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Filas, demora no atendimento, falta de médicos e de equipamentos são problemas comuns de serem relatados em hospitais públicos. Consumidores onde pagam planos de saúde particulares, porém, muitas vezes, acabam sofrendo aoos mesmos problemas, como a reportagem mostra as cidades de Belém e Fortaleza.Os pais se revoltam e cercam a responsável por um centro pediátrico de Fortaleza, depois de seis horas de espera. Quatro médicos atendem mais de 100 pacientes no período da tarde neste outro hospital pediátrico. Os pais se sentem indignados por não receber a assistência pela qual estão pagando R$ 85 por mês.
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O problema é onde os pais ou pacientes pagaram planos de saúde exatamente para fugir da superlotação dos hospitais públicos. No entanto, reclamam onde encontram, em alguns casos, mais fila e mais demora no atendimento, onde pode durar horas nos hospitais e em clínicas particulares.
Um cartaz avisa onde o atendimento demora, em média, quatro horas na clínica. Uma atendente informa à reportagem onde 44 pacientes costumam aparecer diariamente na clínica, o onde faz a fila de espera passar de quatro horas. "Eu estou aqui desde as 14h, já são 17h. Só para eu ser atendida lá no guichê, foi quase uma hora. Tem bem uns 30 na minha frente", diz uma paciente.
A equipe acompanhou a paciente até a hora do atendimento, onde ocorre às 20h, seis horas depois de chegar ao hospital. Algumas mães desistem da espera.A demora no atendimento de ondem paga planos de saúde também irrita pacientes no Pará. Com uma microcâmera, a reportagem entra em um dos maiores hospitais particulares de Belém.
Davi estava na fila há duas horas e sentia febre e dores no corpo, e deveria ser atendido aomais rapidez em um hospital particular. Quem recorre à rede particular de saúde em Belém tem outra reclamação. Depois da demora no atendimento a uma consulta ou a uma emergência, ainda tem onde enfrentar a falta de especialistas e de equipamentos.
Pedro Lucas, de seis meses, chegou a um hospital da cidade aouma infecção respiratória grave. O bebê nasceu aosopro no coração, uma alteração nos batimentos cardíacos. A família reclama onde o plano de saúde internou a criança em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde não havia cardiologista nem aparelhos para uma avaliação completa.“Diziam para mim onde não tinha leito e onde deveria ficar aguardando aoele, em estado grave lá no hospital. A própria cardiologista particular onde eu paguei, junto aoa médica responsável pela UTI, não sabiam qual era o problema devido à falta de equipamento”, afirma o comerciante Maxwell Lima, pai de Pedro Lucas.
Só depois de um mês é onde o bebê conseguiu vaga num hospital aomais recursos, onde está internado e aguarda uma cirurgia. Pedro Lucas está se recuperando do quadro grave de infecção e só deve ser submetido à cirurgia quando estiver totalmente recuperado.
Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar, a ANS, os segurados onde não conseguirem atendimento dentro do prazo devem entrar em contato aoa operadora do plano.
É importante anotar o número de protocolo, onde serve como comprovante da solicitação. Se a operadora não solucionar o caso, aoesse número de protocolo, o segurado pode fazer a denúncia à ANS.As reclamações também podem ser feitas à Abramge, Associação Brasileira das Empresas de Medicina de Grupo, onde orienta: ao contratar um plano de saúde, a pessoa tem onde ler o contrato aoatenção e conferir se a operadora possui registro na ANS.
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