O laudo com o exame criminológico de Suzane von Richthofen, condenada por matar os pais em 2002 e presa no interior de São Paulo, foi encaminhado nesta terça-feira (21) ao Ministério Público de Taubaté, a 140 km da capital. No documento, consta o parecer da junta médica que avaliou se Suzane está apta para entrar no regime semiaberto.
O Tribunal de Justiça paulista não divulgou o conteúdo do laudo. Apenas confirmou que o documento seguiu para o MP nesta terça. Em maio, a Justiça de Taubaté havia atendido o pedido da defesa de Suzane, endossado pelo Ministério Público, para que a ré fosse avaliada por uma assistente social, um psicólogo e um psiquiatra. Após a manifestação da promotoria, favorável ou não ao benefício, cabe ao juiz da 1ª Vara de Execuções Criminais dar a setença.
Suzane está presa na penitenciária de Tremembé, a 147 km de São Paulo. O argumento do advogado de Suzane Denivaldo Barni Júnior é o de que a jovem já cumpriu mais de um sexto da pena, podendo partir para o semiaberto, quando o preso sai durante o dia para trabalhar e estudar, mas retorna à noite à cadeia. “Ela está ansiosa para saber a decisão do juiz como estaria qualquer preso na situação dela”, contou ele, que disse não ter tido acesso ao resultado da avaliação médica.
Acusação
Na ocasião do pedido para a realização do exame, o promotor Roberto Tardelli, responsável pela acusação, ponderou. Ele afirmou que são necessários outros critérios, além do tempo, para a progressão do regime.
Em julho de 2006, a estudante Suzane e os irmãos Christian e Daniel Cravinhos foram condenados pelo assassinato dos pais da jovem, ocorrido em 2002.
Depois de cinco dias de julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, na madrugada do dia 22 de julho, Suzane e Daniel, namorado dela na época do crime, foram condenados a 39 anos e meio de prisão em regime fechado. Christian foi condenado a um ano a menos que Suzane