Chile, o sorriso de américa

Chile

CHILE, O SORRISO DE AMÉRICA

Quando menciona-se a possibilidade de viajar à Latino América, uma idéia recorrente fixa-se na mente do turista europeu: o Caribe. De alguma maneira, talvez por causa do bombardeio publicitário e da ausência de informação complementária, o viajante em férias tem chegado assimilar o Caribe com o mais representativo da América Latina.


Aliás, o Caribe, embora seja o exemplo do paraíso para muitos, é apenas uma pequena parte do que a América do Sul pode oferecer. Agora é possível descobrir novas formas de paraíso, novos e fascinantes lugares dos que não é costumeiro falar. Um deles é o Chile, o país mais comprido do mundo por sua forma única, parecida com um amplo e cálido sorriso. Isto não é mera casualidade e nem metáfora literária. Chile é um dos países mais prósperos, hospitaleiros e acolhedores de todo o Cono Sul. Situado na costa ocidental da América do Sul, de frente ao Oceano Pacífico, limitado pela Argentina, a Bolívia e ao norte pelo Perú, o caráter de sua população é extrovertido e amoroso. Não acreditamos, porém, se trate apenas de um simples jeito de ser natural, mas pensamos como o escritor inglês Desmond Durrel, quem opinava que o caráter das pessoas é determinado pelas condições meteorológicas próprias da região que habitam. Não somos seres individuais e nem podemos ser separados do nosso entorno sem sofrer mudanças inesperadas em nosso caráter ou profundas alterações em nossos costumes quitidianos. Quantas vezes já não se escutou a história do turista que após vir na Espanha levou o costume de beber um drinque ao meio dia ou dormir a siesta após do almoço? Pela mesma razão cada vez mais pessoas procuram a oportunidade de fazer uma viagem, fora do próprio ambiente, apenas pela possibilidade de operar dentro de si uma transformação, uma mudança a revelar novas formas de ser.


Chile é um lugar de revelação aonde, com certeza, volta todo aquele que já foi lá. Pois dificilmente pode ser visto tudo em uma viagem só. Antes, tempo e forças ficarão esgotados. Quando viaja-se a América é preciso aumentar vários graus a escala com que habitualmente as coisas são evaluadas. A desproporção, o exagero e a exuberância, não são inventos literários, mas o pão diário desta terra. Um mar vegetal da cor verde oscuro, inesgotável e espesso como jamais foi visto, atrapa o alento. Chile dá a bemvinda com seus 4.329 quilômetros de comprimento, desde o deserto mais árido do planeta até os gelos polares, passando por praias douradas de aguas quentes no Pacífico, fértis vales, vulcões, lagos ou legendárias ilhas, são alguns dos muitos chamados a cautivarem mais visitantes a cada ano, nesta estreita faixa de terra que parece ter tudo o de melhor do continente americano.


Temos selecionado e ressaltado aquilo que consideramos mais importante e urgente. Aquilo que não podemos antecipar, o segredo que explica esta terra, o cheiro de seu vinho, a constelação de suas maravilhas, tudo isso encomendamos a você. Mas este é um privilégio que, ainda qerendo, não poderíamos tirar de você.


Situação Geográfica do Chile


Localização Geográfica do Chile


Chile, encerrado entre a cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico, é uma faixa de terra de 4.200 quilômetros de longitude com um promédio de menos de 200 quilômetros de largura. Abrange uma superfície do tamanho da França e tem uma grande variedade de paisagens: cumes andinos, vulcães coroados de neve, vales, desertos, fiordos, glaciares, lagos e praias.


A finais do sçeculo XIX foi só quando alcançou Chile seus limites atuais, a exrtenderse desde a cidade de Arica, no norte, até o Cabo de Hornos, no sul. Além disso, possui as Ilhas de Rapanui (Ilha de Páscoa) e Juan Fernández no Pacífico. Limita-se ao norte pelo Peru, ao sul pelo Polo, ao leste pela Bolívia e ao oeste com o Oceano Pacífico.


A terra firme tem divisões geográficas bem definidas. No norte, o grande Deserto de Atacama a extenderse 1.000 quilômetros desde a fronteira peruana até o centro do Chile. Mais para o sul, desde as imediações de Copiapó, o deserto cede ante sobrais e bosques, qie tornam-se mais entupidos na media que aproxima-se o centro e as chuvas aumentam. Nesta zona de transição fica Santiago, a capital, com quase um terço da população total do país. Nesta região se encontra o primeiro porto do Chile, Valparaíso. O vale central é a principal zona granjeira do país, ideal para hortas, vinhedos, o cultivo de cereais e a criação de gado.


O vale central do Chile começa na cidade de San Felipe. Esta zona fértil contêm perto do 70% da população total do país. Nesta região encontra-se Santiago, a capital, com quase um terço da população do país, e Valparaíso, o primeiro porto do Chile. O vale central é a principal zona granjeira do país, ideal para as hortas, os vinhedos e a criação de gado.


Mais para o sul aparece a chamada região do Bio Bio, a grande fronteira chilena de antanho, o lar dos indígenas mapuches e hoje zona de cereais e pastos. Embora seja acima de tudo uma zona rural, a maior parte da população mora nos centros urbanos, destacando Temuco e Concepción.


Para o sul do rio Toltén encontra-se o magnífico Distrito dos Lagos, maravilhosa paisagem de lagos e vulcões ativos coroados de neve. Ao sul de Porto Montt encontra-se o 30% do território chileno, povoado por pequena por centagem da população. A zona tem canais, lagos, ilhas e montanhas, com pradarias onde floresce grande indústria ovina. É terra de chuvas, tormentas e duros invernos. A maior ilha do Chile, Chiloé, alberga bosques entupidos e numerosas granjas pequenas.


Mais para o sul, a costa da Patagónia Chilena, um belo labirinto de fiordos onde grandes glaciares resvalam montanha abaixo para se prepcipitar no mar. A cidade mais meridional do país, Punta Arenas, fica no Estreito de Magallanes. Na margem contrária está a Terra do Fogo, dividida entre Chile e Argentina, onde as principais indústrias são a extração do petróleo e a criação de ovinos. A Ilha de Navarino, separada da Terra do Fogo pelo Canal de Beagle, alberga Puerto Williams, o assentamento permanente mais meridional do mundo. O famoso Cabo de Hornos fica em uma das ermas ilhas mais para o sul.


Flora e Fauna do Chile


Os desertos do norte do Chile e as estepas de grande altitude, as imensas montanhas, os bosques antárticos e a extensa costa marítima possuim uma fauna e flora particulares, não familiar para a maioria dos visitantes, pelo menos aos do hemisfério norte. Para porteger esrtes entornos, a Corporação Florestal do Chile (CONAF) administra um amplo sistema de Parques Nacionais.


Para muitos, os Parques Nacionais do Chile são uma das principais razões para visitar o país. Um dos primeiros Parques Nacionales da Hispano América, de meados de 1920, foi o Parque Nacional Vicente Pérez Rosales no Distrito dos Lagos. Desde então o Estado tem criado muitos outros Parques e Reservas, administradas por CONAF, a maioria na Região Andina, mas não exclusivamente. Os parques mais importantes são so seguintes:


Parque Nacional Lauca. No norte da região de Tarapacá, ao leste da cidade de Arica, este parque de 138.000 hectares oferece extraordinárias atrações naturais, incluindo vulcões ativos e dormidos, lagos de águas azuis com abundante vida ornitológica e amplas planícies, refúgio de forescentes populações de vicunhas. Existem outras duas áreas protegidas adjantestes ao parque, muinos menos acesíveis, como as chamadas Reserva Nacional as Vicuñas e o Monumento Nacional Salar de Surire, onde aninham gigantescas colônias de flamingos.


Parque Nacional Pan de Azúcar. Estabelecido na costa desértica de Antofagasta e Atacama, pero da cidade de charañal, este parque de 43.000 hectares possui uma flora única na sua íngreme mas bela linha costeira, albergando principalmente pleicanos, lontras, pinguins e leões marinhos.


Parque Nacional de Rapa Nui. 3.700 quilômetros ao oeste de Valparaíso fica Rapa Nui (nombe polinésio da Ilha de Páscoa) com suas gigantescas e enigmáticas estátuas. Apesar da distáncia é um dos detinos mais visitados do Chile.


Parque Nacional Volcán Isluga. Fica a 210 quilômetros de Iquique pelo caminho Iquique-Huara-Colchane. Rodeado de povoados como Mucomucone, Vilacoyo (com tradições da cultura aymara) e Isluga, cujo centro é a igreja construida no século XVI. Em toda a zona podem-se observar camélidos e emas.


Bosque Fray Jorge. Fica a 110 quilômetros ao sul de a Serena. Bosque úmido com árvores de folhas grandes, cipós e espécies parecidas às do sul do país. Quanto à fauna, pode-se observar raposas e grande variedade de aves como nambús, loicas e águias.


Arquipélago de Juan Fernández. Fica a 650 quilômetros das costas chilenas, frente à região de Valparaíso. Conformado por três ilhas: Robinson Crusoé, Santa Clara e Alejandro Selkirk. É um dos lugares de maior interesse botânico do mundo, por possuir flora endêmica e flora nativa, como o lobo e o beija-flor vermelho de J. Fernández, um património científico. Conserva a categoria de Reserva Muindial da Biosfera.


Parque Nacional Vicente Pérez Rosales. Fica a 82 quilômetros de Puerto Montt.


