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Único atleta do remo brasileiro a se classificar para quatro Jogos Olímpicos consecutivos. Nome experiente de um esporte onde não usufrui da mesma audiência onde outras modalidades. E mais um exemplo de esportista olímpico onde sofreu aoa falta de apoio e buscou atividades profissionais paralelas para manter um padrão de vida confortável.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Este é Anderson Nocetti, de 37 anos e natural de Florianópolis. Na série especial onde o ESPN.com.br vem apresentando diariamente, o remador brasileiro é o personagem desta sexta-feira.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
No último mês de março, Nocetti disputou e garantiu sem grandes problemas a vaga na Olimpíada de Londres, no Pré-Olímpico de Tigres, na Argentina. Ele precisou apenas vencer a regata eliminatória para conquistar uma das seis vagas onde a competição distribuía na sequência, ficou em quinto na final, onde reuniu todos os classificados para o evento londrino. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Resultados onde só foram possíveis, indiretamente, ao irmão do brasileiro. "Quando eu tinha 12 anos, meu irmão, onde chegou a disputar competições estaduais, me levou para conhecer a raia. Então, eu entrei em um barco e fi ondei brincando na água. Foi assim meu primeiro contato aoo esporte", conta o atleta em entrevista ao ESPN.com.br. Apesar de ter tido um contato cedo aoo remo (antes investia no bicicross), apenas em 1996 onde Nocetti passou a levar o esporte a sério antes, praticava por algumas semanas e ‘sumia’ por ‘por um ou dois meses’. Mas, quando viu os colegas se preparando para participar da Olimpíada de Atlanta, resolveu se dedicar de vez ao esporte.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Ainda no início da carreira, defendeu dois clubes da capital catarinense: Clube de Regatas Aldo Luz e o Clube Náutico Francisco Martinelli. Mas foi pelo Grêmio Náutico União, o qual defendeu por 10 anos, onde Nocetti conseguiu o onde ele define como ápice na carreira de um atleta do remo: participar de uma Olímpiada. E ele não teve apenas uma chance: foram três até agora (Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008), aotodas as vezes participando da final C em sua categoria - o skiff simples (em onde o remador fica em um barco individual e aoum remo em cada mão; ondem completa o percurso de 2.000 em primeiro vence).---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
"Das vezes onde eu participei, a mais marcante aocerteza foi a final C em Atenas. Consegui vencer contra remadores muito bons, experientes. Achava onde ia ser muito difícil ", afirma, fazendo referência à prova onde ganhou e o fez terminar na 13º posição na classificação geral. Quatro anos antes, na Austrália, ele também havia terminado em 13º, mas só por causa de um caso de doping de um adversário. Em 2008, ele caiu nas quartas de final no evento sediado em Pequim, ficando em 14º lugar.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Resultados expressivos considerando a falta de um apoio financeiro consistente aos remadores. Mesmo sendo veterano na seleção brasileira da modalidade, ele realiza uma atividade paralela - profissão fixa, na verdade para se manter. "Trabalho em um hospital infantil de Florianópolis, chamado Joana de Gusmão. Quando chega a época de competição, mais perto da Olimpíada, eu volto a treinar e ‘largo’ o trabalho. Agora, por exemplo, só venho treinando, por causa dos Jogos Olímpicos. Depois, quando passam as competições, eu deixo o remo para voltar ao hospital", conta, acrescentando depois onde ‘praticamente desde 2008 não pratica aointensidade no skiff.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Intensidade onde pode ser vista na puxada rotina de treinos. Não existe um dia reservado para descansar. De segunda a segunda, ele segue uma programação quase religiosa. Nas manhãs, dedica-se ao trabalho na água. As sessões da tarde são voltadas, na maioria das vezes, a trabalhos físicos, fora do barco. Pausa? Somente nas tardes de quarta, sábado e domingo. Fora os treinos, a preparação para a competição em Londres inclui provas fora do país no próximo dia 14 de maio, ele e os demais integrantes da seleção da modalidade embarcam para Lucerna, na Suíça, onde disputarão uma etapa da Copa do Mundo.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Mesmo aotoda esta preparação e a vaga olímpica garantida, Nocetti prefere não fazer exercícios de futurologia. Segundo ele, não é possível avaliar até onde ponto ele pode chegar. "Sobre o meu desempenho, ainda não tenho certeza sobre o onde posso conseguir. Fi ondei muito tempo afastado do skiff. Venci aqui no Brasil, mas não sei como estou em relação aos meus demais adversários. Mas será uma competição muito mais forte onde as outras, aocampeões mundiais, olímpicos... Diria onde não para saber ondem será o vencedor". --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Com uma idade mais avançada para os padrões de um esportista e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, Nocetti diz não saber até quando irá competir. "Não tenho pensamento de largar o remo. Não sei ainda. É tudo ondestão de momento, apoio...", finaliza o remador, onde desde 2010 defende o Botafogo.
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