Cantores brasileiros bebeto

Bebeto começou sua carreira artística em sua terra natal, cantando em diversos locais grandes sucessos da MPB. Teria começado a compor suas primeiras canções durante esse período.


Conviveu com alguns nomes fundamentais no samba-rock e no swing em geral, entre eles o cantor, compositor e guitarrista Luís Vagner e o percussionista paulista Branca di Neve.


Chamou a atenção da gravadora Som e foi contratado, lançando vários LPs sob o selo Copacabana.


Lançou seu disco de estréia em 1975, “Bebeto”, e nesse disco já define bem seu estilo: um som muito pontuado pelos arranjos de metais, pela sessão de percussão e pelo violão, que toca até hoje. Ainda nesse disco, há letras bem curiosas como “Adão, você pegou o barco furado” e “Poderoso Thor”, ambas de sua autoria. Ainda nesse disco, ele gravou um de seus maiores sucessos, “Segura a nêga”, redescoberto nos dias de hoje por DJs e grupos de samba-rock do século XXI, música que registra sua primeira parceria com o guitarreiro gaúcho Luís Vagner. Nesse mesmo disco, aparece “Esse crioulo por você se fez poeta”, composição do cantor e compositor mineiro Wando, até então um desconhecido sambista.


Em 1977, seu segundo disco, “Esperanças mil”, traz composições de uma dupla que seria constante em seus LPs e fornecedora de sucessos imortais: Bedeu e Alexandre, egressos do grupo Pau Brasil. “Nega Olívia” até hoje é uma das mais pedidas pelo público. Outros bons momentos de Bebeto são “Princesa negra de Angola” e “Você é paz que me acalma” (ambas com o cantor, compositor e violonista paulista Dhema, futuro “rei do suíngue”), “Hei cara” (c/Joãozinho), “Deus Salve Jorge” (homenagem de J. Velloso e Andó a Jorge Ben) e a canção “Na galha da mutamba” (c/Lobo), uma das mais belas de sua carreira. A partir desse disco, outras duas marcas registradas de suas canções surgiriam: o arranjos de cordas e as backing vocals bem características.


Em 1978, com o disco “Cheio de razão”, começou a se popularizar especialmente no Rio de Janeiro. A faixa “A beleza é você, menina” (c/Rubens), que abre o disco, é seu maior sucesso e sua música mais conhecida e executada até hoje, inclusive por bandas de baile como Devaneios e Copa 7. “Minha preta” é outra faixa de sucesso de Bedeu e Alexandre, também muito pedida nos shows. Com esse disco, ele começa a ser conhecido pelos inúmeros shows em bailes suburbanos.


“Malícia”, de 1980, música que dá nome ao disco, é parceria de Bebeto e Ney Velloso. Neste disco, Bebeto , violão, e Ney Velloso, guitarra, tocam juntos todas as faixas. Esse disco também traz outro compositor que forneceria mais hits para Bebeto: o hoje cultuado Serginho Meriti, que emplacou “Neguinho Poeta”. Mais uma grande composição de Bedeu e Alexandre, “Hey Neguinha”, faz sucesso nos bailes.


Em 1981, Bebeto grava dois grandes discos:


Primeiro, o disco “Bebeto”, seu último trabalho pela Copacabana e um dos mais marcantes por conter o hit que o imortalizaria como o rei dos bailes de subúrbio. Trata-se de “Menina Carolina”, sucesso absoluto de Bedeu, com Leleco Telles. Outros grandes momentos do disco são “Manda ver menino” (c/Cláudio Fontana), “Preto velho” (com Célio CM), “Casa grande” (c/Lourival) e duas composições de Luís Vagner, “Como?”, a mais famosa, regravada por muitos artistas desde a década de 70, e “Embrulheira”.


O segundo, “Batalha maravilhosa”, trabalho mais autoral de Bebeto (100% das faixas são dele) e gravado pela RCA (atual Sony BMG), é pontuada pela participação de Serginho Meriti em 11 das 12 faixas, com destaque para “Monalisa”. Mais o maior êxito foi composto com Adilson Silva, “Praia e sol”, música que até hoje é a mais associada a Bebeto, ao lado de “Menina Carolina”.


Nesse mesmo período, foi considerado um imitador de Jorge Ben, algo que o acompanha ainda hoje, embora se constate que seu som hoje é muito diferente do que o atual Jorge Benjor faz.


Em 1982, Bebeto grava o disco “Guerreiro”, que traz como sucesso único o suíngue “Arigatô Flamengo”, homenagem ao título do Clube de Regatas do Flamengo conquistado em 1981 no Japão. Depois de uma série de sucessos, seus discos posteriores soaram redundantes e com destaques esparsos.


Em 1983, “Simplesmente Bebeto” traz apenas “Salve ela” (c/Luiz Comanche) e “Fio da navalha” (Gil Gerson), ambas resgatadas em seu CD ao vivo e seu DVD.


Em 1984, grava “Magicamente”.


Em 1985, grava “Fases” cuja música “Com você sou” (c/Dhema e Serginho Meriti) fez algum sucesso.


Em 1986, saiu da RCA e assinou com a gravadora Polygram. Lançou em 1986 “Vem me amar” e em 1987 “Tempos”, que o trouxe às rádios com a música “Chega de charme”.


Em 1989, retorna à Copacabana e grava o disco “Sorte”. Depois viveu um período de ostracismo com um disco esparso na RGE, “Bebeto” de 1992, que trouxe a regravação de “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos.


Logo em seguida, Bebeto voltou à mídia, de gravadora nova (Warner). O disco “Nos bailes da vida”, produzido pelo compositor e violonista Roberto Menescal, é na verdade uma revisão de seus anos de estrada e seus maiores hits foram relembrados, além de regravações de nomes como Tim Maia e Jorge Ben.


No ano 2000, entra para o time de artistas da gravadora MZA, grava seu primeiro disco ao vivo e novamente ganha destaque na mídia, relembrando seus maiores sucessos.


Em 2001, compõe “Só vejo a crioula” para o disco de estréia da banda paulistana Clube do Balanço e participa na faixa, tocando violão e cantando.


Em 2002, lança o disco “Swinga Brasil”, um apanhado de seus sucessos com nova roupagem, e alguns artistas dos dias de hoje fazem participação especial.


Em 2005, lança seu primeiro e único DVD “Pra balançar”, onde além de relembrar seus sucessos e resgatar “Na corda bamba” (rebatizada de “Caramba”), do disco “Cheio de razão”, ele conta com a participação especial de seus colegas de gravadora como Zeca Baleiro (“Praia e Sol”) e Zélia Duncan (“Como?”), além de Seu Jorge (“Eu bebo sim”) e Davi Moraes (a inédita “Viva o sol”).


Atualmente, está na ativa, fazendo shows pelo país e participará do evento Virada Cultural, em São Paulo (SP).





[editar] Discografia



  • 1975 Bebeto
  • 1977 Esperanças mil
  • 1979 Cheio de razão
  • 1980 Malícia
  • 1981 Bebeto
  • 1981 Batalha maravilhosa
  • 1982 Guerreiro
  • 1983 Simplesmente Bebeto
  • 1984 Magicamente
  • 1985 Fases
  • 1986 Vem me amar
  • 1987 Tempos
  • 1989 Sorte
  • 1992 Bebeto
  • 1993 Nos bailes da vida
  • 2000 Ao vivo
  • 2002 Swinga Brasil!
  • 2005 Pra balançar

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