Blink 182 (também conhecida somente por blink)

Biografia

[editar] O início

O Blink-182 era formado por três membros: Thomas Matthew Delonge (Tom) na guitarra e no vocal, Mark Allan Hoppus (Mark) no baixo e no vocal Scott Raynor (Scott) na bateria e na percussão. A banda era conhecida no mundo todo por suas melodias “punk rock” que tornaram-se sucessos nas paradas musicais e pelo seu humor nas canções. A banda diferenciava-se das outras de punk rock pelo conteúdo humorístico em contraste às letras de outras bandas do gênero que demonstram raiva ou conteúdo anti-político, o Blink-182 inovou no punk, trazendo a tona o estilo que não estava muito em alta.

A história da banda foi, de certa forma, “reescrita e alterada” após a saída de Scott Raynor (diz-se que Tom e Mark se uniram e depois encontraram Scott). Ela começou quando Scott e Tom se conheceram no high school. Logo após conheceram Mark e o inseriram na banda. Mark ficou ausente do grupo por um tempo, pois tinha problemas com uma namorada, voltando logo após para completar a formação e começar a carreira de sucesso.

Até o fim de 1993 a banda lançou Flyswatter. A demo foi gravada com material caseiro, o que explica a fraca qualidade de som. Quem escuta essa demo percebe como a qualidade da banda mudou desde então. Antes do fim do ano, a banda lançou outro cassete conhecido como Buddha. Em torno de mil cópias foram produzidas pela Cargo Filter Records. No início de 1994 o Blink lançou seu primeiro álbum de estúdio, Cheshire Cat, lançado pela Grilled Cheese Records. O álbum continha várias novas versões de músicas que apareciam no demo Buddha.

Pouco após o lançamento de Cheshire Cat, o grupo foi ameaçado legalmente por uma banda techno da Irlanda de mesmo nome. Para evitar um processo demorado, o Blink adicionou o número 182 no final de seu nome. Apesar de haverem rumores do motivo pelos quais estes números foram escolhidos, todos os membros da banda deixaram claro que eles são totalmente aleatórios, porém há rumores de que o número originou-se do filme Scarface, cujo qual Al Pacino fala 182 vezes a palavra fuck.

[editar] Entrada de Travis Barker
Travis Barker em 2003.
Travis Barker em 2003.

Devido ao estouro do punk rock na década de 1990 (com bandas como Green Day e The Offspring), o Blink-182 assinou com os gigantes da MCA Records. Após mudarem-se para Encinitas, Califórnia, a banda gravou o álbum Dude Ranch com o produtor Mark Trombino. O álbum foi um sucesso e os singles, “Josie” e “Dammit” ficaram no topo das paradas dos Estados Unidos. Em 1998 a banda teve um problema com Scott, pelo forte consumo de bebidas. Apesar de que alguns acreditam que ele deixou o grupo para conseguir seu diploma na faculdade, ou talvez que ele preferisse ficar na cena underground, ainda não foi esclarecido o que aconteceu. Quando Scott desapareceu durante uma turnê pelos Estados Unidos, a banda precisou de outro baterista para substituí-lo por um concerto. Travis Barker, que estava tocando com a banda The Aquabats, com quem o Blink-182 estava em turnê, decidiu tocar com eles aquela noite. Após aprender todo o set da banda em trinta minutos e tocando todas as canções com facilidade, Mark e Tom decidiram que Travis era o homem que a banda precisava e Scott foi separado do grupo. Depois que Travis entrou no lugar de Scott, houveram boatos que a canção “Man Overboard” foi escrita ao antigo baterista do grupo, ao menos ela tem trechos curiosos como: “Me desculpe, acabou”, “Você saiu da linha e raramente está sóbrio”, “Nós não podemos depender das suas desculpas porque no final é inútil”, “Não posso dizer que sinto a falta dele”, “Perda de um bom amigo, a melhor das intenções eu achei”, “Cubra as cicatrizes, ponha a sua máscara de falsidade” e “Abandonei você no bar pra que tentasse salvar a sua face”.[11]

