Comida chinesa à moda brasileira








Comida chinesa à moda brasileira






País sede das Olimpíadas 2008, China conquistou os brasileiros com sua culinária

País sede das Olimpíadas 2008, China conquistou os brasileiros com sua culinária


A culinária chinesa conquistou o mundo com seus sabores, cores, textura e aromas. Não estamos falando de carne de cachorro, gato, macaco ou insetos, consumidos como alimentos exóticos. Bizarrices (para nós, brasileiros) à parte, o cardápio dos chineses é composto, basicamente, por arroz, carne de porco, peixe, soja e seus derivados, verduras e legumes. Entre os temperos mais populares estão o shoyo (molho à base de soja), gengibre fresco, óleo de gergelim, pimenta, saquê chinês (conhecido como lau-jiu), ajinomoto e açúcar.



Uma das características mais marcantes desta peculiar culinária é o equilíbrio. As técnicas de preparo são baseadas no taoísmo e os ingredientes seguem o princípio do yin e do yan: pólos contrários que se complementam. Daí os pratos mesclarem quente e frio, salgado e doce, picante e agridoce.



Esta mistura de sabor e aroma conquistou o paladar dos brasileiros. Prova disso é a explosão de restaurantes e fast-foods chineses espalhados em todo o País. Entre campeões de pedidos estão o yakissoba e o rolinho primavera.



O diretor e um dos fundadores da rede de fast-food chinesa Lig Lig, Thomas Liu, diz que o cardápio do restaurante é inspirado na comida chinesa, pois o brasileiro tem costumes e opta por ingredientes diferentes. “Os pratos servidos em qualquer fast-food de origem chinesa no Brasil passaram por adaptações. Mas procuramos usar condimentos e ingredientes que, se não são fiéis ao paladar chinês, são bem parecidos e agradam os brasileiros”, resume.



O rolinho primavera (massa frita recheada com carne bovina desfiada, cenoura, repolho e cebolinha) e o yakissoba, por exemplo, têm em sua composição os elementos básicos da culinária chinesa: carne e vegetais, com massa presente na receita. O toque chinês é complementado pelo molho agridoce, no caso do rolinho, e do molho shoyu, no yakissoba, ambos bastante presentes nas mesas de toda a China.



Filho de chineses, Thomas Liu busca divulgar a cultura chinesa por meio da culinária. “Queremos levar um pouco da cultura da China aos brasileiros por meio da cozinha chinesa, que é extremamente variada, farta e, ao contrário do que se pensa, higiênica”, explica. Essa é apenas uma das peculiaridades da culinária do país mais populoso do mundo, mas há muitas outras.



Grupos – Quatro grupos formam a culinária chinesa, que tem mais de 10 mil pratos distribuídos em 20 ´cozinhas regionais´. Os grupos são: Pequim (Beijing), que simboliza o Norte; Cantão (Guangdong), o Sul; Xangai (Shangai), o Leste; e Sichuan (Szenchwan), o Oeste. A predominância dos pratos vem do Norte e do Sul. No Norte, os principais alimentos são o talharim, o pão no vapor e bolinhos de carne. Os pratos são mais oleosos, mas os paladares são mais suaves e é freqüente o uso de vinagre e alho. Já a culinária do Sul possui pratos com acompanhamento de arroz e sabores mais adocicados.



Quatro mandamentos – A culinária chinesa precisa, necessariamente, seguir quatro mandamentos: cor, perfume, paladar e apresentação esmerada. É por isso que são usados vários ingredientes num mesmo prato (com cores diferentes), temperos e condimentos em profusão – como gengibre, curry, molho shoyu e óleo de gergelim, por exemplo – mas com bastante equilíbrio (o que garante o perfume e o paladar) e com bonita apresentação, de maneira que a refeição agrade o paladar, o olfato e a visão.



Cores – Outra característica interessante é a composição dos pratos. A culinária chinesa baseia-se em preparar desde os mais comuns, consumidos diariamente, até os especiais, com um ingrediente principal – carne, verdura ou massa – e pelo menos dois ingredientes secundários, em cores contrastantes com o item principal. O frango chop-suey, por exemplo, é um prato bem colorido. Leva como ingrediente principal cubinhos de frango. Eles são acompanhados de vegetais selecionados, como brócolis, pimentões verdes e amarelos, broto de bambu e cogumelos.
 
Equilíbrio – Outra peculiaridade da culinária chinesa é o equilíbrio entre os ingredientes utilizados. Para os chineses, a proporção adequada para um prato que tem como item principal a carne é complementá-lo com 1/3 de vegetais. Ao contrário, quando um prato tem como elemento principal os vegetais, ele deve ser composto também por 1/3 de carne. Esses pratos são acompanhados, de maneira geral, por arroz ou massa. Já as sopas levam 7/10 do volume da tigela de água. Os demais ingredientes – apenas 3/10 do prato – garantem, segundo a tradição chinesa, o valor nutricional adequado. Também é comum picar os alimentos em pequenos pedaços, para facilitar o uso dos hashis (palitos) na hora de comer.



Exóticos – Engana-se quem teme chegar à China e se deparar com pratos à base de carne de cachorro, gato, cobra e macaco. É o mesmo que dizer que quem vem ao Brasil só encontrará carne de jacaré, capivara e javali. Tratam-se de pratos exóticos, que todos os países têm. Historicamente, esses costumes surgiram porque a China é um país de dimensões continentais e com a maior população do mundo. Desde os tempos antigos, muitas pessoas moram no deserto ou em regiões remotas, tendo de se adaptar ao que a natureza oferece para sobreviver. Daí vem o consumo de determinados animais ´estranhos´ ao nosso paladar.



 


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