Das fábricas para as vitrines, macacão está de volta à moda

Inspirado em antigos uniformes de trabalho, os macacões alçaram vôos que vão muito além dos operários. Frente única, tomara-que-caia, com gola pólo ou no modelo tradicional, a peça é uma das cartadas das principais coleções do próximo verão. Curtos ou longos, eles vêm para serem usados tanto de dia quanto à noite.


 


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A aposta na tendência é tão grande que há marcas que chegam a ter seis modelos numa só coleção. “Tem macaquinho frente única, de manguinha, perna cumprida justa, pantalona”, enumera a estilista da Xsite, Mariana Asp.


 


Para a estilista Jéssica Lengyel, da Colcci, o diferencial pode ser a sobreposição. “O look ganha um ar chique quando a peça é usada com uma camisa de alfaiataria por baixo. Mas se a intenção é ser casual, entram em cena os micro tops, cujo cumprimento termina logo abaixo do busto”, dá a dica. 


Como usar


Democrática, a moda atende a quase todos os tipos de corpos. “Não precisa ter corpo de modelo, o que não pode é ter nada excessivo. Quem tem mais quadril tem que tomar cuidado, usar uma coisa mais solta, tipo pantalona, ou com cintura baixa”, ensina a consultora de moda Regina Martelli.


 


 





Curtos, os macacões podem vir tomara-que-caia, com mangas e em modelo salopete (Foto: Montagem G1 com fotos de divulgação)


As baixinhas, segundo ela, podem resolver o problema escolhendo um salto alto para complementar o visual.


 


“Nos pés, caem bem também com sandálias rasteiras. Se for optar pela alta, prefira nada muito delicado, mas uma anabela. Tênis, no caso dos modelos mais esportivos, também podem ser uma escolha”, diz ela, que sugere ainda acessórios como cintos abaixo da cintura e faixas. 


História


Clássico da moda, há décadas os macacões vêm e vão das passarelas. Segundo Regina, a história conta que o modelo surgiu antes mesmo das calças jeans.


 


“A história começa no século 19, quando Levi Strauss foi para as minas do oeste americano vender tecidos de tendas. Ele, então, percebeu que as calças dos mineiros se rasgavam à toa e usou os tecidos para fazer modelos mais resistentes”, conta ela.


 


 





Fora da tradição do jeans, a peça vem ainda em tecidos nobres como a seda (Foto: Montagem G1 com fotos de divulgação)


A consultora lembra ainda que os trabalhadores, então, começaram a reclamar que os bolsos  arrebentavam. “Aí ele conseguiu um sócio que colocou o rebite para reforçar e foi um sucesso. Mas só no século 20 a peça deixou de ser utilitária para se tornar fashion”, completa.


 

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