros anos da década de 80. Começou a conhecer em detalhes a geologia da superfície de Vénus, e descobriram vulcões ocultos incomumente massivos denominados «coronae» e «arachnoids». Vénus não apresenta evidências de placas tectônicas, a menos de que todo o hemisfério norte do planeta forme parte de uma só placa. As duas camadas superiores de nuvens resultaram estar compostas de gotículas de ácido sulfúrico, embora a camada inferior seja composta provavelmente por uma solução de ácido fosfórico. As missões Vega enviaram balões que flutuaram a 53 quilômetros de altitude durante 46 e 60 horas respectivamente, viajando ao redor de um terço do perímetro do planeta. Estes balões mediram velocidades do vento, temperaturas, pressões e densidade das nuvens. Descobriu um maior nível de turbulência e de convecção que o esperado, inclusive ocasionais oscilações com quedas de altitude das sondas de um a três quilômetros.
Imagem da superfície de Vénus obtida por radar a 28 de Janeiro de 1998 pela sonda Magellan.Em 10 de Agosto de 1990, a sonda norte-americana Magellan chegou a Vénus, realizando medidas por radar da superfície do planeta e obtendo mapas de uma resolução de 100 metros em 98% do planeta. Depois de uma missão de quatro anos, a sonda Magellan, tal como estava planejado, entrou na atmosfera de Vénus a 11 de Outubro de 1994 e vaporizou-se parcialmente, embora se supõe que algumas partes da mesma alcançaram a superfície do planeta. Desde então, várias sondas espaciais em rota para outros destinos usaram o método de sobrevôo orbital de Vénus para incrementar a sua velocidade mediante o impulso gravitacional. Isto inclui as missões Galileo a Júpiter e a Cassini-Huygens a Saturno (com dois sobrevôos).
A Agência Espacial Européia tem uma missão a Vénus chamada Vénus Express que está estudando a atmosfera e as características da superfície de Vénus em órbita. A missão foi lançada no dia 09 de novembro de 2005 pelo foguete Soyuz e chegou a Vénus no dia 11 de abril de 2006, depois de aproximadamente 150 dias de viagem. A Agência Espacial Japonesa (JAXA) planeja também uma missão a Vénus entre 2008 e 2009.
Referências culturais
O planeta Vénus inspirou numerosas referências religiosas e astrológicas nas civilizações antigas. A inspiração mitológica de Vénus se estende também a obras de ficção como:
O Silmarillion, de J.R.R. Tolkien, base mitológica de O Senhor dos Anéis, Eärendil aparece em sua frente um dos três Silmarils, e viaja com sua barca pelo céu por mandado de Manwë para ser a luz da esperança para os homens, dando deste modo uma explicação mitológica a Vénus.
Em tempos mais modernos, a ausência de detalhes observáveis da sua superfície era interpretada desde finais do século XIX como evidência de grandes nuvens que ocultavam un mundo rico em água em que se especulava a presença de vida extraterrestre sendo um mundo utilizado frequentemente nas histórias de ficção científica dos anos 20 a 50. Algumas obras mais recentes que tratam de maneira mais realista o planeta são:
