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Ceuta (com o estatuto de cidade autónoma, é um enclave espanhol no norte de África, na zona do Estreito de Gibraltar, muito próxima quer da colónia britânica de Gibraltar, quer de Algeciras, ambas situadas na Península Ibérica, na margem oposta do Mediterrâneo.
História
Ocupada sucessivamente por Fenícios, Cartagineses, Romanos, Vândalos, Bizantinos e muçulmanos, a sua conquista por Portugal (1415) assinala o início da expansão marítima deste país.
A cidade foi reconhecida como possessão portuguesa pelo Tratado de Alcáçovas (1479) e pelo Tratado de Tordesilhas (1494).
No contexto da Dinastia Filipina, Ceuta manteve a administração portuguesa, tal como Tânger e Mazagão. Todavia, quando da Restauração Portuguesa em 1640 não aclamou o Duque de Bragança como rei de Portugal, ficando sob domínio espanhol. A situação foi oficializada em 1668 com o Tratado de Lisboa, assinado entre os dois países e que pôs fim à guerra da Restauração, no entanto, a cidade decidiu manter a sua bandeira que é composta por gomos brancos e pretos, à semelhança da da cidade de Lisboa, ostentando ao centro o escudo real da época.
Ceuta foi diocese em 1417 por bula do Papa Martinho V. A partir de 1645 a diocese de Ceuta deixa de pertencer a Portugal, e passa a ser cidade espanhola.
Geografia
Localização: 35º 55' - 35º 32' Latitude Norte e 01º 35' - 01º 41' Longitude
Superfície: 18,5 km²
Clima: O clima é mediterrânico.
População
Ceuta conta com 74.093 habitantes actualmente, a maioria da população procede da Península Ibérica; também conta com população árabe de origem marroquina, e de alguns imigrantes gibraltinos.
Língua: O idioma oficial é o castelhano. A população de origem magrebina também fala língua árabe, mas esta não tem o reconhecimento oficial.
Gentílico: Ceutense
Património edificado
Em termos de património edificado, a cidade conserva inúmeros vestígios da ocupação portuguesa. Além de restos das fortificações que compunham a Praça-forte (alguns troços das antigas muralhas, do fosso e um baluarte sobre a praia), destacam-se as antigas igrejas de Nossa Senhora da Assunção (hoje uma mesquita), de Santa Maria de África, do Espírito Santo, de São Sebastião, de Santo António, o edifício do antigo Convento de Nossa Senhora do Socorro, entre outros.
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