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A Teoria Quantitativa da Moeda é uma das duas principais teorias que analisam o equilíbrio da economia do lado monetário (a outra visão é a keynesiana, que introduz o motivo especulação)1. Ela defende que o nível dos preços é determinado pela quantidade de moeda em circulação e pela sua velocidade de circulação.
Índice esconder
1 A equação quantitativa da moeda
1.1 Quantidade de moeda (M)
1.2 Velocidade da moeda (V)
1.3 Nível de preços (P)
1.4 Produto real da economia (Y)
1.5 Um exemplo
2 Pressupostos
2.1 Causalidade
2.2 Velocidade de Circulação Estável ou Previsível
2.3 Neutralidade da moeda
2.4 Exogeneidade da moeda
3 Efeitos da política monetária
4 Referências
A equação quantitativa da moeda
A relação entre o nível de preços e a quantidade de moeda em circulação é expresso pela equação quantitativa da moeda: MV=PY
Esta equação "revela simplesmente que,, ao multiplicar a quantidade de moeda M pela velocidade V com que ela cria renda, teremos a própria renda nominal PY. Neste sentido, é uma tautologia ou truísmo (uma verdade em si mesma), que decorre simplesmente da maneira como a definimos. Ou seja, uma identidade contábil. Passa a ser uma teoria monetária quando estabelecemos hipóteses teóricas sobre o comportamento das variáveis (se V é ou não constante, se Y está ou não a pleno emprego etc)." (Vasconcellos, 2001, p. 299).
Quantidade de moeda (M)
Na equação quantitativa da moeda, M representa os meios de pagamento.
Velocidade da moeda (V)
Na equação quantitativa da moeda, V é a velocidade de circulação da moeda (não observável). Também chamada de velocidade-renda da moeda, é a quantidade de "giros" que uma unidade monetária dá, criando renda durante certo período de tempo. É o inverso do coeficiente marshalliano (k é a retenção de moeda, enquanto V é a utilização da moeda, em relação à renda nacional). 2.
Nível de preços (P)
Na equação quantitativa da moeda, P é o nível de preços
Produto real da economia (Y)
Na equação quantitativa da moeda, Y é o produto real da economia
Um exemplo
Se M = R$ 60 milhões e PY (ou seja, o fluxo de renda nacional nominal) = R$ 1.440 milhões, então V = PY / M = 1440 / 60 = 24. Isso significa que a moeda circulou 24 milhões de vezes no decorrer do ano para criar R$ 1.440 milhões de renda. Isso mostra que, para gerar R$ 1.440 milhões de renda num ano, não são necessários R$ 1.440 milhões em moeda (ou em meios de pagamento), dado que o estoque de dinheiro circula, passando de mão em mão, gerando renda nesse processo3.
Pressupostos
A teoria baseia-se nos seguintes pressupostos:
Causalidade
o nível de preços é determinado pela quantidade de moeda em circulação, multiplicada pela velocidade da moeda (que é quase uma constante pela hipótese 2)
Velocidade de Circulação Estável ou Previsível
Segundo VASCONCELLOS (2001, p. 299), "na teoria clássica, V é considerado relativamente estável ou constante a curto prazo, já que depende de alguns parâmetros que se modificam lentamente, tais como hábitos da coletividade (quanto maior a utilização de cheques e cartões de crédito, menor a necessidade de reter moeda) e o grau de verticalização da economia (por exemplo, quando a Ford comprou a Philco, diminuiu sua necessidade de manter moeda em caixa, dado que as operações entre Ford e Philco passaram a ser meramente contábeis, no âmbito do próprio grupo). Por raciocínio análogo, a terceirização também afeta a velocidade da moeda." (grifo do autor).
Neutralidade da moeda
A quantidade de moeda não afeta a produção de uma economia (y) de forma permanente – ou seja, um aumento da quantidade de moeda pode gerar um aumento da produção real no curto prazo, mas esse efeito não é permanente.
Exogeneidade da moeda
A Autoridade Monetária tem total controle sobre a oferta de moeda porque controla M e, como V é estável ou previsível, pode com M contrabalançar os movimentos de V e controlar o lado esquerdo da Equação de Trocas.
Efeitos da política monetária
Supondo uma política monetária expansionista e uma velocidade-renda da moeda constante a curto prazo, o efeito de um aumento da oferta de moeda sobre a inflação dependerá de a economia estar ou não com recursos desempregados. Se a economia estiver com recursos plenamente empregados, o aumento de M provocará apenas um aumento no nível geral de preços (já que V é constante e Y é constante em pleno emprego, para que a equação MV=PY valha, um aumento em M só pode alterar P). Esta é a versão original da Teoria Quantitativa da Moeda.
"Se a economia estiver com recursos desempregados, então é possível que a expansão monetária estimule a produção agregada Y, sem necessariamente aumentar os preços." (Vasconcellos, 2001. p. 301)
Referências
↑ VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de. Economia: micro e macro. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001. Capítulo 11, O lado monetário da economia. P. 298.
↑ VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de. Economia: micro e macro. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001. Capítulo 11, O lado monetário da economia. p. 299.
↑ VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval de. Economia: micro e macro. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001. Capítulo 11, O lado monetário da economia. p. 299.
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