O autor de ficção científica Paul Preuss escreveu em sua série Venus Prime sobre a hipótese de Vénus ser habitável há bilhões de anos, que deixou de sê-lo por causa do vapor d'água introduzido em sua atmosfera pelo bombardeio de um cometa, que produziu uma reação em cadeia de efeito estufa. Esta hipótese pode se encontrar no sexto livro da série, traduzido em português como Os Seres Luminosos.
Em 3001, Arthur C. Clarke se situa a um grupo pioneiro de cientistas na superfície de Vénus enviados da Terra, porém, cometas procedentes do cinturão de Kuiper são arrastados a uma órbita de colisão com o planeta para aumentar sua quantidade de água e reduzir a temperatura.
Bibliografia
Referências
Arnett, Bill. Venus . The Nine Planets, A Multimedia Tour of the Solar System, 2005. Disponível em <http://www.nineplanets.org/venus.html>.
Cattermole, Peter & Moore, Patrick. Atlas of Venus. Cambridge University Press. ISBN 0-521-49652-7
European Space Agency. Venus Express , 2005. Disponível em <http://www.esa.int/SPECIALS/Venus_Express>.
Grayzeck, Ed. Venus Fact Sheet . NASA, 2004. Disponível em <http://nssdc.gsfc.nasa.gov/planetary/factsheet/venusfact.html>.
Mallama, A. 1996, Schroeter's Effect and the twilight model for Venus. Journal of the British Astronomical Association, 106:1
Mitchell, Don P. The Soviet Exploration of Venus (A Exploração Soviética de Vénus), 2004. Disponível em <http://www.mentallandscape.com/V_Venus.htm>.
Vienna University of Technology. Venus Three-Dimensional Views (Vista Tridimensional de Vénus). A Trip Into Space, 2004. <http://www.vias.org/spacetrip/venus_dimensionalviews.html>.
Leituras adicionais de Venus
Barsukov, V. et al. Venus Geology, Geochemistry, and Geophysics - Research Results from the USSR. University of Arizona Press, Tucson, 1992. ISBN 0816512221
Bougher, S. et al. Venus II - Geology, Geophysics, Atmosphere, and Solar Wind Environment. University of Arizona Press, Tucson, 1997. ISBN 0816518300
Burgess, E. Venus, An Errant Twin. Columbia University Press, Nueva York, 1985. ISBN 023105856X
Cattermole, P. Venus, The Geological Story. Johns Hopkins University Press, Baltimore, 1994. ISBN 0801847877
Fimmel, R. et al. Pioneer Venus. NASA SP-461, Washington, D.C., 1983. ASIN B0006ECHAQ
Ford, J. et al. Guide to Magellan Image Interpretation. JPL Publication 93-24, 1993 (en línea). ASIN B00010J5UA
Grinspoon, D. Venus Revealed - A New Look Below the Clouds of our Mysterious Twin Planet. Addison-Wesley, Nueva York, 1997. ISBN 0201328399
Hunten, D. et al. Venus. University of Arizona Press, Tucson, 1983. ISBN 0816507880
Magellan at Venus. Reimpressão de Journal of Geophysical Research, Vol. 97, no. E8 e E10, A.G.U., Washington, D.C., 1992.
Marov & Grinspoon. The Planet Venus. Yale University Press, New Haven, 1998. ISBN 0300049757
Pioneer Venus Special Issue. Journal of Geophysical Research, Vol. 85, Dezembro de 1980.
Roth, L. y Wall S. The Face of Venus - The Magellan Radar Mapping Mission. NASA SP-520, Washington, D.C., 1995. ASIN B00010OZLY
Vênus

