A horta é uma cidade portuguesa com cerca de 8800 habitantes da região autónoma

Cidade da Horta

A Cidade da Horta situa-se na costa Sudeste da Ilha do Faial, com cerca de 6 400 habitantes (em 2001). A área total ocupada pelas 3 freguesias da cidade é de 8,48 km². O seu topónimo deriva do apelido flamengo do seu 1.º Capitão-donatário, Hurtere. A cidade, disposta em anfiteatro virado para a Montanha do Pico, é beneficiada a Sul pela Enseada de Porto Pim, protegida pelo Monte da Guia (145 metros) e Monte Queimado (89 metros), e a Norte, situa-se a ampla Baia da Horta abrigada pela Lomba da Espalamaca.

É uma das sedes da Administração Regional e sede da Assembleia Legislativa Regional dos Açores. É sede do Departamento de Oceanografia e Pescas (sigla DOP) da Universidade dos Açores. Possui um Observatório Meteorológico e uma Estação Radionaval da Marinha.

No interior do Porto Comercial, situa-se a famosa Marina da Horta, o primeiro porto de recreio a ser inagurado nos Açores. É paragem obrigatória dos milhares de iates e veleiros que atravessam o Atlântico Norte. Em resultado disso, serão ampliadas as infraestruturas da Marina, construída uma nova Gare Marítima e ampliado o edifício do Clube Naval da Horta. Merecem referência os jardins e espaços verdes emblemáticos da cidade: Praça do Infante D. Henrique, Jardim Eduardo Bulcão, Largo Duque de Ávila e Bolama, Praça da República, Jardim Florêncio Terra e o Parque Municipal da Alagoa. Junto da cidade, situa-se a área de Paisagem Protegida do Monte da Guia (73 ha). Na Quinta de São Lourenço, situa-se o Jardim Botânico do Faial.

É servida por um moderno Aeroporto Internacional. Dispõe de ligações aéreas regulares directas para Lisboa (TAP e SATA Internacional) e inter-ilhas (SATA Air Açores). Existem ainda ligações marítimas durante todo o ano entre as ilhas do Pico e de São Jorge (Transmaçor). E no Verão, existem ligações regulares com as restantes ilhas, com excepção da Ilha do Corvo.

Em 31 de Agosto de 1926 o concelho foi abalado por um sismo de grande magnitude. O Vulcão dos Capelinhos, entre Setembro de 1957 a Outubro de 1958; Em 23 de Novembro de 1973 e a 9 de Julho de 1998, o concelho foi novamente afectado com prejuizos humanos e materiais avultados.

[editar] História

Ver artigo principal: História da Horta

[editar] Situação Política

O concelho da Horta conta com 11 665 eleitores inscritos (Autárquicas 2005), dos quais 4 990 são da cidade (1 904 da Matriz, 2 119 das Angústias e 967 da Conceição). Apenas votaram 7 671 eleitores, ou seja, 65,76% dos eleitores inscritos.

[editar] Demografia
Ilha do Faial
Ilha do Faial
Cidade da Horta
Cidade da Horta
População do concelho da Horta (1849 – 2004)
1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2004
24.763 22.075 21.510 20.281 15.489 14.920 15.063 15.224

[editar] Tradições, Festas e Curiosidades

Na cidade da Horta, para além das festas do Culto do Divino Espírito Santo nos seus diveros Impérios; merece um especial destaque: Dia da Cidade (4 de Junho); Festa de São João [Baptista] da Caldeira, o padroeiro da nobreza da ilha (24 de Junho); Festa de N. Sra. do Carmo (16 de Julho); a Semana do Mar, na 2.ª semana de Agosto; a Festa de N. Sra. das Angústias (11 de Outubro); a Festa de Santa Cecília, padroeira dos músicos (25 de Novembro); e a Festa de N. Sra. da Conceição (8 de Dezembro). O Dia da Autonomia celebra-se a 12 de Junho. No dia de São João Baptista, 24 de Junho, celebra-se o Feriado Municipal.

[editar] Freguesias

O concelho da Horta é formado por 13 freguesias:

[mostrar a localidade num mapa interactivo] 38° 32 N 28° 38 O

* Angústias (Horta)
* Capelo
* Castelo Branco
* Cedros
* Conceição (Horta)
* Feteira
* Flamengos
* Matriz (Horta)
* Pedro Miguel
* Praia do Almoxarife
* Praia do Norte
* Ribeirinha
* Salão

[editar] Monumentos

O património arquitectónico existente na cidade é essencialmente de natureza religiosa, o mais importante é o Colégio dos Jesuítas. Foi mandado construir por D. Francisco de Utra de Quadros, Capitão-mor do Faial, e sua mulher, D. Isabel da Silveira. Falecido a 1652 e sem descendentes, doa em testamento todos os seus bens (incluindo o Solar dos Utras) para fundação do Colégio. Lançamento da 1.ª pedra da igreja, foi a 21 de Outubro de 1652, mas a sua construção só inicia-se em 1680. O edifíco do Colégio dos Jesuítas só começou a se construir em 1719, e não chegaria a ser acabado, devido à expulsão dos padres jesuítas, a 1 de Agosto de 1760. A Igreja do Colégio tornou-se Igreja Matriz em 30 de Outubro de 1825, por substituição da primitiva igreja devido ao seu andiantado estado de degradação.