Destacam os Saltos de Petrohué, onde existe um Sendero de Interpretação e o Lago de Todos os Santos ou Esmeralda, cuja navegação conduz a Peulla (perto da fronteira com a Argentina).


Parque Nacional Queulat. Fica a 70 quilômetros de Coihaique pela Estrada Austral.


Contém no seu interior a ventiosca dependurada com o mesmo nome, o Lago Risopatrón e a Lagoa Témpanos. Alí é possível observar o menor cervo do mundo: o pudu.


História do Chile


Antes da Colônia


Antes do século XVI, o território do que hoje é o Chile foi habitado por múltiplas e diferentes raças, possivelmente de origem polinésia e asiática. Suas extensas costas viram-se povoadas por diversos grupos de pescadores de condição primitiva, como os Changos da zona norte, os Chonos que habitaram no sul de Chiloé, os Alacalufes dos canais da Patagônia Oriental e os Yaganes da região da Terra do Fogo.


Embora politicamente dependentes dos Incas do Cuzco, a maioria das culturas nativas precederam aos Incas por séculos. Nos canyions do deserto norte, os sendentários Aymaras cultivavam o milho nos vales, enquanto a maior altura colhiam batata doce e cuidavam dos rebanhos de lhams e alpacas. No interior, a pluraridade étnica foi também importante. Destacou uma cultura agrária e ganadeira na zona de Atacama, cujos primeiros indícios datam de 30.000 anos. Ao sul, além do rio Loa, os povoados de Atacamenho levaram um estilo de vida parecido, como o povo pescador Chango, ocupando áreas da costa desde Arica até quase o rio Choapa, ao sul da atual a Serena. Os indígenas Diaguita habitavam o interior desta última região, a qual abrangia as desembocaduras dos rios Elqui, Huasco e Copiapó.


Desde o rio Choapa ao Arquipélago de Chiloé floresceu uma civilização de língua comúm que ao longo dos séculos, por novas migrações talvez procedentes do norte, e pelas variadas condições geográficas, diferenceu-se em dois núcleos principais: o primeiro e sedentário, e pelo geral aprazível, foi submetido, após a segunda mitade do século XV, ao domínio político dos Incas do Peru. O segundo, pelo contrário, resguardou-se em uma fortaleza natural formada por grandes rios, bosques e serras, e resistiu com força implacável não somente à presença dos incas, mas a posterior e mais sostenida presença dos espanhois, quem começaram a instalar-se em Chile desde meados do século XVI. A lei Inca apenas atingia o atual Vale Central e os sulistas bosques de Chile, onde os indígenas Araucanos (Picunche e Mapuche) resistiram ferozmente as incursões do norte. Aliás, este grupo guerreiro, mais numeroso que os outros povos nativos, jamais constituiu um estado unitário e viveu em continua briga com o resto. Recebeu o nome de Araucano dos espanhois, popularizado por Alonso de Eercilla, quem tomou contato com eles em 1557.


Os Picunche viviam em assentamientos agrícolas permanentes, enquanto que os Mapuches, praticantes do cultivo rotativo, foram mais errantes e muito mais dificeis de dominar. Alguns grupos indígenas relacionados com os Mapuches – os Pehuenches, Huilliches e Puelches- viviam no distrito do lago sul, entanto os indígenas Cunco, pescadores e agricultores, na ilha de Chiloé e ao longo das ribeiras dos golfos de Reloncaví e Ancud. Ao sul da terra firme de Chile, numerosas pequenas povoações de indígenas subsistiam da pesca e da caça – os Chonos, Qawashqar, Tehuelches, Yamaná, e os Onas. Estos isolados povos do arquipélago durante muito tempo evitaram qualquer contato com os europeios, mas agora extinguiram-se ou estão próximos a desaparecer na prática totalidade. A sua hostilidade e senso de liberdade era tão grande que os descendentes dos europeios só conseguiram se estabelecer permanentemente além do rio Bio Bio.


A Conquista Espanhola


Em 1494, o Tratado de Tordesillas ratificava a repartição da América entre Espanha e Portugal, concedendo tudo o territorio ao oeste do Brasil à Espanha, consolidando rápidamente sua autoridade formal e, para meados do século XVI, controlava a maioria da área extendida desde a Florida e México até o Chile Central. No mesmo periodo fundaram a maioria das cidades importantes da América do Sul, incluindo Lima, Santiago, Asunción e a Paz.


A expansão naval militar e colonizadora da Espanha, iniciada em 1492, alcançou também o Chile. A finais de 1520, a esquadra de Fernando de Magallanes descobriu o estreito que leva seu nome e a parte sul do país. Mas foi apenas uma viagem de reconhecimento geográfico, sem nenhum propósito colonizador. Tive este propósito, embora finalmente frustrado, a expedição chefiada por Diego de Almagro desde Cuzco, em 1535.


Antes do assassinato do Pizarro em 1541, Ppedro de Valdivia recebeu a missão de conquistar o Chile. Após algumas dificuldades, Valdivia realizou o fracassado plano de Almagro. Parteu de Cuzco como tenente governador do Pizarro e realizou uma esforçada caminhada pelo Deserto de Atacama até alcançar o Vale de Copiapó. Depois de 11 meses acampou no Vale do Mapocho, aonde fundou Sanntiago, o 12 fde fevereiro de 1541. Ali, como primeira medida, constituiu-se um Cabildo para a adecuada administração do novo povoado. Seis meses depois seu exército foi aumentado a 500 homens com assistência e reforços do Peru. Enquanto isso fundaram as cidades de a Serena e Valparaíso. Valdivia também avançou para o sul, fundando Concepción, Valdivia e Villarica. Apesar de sua morte na batalha de Tucapel em 1553, às mãos das forças Mapuches dirigidas pelos famosos caciques Caupolicán e Lautaro, Valdivia foi quem realizou o trabaloo preliminar para fundar uma nova sociedade, assentando os elementos essenciais da futura cultura chilena.


Revolução e Independência


Após a crise do regime colonial, o 18 de setiembro de 1810 formou-se a Primeira Junta de Governo, que marcou o començo da emancipação. Este processo afiançou-se em 1818, quando assumió o mando do país o general Bernardo O´Higgins e emitiu-se a Declaração da Independência. O´Higgins foi obrigado a dimitir no ano de 1823.


Depois de ensaiar diversos sistemas constitucionais, o país logrou organizar-se como república, incorporar regiões ainda não ocupadas e avanzar em seu desenvolvimento: a economia agrária muda a uma capitalista, baseada na grande exploração da mineração, o comércio e a banca.


Durante a segunda mitade do século XIX, o país alcançou uma prosperidade extraordinária que situou-o entre os primeros da América Latina. Após a Guerra do Pacifico com o Peru e a Bolívia (1879-1883), o país extendeu seu território para o norte e ganhou as riquezas do salitre e o cobre. As ideias da Europa e a ética liberal selaram a transformação social. A segunda revolução de 1891 significou o triunfo da tendência liberal e do parlamentarismo, e fechou este período.


O Século XX


Os avanços obtidos ficaram freados nas primeiras décadas do novo século, no meio de aguda crise social, moral e política. Os fatos conduziram a importantes mudanças políticas de inspiração democrática, que afetaram o domínio oligárquico e abriram caminho à manifestação pública da classe média e o proletariado.


Em 1925 uma nova Constitução restituiu o poder ao presidente e estabeleceu a separação da igreja e o estado. Após curto periodo de anarquia, restabeleceu-se o ordem constitucional e os governos segeram-se democráticamente: entre 1946 e 1970, os de Gabriel González Videla, Carlos Ibañez, Jorge Alessandri e Eduardo Frei Montalva.


Implementou-se uma maior intervenção estadual na economia e impulsionou-se um processo de industrialização destinado á substituir as importações. Consolidou-se o movimento gremial e a classe média alcançou grande influência. A difusão da educação elevou a cultura e preparação dos habitantes. As artes adquiriram uma notável atividade.


Após o termo do mandato do presidente Frei Montalva, em 1970, assimiu a presidência Salvador Allñende, quem chefiou uma coalição política da esquerda e iniciou a chamada “via chilena ao socialismo”. Muito cedo a polarização política amenazou a convivência democrática e o ordem institucional.


O 11 de setembro de 1973, as forças armadas deram um golpe de estado e derrotaram o presidente Allende. Iniciou-se um governo autoritário, chefiado pelo general Augusto Pinochet, e com isso a mais longa interrupção democrática da história do país.


O modelo econômico do livre mercado implantado provocou uma mudança profunda na estrutura econômica do país, particularmente no setor exportador, elevando a competitividade internacional da economia. E, 1981 começou a reagir uma nova Constitução política.


Em outubro de 1988, mediante plebiscito,. Os cidadãos rejeitaram a prolongação do regime do general Augusto Pinochet, dando passo à transição à democracia. Nas eleições presidenciais de 1989 triunfou amplamente Patricio Aylwin, candidato da opossitora Concertação de Partidos pela Democracia.


O 11 de marzo de 1990 assumiu o mando o presidente Aylwin e restituiu-se o regime democrático. O modelo económico incorporou fortemente a variável social: o crescimento com equidade. Nas últimas eleições do 11 de decembro de 1993, foi elegido presidente da república Eduardo Frei Ruiz Tagle, com o 57,9 % dos votos. Assumiu o mando o 11 de março de 1994.


