A história do budismo no japão pode ser dívidida em três períodos

Chega através da Rota da Seda

A chegada do budismo no Japão é em última instância, uma consequência dos primeiros contatos entre a China e a Ásia central, que ocorreram com o estabelecimento da Rota da seda no século II a.C., após as viagen de Zhang Qian entre os anos de 138 e 126 a.C., que culminou com a introdução oficial do budismo na China em 67 a.C. Historiadores geralmente concordam que já pela metade do século I, a religião havia penetrado em áreas ao norte do Rio Huai. O budismo foi introduzido Coréia via missionários chineses, e esta por sua vez introduziu o budismo no Japão por volta do século V d.C.

[editar] Relatos chineses iniciais

Em 467 d.C., de acordo com o tratado Liang Shu de história chinesa, cinco monges de Gandhara viajaram para o país de Fusang (chinês: 扶桑, Japonês: Fusō: “o país do extremo leste” além do mar, provavelmente o leste do Japão), onde eles introduziram o budismo:[carece de fontes?]

Fusang está localizado ao leste da China, 20,000 li (1,500 quilômetros) a leste do estado de Da Han (ele próprio ao leste do estado de Wa na moderna Kyūshū, Japão). (…) Em tempos idos, o povo de Fusang não sabia nada da religião budista, mas no segundo ano do Da Ming da dinastia Song (467 d.C.), cinco monges de Kipin (região de Cabul em Gandhara) viajaram de navio até Fusang. Eles propagaram a doutrina budista, circulated escrituras e gravuras e aconselharam as pessoas à relinquish worldly attachments. Como resultado, os costumes de Fusang mudaram (No original em chinês: “扶桑在大漢國東二萬餘里,地在中國之東(…)其俗舊無佛法,宋大明二年,罽賓國嘗有比丘五人游行至其國,流通佛法,經像,教令出家,風俗遂改”, Liang Shu, século VII d.C.).

O período inicial viu a introdução das seis grandes escolas chinesas em solo japonês. Em termos de geografia, as seis escolas estavam centradas na cidade capital de Nara, onde grandes templos tais como Todaiji e Hokkeji foram eregidos. Entretanto o budismo deste período – mais tarde conhecido como período Nara – não era uma religião prática, sendo mais a morada de sacerdotes eruditos cujas função oficial era orar pela paz e prosperidade do estado e da família imperial. Este tipo de budismo tinha pouco a oferecer às massas de analfabetos, levando ao crescimento dos “sacerdotes do povo” que não eram ordenados e não tinham treinamento formal budista. Sua prática era uma combinação de elementos budistas e taoístas e a incorporação de características xamânicas da religião indígena. Tais figuras se tornaram extremamente populares e eram a fonte de críticas ao budismo acadêmico e burocrático da capital.

[editar] Período Nara
Telha com com uma imagem de Buda, Nara, período Asuka, século VII. Museu Nacional de Tóquio.
Telha com com uma imagem de Buda, Nara, período Asuka, século VII. Museu Nacional de Tóquio.

A introdução do budismo no Japão é seguramente datada como sendo em 552 no Nihon Shoki, quando Seong de Baekje enviou monges da Coréia até Nara para introduzirem as chamadas Oito escolas doutrinárias. A inserção inicial da nova religião foi vagarosa, começando a se disseminar apenas anos mais tarde, quando a Imperatriz Suiko abertamente encorajou a aceitação do budismo entre todo o povo japonês. Em 607, de maneira a obter cópias de Sutras, um enviado imperial foi despachado para a China da dinastia Sui. Pelos idos de 627d.C., haviam 46 templos budistas, 816 sacerdotes e 569 Buddhist nuns in Japan.

Haviam tradicionalmente seis escolas de budismo no Japão de Nara: Ritsu (Vinaya), Jojitsu (Satyasiddhi), Kusha (Abhidharma) Sanron (Madhyamika), Hosso (Yogachara) e Kegon (Huayan).[1]Entretanto elas não eram instituições exclusivas, assim templos estavam aptos a terem eruditos versados em diversas escolas. Tem sido sugerido que elas devem ser melhor entendendidas como “grupos de estudo”.

