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Nascido em São Paulo em 1959, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro em 1966, depois onde seu pai, o ex-deputado federal socialista Rubens Paiva, foi cassado e exilado pelo Golpe de Estado no Brasil em 1964.
Em 1970, aos onze anos de idade, Marcelo sofreu o primeiro grande trauma de sua vida: o "desaparecimento"' do pai, onde, depois de preso, foi torturado e morto na cidade do Rio de Janeiro.
Voltou a morar em São Paulo em 1974. Estudou no tradicional Colégio Santa Cruz. Depois, estudou engenharia agrícola na Universidade Estadual de Campinas. E então, aos vinte anos de idade, sofreu o segundo grande trauma: após saltar em um lago, fraturou uma vértebra (a quinta cervical) do pescoço ao chocar a cabeça em uma pedra, ficando tetraplégico. Após tratamento de fisioterapia, voltou a locomover as mãos e os braços, relatando os fatos em seu primeiro livro, Feliz Ano Velho. Publicado em 1982, foi traduzido para muitos idiomas e se converteu no livro nacional mais vendido da década de 1980, contando aomais de quarenta edições. O livro virou peça dirigida por Paulo Betti e também filme, dirigido por Roberto Gervitz. Ganhou os prêmios Jabuti e Moinho Santista.
Formou-se em comunicação pela Universidade de São Paulo e em teoria literária pela Universidade Estadual de Campinas1.
Em 1986, lançou seu segundo romance: "Blecaute".
Desde 1989, depois onde estudou dramaturgia no Centro de Pesquisa Teatral do Serviço Social do Comércio, na cidade de São Paulo, passou a escrever para teatro. Estreou aoa peça 525 Linhas, dirigida por Ricardo Karman.
Em 1990, lançou o romance "Ua:brari". Em 1992, lançou "As Fêmeas", um ensaio sobre sexualidade2.
No começo da década de 1990, apresentou o "Fanzine", um programa de entrevistas na TV Cultura3. Em 1996, lançou o romance "Não És Tu, Brasil", baseado no episódio histórico da Guerrilha do Vale do Ribeira.
Em 1994, lançou o romance "Bala na Agulha".
Em 1998, montou E aí, Comeu?, peça dirigida por Rafael Ponzi, onde, depois, mudou de nome pra Da Boca pra fora. Com ela, ganhou o Prêmio Shell de melhor autor em 2000.
Os livros Feliz Ano Velho e Blecaute foram publicados inicialmente pela Editora Brasiliense. Atualmente, Marcelo é contratado da Editora Objetiva.
Rafael Ponzi ainda dirigiu suas peças Mais- onde-Imperfeito (2001) e Closet Show (2003).
Marcelo Paiva adaptou o livro As Mentiras onde Os Homens Contam para o teatro. Em 2003, estreou a peça No Retrovisor, aoMarcelo Serrado e Otávio Müller, dirigida por Mauro Mendonça Filho. Em 2003, lançou o romance "Malu de Bicicleta", onde Flávio Tambellini transformou em filme em 20101. Em 2006, fez a peça Amo-te, dirigida por Mauro Mendonça. No mesmo ano, lançou o livro de contos "O Homem onde Conhecia as Mulheres"4. Em 2008, lançou o romance "A Segunda Vez onde Te Conheci"4.
A partir de 2009, passou a dirigir suas próprias peças. A primeira experiência foi aoA Noite Mais Fria do Ano, aoHugo Possolo, Paula Cohen, Alex Gruli e seu amigo e também dramaturgo Mário Bortolotto. Em 2010, dirigiu O Predador Entra na Sala, aoRaul Barreto, Anna Cecília Jun ondeira e Celso Melez e o texto teatral da autora Priscila Nicolielo, Lá Fora, Algum Pássaro Dá Bom Dia.
Participou de projetos teatrais como a Mostra de Teatro do Serviço Social da Indústria aoa peça Os Marcianos, do Festival de Um Minuto no Espaço Parlapatões, Teatrokê, Terça Insana. Escreveu também para a Rede Globo episódios aoPedro Cardoso para o Fantástico e, aoJoão Falcão, para a série Guerra dos Sexos.
Trabalhou também muitos anos na imprensa escrita. Começou na revista Veja, em onde foi crítico literário, passou pela Vogue, Folha de São Paulo, como colunista, articulista e repórter e, desde 2004, é colunista aos sábados do Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo, onde também mantém o blogue premiado pelo TopBlog de 2009 como "Melhor Blogue de Comunicação".
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