Alfredo costa, com vinte e cinco anos, foi a enterrar no dia 11 de fevereiro

O funeral

Alfredo Costa, com vinte e cinco anos, foi a enterrar no dia 11 de fevereiro de 1908.

Na véspera, um grupo de três homens, membros da Associação do Registo Civil, manifestou ao director da morgue, a vontade de proporcionar a Alfredo Costa, enquanto associado da mesma agremiação cívica, um funeral civil.
Populares depondo flores nas campas de Alfredo Costa e Manuel Buiça presumivelmente em Agosto de 1908 (Documentos Carvalhão Duarte/Rocha Martins/Fundação Mário Soares)
Populares depondo flores nas campas de Alfredo Costa e Manuel Buiça presumivelmente em Agosto de 1908 (Documentos Carvalhão Duarte/Rocha Martins/Fundação Mário Soares)

Autopsiado no início da madrugada do mesmo dia, mais tarde, pelas três horas e trinta minutos, o seu cadáver, bem como o de Manuel Buíça e de João Sabino (morto da luta que opôs a escolta real aos assassinos, e que mais tarde foi ilibado de qualquer participação no atentado) foram acondicionados em ataúdes de chumbo e seguiram depois, num char-à-bancs, para o cemitério do Alto de São João.

Lá chegados, os caixões foram conduzidos à sala dos depósitos onde os soldaram, cerca das cinco horas e trinta minutos, apesar das tentativas governamentais de manter os funerais dos regicidas em segredo absoluto, o que impediu inclusive que estes recebessem qualquer tipo de cerimónia fúnebre, os mesmos foram acompanhados por cerca de vinte mil pessoas.

Após a Implantação da República, a Associação do Registo Cívil e do Livre Pensamento adquire terreno no Cemitério para aí erigir um monumento aos “heróicos libertadores da Pátria” (palavras constantes no requerimento apresentado à C.M.L.).

O monumento, composto por dois braços, um empunhando um facho e outro correntes rebentadas, foi desmantelado durante o Estado Novo, e os corpos trasladados para outro local, dentro do Cemitério. Apesar dos elementos do monumento se encontrarem preservados, nunca foram repostos.

[editar] Considerações finais

Surgiram rumores, depois dos funerais, que o regicídio teria sido organizado pela Carbonária a que Alfredo Costa estava ligado, até que a Maçonaria estaria implicada no caso, porém, nada pôde ser esclarecido, pois todo o fruto das investigações do regicídio, após a Proclamação da República Portuguesa, a 5 de outubro de 1910, desapareceu.

[editar] Na cultura popular

[editar] Televisão

* A série “O Dia do Regicídio” produzida pela RTP em 2008.

[editar] Bibliografia

* VENTURA, António, A Carbonária em Portugal 1897-1910, Livros Horizonte, 2008 (2.ª Ed.), ISBN 978-972-24-1587-3
* O Atentado de 1 de Fevereiro de 1908 (Regicídio)- Na versão de Aquilino Ribeiro

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