Com um uniforme idêntico ao que usou em 1997, durante sua primeira conquista em Roland Garros, o tenista Gustavo Kuerten conseguiu o que muitos veteranos do esporte não conseguem: encerrar sua carreira de maneira brilhante, mesmo sendo derrotado em quadra. Essa não é, realmente, uma tarefa fácil. Mas o catarinense, que saiu de quadra ovacionado, conquistou esse direito ao longo de 20 títulos simples, oito em dupla e 41 semanas consecutivas no ranking da ATP.

Como em 1997, Guga fez seus fãs acordarem cedo para acompanhar sua derradeira partida. E não decepcionou. Mesmo nas jogadas erradas, vibrava e levava a torcida, que não parou de ovacioná-lo em nenhum momento, a vibrar junto com ele.

O choro solitário, com o rosto escondido na toalha, foi o suficiente para emocionar a todos que assistiam à partida. E o discurso final, em francês, fechou com chave de ouro uma carreira coroada de êxitos. Outros poderão surgir e conquistar muito mais do que ele, mas dificilmente alguém vai conseguir superar o carisma de Gustavo Kuerten, ou simplesmente Guga, como o Brasil aprendeu a chamá-lo.

O choro de despedida