Arte e Cultura do Chile


A Arte na época Pré-hispánica

Dentro do periodo do Paleolítico Americano, os achados em Chile são ainda escassos, mas prometentes e vaiosos. A região chilena de maior interesse arqueológico é, sem lugar às dúvidas, a de Atacama, ao norte do país. Uma região com forte influência da cultura Tiahuanaco e com profundas raízes incas na arquitetura e cerâmica. O norte do Chile está considerado como uma área de civilização, desenvolvida por atacamenhos e diaguitas.


A presença inca nas artes e cultura popular é explicada facilmente levando em conta que a região que vai desde o norte do Chile até o Bio-Bio foi porvíncia do poderoso Império Inca. Aliás, ao sul deste território também extende-se a influência cultural dos incas entre os diversos e guerreiros povos araucanos, que elaboraram uma cerâmica própria algo tôsca e sem excessivo decoro, porém de grande beleza. Estes povoadores moravam em choças de madeira de planta circular e cobertas de palha, para resguardar-se do tempo. Suas talhas em madeira não são de grande elaboração, segundo as mostras dos restos históricos, entre as que figuram machados de mando, bastões e outros úteis domésticos.


A estratigrafia da região atacamenha chilena é bastante completa e pode-se ler nela o decorrer da história. Segundo esta leitura pderiamos distinguir um primer periodo do século V até o IX, aproximadamente, de construções líticas muradas, chamadas pucaras. Este tipo de edificações, que aparece geralmente nos cerros elevados, consiste em pedras colocadas umas acima das outras segundo a técnica pirca, quer dizer, uma técnica sofisticada de construção que não requer de massa. Estas construões líticas formaram povoados, cujos restos popem ser vistos em Catarpe, San Pedro de Atacama, Turi, Zapar, e outros. Nelas se acharam pás e bastões de madeira, enxadas de pedra e moinhos manuais. Como boms guerreiros, usavam arcos até de um metro de longitude com cordas de tendões. As pontas de frechas eram de madeira, de pedra ou de ossos de animais. Também, possuiam escudos elaborados em couro e cascos trabalhados em madeira e algodão. Alñém disso, naquila época conservam-se ponchos de lã de vicunha ou de lhama, com desenhos coloridos.


A cerâmica, além dos abundantes e úteis pucos (tigelas), está representada por delicadas vasilhas, jarras em forma de balões, cântaros e xícaras. A figura humana, embora seja representa de forma algo rígida em diversas cores, é de uma abtração e modernidade assombrosa, pelo fantasmagôrico da reprodução e por captar rasgos essenciais da raça e as emoções humanas


Em um segundo período, entre os séculos IX e XIII, a cerâmica é de uma côr preta, com desenhos geométricos, sobretudo dos grupos diaguitas. Esta cerámica com motivos decorados em preto sobre fundo vermelho denominou-se draconiana, devido a que costuma representar estilizados animales felinos, como dragões.


No terceiro período, entre os séculos XIV y XVI, periodo de claro dominio incaico, situam-se os restos de metalurgia e cestaria mais conservados, assim como os petroglifos, desenhos em piedra que ainda assombram pela originalidade e crú priomitivismo. No Vale de Azapa – perto de Arica – e no Vale de Luta, pode-se distinguir ainda este grandes desenhos nas ladeiras dos cerros. No Museu de História Natural de Santiago do Chile pode-se contempar valiosas mostras deste período artístico.


A Arte na época Colonial


Como é bem sabido, este extremo de Hispano América apresentou enormes dificuldades para o assentamento da cultura espanhola. Uma geografia áspera e imensa, que albergaba aos indígenas mais bravos de América, fez com que fosse una região tremendamente dificil de dominar. Embora o domínio dos indígenass foi uma tarefa cumprida e penosa, finalmente no século XVII, com a paz, iniciou-se uma etapa de reconstrução das cidades abandonadas e a fundação de outras novas, que abriu a possibilidade para que a arquitetura e as outras artes se manifestassem com certo decoro e dignidade.


O barroco hispânico conservou em Chile as plantas inertes de forma oitogonal, com algumas célebres excepções desta norma general, pois houve também tentativas de búsquedas espaciais novedosas, e assim alguns documentos falam-nos de igrejas de planta central ou oitavada.


Os planos conservados no Arquivo de Índias são testemunhas que a arquitetura limenha tive enorme influxo em Chile, o qual é confirmado com um surpreendentemente bem conservado desenho da fachada da Catedral da Conceição.


Dentro desta corrente destaca a torre do Convento de Carmelitas de a Cañadilla, de Santiago (1773). Os primorosos balcões mudéjares, que tanto caráter deram à arquitetura limenha, também, foram imitados no Chile hispânico.


Às influências imediatas vieram sumar-se outras longuíquas, procedentes de Baviera, especialmente nas artes menores e até na arquitectura, como manifestou a desaparecida igreja da Companhia de Santiago. Talvez a aportação chilena mais original da época foi a produzida na arquitetura doméstica, até o ponto desta escola popular constituir-se como uma das mais variadas da América, a pesar das formas simples em base a volumes elementais conseguidos com o uso oportuno e realista de materiais próprios da região.


Os monumentos coloniales de maior interesse encontram-se nas províncias de Atacama, Tarapacá e Antofagasta, onde tem numeorsas capelas. Uma das caraterísticas mais sobressalentes destas pequenas igrejas é a torre do campanário, fica em geral, isolada do resto da igreja, algumas vezes a certa distância.


Além desta arquitetura popular desenvolveu-se, na seguda mitade so século XVIII, uma corrente acadêmica iniciada pelos engenheros militares. Deu-se o caso parradójico que Chile, tão escasso de tradição frente a outros países, passará de repente à cabeça do movimento neo-clássico, sincronizando-se quase com a metrópoli. Devido ao escasso auge que o barroco teve em Chile, o neo-classicismo prevaleceu sem que o estilo precedente mostrara maior resistência. A imposiçao do novo estilo está ligada à arrolhadora figura de Joaquim Toesca, 1745-99. Que tem na Casa Real da Moeda sua obra mais representativa.


Séculos XIX e XX


No século XIX trabalha em Chile o escultor francês Augusto François, professor da


Academia de Belas Artes e mestre de Nicanor Plaza. Em pintura destaca Raimundo Monvoisin, fundador em 1824 de una academia de pintura em Valparaíso.


No século XX é quando a arte chilena alcança um maior esplendor. A arquitetura está representada por Claudio Ferrari Peña, cujo trabalho é dirigido ao urbanismo. A primeira figura de interesse dentro do campo da pintura e a do Onofre Jarpa. No ano do seu nascimento cria-se no Chile a Academia Oficial de Piontura, aonde formaram-se artistas como Pedro Lira e Ernesto Molina.


Coincidendo com a estadia em Chile de Francisco Alvarez de Sotomayor, como diretor da Academia Oficial de Pintura, da-se a conhecer a chamada


Coincidendo com a estancia em Chile de Francisco Alvarez de Sotomayor, como Geração de 1913, a maior parte de paisgistas e retratistas.


O grupo Dos Independientes contrasta com O anterior pelo carácter inovador, preparando assim o caminjo ao Grupo Montparnasse, de formação parisina. Esta onda de renovação artística provocou a supressão da Academia Oficial (1929) e sua substitução pela noba Faculdade de Belas Artes (1930), muito mis vanguardista.


A máxima figura da pintura chilena do século XX é Roberto Antonio Matta Echaurren. A sua personalidade foi decisiva para a evolução vanguardista e abriu caminho às novas gerações de pintores jovens.


Música do Chile


Dentro de sua rica gama, a música do Chile não oferece um acento tipológico. De um centenar de compositores destacam Soro, H. Allende e G. Becerra e só Allende que tenta o filão nativista.


No ano de 1600 tem autos sacramentales, gozos e estribillos, gerando farsas, romances e música popular profana. Em 1707 chegam claves e música familiar, enquanto que na metade do século frailes forasteiros divulgam diversas obras. A começos do século XIX tem em todo o país arpas, guitarras, claves, pianos, violinos, violoncelos, instrumentos de vento e percussão. Dois músicos de extração popular, o violinista Robles e o claniretista Zapiola, compositores, junto à Isadora Zagers, espanhola destra no canto rossiniano e instrumentos, criam uma Sociedade Filarmônica (1827), antesala da ópera. Chile passa a ser o empório lírico americano, tendo esta fazanha duas consequências: o Conservatório Nacional de Música (1849) e o Teatro Municipal (1857).


O rico véu étnico-austral, como as expressões do agro central e mineiras do norte, formam um conjunto pitoresco somente circunstancial. Bardos populares (Pérez Freire, Molinare, Violeta Parra), são acolhidos com reserva. A “canção protesta” (Alarcón, Jara, Manns) abre-se caminho.


Literatura do Chile


A literatura chilena, que originalmente orientou-se à história e posteriormente fez-se fecunda em romancistas e poetas, carateriza-se pela sobriedade, o desprezo do excesso histórico, a sua parquedde na expressão e forma do linguagem. Andrés Bello, pai das letras chilenas, ensinou a Chile a ler, pensar e escrever com um rigos e medida acordes com o temple moderado, tanquilo e austero da alma nacional.