A primitiva Igreja do SS.º Salvador da Horta é aberta ao culto em 28 de Junho de 1514. Foi saqueada e incêndiada pelos corsários ingleses em 1597. Iníciou-se a sua reconstrução em 1607. É reaberta ao culto a 20 de Dezembro de 1615. Torre do Relógio, torre sineira seicentista adicionada à primitiva Igreja Matriz, com um relógio datado de 1700. Constitui um dos ex-libris da cidade. Junto fica o Jardim Florêncio Terra, local onde existiu o Convento de São João. No Antigo Hospital Walter Bensaúde, que pertenceu à Santa Casa da Misericórdia, será as futuras instalações do Departamento de Oceanografia e Pescas (sigla DOP) da Universidade dos Açores (sigla UAç).

O Convento da Ordem de Santa Clara de advogação a S. João Baptista, vulgo Convento de São João, foi sido fundado por volta de 1538, por Diogo de Roiz da Costa, “fronteiro de Arzila, onde casou, e tem 2 filhos cléricos e meteu ali as suas filhas freiras.” D. Francisca Corte Real, filha do 2.º Capitão-donatário, em seu testamento datado de 20 de Dezembro de 1538, fez-lhe uma doação de 2 000 reis.

O Império dos Nobres (em memória da erupção do Vulcão em 1672) é a primeira construção deste tipo em alvenaria a ser feita nos Açores. Por deliberação da Câmara Municipal de 5 de Janeiro de 1759, adquiriu-se um terreno para construção da ermida. No ano seguinte, estava concluído. O Convento de N. Sra. da Glória, foi fundado por D. Catarina de Utra Corte Real, filha do 3.º Capitão-donatário. Em 9 de Janeiro de 1608, fez doação os terrenos para a sua construção. A direcção da construção foi feita por um seu parente, Estácio de Utra Machado. No seu lugar, existe actualmente o jardim da Praça da República.

A Igreja de N. Sra. do Rosário, que pertenceu ao Convento de São Francisco, construído em 1696, foi aberta ao culto em 12 de Novembro de 1700. O primitivo Convento de São Francisco foi fundado em 1522. Foi incêndiado pelos corsários ingleses em 1597. Reconstruído em 1609, seria novamente destruído por um violento temporal, 60 anos depois. Em 1696, inicia-se a construção do convento e igreja no actual local. Após a extinção das Ordens Religiosas é doado em 1835 à Santa Casa da Misericórdia. Nele é instalado o Hospital da Misericórdia e o Asilo da Mendicidade. Em 1899, o convento é destruído completamente num incêndio, salvando-se a muito custo a sua igreja.

A construção da Igreja do Convento de N. Sra. do Carmo teve ínicio em 1698, sendo só concluído em 1797. O seu adro é um miradouro sobre da cidade. O Duque de Ávila e Bolama, por Portaria de 7 de Julho de 1835, consegue que o convento com sua igreja, seja doada à Ordem Terceira do Carmo, e que no Convento, fique instalado um aquartelamento tropas. Em resultado do Sismo de 1926, o convento acaba por ter que ser demolido na sua quase totalidade, restando contudo a grande cisterna e uma parte do claustro.

A Igreja de N. Sra. das Angústias, no lugar onde se ergueu a Ermida de Santa Cruz, foi aberta ao culto em 28 de Novembro de 1684. A igreja tal como hoje a conhecemos, é construída em 1800, em estilo neoclássico, sendo as suas torres concluidas apenas em 1862. No tecto e nas telas laterais da Capela-mor, guarda-se representações homenageando as familias nobres e os demais povoadores que vieram para ilha.

A actual Igreja de N. Sra. da Conceição construída em 1933, veio substituir a anterior igreja construída em 1749, demolida no Sismo de 1926. É de realçar a presença de vitrais de grande qualidade artistica.

Do sistema defensivo da Horta contra os piratas e corsários, apenas restam o Forte de Santa Cruz MN, iniciado a sua construção em 1567, bem como o Forte de São Sebastião, o Portão de Mar de Porto-Pim, bem como os vestígios de fortins, o Forte da Greta e o Forte da Guia. Da Segunda Guerra Mundial, encontramos os bunkeres de Artilharia de Costa na Lomba da Espalamaca e no Monte da Guia, e no Monte Carneiro, se localizava as Baterias de Artilharia Anti-aérea.

No edifício da antiga sede da empresa de cabos submarinos alemães, actual sede da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, na Colónia Alemã, existe um notável painel de vitrais da autoria da famosa manufactura Schneiders & Schmolz, de Colónia, a mesma que montou e refez boa parte dos vitrais da catedral de Colónia e alguns dos melhores trabalhos em vidro da transição dos séculos XIX para XX na Alemanha. Os vitrais foram produzidos em 1912 e têm como tema a heráldica das diversas entidades políticas alemães de então.

Existem igualmente solares e palacetes, exemplos de arquitectura civil típica da ilha, com arabescos de influência oriental.

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