Aviões comerciais em congonhas.

Aeroporto de Congonhas
Aviões comerciais em Congonhas.
Aviões comerciais em Congonhas.

Até o dia do acidente do vôo TAM 3054, o Aeroporto de Congonhas era o mais movimentado do país, recebendo, no ano de 2006, 18,8 milhões de passageiros, 50% acima de sua capacidade operacional[29][30]. O acidente fez com que o governo brasileiro tomasse medidas de modo que o aeroporto fosse usado apenas em viagens com destino ou origem de Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e interior de São Paulo. Desta maneira, Congonhas deixou de ser um aeroporto de distribuição de vôos (hub), passando a funcionar somente como terminal de operação direta. Contudo, até hoje, ainda é o com maior número de operações(pousos e decolagens) do país, e o segundo em número de passageiros.[31] Em 21 de janeiro de 2008, o governo anunciou que a partir de 16 de março de 2008 voltam a ser permitidas escalas e conexões e também voôs charter durante os fins de semana.[32]

Os vôos retirados de Congonhas serão transferidos para os aeroportos Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos, Viracopos, em Campinas, e Jundiaí.

[editar] Novo aeroporto

No dia 20 de Julho de 2007, o governo confirmou a construção de um novo aeroporto na Grande São Paulo. O presidente Lula prometeu divulgar em um prazo de noventa dias o local onde o novo terminal deverá ser construído[33].

Porém, existe a possibilidade do aeroporto não ser construído com a ampliação que poderá será feita no Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas.

[editar] Mercado financeiro

Como conseqüência do acidente, as ações das principais companhias aéreas recuaram no mercado financeiro. Já às 10h 38 min do dia seguinte ao do acidente as ações da TAM na Bovespa despencavam 7,73%, negociadas a 61,19 reais. A Gol Transportes Aéreos registrava queda de 3,68% e a fabricante Embraer, 0,57%. No exterior, papéis da empresa que controla a Airbus caíam 1,68%[34].

As ações da TAM no dia 18 de julho fecharam com queda de 9,08% e as ações da Gol fecharam em baixa de 2,64%.

[editar] Estabelecimentos interditados

A Defesa Civil interditou 27 imóveis, dentre residências, estabelecimentos comerciais e estacionamentos, de forma temporária. Essa interdição durará até que se comprove se as falhas nas estruturas dos imóveis afetam a segurança dos seus ocupantes. As informações até o momento atestam que cinco imóveis estão condenados, o que impossibilitará o retorno dos seus ocupantes[35]. O prédio da TAM Express foi implodido no dia 5 de agosto de 2007.

[editar] O acidente e a aviação mundial

O último vôo TAM 3054 foi o pior acidente aéreo da história da América Latina e o pior acidente envolvendo um Airbus A320 em todo o mundo.

Considerando apenas as vítimas a bordo da aeronave, o vôo TAM 3054 foi um dos trinta piores acidentes da história da aviação civil[36] e o maior desde 2002[37]. Em 2002, a queda de um avião próximo à costa de Taiwan vitimou 206 passageiros e 19 tripulantes.

O acidente com o vôo 3054 da TAM ocupava, na data de sua ocorrência, a 29ª posição no ranking dos piores acidentes aéreos da história, organizado pela Aviation Safety Network[38].

A imprensa argentina imediatamente comparou o acidente do vôo 3054 com um ocorrido em Buenos Aires no ano de 1999, o vôo LAPA 3142. Em ambos os casos, os aviões extrapolaram a área do aeroporto, sobrevoaram uma avenida e caíram próximos a depósitos de combustíveis – um posto de gasolina no caso brasileiro e um centro regulador de distribuição de gás, no caso argentino.

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