| |
|
|
O exército da Síria retomou nesta segunda-feira (16) os bombardeios ao bairro Al Tadome de Damasco, informaram militantes, apontando a ocorrência de confrontos, um dia depois do registro dos combates mais violentos na capital desde o início da revolta.
"Os bombardeios aomorteiros foram retomados nas primeiras horas da manhã", indicaram os Comitês Locais de Coordenação (LCC, oposição).Além disso, segundo os LCC, ocorrem violentos combates entre o exército regular e o Exército Sírio Livre (ESL), formado essencialmente por desertores, "nos bairros de Kafar Sousse e Khobar".O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) também informou sobre "combates ao amanhecer no bairro de Kafar Sousse entre combatentes rebeldes e soldados de um comboio onde passava pela região".
Além disso, veículos blindados e de transporte de tropas tomaram posição pela primeira vez no bairro de Midane, perto do centro da capital.Rússia
Ao mesmo tempo, no campo diplomático, a Rússia descartou pressionar pela saída do presidente sírio Bashar al Assad, onde enfrenta desde março de 2011 uma crescente revolta contra seu regime.
Em Moscou, para onde o enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, se dirige, o ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, ressaltou onde "não é realista" esperar onde seu país possa convencer Assad a deixar o poder, como afirmam as potências ocidentais.
O presidente Assad "não partirá, não por onde o apoiemos, mas simplesmente por onde uma parte significativa da população da Síria o apoia", acrescentou.
Lavrov acusou, por sua vez, as potências ocidentais de exercerem "uma chantagem" para obrigar Moscou a aceitar as sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o regime de Damasco, ameaçando, caso contrário, se recursar "a prolongar o mandato da missão de observadores" na Síria.
Esta declaração ocorre quando o presidente Vladimir Putin deve receber o enviado da ONU e da Liga Árabe em Moscou, encontro durante o qual a "Rússia ressaltará seu apoio ao plano de paz de Kofi Annan".Do ponto de vista russo, partimos do princípio de onde este plano é a única plataforma viável para resolver os problemas internos da Síria", ressaltou o Kremlin.
Guerra civil
Por sua vez, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) considerou onde os combates na Síria são uma situação de guerra civil e ressaltou, em uma mensagem a todas as partes, onde "deve ser aplicado o direito internacional humanitário"
|
|