Em 1999 foi lançado o aguardado Enema of the State. O álbum teve sucesso, e o Blink-182 ficou famoso entrando para o cenário musical central com aparições na MTV, com singles como “All the Small Things”, “Whats My Age Again?” e “Adams Song”. A canção “All The Small Things” foi uma que humilhava todas as BoyBands britânicas, incluindo principalmente a banda Backstreet Boys. A música de Enema of the State teve sua origem no mesmo estilo seguido por bandas como NOFX, Green Day e The Offspring, mas era mais acessível para o rádio e tinha letras com que mais adolescentes podiam identificar-se. Isso fez com que o Blink perdesse sua credibilidade na cena punk principalmente pelo fato de que agora eles dividiam espaço com outras bandas populares de garotos, como os Backstreet Boys e o *NSYNC e foram tachados de “banda de garotinha adolescente” e de “terem se vendido por dinheiro”. Em 2000 foi lançado o único álbum ao vivo da banda, The Mark, Tom, and Travis Show (The Enema Strikes Back!), que contém várias canções do álbum Enema of the State, sendo que uma das canções, “Dumpweed”, foi lançada como um dos singles do álbum, ao lado de “Man Overboard”, porém a segunda canção citada apareceu como inédita naquele álbum e foi a única que não foi tocada ao vivo.
Mark Hoppus em 2004.
Mark Hoppus em 2004.

Em 2001 o Blink-182 continuava seu reinado como os “reis do punk rock”, gravando Take Off Your Pants and Jacket, que seguia as mesmas fórmulas básicas do sucesso Enema of the State. A banda continuou sem ganhar nenhuma credibilidade, mas seu sucesso no “mundo rock” ainda era evidente. No mesmo ano, apareceram na capa da revista “CosmoGirl” e ganharam um prêmio no “Nickelodeons Kids Choice Award”. Essas duas coisas fizeram com que a popularidade do blink caísse ainda mais no cenário punk, mas projetos laterais de Tom Delonge e de Travis Barker (Transplants e Box Car Racer) fizeram com que sua credibilidade começasse a crescer lentamente.

Em 2003 o Blink ganharia de volta a maior parte de seu respeito. Em 2002, bandas como Good Charlotte, New Found Glory e Simple Plan seguiram o mesmo caminho do Blink, que tocavam música punk enquanto tinham sucesso na MTV e entre os ouvintes de música popular. Isso fez com que as pessoas parcialmente esquecessem do impacto do Blink-182 no punk rock, e concentrarem-se nas bandas populares do momento. Durante esse tempo, o grupo fez outro álbum de sucesso. Descrita como uma auto-meditação na decadência romântica, seu quinto álbum de estúdio, Blink-182, (sem título) apresentava os singles “Feeling This”, “I Miss You”, “Down” e uma influência dos anos 1980, “Always”. Travis Barker confirmou que a banda deixou o álbum sem título para representar um Blink totalmente novo. O álbum apresenta um tipo de música mais profundo do que qualquer outra coisa que o Blink já tenha feito, e fez com que ganhassem mais credibilidade no rock moderno enquanto ainda eram exibidos na MTV e em estações de rádio populares. Os críticos falaram que seu som ficou parecido com o estilo do The Police e do U2, apesar de que os membros da banda alegam ter tido maior influência do The Cure, cujo membro Robert Smith apareceu em “All of This”. Segundo os ouvintes do álbum, as canções, junto com as letras, ficaram mais profundas. Uma turnê com a banda No Doubt no verão de 2004 também foi um sucesso. Depois da turnê, eles decidiram visitar a Irlanda para conhecer aqueles que já foram seus “inimigos”, a banda Blink da Irlanda.