Visão global do hemisfério norte de
Vênus; o polo norte encontra-se
exatamente no centro da imagem
Vênus é o 2.º planeta do sistema solar e também o mais próximo da Terra. Apresenta-se como o objeto mais brilhante e visível no céu, tanto no crepúsculo, como no amanhecer. Quando alcança seu maior esplendor, a intensidade de sua luz é tamanha que muitas vezes pode ser confundido com um OVNI.
A sua forte luminosidade se deve em parte ao fato de estar muito próximo da Terra, mas principalmente a sua intensa capacidade de refletir a luz solar. Isto se deve ao fato da constante presença de uma camada de nuvens na atmosfera do planeta que também impede a observação de sua superfície.
Entre todos os planetas do sistema solar, Vênus é o mais semelhante à Terra em estrutura e tamanho. Apesar disto, é improvável que algum dia astronautas possam pousar em sua superfície. Vênus é um planeta letal para o homem. Sua elevadíssima temperatura (475ºC) e a composição de sua densa e venenosa atmosfera não permitem a presença humana, nem por poucos instantes.
Como Vênus é o planeta mais próximo da Terra, foi o mais visado para o envio de sondas, as quais não tiveram muito sucesso devido a sua perigosa atmosfera. A sonda que desempenhou o papel mais importante foi a Magellan, lançada em maio de 1989 e que em agosto de 1990 mapeou a superfície de Vênus de maneira muito mais precisa a ampla que as outras sondas, pois os dados foram recolhidos de uma altitude muito menor.
SUPERFÍCIE
 |
| Imagem da cratera Danilova mostra que Vênus sofreu um bombardeio de meteoritos nas fases iniciais de sua história geológica |
 |
| Reconstituição da superfície de Vênus feita por computador com base em dados reais colhidos pela sonda Magellan capacitada com um radar de abertura sintética SAR. |
O solo de Vênus é semelhante a um deserto rochoso imerso numa luz amarelada, cujas cores predominantes são o alaranjado e o marrom.
A sonda Magellan descobriu a existência de uma recente atividade vulcânica em Vênus, como mostra a foto abaixo:
Fonte: osistemasolar.vilabol.uol.com.br
Vênus
Rotação: -243 dias
Translação: 224 dias e 17 horas
Diâmetro: 12012 km
Temp. Máxima: 482 C
Pressão atmosférica: - 92 bar
Luas: 0
Composição da atmosfera: Helio, Sódio e Oxigênio, dióxido de Carbono, enxofre, vapor d'água
Vênus, também conhecido por Estrela d'Alva ou Estrela do pastor, é o segundo planeta a contar do Sol e tem algumas características peculiares.
Vênus tem uma atmosfera 92 vezes mais densa que a Terra, o que equivale mergulhar mais de 900 metros de profundidade no mar. Além disso, sua atmosfera é composta principalmente de gás carbônico, o que provoca um forte efeito estufa que eleva a temperatura da superfície para 460ºC, tornando Vênus o planeta mais quente do sistema solar, mesmo estando mais afastado que Mercúrio.
A duração do dia venusiano é maior que o seu ano. Para dar uma volta ao redor do Sol, Vênus leva 224 dias e 17 horas terrestres, enquanto que para dar uma volta ao redor do seu próprio eixo demora 243 dias.
De todos os planetas do sistema solar, Vênus é o único que apresenta movimento retrógrado, isto é, gira em sentido oposto. Em Vênus o Sol nasce no oeste e se pôe no leste.
Atmosfera Venusiana
De fato, a atmosfera do planeta é o ítem de maior destaque. Fazem parte de sua composição, além do gás carbônico, nitrogênio, vapor d'agua, oxigênio, enxofre e ácido sulfúrico.
A rica mistura de gases, aliado à temperatura de 460ºC e à esmagadora pressão atmosférica, faz o estudo através da observação direta do planeta ficar muito prejudicado devido ao efeito estufa, que torna sua atmosfera opaca.
A camada de nuvens oscila entre 40 e 60 quilômetros acima da superfície e as formações atmosféricas são divididas em duas camadas principais. A camada entre 0 e 30 km de altura recebe o nome de troposfera e entre 30 e 100 km de altura recebe o nome de termosfera. Tanto a região superficial como a alta termosfera são dominadas por intensa neblina.
Em todas as camadas existem movimentos atmosféricos variados o qual se destaca o movimento conhecido por super-rotação, onde as massa de gases deslocam-se em sentido oeste e completam uma volta ao redor do globo venusiano em aproximadamente 96 horas.
Superfície de Vênus
Devido à dificuldade de estudos através de observação direta, Vênus é estudado através de pulsos de radar, que são enviados à superfície e retornam em forma de ecos contendo variações da rugosidade da superfície.
Algumas sondas já pousaram em Vênus, entre elas as Venera russas e as norte-americanas Pionner, mas devido às extremas condições, seu tempo de vida não ultrapassou mais de uma hora. Somente em 1975 a sonda Venera IX fez a primeira imagem da superfície do planeta enquanto outras fizeram análises geológicas mais profundas. Essas análises indicaram composições semelhantes aos tipos de basaltos também encontrados na Terra.
Estudos feitos através do uso de grandes radiotelescópios mostram que Vênus possui depressões e algumas regiões montanhosas, com crateras e vales.
A sonda Magalhães, que mapeou o planeta entre 1990 e 1994 revelou que a superfície de Vênus é jovem, erodida nos últimos 300 e 500 milhões de anos.
A Magalhães também detectou enormes caldeiras de vulcões de até 100 km de diâmetro. De acordo com os dados, a superfície de Vênus é coberta em sua maior parte por material vulcânico, apresentando grandes canais formados por lava
Observando Vênus
Depois da Lua, Vênus é o objeto mais luminoso no céu terrestre. Devido ao seu afastamento angular máximo ser de 48 graus, é facilmente visível a olho nú, quatro horas antes do Sol nascer ou quatro horas depois do pôr-do-Sol.
Quando seu afastamento é máximo, é possível de vê-lo mesmo de dia.
Vênus

