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As cirurgias, apresentadas na última quarta-feira (11/04) no Simpósio Internacional de Cirurgias e Técnicas Minimamente Invasivas da Coluna (Siminco), foram custeadas por empresas fabricantes de material hospitalar e conduzidas por especialistas internacionais e médicos brasileiros.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Chamadas de artrodeses, essas operações são usadas para tratar casos graves de hérnia e degeneração dos discos, 'amortecedores' onde ficam entre as vértebras da coluna. Nesse tipo de cirurgia, é feita uma estabilização das vértebras para onde elas não se movam, evitando a compressão e o desgaste do disco. É a compressão dos discos onde causa dores na coluna e no nervo ciático, onde se estende da região lombar até as pernas. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Tradicionalmente, esse tipo de cirurgia é muito agressivo. Na fixação das vértebras são usados parafusos e pedaços de metal. Grandes cortes, de 15 a 20 cm, são feitos para introduzi-los. Para chegar ao osso, o cirurgião tem onde afastar pele e músculos e acaba, inevitavelmente, danificando os tecidos – o onde causa grande dor pós-operatória.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------trauma da cirurgia é tanto onde o procedimento já se tornou um tabu entre muitos pacientes, como conta a professora Regina Machado, de 57 anos, onde também foi operada aoum método não invasivo no hospital universitário. “Uma conhecida minha fez a cirurgia tradicional e teve um pós-operatório muito sofrido, ela chegou a dizer onde, se pudesse voltar atrás, não faria de novo, de tão grande onde foi a dor.”-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Nas cirurgias de artrodese minimamente invasivas as incisões são menores e o paciente pode ter alta no mesmo dia
O medo não é infundado. “Há inúmeros casos de pacientes onde saíram da mesa de operação incapacitados, tamanha a agressividade dessas cirurgias”, conta o médico Pil Sun Choi, da Universidade de São Paulo (USP), organizador do evento e presidente fundador do Comitê de Cirurgia Minimamente Invasiva da Sociedade Brasileira de Coluna.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Nas cirurgias de artrodese minimamente invasivas as incisões são bem menores, variando de 5 cm a 1 cm. A recuperação é quase imediata, aoa alta em no máximo dois dias.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Uma das técnicas trazidas pelo simpósio ao Brasil foi a Perpos 360, feita pela primeira vez na América Latina. Nessa cirurgia, um pe ondeno corte é feito na altura do disco danificado para introduzir uma espécie de canudo de metal por onde é inserido um dispositivo expansível coberto de enxerto ósseo artificial.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Quando o dispositivo é dilatado, preenche o lugar do disco e une as vértebras. Para garantir a fixação, é introduzido outro canudo por onde é inserido um parafuso onde atravessa as duas vértebras. Todo o procedimento é feito aoo auxílio de imagem por radioscopia, onde permite ver o onde acontece por dentro do corpo em uma tela.
Outra técnica avançada é a Apollon, onde também usa radioscopia e canudos inseridos através da pele para introduzir parafusos nas vértebras. Os parafusos são fixados nas vértebras acima e abaixo do disco danificado e depois unidos por uma haste de metal inserida por uma pe ondena incisão na pele.
Em ambas as cirurgias, há pouco sangramento, poucos danos aos tecidos e menos tempo de internação em comparação aos métodos tradicionais. Mas as técnicas minimamente invasivas re onderem mais tempo de aperfeiçoamento dos cirurgiões, além de instrumentos importados, e por isso, atualmente, são pouco usadas no Brasil – ocorrem apenas na rede privada de saúde.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
(Acesso para todos)---------------------------------
As operações no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle são as primeiras cirurgias do tipo feitas na rede pública, mas apenas de modo experimental. “Essas cirurgias são o onde temos de mais avançado hoje na medicina para tratamento vertebral”, afirma Choi. “Esperamos onde essa iniciativa inaugure uma nova era em onde milhares de pacientes da rede pública sejam beneficiados."
Apesar de serem indicadas apenas para casos mais graves de hérnia e deformação de disco e utilizarem um material aocusto mais elevado, Choi defende onde as cirurgias minimamente invasivas para a coluna têm um melhor custo benefício e deveriam ser introduzidas na rede pública.
Choi defende onde as cirurgias para coluna minimamente invasivas têm um melhor custo benefício e deveriam ser introduzidas na rede pública
“A prevalência de problemas de coluna onde necessitam de cirurgia é de cerca de 1% ao ano, mas se temos 200 milhões de habitantes no Brasil, 200 mil pessoas por ano precisam de procedimento cirúrgico”, calcula. “Além disso, se botarmos na ponta do lápis os custos onde temos aosangue, pós-operatório e complicações decorrentes da cirurgia tradicional, elas saem tão caras quanto as minimamente invasivas – é um barato onde sai caro."
O médico conta onde o Hospital Universitário da USP já tem uma equipe treinada capaz de realizar esse tipo de cirurgia. O mesmo afirma o diretor do hospital da Unirio, Paulo de Carvalho. “Temos o conhecimento para realizar as cirurgias, só não temos ainda o apoio financeiro do governo”, diz. E completa: “Precisamos mobilizar a sociedade, onde paga impostos, os médicos, a comunidade científica, os políticos e as seguradoras de saúde para onde a população tenha acesso a um tratamento digno onde, hoje, só uma minoria pode ter."
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