[editar] Hiato indefinido

Em fevereiro de 2005, a banda anunciou em seu site oficial um hiato indefinido.[10] O Blink-182 lançou em 2005 uma coletânea com seus melhores hits, Greatest Hits, que inclui “Another Girl Another Planet”, (cover de The Only Ones) cantada por Mark e usada em um programa de Travis na MTV estadunidense e “Not Now”, cantada por Tom. “Not Now” possui um videoclipe com cenas do passado musical da banda e ainda deixa alguma esperança de que o grupo possa voltar a tocar novamente com os trechos: “Por favor fique enquanto eu vou”, “Eu vejo, uma luz e parece boa”, “Estou bem aqui esperando”, “Tome meu ultimo suspiro, e não esqueça que eu estarei bem aqui esperando” e “Eu voltarei em breve”.[12] O grupo lançou logo após o DVD Greatest Hits, que contém 13 videoclipes das canções mais famosas da banda. Em 2006 foi lançado: A Tribute to Blink 182: Pacific Ridge Records Heroes of Pop-Punk, um tributo de vários artistas à banda.
Tom DeLonge em 2004.
Tom DeLonge em 2004.

No momento Mark Hoppus e Travis Barker estão em um projeto musical chamado +44, cujo o primeiro álbum de estúdio, When Your Heart Stops Beating, saiu em 14 de novembro de 2006. O single “No It Isnt” é uma canção feita por Mark para Tom, com trechos polêmicos como “vamos cortar os nossos pulsos e queimar algo bonito” e “por favor entenda, isso não é apenas um adeus, isso é um eu não aguento você”[13], explicando assim o motivo do fim do Blink-182. Tom Delonge também está em uma nova banda, Angels and Airwaves, comentou sobre seu novo projeto: «Assim que acabou toda a confusão do blink-182 quando estávamos na Europa, tive uma visão muito estranha. Meu coração estava batendo muito rápido durante três semanas seguidas de um jeito que nunca tinha acontecido antes. Eu senti como se eu tivesse sido tocado por algo e tinha que fazer algo concreto». Seu primeiro álbum de estúdio foi lançado em 23 de maio de 2006, We Dont Need To Whisper. Mark comentou sobre o álbum: «É tudo longo e repetitivo demais. Eu sempre amei a simplicidade das composições e letras do Tom, mas esse disco soa forçado e pretensioso demais»[14]. A banda Angels and Airwaves faz covers de algumas canções do Blink-182 como: “Down” e “I Miss You”, já o +44, faz covers de “Dammit”, “The Rock Show” e “Whats My Age Again?”.

Mark Hoppus em entrevista para os sites da MTV e B182.com confirmou o fim da banda. De acordo com ele, através de seu empresário, Tom não continuaria na banda por não ter “controle pleno das ações e querer mais tempo com a família”. Mark também comentou que o grupo tinha sido uma democracia desde o primeiro dia, mas perto do fim, Tom estava queredo decidir tudo sozinho, segundo Mark ele nem mesmo ligou para acabar com a banda, foi seu empresário que fez isso.[15] Travis Barker em entrevista acusou Tom de ter sido o causador tanto das brigas entre os integrantes, quanto do fim do Blink, dias depois em outra entrevista ele começou a chorar afirmando que Tom nunca mais falou com ele nem com o Mark. Segundo Mark, o que se sabe é que nos últimos tempos o Blink ainda estava junto, mas Tom só se comunicava com ele e Travis por meio do empresário e quando havia reuniões da banda, Tom ficava de cabeça baixa de um lado da sala ao lado do empresário enquanto Mark e Travis ficavam de outro lado. Tom DeLonge também têm dado várias entrevistas, contando um pouco do fim da banda, em uma delas disse que há uma possibilidade do grupo lançar um último álbum e encerrar as atividades após esse lançamento, mas Tom falou isso em dezembro de 2006[16] e até agora nada não se sabe nada sobre o “suposto álbum de despedida”. Aparentemente, houve uma grande briga entre os integrantes, e dificilmente o Blink-182 irá voltar desse hiato indefinido.

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