Vênus


ALGUMAS IMAGENS CAPTADAS EM ÓRBITA DO PLANETA VÉNUS
CRATERAS DE IMPACTO
Na imagem seguinte vemos 3 crateras de impacto na superfície de Vénus, designadas por Howe, com37 km de diâmetro, Danilova, com 47 km e Aglaonice com 62 km (imagem obtida pela nave Magellan):

Na imagem seguinte, vemos a cratera de impacto Dickinson, que tem 69 km de diâmetro

À direita, uma cratera de impacto com 6 km de diâmetro localizada na região de Vénus designada por Eistla

ACTIVIDADE VULCÂNICA
Ao lado, duas protuberâncias de pouca altitude formadas por lava de grande viscosidade na região da planície de Tinatin

Abaixo, a leste da região de Alpha Régio, sete protuberâncias com cerca de 25 km de diâmetro cada, e com 750 metros de altitude, foram também formadas por lava de grande viscosidade.

Vênus
Em baixo a cratera Sacajawea Patera com 200 km de diâmetro. Pensa-se que a cratera formou-se quando houve o colapso interno de uma câmara de magma.

Cratera de origem vulcânica designada por Aurélia. Tem, cerca de 32 km de diâmetro:

Em baixo a região vulcânica de Yavine Corona com cerca de 500 km:

Abaixo pode ver-se um vulcão em actividade no monte Maat, que tem 8 km de altura. Pode ver-se, também, com extrema nitidez, a lava escorrendo pela montanha (imagem obtida pela nave Magellan

Na imagem seguinte vemos o vulcão do Monte Gula que tem cerca de 3 km de altitude. Dele escorrem rios de lava que se estendem-se por dezenas de quilómetros.

A próxima imagem, gerada em 3 D pelo computar da nave Magellan, cobre a área de Eistla Regio . À direita na imagens vê-se o monte Gula; à esquerda, na linha do horizonte o vulcão do monte Sif que tem cerca de 3 km de altura e 300 km de diâmetro:

Vênus
Nos vales Lo Shen rios de lava estendem-se por centenas de quilómetros

RELEVO
Na região de Fortuna, existe esta enorme estrutura oval designada por Bahet Corona com cerca de 230 km

A imagem seguinte, obtida no hemisfério norte de Vénus apresenta a região planáltica de Leda Planitia

A próxima imagem, gerada em 3 D pelo computar da nave Magellan, cobre uma área de mais 12.000 km 2, e foi captada na região montanhosa de Ovda Regio:

Em baixo, vemos duas imagens geradas pelo computar da nave Magellan referentes a uma região da superfície de Vénus, designada por Sedna


ALGUMAS IMAGENS CAPTADAS NO SOLO DO PLANETA VÉNUS


Vênus
A imagem seguinte, obtida em alta resolução pela nave Magellan, e colorizada pelo autor deste site cobre uma área de cerca de 390 km 2. Trata-se de uma região localizada a 14,97 N, 283,08 E . Foi nesta região que desceu o módulo da nave Venera 10 . Apesar dos esforços dos técnicos da NASA, não localizaram a nave. Porém, o autor deste site conseguiu identificá-la no ponto assinalado.


Em baixo o módulo da nave Venera 10

Pela nave da ex-URSS Venera 13:

Pela nave da ex-URSS Venera 14

Fonte: mercuriovenus.no.sapo.pt
Vênus

Vênus
Vênus, conhecido popularmente como Estrela Dalva, Vésper ou Estrela do Pastor, devido ao seu grande brilho,cuja magnitude pode chegar a -4,4, é o segundo planeta do Sistema Solar e tem algumas características peculiares. Tem uma rotação retrógrada e lenta, uma atmosfera extremamente densa e um efeito estufa fortíssimo. A atmosfera é constituída quase exclusivamente por gás carbônico.
Por estar entre a Terra e o Sol, Vênus apresenta tal fases como a Lua. Estas fases foram primeiro observadas por Galileu e foram utilizadas por ele como um indício de que os planetas giram em volta do Sol.
É, na maior parte do tempo (depois da Lua), o corpo celeste mais brilhante no céu ao anoitecer (ou pouco antes de anoitecer). O fato de Vênus só aparecer nestas alturas tem a ver com o fato de estar entre a Terra e o Sol.
Vênus é o objeto mais brilhante no céu, depois do Sol e da Lua. É 13 vezes mais brilhante do que a estrela mais brilhante, que é Sirius. Na sua elongação máxima, Vênus está a uns 46º do Sol. Durante 11 meses, Vênus é chamada então de Estrela Vespertina ou Estrela da Tarde, porque ele põe depois do Sol (no máximo umas 3 horas depois) e nos próximos 11 meses nasce antes dele (no máximo umas 3 horas antes) como Estrela Matutina ou Estrela Dalva. Quando está em conjunção superior (Vênus «cheia») está a 258 milhões de km da Terra e quando está em conjunção inferior (Vênus «nova») a 41 milhões de quilómetros, tendo a partir da Terra uma imagem aparente 6 vezes maior. Por isso, quando vemos Vênus mais brilhante é 5 semanas antes ou depois de ele estar na fase de «nova», numa altura em que a parte iluminada do planeta que é visível da Terra tem a forma de uma unha.
Aspecto de Vénus
Em dezembro de 1850, Vênus alcançou a menor distância em relação à Terra desde 1800, ficando a 0.26413854 AU = 39,514,827 quilômetros. Esta será a maior aproximação entre os dois planetas até dezembro de 2101, quando então os dois planetas estarão 0.26431736 AU = 39,514,578 quilômetros de distância