Como funciona o projeto pedagojico

PARTE DO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

6. DA MISSÃO E OBJETIVOS DO CURSO

O III Plano Quinquenal de Desenvolvimento 2005/2009 da UNAMA, aprovado pela Resolução CONSUN No. 011/2005, de 29/01/2005, propõe, dentre seus compromissos Estratégicos:
“As Diretrizes Curriculares e o regime semestral devem servir, pelo esforço continuado, da área de ensino, para quw a Universidade renove e atualize seus cursos numa dimensão amazônica e promova a efetiva qualificação acadêmica de seu alunado.”(p.40)
A partir desse pressuposto e como decorrência da missão da Universidade, que é “Èducação para o Desenvolvimento da Amazônia”, a gestão do curso formulou suas diretrizes estratégicas, a saber:

6.1 A MISSÃO DO CURSO

A missão do curso de Administração, balizada pela missão da Universidade, é:

“Formar profissionais de Administração qualificados para gerir sistemas organizacionais com eficiência e eficácia, com espírito empreendedor e aptos a contribuirem para o bem-estar social, e o desenvolvimento sustentável da Amazônia, sem perder de vista o contexto global em que ela se insere”.

6.2 OS OBJETIVOS DO CURSO

6.2.1 Objetivo Geral

Formar bacharéis em Administração comprometidos com as questões político-sócio-econômicas da atualidade e capazes de desenvolver um conjunto de habilidades e competências que o credenciam a intervir nos processos organizacionais, de maneira proativa e dentro de princípios éticos, visando assegurar níveis de competitividade estratégica.

6.2.2 Objetivos específicos
Os objetivos secundários que norteiam as ações do Curso, nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, que se inter-relacionam para dar solidez à formação do profissional, são:

 na área do ENSINO: oferecer um ensino de graduação em Administração fundamentado na formação continuada dos seus docentes e numa estrutura curricular dinâmica e flexível, centrada na qualidade, organização e informação, princípios básicos da Universidade, visando à formação de profissionais com as habilidades e atitudes requeridas pela prática empreendedora;

 na área da EXTENSÃO: promover programas com vistas à melhoria do bem-estar da sociedade amazônida, permitindo também a atualização continuada do corpo docente, dos antigos alunos, buscando integrá-los cada vez mais à sociedade para melhoria de suas condições de vida e de trabalho.
 na área da PESQUISA: buscar o desenvolvimento de linhas de pesquisa, em consonância com os avanços da ciência da administração , das modernas tecnologias organizacionais, das necessidades da sociedade, e da disponibilidade de recursos humanos, materiais, financeiros e mercadológicos, tendo em vista a produção de novas teorias e conhecimentos administrativos e modelos gerenciais.

