Localizada aproximadamente 5 km da cidade de São João do Sabugi, sendo a parte norte pertencente ao Sr. Saulo Wanderlei, a parte oeste ao Sr. Zezé Filó e a parte Sul ao Sr. Chico Filó.

Com aproximadamente 500m de altitude a Serra do Mulungú é cercada de varias histórias, desde promessas e místicas à fatos reais que até hoje ainda não foram esclarecidos.

O nome Mulungú, tem origem de um poço que existia no pé da serra e que ali encontrava-se um pé de mulungu, na época não existia as divisões das terras e os vaqueiros soltavam o gado para pastar misturando-se assim as rezes de todos os fazendeiros da região e eles utilizavam a hora da bebida do gado, que acontecia justamente no poço do mulungú para se reunirem, separarem o gado e continuar cada um sua luta. Como o ponto de encontro ficava no pé da serra a mesma passou a se chamar Serra do Mulungú.

O cruzeiro que vemos na parte mais alta da serra já é o terceiro que foi colocado em substituição dos dois anteriores, deteriorados com a ação do tempo, o primeiro foi colocado no início do século passado por pagamento de promessa, promessas que continuam até hoje, pois, podemos ainda encontrar alguns ex-votos na região do cruzeiro.

Há relatos que por volta do ano de 1700, foram enterradas nas proximidades da serra seis pessoas que teriam morrido de um determinado tipo de praga, como os moradores da região tinham medo de contrair a doença mandaram enterrar os mortos no referido local. (Olavo de Medeiros Filho)

Com relação a mortes na serra , no dia 13 de dezembro de 1982, um senhor de oitenta anos conhecido como Colar, que era fogueteiro, saiu da cidade de São João do Sabugi com destino a serra para soltar alguns foguetões em comemoração ao dia de Santa Luzia, depois seguiria para residência de Chico Filó, pois, era bastante amigo da família. Realmente os fogos foram ouvidos da residência de Chico Filó más até hoje o velho Colar nunca apareceu por lá, acredita-se que ele pode ter se perdido e morreu por cima da serra e o fato de nunca ter sido encontrado pode-se atribuir aos inúmeros precipícios e desfiladeiros existentes no local, que são de difícil acesso impossibilitando buscas mais minuciosas.

Quem tem a oportunidade de subir a serra pode observar a enorme criação de cabras todas pertencentes a Chico Filó, inclusive ele chega a brincar dizendo que quem conseguir pegar uma ele dá de presente, tendo em vista que elas são adaptadas ao terreno e só uma pessoa muito hábil conseguiria tal façanha.

Existem várias cavernas na serra, algumas ainda inexploradas, mas uma chamou a atenção do proprietário e o mesmo a batizou como a furna dos morcegos hematófilos (que gostam de sangue), devido a grande concentração da espécie no local.

Tendo em vista a grande incidência de animais mordidos de morcegos em sua propriedade, Chico Filó resolveu, em companhia de Flávio Gorgônio (veterinário), investigar de onde vinham os animais, já que expedições anteriores não obtiveram sucesso e para surpresa encontraram uma gruta com aproximadamente 1.000 morcegos e a partir desse dia começaram a controlar a peste.

Todas essas curiosidades, lendas e acontecimentos tornam a Serra do Mulungú um atrativo não só turístico como também pedagógico e foi todo esse potencial que levou a serra a ser cotada como uma das sete maravilhas do Rio Grande do Norte