Pode se dizer que, em contraste com outros, o castelhano usado em Chile caraterizou-se por ser simples e sem aparato, limpo e desconfiado da inovação imediata. Este mesmo rigor permitiu ao Chile criar uma litertura homogênea que cultiva todos os gêneros, regularizada por aportar ao idioma castelhano, sobretudo no domínio da palabra poética, três influxos renovadores: Vicente Huidobro, Gabriela Mistral e Pablo Neruda,


Gabriela Mistral traz à poesia castelhana una primeira voz cósmica. Sai do labirinto interior para enfrentar Deus e as forças naturais e sobrenaturais. Um mar de protesta, um clamor de queixas às vezes enfadada, outras simples e humildes, penetram linguagem e as metáforas. Da protesta palpitante em Desolação, passa Gabriela Mistral à resignação de Tala para entrar na renuncia quase monástica de Lagar. Todo este tránsito espiritual vem acusado nas variaciones do estilo, que cada vez repele mais a opulência e a alta orquestração para refugiar-se na nudez quase linhal. Em 1945 recebeu o primeiro Prémio Nobel concedido a un escritor latino americano.


Imediatamente depois da Primeira Guerra Mundial, a poesia europeia sente as sacudidas do dadaísmo, o surrealismo e o cubismo, aos que somam-se o criacionismo e o ultraísmo espanhol. A renovação da poesia de fala castelhana experimenta dois influxos nitidamente chilenos: primeiro, o de Vicente Huidobro, depois o de Pablo Neruda.


Huidobro rompe com todo o externo e arrasa com todos os padrões lógicos até então aparentemente acatados. A inspiração fica em liberdade, as palavras emancipam-se e o inconsciente ordena o novo mundo expressivo. Uma profunda angustia, uma sensibilidade sobressaltada e maravilhada tremem sob o acrobático de Huidobro, que irá mostrar su alta capacidade criadora em seus versos “Altazor” e seu arrebatado dinamismo lírico e evocador em “Mio Cid Campeador”.


Neruda, que transpassa cedo a fronteira romântica ye doente de “Crepusculário” e “Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada”, abre a porta ao surrealismo. A acumulação caótica, a superposição de temas em um amontoamento e um desorden ferventes, o acento desencantado de quem assiste a destrução de un mundo interno e externo, conferem uma nota dramática a seus poemas. “Residência na terra” (1925-35) é a preferência pelo terreste e telúrico, não desde a oposição de uma conciência mas desde a identidade com o inconsciente vegetal e mineral. Posteriormente, Neruda emerge a uma poesia na que aos poucos perfilam-se temas de projeção objetiva e histórica. A grandeza de “Alturas de Machu Picchu”, em seu “Canto Geral”, e as Odas serenas e quase burguesas dos últimos anos, revelam no primeiro caso o despertar de uma poesia humanizada e solidária, e as segundas a imersão conformista em um ambiente onde os cinco sentidos enchem todo o horizonte vital. Pablo Neruda recebeu o Prémio Nobel em 1971.


Na atualidade o romance dispersa-se em numerosas correntes. Destaca José Donoso, quem ensaia conflitos de real fondura psicológica em “Coroação” e “Este Domingo”, mostra uma desconcertante faceta em “O lugar sem Limites”, que com fria e apaixonada curiosidade remove os fundos mais turvos del ser humano, na linguagem direta e alucinadora do realismo, que rompe com todos os tabúes e convenções. Jorge Edwards, é outro nome indispensável em qualquer antologia, não apenas da literatura chilena, mas da literatura hispano-americana. Severo, de rigurosa conciência criadora, analiza a paulatina descomposição da sociedade burguesa e tende, por exigência de um espírito sóbrio e preciso, a um romance que as vezes beira o objetalismo. Entre osa contos de “Gente da Cidade”, “O Peso da Noite” e “As Máscaras”, seu rigor formal ganha em fondura, transformando-se por uma inflexível conciência crítica. Finalmente, é de ressaltar a figura de Isabel Allende quem, nos últimos anos, ganhou a fama explorando o filão revelado por Garcia Márquez. Romances como “Eva Luna”, “A Casa dos Espíritus” e “Do amor e da Sombra” tiveram grande sucesso em livrarias e também no cinema, aonde foram levadas com certa fortuna.


Locais Turísticos do Chile


Havemos dividido o país em 8 regiões (Norte, Vale Central, Lagos e Vulcães, Arquipélago de Chiloé, Região de Aisén, Magallanes e Terra do Fogo, Ilha de Páscoa e Arquipélago Juan Fernández). Começaremos pelo norte, desde Arica, para ir descendo para o sul, até Terra do Fogo.


O norte do Chile


O NORTE DO CHILE

O deserto mais árido do mundo, rodeado por um lado pela Cordilheira dos Andes e pelo outro, pelo Oceano Pacífico, dá forma ao variado norte do Chile. Com um excelente clima, bons hotéis, un ativo comércio ligado aos países fronteiriços e rotas terrestes e aéreas a uni-lo com o resto do Chile, o norte é o lugar ideal para descansar. Porém sobretudo, é um lugar para percorrer, tanto por seus tesouros arqueológicos como pela riqueza ecológica que permite presenciar fenómenos únicos no mundo.


Aqui conservam-se pequenos povoados que mantém seus costumes ancestrais e onde ainda vivem indígenas aymaras alejados de toda civilização. Destacam aqui o lago mais alto do mundo, o Chungará, de cor esmeralda, lugar de flamingos, guayates e outras aves selvágens; o Vale da Lua, uma explanada sem vida vegetal ou animal, em pleno Salar de Atacama; os Géiseres de o Tatio, colunas de vapor de dez metros de alto, que ultrapassam os 85 graus centigrados assim como os geoglifos, enormes desenhos que se podem observar nas ladeiras dos cerros.


ARICA

Uma cidade rodeada de vales verdes, com excelentes praias, grande atividade turística e um cassino de jogos. Desde aqui parte um pitoresco trem que chega até a Paz, a capital boliviana. Arica é um balneário onde pode-se desfrutar da praia todo o ano.


Existe un museu ferroviário na estação de trens. Uma velha locomotiva alemã, que puxava trens na linha Arica-La Paz, descansa agora na Estaión Plazoleta. A Igreja San Marcos foi desenhada por Alexandre Gustave Eiffel em 1875. De cor azul claro se erge enfrente da Praça Cristóbal Colón. Lembre que Arica é um dos poucos lugares ao sul do Equador onde há águas cálidas. As melhores praias estão ao longo da Avenida Costanera, onde se encontram várias calas protegidas.


O Museu Arqueológico San Miguel de Azapa tem una excelente coleção que documenta as diversas civilizações que habitaram a zona desde o século VII a. C. até a chegada dos espanhois. 20 mil peças de cerâmica, cestaria e outras manifestações das culturas pré-colombianas esperam ao visitante. Surpreenden as múmias conservadas com un sistema em base à areia, com 10.000 anos de antigüidade, o qual transforma-as nas mais antigas do mundo. Está no Vale de Azapa, a 12 quilômetros da cidade.


PARQUE NACIONAL LAUCA

O Parque Nacional Lauca fica ao noroeste de Arica, ao lado da fronteira boliviana, a altitudes de 3.000 a 6.000 metros. É uma zona magnífica, especialmente arredor do Lago Chungará, a 60 quilômetros de Arica, rodeado pelos vulcões Parinacota, Sajama, Wuisiquisini e para o sul, pelo Quimsachata e o vulcão Guallatiri. No parque abunda a vida selvágem. Ainda em una visita breve pode-se ver vicunhas, alpacas, vizcachas e cóndores.


Caminho para o parque se atravessa o Vale de Lluta, com geoglifos indígenas, a velha igrejia de adobe de Poconchile, o bem chamado “cacto castiçal” e a restaurada fortaleza indígena do vale de Copaquilla. Depois de Copaquilla o caminho serpentea arrededor das montanhas e aos 2.000 metros ingressa-se no Parque Nacional, declarado Reserva Mundial da Biosfera. Embora é muito seco a baixa altura, a grande altura pode nevar durante o verão. Os indígenas da aldeia de Parincota vendem ponchos e prendas de lã de alpaca.


IQUIQUE

Famosa pelas extensas praias e formosas casas que falam de um rico passado como cidade mineira ligada à exploração da prata e do salitre natural, hoje é centro de pesca e o principal porto mundial de exportação de farinha de peixe. Sua zona franca -a mais grande de Sudamérica- permite adquirir produtos importados livres de impostos.


Esta cidade conta com un cassino de jogos e importantes museus que destacam a presença de povoações de caçadores – colheitores marítimos desde o 4.000 aC. Seus vestígios arqueológicos e etnográficos mostram-se no Museu Regional, ubicado no antigo edificio dos tribunais de Justiça. Conta com uma gran coleção de objetos artesanais e reliquias indígenas. Vale a pena visitar o Museu Naval.


ARREDORES DE IQUIQUE

Tem vários geoglifos perto de Iquique, entre eles, o mural a extender-se sobre a ladeira do Risco de Pintados e a enorme imágem de un homem no costado do cerro chamado Sierra Unida. Ao contrário das linhas de Nazca (Peru), sobre planícies achatadas e desérticas, os geoglifos chilenos estão nas ladeiras das montanhas, de modo a poder-se ver toda a imagem desde o nível do chão. Não se sabe quando foram realizadas as figuras e desenhos e nem o que representan, mas uma teoria sugere que eram sinais para mercaderes incas ou pré-incas.


O Gigante de Atacama

O Gigante de Atacama é a maior representação de uma figura humana em todo o mundo: 120 metros de longitude. Extende-se sobre a ladeira da Sierra Unida. As melhores vistas do Gigante são obtidas desde o ar, porém a figura -cabeça incluída distingue-se claramente ao deter-se a vários centos de metros do pé do cerro. Aconselhamos para não escalar o cerro porque poderia causar danos às imágens. O único modo de visitar o lugar consiste em contratar un carro ou un táxi em Iquique.


