Chico xavier biografia

A liderança de Chico Xavier


Carlos A. Baccelli


Ao regressar à Vida Espiritual, Chico Xavier deixará um vazio impreenchível. Liderança insubstituível. Mediunidade ímpar.


As obras doutrinárias oriundas de outros medianeiros, com o devido respeito que todos eles nos merecem, não se comparam às de sua lavra.


O desinteresse de Chico é notório, a sua sinceridade, o seu amor à Causa…


Infelizmente, na atualidade, enxameiam interesses pessoais na Doutrina: o Movimento tem se regionalizado e, de certa forma, encontra-se dividido em várias facções – ambição pelo poder, vaidade, dinheiro…


Falta de unidade em Kardec, falta do espírito do Cristo nos corações.


Por incrível que pareça, fora do chamado meio espírita, Chico é maior unanimidade do que dentro dele; explica-se: Chico contraria interesses – exemplo de vida quase inatingível para os que querem contemporizar..


Uma simples aparição de Chico Xavier na IV comove o Brasil – aquele homem simples, vestido humildemente, tendo as suas mãos beijadas pela multidão : – “Estou no fim do corpo, mas vou me lembrar de todos vocês , disse, com lágrimas nos olhos.


Inútil a pretensão de quem intente substituí-lo em seu apostolado; precisaremos – todos nós unir-nos e somar-nos uns aos outros, para, pelo menos, dar seqüência à tarefa iniciada por ele.


Se o Movimento Espírita olvidar o exemplo de vida de Chico Xavier, sem dúvida se perderá – isto, infelizmente, está quase acontecendo; vez por outra, alguém o diz ultrapassado: quer inovar e não se vê ridículo…


Os espíritas de bom senso permanecem calados.


O que muitos estão fazendo ,não é Espiritismo: é um arremedo! Necessitamos de trabalhar nos centros espíritas – muitos estão vivendo apenas de simpósios e congressos, no Brasil e no Exterior (divulgação válida, sem dúvida, mas excessivamente elitista).


Antes mesmo de partir, Chico já está fazendo falta…


Mas, agora, sabemos por que a Espiritualidade o tem mantido no corpo debilitado – é para frear os espíritas e preservar de seus equívocos a Doutrina; é para arrefecer o ânimo dos ambiciosos; é para que o Movimento tente se ajeitar sem ele – o que, convenhamos, será extremamente difícil.
Quantos intentam implicar Chico Xavier em depoimentos contraditórios e quantos, levianamente, colocam palavras em seus lábios ! – palavras que, quem o conhece, sabe que ele nunca as proferiu. O tempo tudo esclarecerá.


A obra de Chico Xavier é intocável e a sua vida irretocável!


Respeitemos e preservemos este que é o maior patrimônio vivo da Doutrina, o seu representante máximo.


Assim, um passo atrás os que almejam ocupar-lhe a cadeira, que ainda não está vaga – depois de partir, Chico, à semelhança de Kardec, continuará sendo a nossa grande liderança e inspiração.


Recuem quantos se julgam espíritos missionários, mas que têm comprometido a Doutrina com a sua conduta questionável e influenciado negativamente o Movimento – a antítese de Chico Xavier!


A influência que certos companheiros têm exercido sobre o Movimento Espírita carece de ser revista – é uma sutil distorção dos nossos princípios.


(Artigo publicado no jornal “A Flama Espírita”, de Uberaba – MG, em setembro de 2000)

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