Animais extintos: foca monge das caraíbas

Foca-monge-das-caraíbas























Foca-monge-das-caraíbas


Estado de conservação


Extinta  (c. 1932) (IUCN)
Classificação científica


























Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Superfamília: Pinnipedia
Família: Phocidae
Género: Monachus
Espécie: M. tropicalis

Nome binomial
Monachus tropicalis
Gray, 1850


A foca-monge-das-caraíbas (Monachus tropicalis) é uma espécie de mamífero pinípede extinta no século XX. Habitava o Mar das Caraíbas, desde as águas tropicais da Flórida às zonas costeiras do Texas, Grandes e Pequenas Antilhas e Península de Iucatã. Relatos de registos visuais por mergulhadores ainda ocorrem esporadicamente, mas várias tentativas sistemáticas de reencontrar este animal foram infrutíferas.


A foca-monge-das-caraíbas media entre 2,20 e 2,40 metros de comprimento e pesava em torno de 130 kg. A sua pelagem era castanha no dorso, esbatendo-se para branco amarelado na barriga; as crias nasciam totalmente negras. As fêmeas tinham 4 glândulas mamárias, em vez de duas como as restantes focas. Os hábitos de reprodução da foca-monge são desconhecidos e sabe-se apenas que davam à luz uma única cria em torno do mês de Dezembro.


Estes animais alimentavam-se de peixe, cefalópodes e crustáceos e eram activos sobretudo de manhã cedo e ao crepúsculo. Os seus únicos predadores eram os tubarões caribenhos e, mais tarde, o Homem. A foca-monge era muito lenta e desajeitada em terra e, por isso, supõe-se que não tivesse predadores fora de água.


O primeiro contacto de europeus com a foca-monge-das-caraíbas foi através de Cristóvão Colombo em 1493, que descreveu os animais como lobos-do-mar e anotou o interesse económico da espécie. Com a chegada dos colonos, a foca-monge começou a ser caçada pela pele, pela sua gordura e também como alimento. Mais tarde gerou-se a idéia que esta foca era uma ameaça à conservação dos bancos de peixe e iniciou-se uma campanha semi-organizada para erradicar a competição. Os pescadores foram bem sucedidos e a foca-monge tornou-se rara. O último registo visual de um animal desta espécie foi em 1932, ao largo da costa do Texas.

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