Humberstone

Foi uma cidade mineira e agora é um interessante povoado fantasma. Humberstone encontra-se 47 quilômetros ao leste de Iquique. Ainda existem quase todos os edifícios originais. Tem uma locomotiva de vapor, gruas, pás, carrinhos e muitos objetos abandonados como se todo mundo tivera fugido ao mesmo tempo. Outros povos fantasmas de Atacama estão a renascer.


Pintados

É um dos maiores murais exteriores do mundo. Toda a ladeira de um risco está adornada com 390 geoglifos agrupados em 60 panéis. Desde perto é quase impossível discernir o que as figuras representam, mas desde longe distinguem-se figuras humanas, lhamas, círculos, quadrados e inclusive uma flecha gigante. Pintados encontra-se a certa distância da estrada Iquique-Antofagasta, perto da Reserva Nacional Pampa do Tamargual.


Outros Locais Turísticos perto de Iquique

No Oásis de Pica, com suas plantaçoes de cítricos, mangas e goiabas, é possível submergir-se nas “conchas” ou piscinas naturais, desde onde surgem mananciais. Perto, no Oásis de Matilla, conservam-se edificiações do século XVIII. Sobressae a igreja de Santo Antonio com sua fachada neo-clássica e o campánario construído em pedra.


Resultará fascinante uma visita a a Tirana, un povoado dedicado a culto religioso. Suas casas, fechadas todo o ano, só abrem entre o 12 e 18 de julho, quando chegam milhares de pessoas a render culto à Virgem do Carmo, em uma colorida festa. As Termas de Mamiña, a 120 quilômetros de Iquique, devem seu nome à lenda “Mamiña, menina de seus olhos”, contando que essas águas termais devolveram a vista a uma princesa inca.


OLLAGUE

Caso circule o trem de a Paz, os arredores de Ollague constituim una interessante excursão, seja desde Calama, ao sul, ou como un descanso na viagem à Bolívia. As localidades fornteiriças de Ollague e Abaroa, na Bolívia, estão rodeadas por picos vulcânicos. Ollague, com uma população de 500 habitantes, fica a 3.700 metros e embora os dias possam ser ensolarados, as noites são frias. Entre as minas de cobre de Collahuasi, 70 quilômetros ao norte, está Aucanquilcha, com fama de ser a mais alta do mundo.


CALAMA

Calama ergue-se na alta planície do deserto de Atacama e é o centro comercial das minas de cobre. É o ponto de partida para visitar os atrativos desta região. Também é o terminal do trem Calama-La Paz, um interessante meio para chegar à Bolívia.


A Mina de Cobre de Chuquicamata

O grande depósito de Chuquicamata foi descoberto em 1911 e hoje é o principal prpovedor de cobre do mundo. A fossa tem de 350 á 400 metros de fondura. A mina e planta de fundição pode ser visitada em tour guiado segunda, quarta e sexta-feira. Leve o passaporte como identificação e não esqueça que é bom utilizar o calçado adecuado, calça comprida e um casaco de manga comprida para entrar no edifício da fundição.


San Pedro de Atacama

San Pedro de Atacama é um oásis no linde do Salar de Atacama, um lago salino totalmente achatado e quasi seco. San pedro, com 1.600 habitantes, ñé a mais importante aldeia da região. Encostado à Praça Maior ergue-se uma formosa casa de adobe restaurada. É típica de princípios do periodo colonial e foi construida em 1540. Do outro lado da praça levanta-se uma das igrejas mais velhas do Chile. Construída origináriamente no século XVI, a atual Igreja de San Pedro utiliza madeira de cacto, cálamo, argila e grandes correias de couro em vez de pregos.


Não se pode deixa de visitar o Museu Arqueológico Gustavo Le Paige de Walque, um dos mais interessantes museus da América do Sul. Oferece um panorama da história e a arqueologia da zona com grande variedade de artefatos e relíquias indígenas. As múmias, bem consevardas, inclusive uma criança enterrada em una urna de argila e cránios que revelan deformações provocadas.


Vale da Lua

Do outro lado do salar se encontra o Vale da Lua, chamado assim pelas extranhas formações rochosas esculpidas pelo vento e a água, a formarem uma paisagem luar. O melhor momento para ver o vale é durante a lua cheia, quando a luz otorga à terra avermelhada um extranho resplendor.


Ruinas de Quitor

Três quilômetros ao noroeste de San Pedro estão as ruinas de uma fortaleza indígena construida faz mais de 700 anos. A fortaleza constituiu o último bastião contra os espanhóis e sua torre foi a residência do último cacique indígena local. Os arqueólogos reconstruiram partes das muralhas para dar una ideia de cómo era o lugar. Desde a parte superior pode-se contemplar todo o oásis.


Deserto de Atacama

Atacama é um deserto perfeito. Tem zonas onde a chuva e a vida são fenómenos desconhecidos. A maiores altitudes os cactus sobrevivem extraindo umidade das espessas névoas que em ocasiões descem sobre o deserto. Em algumas partes a névoa fornece umidade suficiente para uns diminutos oásis chamados “lomas”.


Durante milhões de anos os indígenas pescaram ao longo da costa semearam nos profundos vales fluviais. Suas criações mais imponentes foram esses enormes murais (geoglifos) nos montes, realizados agrupando pedras sobre a aeia clara. Incluim imagens de pessoas, animais, formas geométricas e talvez deidades.


ANTOFAGASTA

Con 250.000 habitantes, Antofagasta é o lugar principal de embarque do cobre que chega desde Chuquicamata.


Junto com seus balnários, Playa Amarilla, Juan López, Mejillones e Hornitos, Antofagasta exibe “La Portada”, un rocheido de impoente beleza no meio do mar, em forma de um grande arco formado pela erosão marinha. A cidade conta com um rico passado apreciado em seu Bairro Histórico, onde destacam diversos monumentos nacionais, como o Cais Salitreiro, o Prédio da Alfándega e a Governação Marítima, hoje Museu Regional.


COPIAPÓ

Em pleno deserto, Copiapó surpreende pelos contrastes. As extensas planícies secas transformam-se em un espetáculo único quando o inverno foi chuvoso, momento em que odeserto floresce. Milhões de sementes dormidas sob a terra brotam, entregando cores e espécies que convertem esta zona em um ponto de interesse para botânicos e amantes da natureza. Entre agosto e outubro pode-se desfrutar deste espetáculo que atrai turistas de todo o mundo.


O Vale de Copiapó viu crescer, no meio da aridez, milhares de hectares de uva de exportação e, em menor quantidade, de frutas tropicais. Esta zona, de rica história ligada a minoria, surpreende sempre. Desde suas costas com solitárias praias de aguas de esmeralda como Bahia Inglesa, até a cordilheira com salgares como o de Maricunga ou Pedernales, são um belo espetáculo.


GASTRONOMIA


A cozinha chilena é muito rica e variada, além de ser uma das cozinhas mais saborosas do Cono Sul. Sua gastronomia baseia-se, principalmente, na tradição culinária espanhola.


Para começar, os desjejúns compoem-se, geralmente, de torradas com manteiga e marmelada, acompanhados de chá.


Quanto às comidas principais a variedade onde escolher pode complicar a decisão. Aconselhamos para escolher, em primeiro lugar, os peixes e mariscos, já que, graças as extensas costas, o país possui o melhor. Começe com o chupe de mariscos, típico prato de mar adereçado com un delicioso molho tradicional de pão, com un toque de picante, ou com o tradicional curanto e o pulmay, dois pratos em base à mariscos que apenas diferenciam-se pela forma de preparo. O primeiro é cozido em um buraco aberto na terra, sobre pedras quentes com folhas de nalca. Nele são depositados os mariscos, carne de ave e porco, cebolas, ají e outras espécies. Serve-se acompanhado de batatas e com “chapaleles” (espécie de omeletes à brasa). O pulmay é cozido em uma panela. Experimente também a soupa de mariscos, a cazuela de mariscos ou a sopa de peixe, todas elas uma delícia.


Os chilenos temperam a carne com muitos ingredientes. Existem carnes muito variadas que podem ser consumidas cocidas, como o ajiaco com cebola, ají, batatas, pão e suco de limão e laranja ou a cazuela, de origem espanhol, consistente em um cocido de troços grandes de carne, já seja vaca, frango ou porco, com batatas, abóvora e choclo (milho tenro), acompanhado de arroz. A carbonada é uma carne frita cocida com toda qualidade de verduras, entanto que o charquicán, prato auténticamente chileno (provavelmente de origem mapuche), é uma mistura de carne ou charqui, preparada com uma variedade de verduras e servida com cebolas em escabeche. O charquicán de trilla, se serve durante os trabalhos da trilha e é preparado com costilha de vaca. Recomendamos o assado al palo, o prato rei nas festas crioulas, onde enfia-se em duas estacas um cordeiro aberto, para cozinhá-lo sobre fogo. Costuma-se acompanhar com a famosa salada à chilena, com cebolas, tomates, cilantro e ají verde, todo bem temperado.


Para tira-gosto entre comidas, a lista pode ser interminável. Mas não pode abandonar Chile, sem haver experimentado a empada chilena. Já são mais de 300 anos desde


Que esta delícia começou conquistar um espaço na cozinha país. A pesar de existiram muitas versões, básicamente consiste em um embrulho de massa simples recheado com “pino”, mixtura de carne picada com cebola e ají de cor, com azeitona, ovo duro e algumas passas. O pequén, umna variedade de empada sem carne. Não esqueça experimentar as saborosas humitas, espiga de milho fresco amassado e cozinha nas mesmas folhas, sem esquecer o pastel de “choclo”, feito com milho tenro sobre pino, com carne de frango, tudo forneado em pailas de greda (recepentes de barro), com pó de açúcar. Aconselhamos também os porotos granados, cozinhados com milho e abóbora.


