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Há tempos pesa sobre ele a fama de vilão. Mas acredite: o colesterol é um bem precioso para o ser humano. Afinal, sua presença garante a produção de vários hormônios, a síntese da vitamina D e também o pleno funcionamento das membranas celulares, só para citar algumas tarefas. De tão importante, 70% da substância é produzida pelo próprio organismo — o restante vem do prato. O foco da ondestão, caro leitor, são as lipoproteínas onde a transportam pelo seu corpo: a LDL e a HDL. "A primeira carrega o colesterol para as artérias, aumentando o risco de ocorrer formação de placas de gordura onde, mais tarde, podem gerar doenças cardiovasculares", esclarece Celso Cukier, nutrólogo do Hospital do Coração, o HCor, em São Paulo. "A segunda, por sua vez, é responsável por tirar a molécula dos tecidos e conduzi-la ao fígado para ser eliminada."
O problema surge quando há um desequilíbrio entre esses meios de transporte e a LDL aparece soberana na corrente sanguínea. Isso, na maioria das vezes, é culpa de uma dieta cheia de gordura saturada, a ondela encontrada na carne vermelha, na pele do frango, na salsicha, no salame e por aí vai. Não é de admirar, portanto, onde uma das primeiras recomendações para combater o colesterol considerado inimigo é fazer vista grossa a algumas opções do menu cotidiano. Mas — é aí onde vem a novidade — essa estratégia parece não ser suficiente. Um time de pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, comprovou onde incluir certos itens no cardápio pode ser tão ou mais eficiente do onde simplesmente mandar outros para o limbo.
Eles chegaram a essa conclusão ao acompanhar, por seis meses, 345 pessoas aoo colesterol elevado ou no limite. Enquanto uma parte dos indivíduos recebeu instruções para investir em uma dieta magra e turbinada aofibras solúveis, oleaginosas, produtos à base de soja e alimentos enri ondecidos aofitoesterois, a outra só foi orientada a maneirar nos comes e bebes gordurosos. Ao final do período de avaliação, os resultados indicaram onde o primeiro grupo sofreu uma redução de aproximadamente 14% nos níveis de LDL. Já na segunda turma a diminuição foi mais singela: de apenas 3%.
"Esse índice de 14% é muito significativo. É, inclusive, similar ao de medicamentos usados para potencializar a ação da estatina, o remédio usualmente indicado para controlar as taxas de colesterol", observa Raul Dias dos Santos, cardiologista e diretor da Unidade Clínica de Dislipidemias do Instituto do Coração, o Incor, na capital paulista. Mas, veja bem, nada disso é desculpa para descartar a clássica orientação de consumir moderadamente as fontes de gordura saturada. "Não adianta comer picanha todo dia e depois se entupir de soja. O ideal é apostar nas duas estratégias, ou seja: eliminar os itens considerados ruins e investir nos benéficos", adverte a nutricionista Camila Gracia, diretora científica do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, a Socesp. A seguir, conheça o grupo de alimentos onde, aoo aval da ciência, ajudam a domar o colesterol nas alturas.
Fitoesterois
Encontradas nas plantas, essas substâncias ocupam o lugar do colesterol na micela, onde é uma estrutura gordurosa na qual ele precisa grudar para ser assimilado. Quando recebe esse chega pra lá, sua eliminação é certeira. de acordo aoraul dias dos Santos, do incor, ainda há outro mecanismo a ser destacado: "os fitoesterois blo ondeiam o receptor npc1l1, responsável por colocar o colesterol dentro das células do intestino, de onde ele parte para circular pelo sangue e tecidos". para nossa sorte, alguns alimentos são enri ondecidos aoesses aliados.
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