[editar] Ritsu

Fundada por Dàoxuān (道宣, Jp. Dôsen), China, cerca de 650 d.C. Primeiro introduzida no Japão por Ganjin (鑑真), 753 d.C. A escola Ritsu especializava-se no Vinaya (as regras monásticas do Tripitaca). Ela usava a versão Dharmagupta do vinaya, que é conhecido no Japão como Shibunritsu (四分律), Vinaya em Quatro Seções).

[editar] Jojitsu

A escola Satyasiddhi é considerada como sendo uma ramificação da escola Sautrantika, uma das escolas do budismo inicial na Índia (ver Escolas do budismo inicial). No Japão nunca foi uma escola separada propriamente dita, mas era conjugada com a escola Sanron
Telhas de um templo de Nara, século VII, Museu Nacional de Tóquio.
Telhas de um templo de Nara, século VII, Museu Nacional de Tóquio.

[editar] Kusha

Introduzida no Japão durante o período Nara (710–784), em tandem com a escola Hosso. A escola toma este nome do seu texto principal, o Abidatsuma-kusha-ron(Sânscrito:Abhidharmakosha-Shastra), de autoria do filósofo indiano do século IV ou V, Vasubandhu. A escola Kusha é considerada como sendo uma ramificação da escola Sarvastivada indiana.

[editar] Sanron

Literalmente: Escola dos três tratados; uma escola Madhyamika que desenvolveu-se na China baseada em dois tratados por Nagarjuna e um escrito por Aryadeva. Esta escola foi transmitida para o Japão no século VII, em tandem com a escola Jojitsu. Madhyamika é uma das duas mais importantes escolas de filosofia budista da tradição Maayana.

[editar] Hosso

A escola Yogachara (瑜伽行派 Yugagyouha) é baseada no pensamento dos dois irmãos e filósofos indianos do budismo, Asanga e Vasubandhu, e é conhecida como “consciência apenas”, uma vez que ensina uma espécie de idealismo no qual todos as percepções fenomênicas são fenômenos da “consciência apenas”. A escola Hosso foi fundada na China por Xuanzang (玄奘, Jap:. Genjo), por volta de 630 d.C. e introduzida no Japão em 654 d.C. O Tratado da teoria da consciência-apenas (Japonês: Jo Yuishikir Ron; Chinês: Cheng Weishin Lun; 成唯識論) é um importante texto para a escola Hosso.

[editar] Kegon

Também conhecida pela pronúncia chinesa, Huayan (華厳), a escola Kegon foi fundada por Dushun (杜順, Jap. Dojun) na China por volta de 600 d.C. e foi introduzida no Japão por Bodhisena em 736 d.C. O Avatamsaka Sutra (Kegonkyo 華厳経) é a escritura central da escola Kegon.

[editar] Período Heian

O período Nara tardio foi palco da introdução do budismo esotérico (密教, Jap. mikkyo) no Japão, por Kūkai e Saichō, que fundaram respectivamente as escolas Shingon e Tendai. No final do período Heian surgiria a primeira escola genuinamente japonesa do budismo, a Nichiren.

[editar] Tendai

Conhecida como Tiantai (天台) na China, a escola Tendai foi fundada por Zhiyi (智顗, Jap. Chigi) por volta de 550 d.C. Em 804 Saichō (最澄) viajou para a China para estudar os ensinamentos Tiantai no Monte Tiantai. Entretanto, antes de seu retorno ele também estudou e foi iniciado numa forma sinificada sincrética de budismo esotérico. A escritura princial da escola Tiantai é o Sutra do Lótus (Hokkekyo 法華経), porém quando Saichō estabeleceu sua instituição no Japão, incorporou um currículo de estudo e prática do budismo esotérico no Japão.

[editar] Shingon

Kūkai viajou para a China em 804 como parte da mesma expedição de Saichō. Na capital da dinastia Tang, ele estudou budismo esotérico, sânscrito e recebeu empoderamento de Huiguo. Ao retornar ao Japão, Kūkai eventualmente conseguiu estabelecer o Shingon (真言) como uma escola independente.

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