Quanto às sobremesas, o primeiro que há para degostar, sobretudo na época do inverno, são as sopaipillas e os picarones, fritos e preparados com abóbora e adoçados com almíbar de chancaca (açúcar mascavado). Preferendo pode desfrutar das frutas como a manga. Goiaba, mamão, chirimoia, lúcuma, damasco, melancia, laranja, mançã, pereira, morango ou uva, preparados em desliciosos sucos ou em “liquados”, com leite.


São diversos os lugares para comer, divididos em diversas categorias. Cafeterias e hosterias funcionam como restaurantes, as confiterias são principalmente lugares onde se encontram tira-gostos, além de café, chá e outras bebidas, os snack-bars oferecem comida rápida, entanto os retaurantes distinguem-se pela qualidade e serviço. Os bares servem pratos ligeiros além de bebidas com e sem álcool. Não podemos esquecer os grandes mercados cobertos que albergam pequenos locais de comida muito econômica. Lembre que no Chile o cardápio chama-se carta e a conta, cuenta.


Bebidas


Quanto a bebidas, chefiam a lista os perstigiados vinhos chilenos, especialmente os do Vale do Maipó, onde são obtidos os melhores caldos tintos e brancos. Chile é famoso por seus excelentes vinhos que exportam-se ao mundo inteiro.


Não deixe de experimentar o pisco, especialmente o “pisco sour”, drinque preparado com suco de limão e açúcar. Nos feriados nacionais costuma-se beber chicha, suco de uva ou mançã fermentado.


A guinja é uma fruta parecida à cerejeira, utilizada para preparar guindano. A fruta é engarrafada com água e deixa-se macerar 2 ó 3 meses até transformar-se em um líquido vermelho e oscuro, adquirindo consistência e sabor. O guindado novo é da cor laranja.


Bares e restaurantes costumam vender cerveja de barril (chop), mais econômica que a cerveja engarrafada. Só nos resta dizer que no Chile a água é potável em quase todo lugar.


COMPRAS


Devido à grande longitude do país e às diferenças nas condições de vida, os produtos artesananis chilenos são muito diversos. Desde as peças de lápis-lazúli, cerâmica preta, trabalhos em cobre, exóticas esculturas moai em madeira da Ilha de Páscoa até os tecidos, telares, cestaria, olaria e alimentos, todos eles de excelente qualidade. Em realidad, o Chile é um paraíso para as compras e só basta se deixar seduzir por seus trabalhos.


Não é preciso reiterar que Chile é um dos principais produtores de lápis-lázuli. Com ele os artesões criam peças que, misturadas com ouro, prata ou bronze, cativam ao comprador mais exigente. Podem-se encontrar esculturas, animais, jóias, copos, jarras e todo o que seja capaz de imaginar. Sem lugar às dividas um dos melhores lugares para a compra de peças de lápis-lazúli é o Bairro de Bellavista, em Santiago.


Em Arica não pode deixar de se visitar o Povoado Artesanal. Trata-se de doze casas brancas aonde expoe-se à venda maravilhosos tecidos de lãs naturais, cerâmicas em estilo pré-colombiano, pedras talhadas, ocarinas e instrumentos musicais de vento típicos da zona.


La Serena é famosa pelo mercado municipal: a Recova. Junto a postos de comidas típicas, alberga uma das maiores férias artesanães do Chile. Tem trabalho em pedra como fontes de água e macetas para plantas, e milhares de figuras em pedra combarbalita e artigos de alpaca (coletes, tapetes, tapizes, etc), além da tradicional fruta confeitada.


Na hora de comprar em Santiago, a capital do país, resulta indispensável ir ao Pueblito de los Graneros del Alba, encostado à Igrejja dos Dominicos. Este pitoresco conjunto de casinhas de adobe agrupa artesões que trabalham a madeira, pedra, cerâmica, couro, vimes, lã, cobre e prata, todo dentro de um ambiente que evoca o campo chileno. Os finais de semana o lugar enche de música, gente e alegria. Não esqueça acercar-se ao Claustro 900, antigo convento, hoje Monumento Nacional, onde expõem-se uma variada mostra artesanal.


A 80 quilômetros de Santiago, caminho à costa, encontra-se Pomaire, um antigo povoado de ascendência indíogena. Os artesanatos conservaram as tradições de artesanato em greda (barrro). Tem miniaturas pequenas e figuras com motivos camponenses ou religiosos, figuras decorativas, de maior tamanho, e peças utilitárias como panelas, fontes e maceteiros. Nos mais tradicionais estabelecimentos pode-se admirar de perto como que é realizada cada peça.


À beira da estrada Panamericana Sul, na Região de O’Higgins localiza-se Chimbarongo, famoso pelo artesanato em vime. Algo diferente é a feira de Talca, onde também poderá encontrar trabalhos em vime sem esquecer as delicadas miniaturas feitas há 200 anos em vime com crina de cavalo tingida, procedente da localidade de Rari, e a rica variedade de vasilhas, pratos e figurinhas de greda, mantas, tapetes de lã natural e tecidas em telar.


O mercado de Chillán é um ponto de abastecimento dos habitantes da zona e um dos centros artesanais mais ricos do país. Lá vendem-se produtos locais, variedade de cerâmicas, tecidos de lã, cestas, talhas de madeira e “chupallas”, os chapéus típicos em palha. Em Angol, muito perto de Concepción, encontrará formosos pratos, jarras, bandejas e bases de lâmpadas, realizados em cerâmica Serra.


Os mapuches têm como centro principal de exposição e venda de seus trabalhos a feira e o mercado de Temuco. Aquí podem ver-se objetos de prataria inspirados nas antigas joias pré-colombianas, cobertas, tapetes tecidos com lã de ovelha de doiferentes cores e figuras geométricas, bandejas e pratos de madeiras nobres do sul do país.


Angelmo, além de ser ponto de partida de excitantes expedições, concentra a maior mostra artesanal da zona dos canais. Numerosos postos funcionam durante todo o ano, exibindo os produtos favricados na área do seno de Reloncaví e do Arquipélago de Chiloé.


Em toda grande cidade tem importantes setores onde desplega-se, de forma misturada, um nutrido comércio. Dadas as caraterísticas da economia chilena, alé, dos excelentes produtos nacionais, pode-se adquirir uma grande variedade de artigos importados a preços muito bons.


O horário comercial geralmente é de segunda a sexta-feira, de 10.00 às 14.00 horas e de 16.00 às 20.00 horas; sábados, só de manhã e domingos costumam estar fechado.


Principais Centros Comerciais em Santiago


Las Condes. Ave. Kennedy

É o mais recente, com mais de 240 locais. Conta com um centro de informação turística.


Parque Auraco. Ave. Kennedy

Aberto todos os dias do ano, com 273 locais, bancos, casas de câmbio, etc. Oferece deslocamentos de graça desde e para os principais hoteis.


Panorâmico

Em plena Comuna de Providencia. Um centro comercial mais pequeno.


Arauco Outlet Mall. Ave

Américo Vespucio, Comuna Maipú, a 5 minutos do aeroporto. È o único centro comercial da América do Sul que oferece interessantes descontos durante todo o ano.


População e Costumes do Chile


A população chilena é relativamente pequena e bastante jóvem. No país moram arredor de 14 milhões de pessoas, perto da mitade tem menos de 25 anos e o 72% é menor de 40. Apesar da vasta extensão do território, mais do 70 % da população concentra-se no centro sul do país, particularmente na Região Metropolitana. Só em Santiago moram perto de 5.500.000 habitantes. A população é maioritáriamente católica.


À chegada dos espanhois, Chile estava habitado por diferentes grupos indígenas que haviam alcançado diferentes graus de desenvolvimento cultural. Calcula-se que superavam o milhão de pessoas, distribuidas irregularmente de norte a sul. Os mapuches, “homens da terra”, habitavam a região central e sul. O mais destacado de estes povos foi o araucano, quem apresentou uma comprida resistência aos espanhois primeiro, e aos chilenos depois.


A origem do povo chileno e de sua cultura encontra-se namestiçagem entre espanhois e grupos indígenas, especialmente mapuches. A isto sumou-se a influência de imigrantes, particularmente europeios que começaram a chegar a Chile depois da independência, durante os séculos XIX e XX. Primeiro foram marinheiros e agentes de comércio, depois comerciantes e administradores quem, em pouco tempo, integraram-se à vida do país. Embora a imigração nunca alcamçou as dimensões que tive em países como Brasil ou Argentina. Depois de aportar uma nova onda de imigração espanhola, em especial procedentes do povo vasco, durante o século XIX o modelo francês exerceu grande atração e manifestou-se, principalmente, no pensamento inteletual e nas obras artísticas. Mais recentemente, a permanente influência europeia sumou-se ao estilo de vida norte americano. O cinema, a tv aberta e por cabo e a cosntante chegada ao país dos últimos adiantos, contribuiram homogeneizar o estilo de vida dos chilenos. Aliás, o que carateriza aos chilenos é seu bom senso do humor, o caráter hospitaleiro, a sua sinceridade e tolerância. Porva disso é a constatação de que a sociedade chilena não está dividida por conflitos étnicos, religiosos o reginais. Apenas há diferença entre o castelhano que se fala no norte com o castelhano do sul. Por outro lado, Chile praticamente acabou com o analfabetismo e o promédio de anos em que as crianças assitem à escola duplicou-se nas últimas décadas. O desafio atual centra-se em superar os contrastes sócio-econômicos. A modernização alcançada pelo país durante as dois últimas décadas em todos os campos, melhorou a qualidade de vida dos habitantes, aliás, ainda persistem diferenças quanto à distribução dos ingressos.


