Bebê com infecção de ouvido e garganta exige mais do que tratamento médico


Bebê com infecção de ouvido e garganta exige mais do que tratamento médico

 
A doença volta se não houver mudanças no ambiente doméstico



Bastou bater um ventinho mais frio e ele já começa a resmungar. Na visita ao médico, não resta dúvida: garganta ou ouvido infeccionado. Toda mãe passa por isso, você não precisa se sentir culpada: mesmo com proteção, o problema acontece. O sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo, funciona através de uma espécie de memória. Os bebês não possuem uma resposta imune adequada a muitos agentes, pois nunca foram expostos a eles , afirma a pediatra Juliana Zaccarias, da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Na entrevista abaixo, a especialista dá mais detalhes sobre as infecções de ouvido e garganta, sem dúvida as que mais tiram o sono das crianças e dos pais nos primeiros anos de vida. Saiba tudo sobre a alimentação e os medicamentos adequados nessas ocasiões, além de conhecer as alternativas naturais que, realmente, podem oferecer algum alívio aos desconfortos do bebê.

Por que o bebê tem o ouvido e a garganta tão sensíveis?
As infecções de ouvido e garganta, assim como outras infecções respiratórias, são freqüentes nos bebês, pois os agentes que as causam são os mais comuns. Esses agentes, na sua grande maioria, são vírus contraídos através do ar. Além disso, bebês não conseguem assuar o nariz ou escarrar, mantendo as secreções. Eles também dependem de um adulto para ingerir mais líquido ou serem protegidos de um ambiente hostil.

Eles adoecem facilmente por que a imunidade é baixa?
O sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo, funciona através de uma espécie de memória. Os bebês não possuem uma resposta imune adequada a muitos agentes, pois nunca foram expostos a eles. Logo, apresentam um maior número de infecções quando comparados com os adultos.

O que a mãe pode fazer para prevenir esses problemas?
Crianças amamentadas em seio materno exclusivo, comprovadamente, apresentam um menor número de infecções quando comparadas àquelas que foram alimentadas com leite artificial. Além disso, outros fatores estão relacionados a um maior risco de infecção e podem ser evitados: freqüentar creche ou escolinha, tabagismo passivo, amamentar ou dar mamadeira com a criança deitada.

Por que essas duas infecções são as mais comuns?
Porque ambas costumam ser uma complicação de um quadro viral (gripe ou resfriado), que é muito freqüente nos bebês. Porém vale lembrar que os quadros de otite não são comuns em crianças abaixo de dois meses de idade.

Que tipo de medicamento eles podem tomar?
Em caso de febre, o bebê poderá ser medicado com antitérmicos. Na presença de sintomas de resfriado (coriza, tosse e obstrução nasal) estão indicados limpeza do nariz e inalações com soro fisiológico. Com isso, as secreções produzidas pelo organismo ficarão mais fluidas, facilitando sua eliminação e evitando as infecções de ouvido e garganta.

Há alguma alternativa natural que ajuda?
A alternativa mais simples e eficaz é aumentar a oferta de líquidos ao bebê. A hidratação adequada auxilia na fluidificação das secreções facilitando a sua eliminação. Hoje em dia, existem alguns medicamentos fitoterápicos que melhoram a resposta imunológica, reduzindo a duração dos sintomas. Esses medicamentos, quando indicados, são receitados pelo pediatra.

Como reconhecer que o bebê está com dor de ouvido?
Ao contrário do que muitas mães imaginam, existe pouca relação entre a manipulação do ouvido e presença de infecção. Bebês com otite apresentam sintomas como choro inconsolável, febre, diminuição do apetite, tosse, secreção nasal e irritabilidade.

Por que, muitas vezes, as infecções tornam-se recorrentes?
Porque, na maioria das vezes, os fatores de risco para as infecções continuam presentes mesmo após tratamento adequado da doença. Por isso, quando ocorrem mais de três episódios de otite num intervalo de seis meses, ou quatro em um ano, é necessário investigar e corrigir a presença de algum fator facilitador da infecção.

Interromper o tratamento na metade traz algum risco?
A suspensão do tratamento antes do tempo indicado pode resultar na persistência da queixa ou até o agravamento da doença. O risco de complicações também aumenta.

As infecções abrem as portas para outro tipo de doença?
Sim. Devemos entender nosso organismo como um conjunto de sistemas interligados que estão sempre buscando um equilíbrio. Sempre que ocorre alguma modificação em algum desses sistemas, isso pode desencadear uma reação em cadeia em outros. O próprio resfriado simples é um belo exemplo disso. Ele causa uma inflamação generalizada das mucosas do nariz e boca e aumenta a produção de muco. Quando esse muco no nariz resseca e bloqueia a drenagem das secreções contidas na orelha, ocorre uma infecção bacteriana no ouvido.

Além disso, as infecções sempre podem causar complicações. A infecção bacteriana da garganta, por exemplo, pode resultar em algumas doenças como febre reumática, sinusite, a própria otite e abscessos (coleções de pus).

 


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