6.3 PRINCÍPIOS ORIENTADORES DA FORMAÇÃO

O processo de formação dos graduandos, com o advento da LDB, tem assumido centralidade nas discussões acadêmicas, considerado que o cenário passa a se configurar, pela busca de aderência aos imperativos estabelecidos pela nova ordem, exigindo a reorientação dos projetos pedagógicos, bem como, a maneira de conceber um ensino de qualidade conectado com o tempo e com o espaço.
A recente Resolução n. 04 de 13 de julho de 2005 impõe uma reformulação dos cursos de Administração,não somente no que se refere à forma, concepção filosófica, mas também metodológica, de forma a tornar consistente o Projeto Pedagógico. Isto implica na definição não somente “do que fazer”, mas também o “como fazer” do curso. Em vista disto, as instituições que oferecem o curso de Administração, deverão pensar, de forma sistemáticas suas praticas, que devem incluir seus princípos norteadores.
Assim, as diretrizes estratégicas do curso, alinhadas ao III PQD da instituição, bem como os princípios que emanados das Diretrizes, serviram como referência para promoção das adequações necessárias ao Projeto Pedagógico, inclusive para o delineamento de seus princípios norteadores.
Para atender aos condicionantes acima citados, o Curso de Administração da UNAMA deve ser alicerçar-se em princípios tais como:
• o aluno como agente ativo na construção do conhecimento: os alunos devem ser estimuladas pelos docentes a protagonizarem o seu próprio processo de aprendizagem, através das diversas atividades curriculares e extras curriculares do curso;
• criação de condições efetivas para o “aprender a fazer”: a metodologia utilizadas na operacionalização das diversas atividades do curso devem contribuir para o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades que permitam aos alunos a utilização de tecnologias e ferramentas voltadas para simulações empresariais, dirigidas à identificação de problemas e oportunidades, bem como a proposição de soluções adequadas às necessidades organizacionais;
• a prática e da vivência interdisciplinar mediando o processo ensino- aprendizagem : as práticas pedagógicas que levam a fragmentação do saber, devem ser substituídas por uma prática docente embasada numa filosofia integradora, norteada por padrões metodológicos que conduzam a resolução de problemas de forma sistêmica e integrada, a partir do conhecimento advindo das diversas campos do conhecimento. A adoção de um projeto interdisciplinar a ser desenvolvido a cada semestre acadêmico proporcionará ao aluno oportunidade para apropriação da realidade através de situações desafiadoras, capazes de levá-lo a refletir e planejar ações de intervenção de forma sistematizada;
• atuação do professor orientada por uma pedagogia dialógica: de transmissor e reprodutor do conhecimento, o docente deverá assumir o exercício da docência de forma crítica e incentivadora do processo de aquisição do conhecimento por parte do aluno, alterando a dinâmica da sala de aula;
• reforço da concepção da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão: as práticas de ensino-aprendizagem se colocam como oportunidade à experimentação e à reflexão, para o questionamento , para produção de conhecimento próprio (DEMO, 1998); para ampliação e integração de campos científicos, numa perspectiva interdisciplinar, a pesquisa fazendo parte da profissionalização . Nesse contexto, o Trabalho de conclusão de Curso, fundamentado pelas técnicas de elaboração de Projetos de Pesquisa, bem como as Atividades complementares, passam a ser componentes essenciais ao processo formativo.

7. DO PERFIL DO PROFISSIONAL A SER FORMADO : COMPETÊNCIAS, HABILIDADES E ATITUDES

Em relação às competência dos egressos, de acordo com os termos das Diretrizes Curriculares, em seus Artigos 3º e 4º tem-se :.
“Art. 3º.- O Curso de Graduação em Administração deve ensejar, como perfil desejado do formando, capacitação e aptidão para compreender as questões científicas, técnicas, sociais e econômicas da produção e de seu gerenciamento,observados níveis graduais do processo de tomada de decisão, bem como para desenvolver gerenciamento qualitativo e adequado, revelando a assimilação de novas informações e apresentando flexibilidade intelectual e adaptabilidade contextualizada no trato de situações diversas, presentes ou emergentes, nos vários segmentos do campo de atuação do administrador.
Art. 4º O Curso de Graduação em Administração deve possibilitar a formação profissional que revele, pelo menos, as seguintes competências e habilidades:

a) reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir modificações no processo produtivo, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos e exercer, em diferentes graus de complexidade, o processo da tomada de decisão;

b) desenvolver expressão e comunicação compatíveis com o exercício profissional, inclusive nos processos de negociação e nas comunicações interpessoais ou intergrupais;

c) refletir e atuar criticamente sobre a esfera da produção, compreendendo sua posição e função na estrutura produtiva sob seu controle e gerenciamento;

d) desenvolver raciocínio lógico, crítico e analítico para operar com valores e formulações matemáticas presentes nas relações formais e causais entre fenômenos produtivos, administrativos e de controle, bem assim expressando-se de modo crítico e criativo diante dos diferentes contextos organizacionais e sociais;

e) ter iniciativa, criatividade, determinação, vontade política e administrativa, vontade de aprender, abertura às mudanças e consciência da qualidade e das implicações éticas do seu exercício profissional;

f) desenvolver capacidade de transferir conhecimentos da vida e da experiência cotidianas para o ambiente de trabalho e do seu campo de atuação profissional, em diferentes modelos organizacionais, revelando-se profissional adaptável;

g) desenvolver capacidade para elaborar, implementar e consolidar projetos em organizações; e

