1 Introdução

A bioinformática é uma ciência recém ministrada que vem adquirindo seu espaço principalmente no setor da biologia molecular e informática a nível internacional, onde tem por objetivo simplificar o campo de pesquisas científicas, obtendo maior êxito na figuração das seqüências das moléculas de DNA e de inúmeras proteínas que compõe o ser vivo.

Infelizmente, para que ocorra a implantação dessa ciência inovadora em determinados centros de pesquisa, é necessário alto investimento, que depende de organizações e pessoas, já que também a bioinformática necessita de componentes complexos de manutenção, o que cria uma barreira mediante as indústrias brasileiras.

2 A Bioinformática Voltada ao Setor Farmacêutico:

A bioinformática vem desenvolvendo um papel promissor dentro de multinacionais voltadas a industrialização, como é o caso de indústrias farmacêuticas, que prioriza a venda de remédios específicos o seu próprio investimento, já que a mesma se detém a uma determinada patente.

Os genéricos vêm mudando essa estabilidade monofatorial, já que as suas indústrias têm a possibilidade em desenvolver medicamentos que contenham a mesma fórmula de apresentação e com um custo relativamente acessível, colocando então no mercado farmacêutico um produto com o mesmo princípio ativo, o que implica na mesma eficácia, com símbolo de qualidade aprovado pelo o ministério da saúde e de forma bem mais econômica ao consumidor.

Isso, contudo, implica na oscilação da patente imposta pela empresa, sujeitando um determinado produto (medicamento) a sua detenção.

Quando isso acontece a indústria otimiza o desenvolvimento de um novo medicamento, que consista na classe A do produto e que desempenha uma compatibilidade ao medicamento genérico, mas para que isso ocorra, é necessário uma ampliação das pesquisas voltadas ao desenvolvimento de uma nova molécula, ou seja, princípio ativo.

É correto imaginarmos que o funcionamento adequado de uma determinada medicação, consiste na interação de uma molécula com outra molécula e assim sucessivamente, a exemplo da molécula alvo (no organismo do paciente), quando em contato com o princípio ativo, o que inibe ou acelera certas reações bioquímicas, que tem como objetividade proporcionar a atenuação da doença tratada.

A formulação de um medicamento consiste em fatores supra-importantes, como: experimentos voltados a testes de toxicidade, eficácia e efeitos colaterais no ser humano com supervisão do responsável, antes da ação citada, tais testes devem ser desenvolvidos em animais de laboratório que apresentem funcionalidade orgânica semelhante ao ser humano, para uma avaliação prévia da sua fórmula, escolha analítica de moléculas a serem utilizadas na obtenção do produto, entre outras restrições cabíveis ao profissional responsável pela fórmula e pelas exigências fundamentadas pelas agências governamentais.

Para a produção dos medicamentos é necessário que as moléculas utilizadas sejam selecionadas, onde as que apresentarem o perfil requisitado sejam utilizadas e as demais descartadas, isso implica em aproximadamente 75% do custo para a formulação de uma medicação, atribuída às moléculas descartadas.

A bioinformática se engloba nesse supervisionamento (ou seleção) de determinadas substâncias, orientando o pesquisador na manipulação de componentes mais específicos e precisos.

A atualidade farmacêutica conta com o desiguino de parte de sua produção a centro de biotecnologia para que os mesmos sejam submetidos a pesquisas, no intuito de melhor entenderem suas moléculas, pondo em uso apenas as que são promissoras e isso é algo que vem obtendo um grande desempenho, pois consta com a garantia de uma funcionalidade perfeita.

No entanto, as indústrias farmacêuticas estão se limitando aos testes clínicos e pré-clínicos em sua obrigatoriedade, os quais são bem mais custosos, porem cabíveis as mesmas.

A bioinformática no setor farmacêutico apresenta-se bastante eclética, estando sempre sintonizada com as demasiadas ciências que existem.

Infelizmente no Brasil isso é ainda muito escasso, devido às estruturas laboratoriais em função dessa tecnologia, ser bastante caras e priorizando profissionais renomados para tais formulações, o que implica em sua maior localização nos EUA e parte da Europa, onde as tais localidades constam com o que podemos chamar de "tecnologia de ponta".

As empresas brasileiras se fixam mais a formulação dos genéricos, as quais exploram o mercado de moléculas não protegidas por patente, onde os menos custosos ganham amplitude no mercado, sendo esse o motivo da bioinformática não se familiarizar, já que os genéricos não lidam com os conhecimentos moleculares de processos ocorrentes nos seres vivos, porém muitas dessas indústrias estão se atualizando em relação à produção mais qualificada de seus medicamentos, o que requer maior investimento, já que para isso é necessário laboratório de pesquisa de ponta e o que impede que tal revolução no mercado dos genéricos venha a se desenvolver com tamanha rapidez, acreditando-se que no decorrer a incorporação da Bioinformática só terá a ganhar.

Diante de suas necessidades qualitativas em função das quantitativas, com certeza o setor farmacêutico é o maior empreendedor da bioinformática, porém na atualidade, outros setores também estão utilizando dessa técnica, como é o caso da agricultura e pecuária, principalmente em função genética, onde aqui o Brasil obteve maior êxito, onde a FAPESP (agência financiadora de pesquisas) lançou um programa genoma em função de um conhecimento mais específico de uma seqüência genética de determinados organismos vivos típicos de cultura mais utilizados no Brasil. O primeiro genoma estudado foi exatamente de um fitopatógeno.

Devido então tamanho sucesso com base no projeto genômico, tais pesquisas foram sendo maior explorada no intuito de desenvolver melhores subsídios para a economia brasileira nesse setor. Não podemos esquecer que projetos similares a esse foram desenvolvidos em foco a saúde humana, como é o caso do genoma do câncer e de determinados parasitas, ambos humanos.

A bioinformática não tão apenas eficiente na especificidade de moléculas, como também em armazenamento e organização de dados em banco de dados que façam atributo de armazenamento de forma tridimensional, limitando-se as suas características mais importantes. O Brasil, no entanto, é uma grande potência a ser explorada na bioinformática, já que essa é uma área que se limita ao setor acadêmico e necessita ser ampliada, para que cheguem as indústrias com maior precisão e ao conhecimento social com maior rendimento.

Porém essa situação no Brasil já está em processo de mudança diante dos resultados evidenciados a partir das pesquisas genômicas, o qual vem ocorrendo o desenvolvimento de empresas de alta tecnologia, como a exemplo a Scylla Bioinformática, sediado em Campinas – SP e com o apoio do grupo Votorantin Ventures, que induz pesquisas as empresas interessadas em estudos genômico.

3 Considerações Finais:

Este trabalho apresenta uma visualização do desenvolvimento que o setor da Bioinformática vem estabilizando no decorrer de sua contrapartida e sua aplicação no favorecimento de pesquisas no setor farmacêutico e determinado como base primordial a saúde humana.

O setor farmacêutico brasileiro não consta com a tecnologia de ponta para a seleção de moléculas utilizadas na produção de determinadas fórmulas, o que implica na maior produção de medicamentos genéricos, já que esses últimos não exigem os mesmos critérios.

A utilização da bioinformática nas indústrias farmacêuticas tem se tornado de extrema importância devido à lucratividade em benefício às empresas além do aumento da eficácia no processo de produção dos medicamentos, mas tendo em contrapartida esses produtos tendem a encarecer em conseqüência da alta tecnologia utilizada.