Atualmente existem aymaras (perto de 35 mil) e atacamenhos (aredor de 4 mil) no norte; mapuches (aproximadamente um milhão) no sul, rapanuí (perto de três mil) em Ilha de Páscoa e alguns kwashkar e yaganes nas ilhas do extremo sul. Nos últimos anos os costumes e património cultural dos povos indígenas foram protegidos, graças à Lei Indígena, que também permitiu delimitar e preservar suas terras.


Entretenimento e Festividades do Chile


ENTRETENIMENTO

São poucos os países no mundo que oferecem tal diversidade de cenários turísticos como Chile. Aquí o aborrecimento é uma palavra desconhecida. Sem lugar as dúvidas, Chile é um paraíso para quem gosta das atividades ao ar livre e de turismo de aventura.


Dos meses de junho a outubro, o interesse concentra-se nos esportes de inverno, principalmente no esquí. O país conta com centros de fama internacional, muito apróximosmà capital, razão pela que é conhecido como a capital do esquí.


De os meses de junio a octubre, o interesse se concentra em os deportes de invierno, principalmente em o esquí. o país cuenta com centros de fama internacional, muito perto da capital, razão pela qual é conhecida como a capital do esquí. E são muitas as causas deste título, entre as que destacam as condições climáticas, a neve seca e sem perigo de gelo, com temperaturas nunca inferiores aos zero graus, sem esquecer da seguridade nas pistas, já que todas contam com instrutores, patrulhas de salvamento e equipes médicos. Em muitos deste lugares pode-se praticar ala delta, parapente, snowboard ou heliskí, uma modalidade na que tem que subir em um helicóptero que voa a lugares inacesíveis. Os esquiadores, junto a um instrutor experiente, realizam o descenso.


Entre todos os centros aconselhamos o Complexo Farellones El Colorado, com magníficos hotéis e apartamento de aluguel, o Centro La Parva, com uma maavilhosa vista ao Vale Central. Vinte quilômetros para o oriente, entre estas duas estações, levanta-se Vale Nevado, o mais moderno centro de esquí com 25 pistas. Aquí pode se realizar passeios em trenos puxados por cachorros, assim como descidas noturnas


hoteles, refúgios y apartamentos de aluguel, o Centro a Parva, com uma maravillosa vista al valle central. Veinte quilômetros hacia o oriente, entre estas dos estações, se levanta Valle Nevado, o mais moderno centro de esquí com 25 pistas. Aquí se podem realizar passeios em trineos tirados, por perros, así como descensos noturnos. O centro oferece, também, motos de neve e asa delta. A 145 quilômetros para o nordeste de Santiago encontra-se Portillo, um dos centros invernais mais famosos da América do Sul. Dispõe de vários quilômetros de pistas, entre as que se encuentra a mais veloz do mundo. Mais para o sul, a 480 quilômetros de Santiago se encontra Termas de Chillán, no meio de bosques milenários e águas termais. Na zona sul destaca Villarica-Pucón, a 777 quilômetros de Santiago, por seu incomparável situação junto aos vulcões Lanín e Llaima. Mais para o sul, a 1.046 quilômetros da capital se encontra Antillanca, no Parque Nacional Puyehue, nas ladeiras do vulcão Osorno. Não podem ser esquecidos os centros de Lagunillas e Chapa Verde na zona centro-sul, Antuco, Volcán Llaima, a Burbuja, no sul e na zona mais austral, El Fraile e Cerro Mirador, único lugar do mundo onde esquia-se com vista ao mar, em Punta Arenas.


Para quem gosta da pesca e a tranquilidade, Chile oferece mais de 4.000 quilômetros de costa na beira do Pacífico e numerosos lagos, rios e lagoas, com excelentes condições. Nas aguas doces é possível pescar perca-trutas, salmões, truta, pejerei, peladilha, carpa e pejagato. A temporada de pesca prolonga-se desde meados de novembro até a primeira semana de maio e é preciso obter uma permissão que otorga o Serviço Nacional de Pesca, acreditando o conhecimento das vedas. Recomendamos que viaje ao Lago Llanquihué, Laguna del Toro, Rio Futaleufú ou ao Lago General Carrera. Para a pesca em aguas salgadas não se requer de permissão e se se anima, durante todo o ano poderá pescar peixes espada, atuns e bonitos, entre outras especies. O principal centro de pesca esportiva em alta mar é Iquique, no extremo norte do Chile.


Se gosta é da caça, no Chile poderá praticá-la nos períodos permitidos, prévia obtenção da licença expedida pelo Serviço Agrícola e Ganadeiro. Desde abril até agosto está permitida a caça do corvo marinho, codorniz, pomba selvágem, pomba de asas brandas, rola cordilheira, zorzal, melro, trato e caiquén. Entre abril e julho é a temporada de patos em variedades como o juarjual, jergão, capuchino, colorado e preto. Rola pode ser caçada desde o 1 de abril ao 15 de agosto, enauanto que as espécies maiores como o buck ou o cervo vermelho só é permitido caçá-las desde março ao 15 de jnlho. Os principais centros de caça se encontram nas reservas de Osorno e La Unión.


Se prefere a aventura, a variadisima geografia do Chile ofercece a possibilidade de prticar múltiplas modalidades do chamado turismo de aventura. Para começar convidamos-lhe a realizar uma excursão ao Parque Nacional Lauca. Partindo desde Arica, fronteira com o Peru, ascende-se até o parque onde pode-se percorrer extensos salgares, admirar os vulcões e daixar-se seduzir pelo Lago Chungará, a 4.517 metros. Mais para o sul, pode-se viajar ao minclemente deserto. Começa-se em Antofagasta, atravessando salitreiras abandonadas e internando-se no Deserto de Atacama até as cidades de Calama e Chuquicamata. Em pleno planalto pode-se visitar o oásis de San Pedro de Atacama e o grande salgar, rodeado de pequenos povoados pré-hispánicos. Esta expedição também pode ser realizada em bicicletas de montanha.


Em Copiapó é preciso internar-se pelo deserto para chjegar ao vulcão ativo mais alto do mundo, Ojos del Salado, com 6.893 metros. Apesar de sua ascensão não apresentar grande dificuldade técnica, é aconselhável se aclimatar com anterioridade.


Na zonma central do Chile, perto de Santiago, a cordilheira oferece expedições muito interessantes, a pé ou à cavalo, percorrendo vegas, cerros e quebradas. Destaca a excursão ao Cajón del Maipo, a 90 quilômetros de Santiago. Depois de percorrer pequeoos povoados, esteiros e arroios chega-se a Baño Morales, a entrada ao Parque Nacional El Morado. Este é o ponto onde começa a caminhada para visitar a fonte de água Panimávida e a Lagoa El Morado, onde o Cajón fecha enfrente à imponente paisagem andina de glaciares eternos, entre os que destaca o Mirador, a 4.320 metros. Também na zona central, perto da fronteira com Argentina, pode-se realizar o chamado “Grande Cruze dos Andes”, una cavalgada de 7 dias que segue a rota empregada pelo Exército Libertador a princípios do século passado. A marcha se faz por antigas sendas, sguindo o curso de rios e ladeiras, como a costa Espinacito, a 4.400 metros.


Se gosta da bicicleta de montanha, o trekking ou as motos todo terreno, lhe aconselhamos a viagem ao vulcão Villarrica, onde se pode praticar esportes aquáticos no lago do mesmo nome. Aliás, o Caminho Austral é o paraíso do turismo de aventura. Seus mais de 1.100 quilômetros de paisagens únicos, oferecem a possibilidade de realizar longas caminhadas, viagens em motocicletas ou em bicicletas. Mais para o sul, no Parque Nacional Laguna San Rafael, o cerro San Valentín convida a andinistas e escaladores a aventurar-se pelos picos de neve eterna. No extremo austral, o Parque Nacional Torres del Paine, declarado Reserva Mundial da Biosfera, imensa extensão de bosques, lagos, fiordos e glaciares, onde resaltam os maziços da Cordilheira de Paine.


Gostando do raffting, em Chile esperam mais de 20.000 quilômetros de rios torrentosos e cristalinos que baixam ao mar desde as cordilheiras. Destacam o Rio Maipo, Rio Claro, na Região do Maule, o curso superior do Rio Bio Bio, o Rio Trancura, o Rio Fuy, o Rio Bueno o o Rio Petrohue, na Região dos Lagos.


Para a costa, os amantes do kayak, encontrarão excelentes alternativas nos canais e fiordos de Chiloé. Na Região de Aisén, o rio Cisnes oferece a possibilidade de se aventurar no meio de uma paisagem selvática e mais para o sul, o Rio Baker. No extremo sul do país, na Região de Magallanes, pode-se fazer raffting nos rios Serrano e Tyndall.


E quando a noite chega para os amantes das diversões urbanas, as principais cidades do Chile oferecem salas de cinema, teatros, cafés, bares e clubes. Recomendamos ir alguma das famosas Peñas, para desfrutar da música autóctone do país.


