A constituição do flavivirus

Índice

* 1 Flavivirus
o 1.1 Doenças causadas pelo Flavivírus
o 1.2 Febre amarela no Brasil: 2008
o 1.3 Sintomas da febre amarela
* 2 Referencias bibliográficas

Flavivirus

Flavivirus (também chamado complexo antigênico de encefalite japonesa) é um genus da família Flaviviridae. Este complexo inclui o Febre do Nilo Ocidental e diversos outros vírus que causam a encefalite. Eles começaram a ser estudados quando se descobriu que o vírus da febre amarela é transmitido por um mosquito hematófago.Um dos membros mais conhecidos da família é o vírus da hepatite C. Além dele, o vírus da dengue e da febre amarela também são bastante conhecidos. Os Flavivirus partilham um tamanho comum (40-60 nanômetros), simetria e ácido nucleico, de fita positiva de RNA. O genoma de RNA contém aproximadamente 10,000 nucleotídeos e codifica uma poliproteina de 3391 aminoácidos (no caso da Dengue 2) que depois é clivada em três proteinas estruturais e sete proteínas não estruturais.Dentre as arboviroses, aquelas transmitidas por mosquitos as causadas por Flavivírus são as mais importantes causadoras de surtos ou epidemias O Estado de Rondônia é uma região triplamente favorável a propagação de arbovírus por receber migrantes de várias regiões do Brasil e fazer fronteira com outro país. Os Flavivírus são vírus RNA de polaridade positiva contendo 10 genes contidos em uma cadeia aberta de leitura, sendo 3 estruturais e 7 não estruturais. A identificação e caracterização molecular do Flavivírus são importantes para detectar o vírus circulante e alertar a vigilância epidemiológica em uma região.

[editar] Doenças causadas pelo Flavivírus

A febre amarela é uma doença infecciosa transmitida por mosquitos contaminados por um flavivirus e ocorre na América Central, na América do Sul e na África. A febre amarela não é transmitida de uma pessoa para a outra. No Brasil, pode ser adquirida em áreas silvestres e rurais de regiões como Norte e Centro-Oeste, além de parte do Sudeste, Nordeste e Sul. Ou seja, o indivíduo entra em regiões onde exista o mosquito Aedes aegypti ou Aedes albopictus e, conseqüentemente, sofre a possibilidade de ser picado por algum desses mosquitos já afetado pelo vírus, que possivelmente fora contraído pela picada em um ser já portador, como a espécie de bugio ou outros tipos de macacos, e, em seguida, o mosquito pica a pessoa que ainda não teve a doença e, portanto, não adquiriu defesas naturais para combater o vírus. A febre amarela urbana é considerada erradicada no Brasil desde 1942, o que significa que grandes centros urbanos não correm o risco de propagação em massa do vírus. Recentemente o vírus da febre amarela vem ganhando destaque na mídia brasileira, visto que vários casos vêm sendo catalogados na região Centro-Oeste, sobretudo, causando a preocupação da população em geral e providências das autoridades responsáveis pelo combate ao vírus.

