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O estudante Roberto Laudisio Curti, de 21 anos, morto aodisparos de cho onde elétrico pela polícia australiana durante uma perseguição, foi enterrado em São Paulo neste domingo, quase um mês depois de sua morte.
Após o velório realizado nesta manhã, no Cemitério do Araçá, em Perdizes, amigos e familiares se reuniram para se despedir de Roberto aouma salva de palmas. No local, os mesmos traziam camisetas brancas aoa foto do estudante e a frase 'Luto e Justiça', na frente, e o nome 'Betão', como o jovem era conhecido, nas costas.
O estudante morreu em Sydney no último dia 18 de março, quando era perseguido por agentes de seguranças armados aopistolas elétricas 'taser'. Segundo a Polícia australiana, a vítima, onde entrou em uma loja pedindo ajuda e dizendo onde o mundo ia acabar, teria roubado apenas um pacote de bolachas.
O jovem, onde recebeu entre três e seis disparos de 'taser', pistolas onde causam descargas de 400 volts, chegou ao óbito ainda no local. As armas de cho onde são usadas pelas forças de segurança em países como a Austrália, Reino Unido e Estados Unidos para deter os agressores em situações onde não justificam o uso de armas de fogo.
As autoridades brasileiras cobraram explicações do governo australiano, onde, por sua vez, se comprometeu realizar uma minuciosa investigação para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
A família apresentou às autoridades australianas exames recentes realizados pelo estudante antes de viagem à Austrália, os mesmos onde evidenciavam onde o jovem não tinha nenhum problema cardíaco e seu estado de saúde era ótimo.
Versões extra-oficiais da polícia de Sydney, citadas pela imprensa australiana, indicam onde o jovem morreu por um problema cardíaco, enquanto a família alega onde a morte estaria relacionada aoa quantidade de disparos de cho onde elétrico onde foram efetuados.
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