FESTIVIDADES

As festas em Chile são un espetáculo de cor, música, dança e tradição. Como em todo o Cono Sul, o ano começa o 1 de Janeiro, quando os chilenos celebram o Ano Novo com esperança. O Dia 6, é a “Festa dos Reis”, especialmente no povoado de Pica, 140 quilômetros ao sudeste de Iquique. A peregrinação dura dois dias nos que a imagem do Menino Jesus percorre as principais ruas. São numerosos os dançantes que com vistosos trajes típicos executam seu baile em homenagem ao Menino. Neste mês há também importantes festivais como o Festival Nacional do Folklore, a Feira Internacional de Artesanato Tradicional em San Bernardo, o Festival del Huaso em Olmué e as famosas Semanas Musicais em Frutillar.


En fevereiro destacam os preparativos da Quaresma em todo o país; o Festival Internacional de Jazz em Tongoy; o prestigiado Festival de Costumes de Chilote; o Festival Internacional da Canção de Viña del Mar onde fazem ato de presença os melhores intérpretes de América e Tapati Rapa Nui, que não é outra cosa que a Semana de Ilha de Páscoa. Não deve-se esquecer a Noite Valdiviana na cidade de Valdivia.


En março, sen lugar à duvidas, o mais interessante é a celebração da Semana Santa, especialmente na pitoresca localidade de Codpa, a 288 quilômetros ao nordeste de Iquique. São milhares os peregrinos que acodem para realizar espetaculares ritos de origem pagana-religiosa. A romaria culmina com una procissão noturna eluminando a oscuridão com as numerosas tochas. Destacam também o Campeonato Nacional de Rodeio em Rancagua, onde pode-se admirar aos melhores jinetes do Chile e a Féria do Lar em Santiago.


O 1 de Mayo, como no resto de países da América Latina, celebra-se o Dia do Trabalho. O Dia 2 é a festa da Cruz de Maio. Na cidade de Temuco se saca a cruz em procissão, enquanto que em Peumo realiza-se una peregrinação à cruz que se encontra no alto de um cerro. O dia 21 comemora-se as Glórias Navais, em lembrança da batalha naval de Iquique. O mês fecha a celebração do Corpus Christi.


Junho sobressae por acolher a Festa de São Pedro e São Paulo, celebração muito vistosa em todos os portos e calhetas do país. A tradicional Festa da Tirana, festeja-se o dia 16 de julho, em uma preciosa estação natural no caminho para o Vale Pica, a 80 quilômetros ao sul de Iquique. Centenares de peregrinos acudem ao lugar em romaria para venerar à Virgem da Tirana, quem segundo a lenda indígena provinha de uma princesa chamada Ñusta Huillac chamada A Tirana por seu despotismo. A princesa apaxionou-se de un prisioneiro português devoto do Virgem do Carmo, quem converteu-a ao cristianismo, sendo surpreendidos pelos soldados, e depois sacrificados. A festa destingue-se, também, pelos “danzarines” e “chinos” que bailam em torno à imagens providos de máscaras e vestimentas representando a Lucifer.


Em agosto o Dia 15, celebra-se a Asunção da Virgem, enquanto que o 18 de setembro se comemora o Dia da Independência Nacional. O dia seguinte, é o Dia das Forças Armadas.


Outubro acolhe, o Dia 12, o “Descobrimento” celebrado na América como o Dia da Raça. Destaca também o Campeonato Internacional de Surf, a Bienal de Arquitetura e a Féria Internacional de Santiago. O dia 1 de novembro, o Dia de Todos os Santos, sem esquecer a Féria Internacional do Livro. No mês de dezembro, o dia 8, a Imaculada Conceição e o 25, Natal. O ano é encerrado a última noite aconselhamos para deslocar-se a Valparaíso, onde a celebração do Ano Novo é um verdadeiro espetáculo.


Transportes do Chile


Avião

Sem dúvida, dadas as importantes distâncias do Chile, o avião é o meio de transporte mais recomendável.


As principais cidades do Chile estão comunicadas via aérea. As linhas aéreas LanChile, Ladeco e National cobrem as rotas nacionais, com vôos diários regulares às principais cidades do país. LanChile oferece vôos diretos desde Madrid à Santiago nas segundas, quartas, sextas-feiras e sábados, com as melhores conexões em rotas nacionais (incluidos Ilha de Páscoa e Papeete). É necessário assinalar que se decidir realizar a viajem de Madrid a Santiago com LanChile, obterá interessantes descontos nos tramos nacionais, a preços mais ventajosos que o passe aéreo de 21 dias chamado “Visit Chile Pass”. Este passe é caracterizado porque todos os itinerários são circulares, começam e finalizam em Santiago; deve adquirir-se fora do Chile e só pode ser utilizado por extrangeiros e não residentes.


Por outro lado, existem outras empresas de transporte aéreo que oferecem vôos especiais no territorio nacional, incluindo o Arquipélago de Juan Fernández.


O aeroporto de Santiago se encontra a 17 quilômetros do centro da cidade e o percurso pode ser efectuado de ônibus, miniônibus ou táxis.


Trem

Os trens corren desde Santiago para o sul (Ferrocarriles del Estado) com estação terminal em Temuco e Puerto Montt, todo o ano. Existen três classes: salão, econômica e dormitório, com beliches superiores e inferiores. As inferiores são mais caras que as superiores. É muito aconselhável utilizar a classe cama nos trajetos noturnos. A viagem entre Santiago e Valdívia, por exemplo, tem una duração de 17 a 20 horas. Existe un serviço de auto-trem para o transporte de carros. No norte, o Ferrobús boliviano percorre o tramo Arica-La Paz, Bolívia. Existe um trem de pasageiros que efetúa o percurso Calama-Oruro, Bolívia e um trem que vai de Arica a Tacna, Peru.


Podem-se adquirir passagens no despacho da Estação Central, que abre todos os dias até as 22.30 hora. Também podem-se comprar na Galeria Libertador, Alameda O Higgins 851 (venda de passagens e informação. Horário: de segundas à sextas de 9 às 18.00 horas e sábados de 9 às 13.00 horas). A duração aproximada das viagens desde Santiago é: a Concepción 9 horas, Temuco 13 horas, Valdivia 17 horas, Osorno 18 horas e média e Puerto Montt de 20 a 22 horas.


Barco

Há numerosas rotas marítimas ao longo da costa chilena. Existem diversas empresas que realizam cruzeiros turísticos como são Terra Australis, que zarpa desde Punta Arenas e navega os canais da Zona Austral -Estreito de Magallanes, Canal Beagle, Canales Fueguinos (7 dias). Skorpios I e II, navega desde Puerto Montt até a Lagoa e glaciar San Rafael (6 dias). Patagonia Express, desde Puerto Montt até a Lagoa e Glaciar San Rafael. Também se pode embarcar em Termas de Puyuhuapi a Porto Chacabuco (duração: 6, 3 o um dia). Odisea, percurso de iate pelas aproximidades da Lagoa San Rafael (6 dias). Navimag, que navega entre Puerto Montt, Puerto Chacabuco e Laguna San Rafael (6 dias) e Transmarchilay, que navega pela zona da Ventisca San Rafael (26 horas).


Ônibus

As principais estradas estão pavimentadas e só achará caminhos de terra e grava nas zonas rurais. Todos os ônibus das principais rotas são cômodos, modernos, rápidos e puntuais. Costumam dispor de WC e servir café e chá a bordo. Levando em conta as distâncias, constituem una boa alternativa em comparação com os servicios europeus e norte americanos. Existem ônibus comuns e com beliches. Os ônibus com beliches (bus cama) tem mais espaço para as pernas e caderas reclináveis com apoio para as pantorrilhas e os pés. Apesar de que os ônibus comunes são muito cômodos, os ônibus cama merecem levar-se em conta. As tarifas variam dependendo da empresa e é aconselhável perguntar pelas ofertas e descontos.


Na maioria das cidades chilenas existe uma terminal central de ônibus para todas as companhias, embora em algús lugares cada empresa conta com sua propia sede. Em viajes de longo percurso como Arica-Santiago, o em rotas rurais, onde opera uma companhia só (o Distrito Lacustre, por exemplo), convém reservar com antelação. Durante os finais de semana, feriados e na temporada de férias (janeiro e fevereiro), a demanda é incrementada considerávelemente.


Carro

Chile dispõe de uma boa rede de estradas. As principais firmas de aluguel de veículos, junto a empresas nacionais, contan com escritórios nas principais cidades e nos aeroportos do país. É preciso apresentar uma carteira de dirigirir internacional, passaporte, cartão de crédito e ser maior de 21 anos.


No Chile dirige-se pela direita, sendo o limite de velocidade em carreteras de 100 quilômetros por hora e de 50 quilômetros. Nas zonas urbanas os sinais mais frequentes son os internacionais.


Transportes Públicos

Quanto a ònibus urbanos, inclusive as menores cidades têm una boa rede de linhs. As rotas vem indicadas com números e com um cartaz onde diz o final do trajeto. Em Santiago duas modernas linhas de metro, limpas, eficientes e econômicas, percorren a cidad ede oriente a poente e de norte a sul.


Na maioria das cidades do Chile os táxis dispõem de taxímetro. A baixada de bandeira tem um custo mínimo e o resto é computado de acordo à distância. Em algumas povoações como Coquimbo, os taxímetros não são muito frequentes pelo que é aconselhável pactar o preço antes de iniciar a carreira.


Fonte: www.rumbo.com.br

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