Febre amarela no Brasil: 2008

De dezembro de 2007 a 19 de fevereiro de 2008, o Ministério da Saúde informa ter recebido 57 notificações de casos suspeitos de febre amarela. Destes, 31 foram confirmados (16 evoluíram para óbito), 23 foram descartados e três ainda estão em investigação. O primeiro caso foi confirmado em 17 de dezembro de 2007 e a última notificação feita em 25 de janeiro de 2008. Os casos confirmados, provavelmente, adquiriram a doença em áreas rurais de Goiás (19), de Mato Grosso do Sul (6), do Distrito Federal (4) e de Mato Grosso (2). Embora a infecção tenha ocorrido em área rural (transmissão silvestre), os casos de febre amarela, em geral, são reconhecidos e diagnosticados em áreas urbanas. Durante o período no qual o vírus da febre amarela está presente no sangue, uma pessoa pode servir de fonte de infecção para o mosquito. No Rio de Janeiro, como em outras cidades, existe o mosquito Aëdes aegypti, que transmite o dengue e também pode transmitir a febre amarela. Portanto, a possibilidade da transmissão urbana existe permanentemente desde a reintrodução do Aëdes aegypti nas cidades brasileiras, no final da década de setenta. Este risco pode ser significativamente reduzido com a vacinação, pelo menos dez dias antes da viagem, de pessoas que se dirigem para áreas de transmissão de febre amarela, com o combate efetivo aos Aëdes e com a vacinação sistemática das populações residentes em áreas de risco. Além disto, é necessário ampliar a capacidade do sistema de vigilância para torná-lo capaz de detectar precocemente os casos suspeitos, inclusive os menos exuberantes (que constituem a maioria). Recomenda-se que o viajante seja vacinado, ressalvando-se as contra-indicações, pelo menos dez dias antes de se dirigir para qualquer área – mesmo as urbanas- das regiões com risco de transmissão de febre amarela no Brasil (ou no exterior). Além disto, recomenda-se que o viajante observe criteriosamente as medidas de proteção contra as doenças transmitidas por insetos. Os viajantes que residam em áreas de risco de transmissão de febre amarela devem estar vacinados (de acordo com o Calendário Vacinal indicado para estas regiões), independente do destino. A vacina contra a febre amarela (17D) é elaborada com o vírus vivo atenuado. Como todas as outras vacinas têm contra-indicações e pode resultar em efeitos colaterais. A maioria dos efeitos colaterais é destituída de gravidade, mas – raramente – podem ocorrer reações adversas graves, inclusive óbitos. A vacina confere imunidade contra a febre amarela por, pelo menos, 10 anos. Em razão disto, os indivíduos previamente vacinados necessitam de dose subseqüente de reforço apenas a cada 10 anos. No Brasil, a vacina contra a febre amarela faz parte do esquema básico da infância nos Estados onde a doença é endêmica.

Sintomas da febre amarela

Os principais sintomas da febre amarela – febre alta, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular muito forte, cansaço, calafrios, vômito e diarréia aparecem, em geral, de três a seis dias após a picada (período de incubação). Aproximadamente metade dos casos da doença evolui bem. Os outros 15% podem apresentar, além dos já citados, sintomas graves como icterícia, hemorragias, comprometimento dos rins (anúria), fígado (hepatite e coma hepático), pulmão e problemas cardíacos que podem levar à morte. Uma vez recuperado, o paciente não apresenta seqüelas. As primeiras referências da ocorrência de casos de febre amarela no Brasil, datam: 1685 – Recife 1692 – Salvador, provocando 2.000 mortes 1749 – Reaparece em Salvador de forma explosiva e se espalhou por todo o país. 1902 – Sorocaba (SP), foi realizado o 1º Combate ao vetor da doença, sob a orientação de Emílio Ribas. 1903 – Oswaldo Cruz, iniciou a Campanha contra a febre amarela no RJ. 1928 – A doença reaparece no RJ, causando 436 mortes. Iniciada, a nível nacional, Campanha contra a febre amarela, resultado do contrato assinado com a Fundação Rockfeller. 1940 – Foi criado no Brasil o “Serviço Nacional de Febre Amarela”. 1957 – Após ampla campanha de combate ao Aedes aegypti, essa espécie foi declarada erradicada do Brasil, na XV Conferência Sanitária Panamericana.

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Referencias bibliográficas

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL292140-5598,00.html http://www.cives.ufrj.br/informacao/fam/fam-2008.html http://www.sucen.sp.gov.br/doencas/dengue_f_amarela/texto_febre_amarela.htm http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/dengue.htm http://www.unir.br/html/pesquisa/Pibic_XIV/pibic2006/arquivos/Areas/Vida%20e%20Saude/html/Glauciane%20da%20Silva%20Bifano.htm http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup113321,0.htm http://drauziovarella.ig.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=100

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