h) desenvolver capacidade para realizar consultoria em gestão e administração, pareceres e perícias administrativas, gerenciais, organizacionais, estratégicos e operacionais.” ( BRASIL, 2005, p.2)
.
Obedecendo a exigência acima, porém reconhecendo o perfil dos ingressantes deve manter consonância com a inserção regional, com a missão do curso e com o projeto institucional da universidade, o egresso do curso de Administração da UNAMA, deverá também:
I) Ter conhecimentos para tomar decisões em diferentes contextos organizacionais. Para tanto deverá ter formação básica sólida: com ênfase nos conhecimentos básicos, teóricos e práticos, visando fornecer sustentação para o exercício profissional.
II) Ter habilidades para o exercício da gestão, seja em organizações da iniciativa privada ( seja a grande, a pequena e a média empresa), do setor público, (nas diversas esferas de poder) , ou ainda nas instituições que compõem o Terceiro Setor, nos diversos níveis organizacionais, de preferência, após se especializar, já que a graduação deverá ser encarada como etapa inicial, a base para o permanente e necessário processo de educação continuada;
III) Internalizar valores éticos, de justiça, cidadania e responsabilidade sócio-ambiental: sua prática profissional deve estar pautada no comprmisso com o desenvolvimento sustentável da região.
IV) Deverá possuir espírito empreendedor para a identificação de oportunidades regionais de negócios, nas cadeias produtivas na Amazônia, como também no setor de serviços, ou como intra-empreendedor, na organização na qual atua , de forma crítica, inovadora;

7.1 Condições de Oferta e Vocação do Curso

Os ambientes econômico, social e institucional, a missão, os princípios e o objetivo geral do curso e, finalmente, o perfil desejado para o egresso conduzem a um curso de Administração de vocação mais generalista, que assim mesmo privilegia em seu processo de formação o tratamento as especificidades da administração, em diferentes contextos organizacionais, a saber : das organizações públicas, das organizações voltadas para o mercado e das organizações que compõem o chamado Terceiro Setor.
Desse modo, conhecimento específicos nas áreas de Produção e Operações, Marketing, Sistemas de Informação, Finanças e Gestão de Pessoas, Recursos Materiais , Logística Empresarial , Gestão Estratégica são enfatizados ao longo do processo formativo, permitindo que o aluno possa adotar diversos percursos que o levarão a terminalidades variadas, tanto em termos de áreas de conhecimento como de orientação profissional, podendo tornar-se gestor ou empreendedor, ou prosseguir a carreira acadêmica (pesquisador), já que o curso o instrumentaliza para a elaboração de projetos de pesquisa em Administração.
A articulação com os programas de pós-graduação mantido pela instituição, através da Superintendência de Pós –Graduação – SUPOS, favorece o processo de educação continuada . O aluno poderá prosseguir seus estudos freqüentando os MBAs em Gestão Empresarial, Gestão Pública, Gestão de, Organizações do Terceiro Setor,Gestão de Pessoas, Planejamento de Marketing Político, Economia e Agro negócios, Gestão Financeira de Negócios, etc oferecidos pela própria instituição, usufruindo os benefícios da sua condição de antigo aluno.

8. ÁREAS E CAMPOS DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL
A profissão do administrador foi criada pela Lei 4.769, de 09.de Setembro de 1965, e regulamentada pelo Decreto nº 61.934, de 24 de fevereiro de 1966, o qual estabeleceu que as empresas públicas e privadas do país deveriam admitir o profissional de nível superior em Administração para exercer, entre as atividades, as de Chefia ou de Direção dessas empresas.

Hoje, esse profissional tem atuação garantida também nas organizações do Terceiro Setor, voltadas para as atividades sócio-culturais e de amparo promovidas pelas empresas junto à sociedade.

De acordo com a Lei No. 4.769, já citada, em seu artigo 3º, o exercício da profissão de Administrador é privativo:
a) dos bacharéis em Administração Pública ou de Empresas, diplomados no Brasil, em cursos regulares de ensino superior, oficial, oficializado ou reconhecido, cujo currículo seja fixado pelo Conselho Federal de Educação, nos termo da Lei no. 4.024, de 20 de dezembro de 1961;

b)dos diplomados no exterior, em cursos regulares de Administração, após a revalidação do diploma no Ministério de Educação, bem como diplomado, até a fixação do referido currículo, por cursos de bacharelado em Administração, devidamente reconhecidos;

c) dos que, embora não diplomados nos termos das alíneas anteriores, ou diplomados em outros cursos superiores e de ensino médio, contem, na data da vigência da Lei, cinco anos, ou mais, de atividades próprias no campo profissional de Administração.

