A vida de campos sales

Campos Sales



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Nota: Se procura outros significados de Campos Sales, consulte Campos Sales (desambiguação).





































Manuel Ferraz de Campos Sales
Presidente do Brasil
Mandato: 15 de novembro de 1898
até 15 de novembro de 1902
Vice-presidente Francisco de Assis Rosa e Silva
Precedido por: Prudente de Morais
Sucedido por: Rodrigues Alves
Nascimento: 15 de fevereiro de 1841
Campinas (SP)
Falecimento: 28 de Junho de 1913 (72 anos)
Santos (SP)
Primeira-dama: Ana Gabriela de Campos Sales
Partido político: PRP
Profissão: advogado



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Manuel Ferraz de Campos Sales[1] (Campinas, 15 de Fevereiro de 1841Santos, 28 de junho de 1913) foi um advogado e político brasileiro, terceiro governador do estado de São Paulo, de 1897 a 1898, presidente da República entre 1898 e 1902.







Índice

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[editar] Formação e início da carreira


Bacharel em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, Campos Sales ingressou, logo após se formar, no Partido Liberal. A seguir, participou da criação do Partido Republicano Paulista (PRP), em 1873.


Foi deputado provincial de 1867 a 1871, vereador (1872), novamente deputado provincial (1881), deputado geral de 1885 a 1888 e deputado provincial (1889).


Com a Proclamação da República, foi nomeado ministro da justiça, no governo de Deodoro da Fonseca.


Elegeu-se senador em 1891, mas renunciou ao cargo em 1896, para se tornar governador do estado de São Paulo, cargo que exerceu até 1897.


Como governador, na época se dizia presidente, enfrentou um surto de febre amarela em todo o estado, um conflito na colônia italina na capital, uma onda de violência na cidade de Araraquara, no episódio que ficou conhecido como Linchaquara, e enviou tropas estaduais para combater na Guerra de canudos.



[editar] Na Presidência da República


Em 1898 foi eleito presidente da república, substituindo Prudente de Morais em uma época que a economia brasileira, baseada na exportação de café e borracha, não ia bem. Julgava que todos os problemas do Brasil tinham uma única causa: a desvalorização da moeda.


Desenvolveu a chamada política dos governadores, através da qual afastou os militares da política e estabeleceu a República Oligárquica, através da qual tentou obter o apoio do Congresso através de relações de clientelismo e favorecimento político entre o governo central, representado por si próprio enquanto presidente, estados, representados pelos respectivos governadores, e municípios, representados pelos coronéis. Era preservada a autonomia e independência dos governos municipais e estaduais desde que estes apoiassem a política do governo federal.


 

Na economia, Campos Sales decidiu que a resolução do problema da dívida externa era o primeiro passo a ser tomado. Em Londres, o presidente e os ingleses estabeleceram um acordo, conhecido como “funding loan“. Com esse acordo, suspendeu-se por 3 anos o pagamento dos juros da dívida; suspendeu-se por 13 anos o pagamento da dívida externa existente; o valor dos juros e das prestações não pagas se somariam à existente; a dívida começaria a ser paga em 1911, com o prazo de 63 anos com juros de 5% ao ano; as rendas da alfândega do Rio de Janeiro e Santos ficariam hipotecadas aos banqueiros ingleses, como garantia.


Então, livre do pagamento das prestações, Campos Sales pôde levar adiante a sua política de “saneamento” econômico. Combateu a inflação, não emitindo mais dinheiro e retirando uma parte de circulação. Depois combateu os déficits orçamentários, reduzindo a despesa e aumentando a receita. Joaquim Murtinho, Ministro da Fazenda, cortou o orçamento do Governo Federal, elevou todos os impostos existentes e criou outros.


Finalmente, dedicou-se à valorização da moeda, elevando o câmbio de uma taxa de 48 mil-réis por libra para 14 mil-réis por libra. Sua política foi acusada de extremamente recessiva, para usarmos um termo atual.


Recebeu a alcunha de Campos Selos, por causa do imposto do selo, sendo vaiado ao deixar a presidência por causa de sua política de ajuste financeiro mal compreendida pela população.



[editar] Após a presidência


Após o mandato presidencial, foi senador por São Paulo e diplomata na Argentina. Durante as articulações (demarches) para a eleição presidencial de 1914 seu nome chegou a ser lembrado para a presidência, mas faleceu repentinamente em 1913, quando passava por dificuldades financeiras.

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