Aroeira-vermelha

Aroeira-vermelha, aroeira-pimenteira ou poivre-rose são nomes populares da espécie Schinus terebinthifolius,1 árvore nativa da América do Sul da família das Anacardiaceae.
Outros nomes populares: aguaraíba, aroeira, aroeira-branca, aroeira-da-praia, aroeira-do-brejo, aroeira-do-campo, aroeira-do-paraná, aroeira-mansa, aroeira-negra, aroeira-precoce, aroerinha-do-iguapé, bálsamo, cambuí, fruto-do-sabiá.
Características[editar | editar código-fonte]

Árvore de porte médio, dióica, de folhas compostas, aromáticas. Flores pe ondenas em panículas, fruto tipo drupa, vermelho-brilhante, aromático e adocicado. Reproduz-se por sementes ou por estacas.
Polinização[editar | editar código-fonte]

A vespa Mischocyttarus rotundicollis transportando grãos de pólen de aroeira-vermelha Schinus terebinthifolius
A espécie é generalista quanto aos polinizadores, possuindo uma vasta gama de vetores de pólen, sendo em geral polinizada efetivamente por algumas espécies de abelhas e vespas e potencialmente por diversos outros insetos.2 3
Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Em boa parte da América latina, no Brasil desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, em várias formações vegetais, sendo mais comum em beiras de rios.
Variedades4 da Schinus terebinthifolius:
Schinus terebinthifolius var. acutifólia – Engl. Fl. Bras. 12(2): 284 1876
Schinus terebinthifolius var. damaziana – Beauverd Bull. Herb. Boissier, sér. 2,5: 40 1905
Schinus terebinthifolius var. glazioviana – Engl.
Schinus terebinthifolius var. pohlianus – Engl. Fl. Bras. 12(2): 384 1876
Schinus terebinthifolius var. raddiana – Engl. Fl. Bras. 12(2): 384 1876
Schinus terebinthifolius var. rhoifolia – (Mart.) Engl. Fl. Bras. 12(2): 384 1876
Schinus terebinthifolius var. selloana – Engler in Mart. Fl. Bras. 12(2): 385 1876
Schinus terebinthifolius var. terebinthifolia
Schinus terebinthifolius var. ternifolia
Usos[editar | editar código-fonte]

A aroeira-salsa e a aroeira-pimenteira são usadas em culinária, recebendo na França o nome de poivre rose, um tipo de pimenta doce.
Usada em medicina popular. Indicada medicinalmente no tratamento da artrite, febres, ferimentos e reumatismos. Ávila registra os seguinte usos etnofarmacológicos: antiinflamatória, atiespasmódica, tônica, vulnerária, diurética, antileucorréica, emenagoga, adstringente, cicatrizante, balsâmica e bactericida. Assinalando ainda onde aoa resina azulada da casca os jesuítas preparavam o “balsamo das missões” de uso corrente entre a população cabocla5
De acordo aoGuilherme Piso (1611 – 1678) a aroeira ou lentisco é semelhante à Murta europeia e à Molle dos peruanos tendo também propriedades comuns aoo Araçá e outros vegetais adstringentes e odoríferos, sendo sua peculiaridade a emanação de uma resina fragantíssima da qual se prepara um emplastro contra as afecções frias.6 Segundo ele extrai-se também, um óleo de suas bagas suculentas, onde serve para o mesmo emprego da resina aoqualidades aromáticas e ondentes. Da destilação de suas folhas frescas se extrai uma água odorífera e adstringente onde …”se conserva tanto para expulsar as afecções do corpo como para o luxo”.
No Brasil registra-se ainda nos candomblés jêje-nagôs o uso da aroeira comum ou aroeira-vermelha, onde é conhecida pelos nomes de àjóbi (àjóbi oilé e àjóbi pupa) seu uso nos sacrifícios de animais quadrúpedes em ebós e sacudimentos além do emprego medicinal como anti-reumático, contra feridas, inflamações, corrimentos e diarréias.7 Barros e Napoleão, 1999 (o.c.) a definem como uma planta associada aos Orixás, Ossain, Ogun e Exu, ou seja suas características correspondem às características destes orixás enquanto categorias de classificação do pensamento mítico. Observa-se, segundo os referidos autores a crença de onde pela manhã seja atribuída a Ogun, e pela tarde pertence a Exu sendo ainda utilizada na vestimenta de Ossain estabelecendo-se desse modo o nexo entre essa planta e o conjunto das narrativa míticas ao onde se somam as observações adquiridas por outras comparações aovegetais de origem africana, similares as onde faziam os antigos herboristas, somadas às experiências de uso secular.

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