A exemplo de outras profissões liberais, a regulamentação da carreira de Administrador de Empresas previu a criação de órgãos responsáveis pela orientação , disciplina e fiscalização do exercício profissional: O Conselho Federal de Administração- CRA , com uma missão ampla: trabalhar pela afirmação da existência e pela fixação da profissão de Administrador no macro-sistema sócio-jurídico-econômico nacional,e os Conselhos Regionais de Administração CRAs , que detêm, em decorrência da lei, responsabilidades tais como as de dar execução às diretrizes formuladas pelo Conselho Federal de Administração, fiscalizar, na área da respectiva jurisdição, o exercício da profissão de Administrador. Esses órgãos constituem o chamado “sistema CFA “, conjunto de autarquias dotadas de personalidade jurídica de direito público, com autonomia técnica, administrativa e financeira, vinculada ao Ministério do Trabalho.

Ainda de acordo com o Art. 14 dessa lei, “Só poderão exercer a profissão de Administrador os profissionais devidamente registrados nos CRAs, pelos quais será expedida a carteira profissional.”

Ainda de acordo com o enunciado do referido diploma legal em seu Art. 2º a atividade profissional de Administrador será exercida, como profissão liberal ou não, mediante:
a) pareceres, relatórios, planos, projetos, arbitragens, laudos, assessoria em geral, chefia intermediária, direção superior;

b) pesquisas, estudos, análise, interpretação, planejamento, implantação, coordenação e controle dos trabalhos no campo da Administração.

São, portanto, de acordo com a legislação, áreas de atuação e atividades privativas do Administrador:
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA: Análise financeira, Assessoria financeira, assistência técnica financeira, consultoria técnica financeira, diagnóstico financeiro, orientação financeira, pareceres e viabilidade financeira, projeções financeiras, projetos financeiros,sistemas financeiros, administração de bens e valores, administração de capitais, controladoria, controle de custos, levantamento de aplicação de recursos, arbitragens , controle de bens patrimoniais, participação em outras sociedades ( holdings), planejamento de recursos, plano de cobrança, projetos de estudo e preparo para financiamento.

ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: Administração de estoques, assessoria de compras, assessoria de estoques, assessoria de materiais, catalogação de materiais, codificação de materiais, controle de materiais, estudo de materiais, logística, orçamento e procura de materiais, planejamento de compras, sistema de suprimentos.

ADMINISTRAÇÃO MERCADOLÓGICA / MARKETING: Administração de vendas, canais de distribuição, consultoria promocional, coordenação de promoções, estudos de mercado, informações comerciais- extra – contábeis, marketing, pesquisa de mercado, pesquisa de desenvolvimento de produtos, planejamento de vendas, promoções,, técnica comercial, técnica de varejo ( grandes magazines).

ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO: Controle de produção, pesquisa de produção, planejamento de produção, planejamento e análise de custos.

ADMINISTRAÇÃO E SELEÇÃO DE PESSOAL / RECURSOS HUMANOS: cargos e salários, controle de pessoal, coordenação de pessoal, desenvolvimento de pessoal, interpretação de performances, locação de mão-de-obra, pessoal administrativos, recrutamento, recursos humanos, seleção, treinamento.

ORÇAMENTO: Controle de custos, controle e custo orçamentário, elaboração de orçamento empresarial, implantação de sistemas orçamentários, projeções, provisões e previsões.

ORGANIZAÇÃO E MÉTODOS E PROGRAMAS DE TRABALHO: Administração de empresas, análise de formulários, análise de métodos e processos, análise de sistemas, assessoria administrativa, assessoria empresarial, assistência administrativa, auditoria administrativa, consultoria administrativa, controle administrativo, gerência administrativa e projetos, implantação de controle e de projetos, implantação de estruturas empresariais, implantação de métodos e processos, implantação de planos, implantação de serviços, implantação de sistemas, organização administrativa, organização de empresas, organização e implantação de custos, pareceres administrativos, perícias administrativas, planejamento empresarial, planos de racionalização e reorganização, processamento de dados/ informática, projetos administrativos, racionalização.

CAMPOS CONEXOS: Administração de consórcios, Administração de comércio exterior, administração de cooperativas, administração hospitalar, administração de condomínios, administração de imóveis, administração de processamento de dados / informática, administração rural, administração hoteleira, “factoring”, turismo.

Tendo em vista a amplitude do campo profissional do administrador, o curso de graduação em Administração da UNAMA busca considerar a multiplicidade de competências, habilidades e atitudes que esse profissional deverá dominar para que possa desenvolver suas atividades com eficácia, ética e responsabilidade social e assim atenderas exigências da legislação que regulamenta a profissão.

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