O ex-jogador Romário recebeu uma notificação para prestar depoimento na Delegacia de Defraudações sobre seu suposto envolvimento em um jogo conhecido como “pirâmide da fortuna”, que teria resultado na morte de um homem.
O documento foi entregue pessoalmente ao ex-atacante da Seleção Brasileira por agentes da Polícia Civil na segunda-feira (20), em casa, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.
Romário deve se apresentar à delegacia até quinta-feira (23), segundo o delegado Robson da Costa Ferreira, encarregado do inquérito.
Uma outra investigação está sendo feita pelo delegado Sérgio Lomba, titular da 24ªDP (Piedade), que também pretende ouvir o ex-atleta para “elucidar alguns pontos obscuros” na investigação sobre o assassinato de Glauber de Jesus Matos Nascimento, de 37 anos, que teria conhecido o craque e até usado um veículo importado de sua propriedade.
Romário nega envolvimento
Em seu primeiro depoimento, Romário negou qualquer participação ou envolvimento em esquemas de jogo ou no que poderia ter motivado a morte de Glauber. A vítima foi executada com tiros de fuzil no dia 10 de janeiro, na Abolição, na Zona Norte do Rio.
“Em seu depoimento, Romário não fala sobre a denúncia de que teria oferecido um jipe Hummer para abater a dívida de um suposto amigo, identificado como Jorge Alexandre Tavares Domingues. Isso chegou a ser questionado à mulher de Glauber, mas ela disse que desconhecia se o marido teria usado um carro desse tipo”, contou o delegado.
Segundo a polícia, Romário foi ouvido porque havia informações de que ele teria presenciado uma briga entre Glauber e Jorge Alexandre.
Na ocasião, Romário disse que conheceu Glauber - conhecido como "Índio - dois meses antes de sua morte. O ex-jogador também disse que conheceu Jorge Alexandre, para ele apenas "Alex", em um posto de gasolina na Barra da Tijuca, próximo ao condomínio Golden Green, onde o ex-craque morava.
Uma testemunha afirma em depoimento que, na época, Glauber teria ameaçado Alexandre de morte e, para evitar o pior, Romário teria oferecido o jipe importado.
Após a publicação desta reportagem, o blog Casos de Polícia, do jornal Extra, publicou uma entrevista com Romário, na qual ele alega inocência. "Isso é uma situação que o tempo vai dizer. Os absurdos daqui a pouco vão clarear", diz.