Conceitos básicos do espiritismo

ESPIRITISMO



Em 1857 com a publicação de “O Livro dos Espíritos” de Alan Kardec, pseudônimo de Hypolite Leon Denizard Rivail, pedagogo, filósofo, escritor e cientista, o mundo veio a conhecer o Espiritismo, doutrina de características científicas, filosóficas, e morais.


O século XIX foi escolhido pela espiritualidade para ser um período de aumento do intercâmbio entre o “mundo espiritual” e o “mundo físico”, pois o Homem já estava consciente o suficiente para que entendesse as relações entre os planos de existência, que eram conhecimentos exclusivos de grupos esotéricos fechados.


Com a Doutrina Espírita o mistério da vida e da morte foi revelado em níveis nunca antes tão explícitos, e com o conhecimento advindo de tais revelações, o amor e a confiança em Deus aumentaram sensivelmente, motivados por uma fé raciocinada.


O destino do Homem é ser feliz tornando-se gradativamente ao longo de uma longa jornada evolutiva, livre da dor, do sofrimento e da ignorância, alcançando a angelitude, caminhando para Deus.


Conceitos Básicos do Espiritismo


1. Existência de Deus.


2. Preexistência e sobrevivência do espírito.


3. Reencarnação.


4. Evolução universal.


5. Comunicabilidade dos espíritos.


6. Pluralidade dos mundos habitados.


Os postulados básicos da doutrina espírita fazem parte da cultura da humanidade desde eras remotas. O espiritismo tendo se apossado destes princípios, construiu uma nova visão da realidade, incorporando informações colhidas pelo desenvolvimento científico e filosófico realizados nos últimos séculos, somados ao brilhante trabalho experimental e teórico,de Allan Kardec, o luminar de Lion.


Deus é a causa primeira e última de todas as coisas. É eterno, único, onipotente, onisciente, imutável, e imaterial. Colocada de lado a visão antropomórfica de Deus, Ele se revela no íntimo de cada um, como uma sublime inspiração ao bem comum, ao amor incondicional e à fé inabalável.


O espírito é a centelha inteligente do universo. É a luz que cruza a vastidão do tempo, indo do passado ao futuro na carruagem da evolução.


O espírito abraça a matéria numa co-dependência de existência: dá forma ao mineral, sensibilidade ao vegetal, instinto ao animal e inteligência ao homem.


Somos, fomos e seremos sempre espírito, e somos finitos na medida que almejamos e olhamos para o eterno, mas somos imortais e temos a potencialidade de evoluirmos infinitamente, e isto nos coloca próximos a Deus, à sua semelhança.


Em múltiplas vidas, o espírito vai se aperfeiçoando, adquirindo novas experiências e conhecimentos, errando e acertando, caindo e levantando, unindo o passado ao futuro numa cadeia ininterrupta de existências, até o momento do despertar da consciência superior, revelando uma inteligência e moral puras.


Diferentemente da matéria que se organiza de átomos em moléculas, que formam planetas, sóis, galáxias, para depois se desorganizarem e voltarem ao átomo em um ciclo material contínuo, a consciência espiritual evolui sem retrocessos, do instinto à inteligência, à intuição superior, à consciência crística. Fazemos uma marcha inexorável do homem ao anjo, e do anjo a Deus. Saímos da dualidade para a unidade, das sombras para a claridade, do medo para a confiança e a realização plena.


Mediunidade é a porta pela qual o mundo invisível encontra o visível, dividindo o mesmo destino. Através da mediunidade, podemos esquecer um pouco da nossa solidão e sentirmos a companhia de nobres almas que nos visitam como a um país distante. Também nos permite consolar e orientar aqueles que partiram despreparados para a jornada final da alma. Pela mediunidade confirmamos muitos dos nossos sonhos ou certificamos nossos piores medos.


Triste seria o homem que ao olhar o céu noturno e estrelado, nada visse senão grandes astros em fogo eterno, como grandes fornalhas devorando o combustível do universo, ou somente visse estradas abandonadas de poeira cósmica, ou mesmo grandes vastidões frias e silenciosas. Feliz do espiritualista que crendo em Deus, que é todo fecundo e nada cria sem dar um sentido pleno, olha para os astros distantes e vê a antiga morada de seus pais ou a futura casa de seus filhos, que ouve a música das esferas, e percebe um chamado longínquo de milhões de raças, de milhões de vozes, pois vasto é o universo e mais vasto ainda é a distância que a vida alcança.


Fonte: www.terraespiritual.org

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