|
Sérgio Tréfaut, anunciou ontem numa conferência de imprensa na Culturgest, em Lisboa, que a Apordoc, a associação responsável pela organização do DocLisboa, decidiu «romper» por sua iniciativa «a parceria de alguns anos» que mantinha com a RTP - que se traduzia no financiamento do prémio de uma secção intitulada Investigações, no valor de cinco mil euros, e na transmissão de spots publicitários de divulgação do festival - por não partilharem «das mesmas ideias».
Em contrapartida, nesta edição o DocLisboa tem a parceria do Museu Rainha Sofia de Madrid, «É uma parceria que nos deixa felizes porque partilha os mesmos objectivos», afirmou Tréfaut.
Tréfaut revelou também que a sétima edição do DocLisboa irá mostrar uma retrospectiva da obra de Jonas Mekas, com a presença do realizador, co-organizada com o Museu Rainha Sofia. Aos 87 anos e a viver em Nova Iorque, Jonas Mekas irá apresentar os seus filmes, do cinema vanguardista norte-americano, entre os quais os recentes «Lithuania an the collapse of the USSS» e «An american film director at work: Martin Scorcese», feitos este ano.
Haverá ainda um ciclo dedicado ao futebol e documentário e outro a histórias de amor, habitualmente retratadas na ficção, mas que também existem no cinema documental.
Tréfaut adiantou que este ano o festival registou um recorde de candidaturas, cerca de 1300 filmes, e «um crescimento no número de filmes portugueses, em grande parte autofinanciados», mas a competição ainda está aberta até à primeira semana de Setembro.
Nesta sétima edição também há a criação de um terceiro prémio de competição, além das categorias longa-metragem (filmes com mais de 60 minutos) e curta-metragem (até 30 minutos), o festival terá, a partir de agora, um prémio para médias-metragens (entre os 30 e os 60 minutos), e o do prémio de melhor primeira obra na competição internacional sobe de 5000 para 7500 euros. |