Arquitectura clássica

A arquitectura clássica refere-se à arquitectura da Antiguidade Clássica, especificamente à arquitectura grega e de algum modo a toda aquela nela inspirada e baseada, como a arquitectura romana, do Renascimento ou do Neoclassicismo. Pode-se assim dizer que os elementos que compoem esta corrente arquitectónica são aplicados em diferentes contextos daqueles para os quais foram pensados inicialmente sem, no entanto, perderem a sua designação. Este gosto pela corrente clássica e consequentemente pela recriação das suas componentes em edifícios posteriores não tem um período temporal definido e observa-se ao longo da história da arte nos mais variados revivalismos.


 Definição de classicismo


Para definir a essência do classicismo na arquitetura, John Summerson, autor do livro A Linguagem Clássica da Arquitetura, decide efetuar um recorte de apenas duas definições da palavra clássico dentro do contexto da arquitetura, pois o grande número de significados que podem ser atribuídos a ela é visto como um entrave na busca da resposta à pergunta de qual será a essência do classicismo.


A primeira definição apresentada por Summerson é a aquela ele chama de mais óbvia: “um edifício clássico é aquele cujos elementos decorativos derivam direta ou indiretamente do vocabulário arquitetônico do mundo antigo – o mundo clássico” (Grécia e Roma). Com esta primeira definição o autor busca apenas dar uma uniformidade numa categoria de edifícios (clássicos, no caso), mas sem ainda apresentar algo que possa ser tomado como a essência do classicismo na arquitetura.


As tentativas de delimitar essa essência foram, ao longo da história da arquitetura clássica, levando a defini-la como a busca pela harmonia inteligível entre as partes. Essa harmonia seria representada através da construção de partes proporcionais entre si, ou seja, que as proporções dessas partes do edifício sejam funções aritméticas e que estejam relacionadas entre si.


Entretanto, a proporcionalidade de um edifício não o torna necessariamente um edifício clássico. Para ratificar essa sentença o autor exemplifica: “os pórticos da catedral de Chartres são, em proporção e distribuição, tão clássicos quanto se possa imaginar, porém nunca deixarão de ser considerados góticos.


Após esse recorte de duas possíveis definições para o clássico, Summerson prossegue no primeiro capítulo de seu livro destacando uma série de características dos edifícios da Antigüidade (Grécia e Roma) e a reconhecida importância que essas características tiveram durante a Renascença. Desta forma, ele arquiteta a idéia de que a essência do classicismo não estaria apenas na harmonia (proporção) das partes do edifício e nem tão pouco somente nos elementos decorativos que derivaram direta ou indiretamente da arquitetura greco-romana, mas sim na combinação dessas duas características.

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