Cogumelos psicadélicos

cogumelos mágicos são fungos com propriedades psicodélicas, utilizados por diversos povos em suas atividades culturais, bem como drogas recreativas, especialmente por jovens urbanos. As espécies mais utilizadas são: Psilocybe cubensis, Psilocybe cyanescens e Psilocybe semilanceata. Normalmente são classificados como tóxicos devido aos efeitos que causam.


 


O aprendizado moderno sobre tais cogumelos originou-se no interesse da contracultura nas medicinas tradicionais, nesse caso o sistema etno-médico asteca da Mesoamérica. Os astecas o chamavam genericamente de teonanacatyl ou carne dos deuses, os mazatecas o denominam ntsi-si-tho onde ntsi é um diminutivo carinhoso e o restante da palavra poderia ser traduzido como “aquele que brota”.


 


A elevada freqüência de provas arqueológicas, na forma de estatuetas de cogumelos, encontradas na Guatemala evidenciam seu uso pela civilização maia.


 


No Brasil, nas décadas de 60 e 70, não era incomum ver jovens que buscavam determinada espécie destes cogumelos nos pastos dos estados do sul. Estes nasciam sobre o esterco do gado e eram colhidos para se fazer um chá: o “chá de cogumelos”, que devido à psilocibina e psilocina fazia com que se “abrissem” mais um pouco as portas da percepção. Porém, quando ingerido em sua forma natural, ou com algum ingrediente afim de melhorar seu gosto forte (como leite condensado) os efeitos se mostram mais intensos, já que a alta temperatura usada no “chá” destrói parte de seu potencial, deixando as moleculas instáveis. Alem disso, quando ingerido na forma sólida, o efeito vem de forma mais vagarosa, dando tempo ao usuário para perceber melhor o que está acontecendo, dentro e fora de sua mente.


 


Cogumelos sem psilocina e sem psilocibina também são utilizados para fins considerados “recreativos”, sendo um exemplo o Amanita muscaria, que produz um efeito embriagante.


 


A curandeira Maria Sabina, do México, ficou conhecida em diversos países por seus rituais que faziam uso dos cogumelos mágicos.


 


 


Legalidade


No Brasil: A Psilocibina é uma substância controlada. Portanto a posse, cultivo de qualquer organismo que a possua está sujeito a implicações cabíveis.


 

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