Definição para estresse e depressão

ESTRESSE E DEPRESSÃO
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Estresse e Depressão

O estresse e a depressão são dois desequilíbrios emocionais que se transformam em doença com muita facilidade, quando não tratados em tempo.

O Estresse

É um dos problemas que está tirando o sono de muita gente nos dias de hoje.

Todos os dias, tudo sempre igual. Acordar cedo, trabalhar, dormir, acordar cedo, trabalhar e dormir. Entre o espaço de acordar cedo, trabalhar e dormir, acontecem mil e uma atividades, preocupações, pressões, cobranças internas e externas.

Quem agüenta essa sobrecarga, essa pressão, esse corre-corre? Com isso, nosso organismo se debilita, começa a doer a cabeça, a insônia aparece, o corpo sofre, os nervos ficam à flor da pele e devagarzinho o estresse vai se instalando.

Quando enfrentamos uma situação inesperada (um grande perigo ou uma enorme preocupação), quando surge em nossa vida uma nova paixão muitas vezes proibida, nosso corpo reage de várias maneiras: o ritmo cardíaco e a pressão sangüínea se alteram e nossa capacidade de concentração passa a ser prejudicada.

O conjunto de algumas destas reações físicas e psicológicas é conhecido como estresse.

O estresse está presente na vida de todas as pessoas, sem exceção, com menor ou maior intensidade. É sinal de desequilíbrio, dependendo do que nosso organismo suporta, percebe e sente. O estresse deixa uma postura pessimista e derrotista frente ao nossos problemas e desafios.

A pessoa fica excessivamente ansiosa, extremamente irritada e insatisfeita com a vida de um modo geral.

A etapa inicial do estresse é quando o corpo fica mais aberto, com o seu metabolismo mais acelerado. Inicia-se então o agente estressor, que atua sobre a resistência do organismo, deixando-o desgastado e cansado devido ao grande consumo de energia utilizado na etapa inicial.

Aparecem sintomas como taquicardia, sudorese excessiva (a pessoa passa a suar muito mais), perda de concentração, impotência sexual, alergias, gripes duradouras, perda de cabelo.

O corpo fica exausto, baixa a resistência e a imunidade, o organismo vai se debilitando cada vez mais. Essa fase é muito perigosa pois, em alguns casos, pode até ocorrer a internação hospitalar devido ao aparecimento de doenças mais sérias como hipertensão arterial crônica, úlcera gástrica, diabetes e depressão (que é uma fase ainda mais adiantada, porque vai desencadeando vários sintomas – uns de mãos dadas com outros, puxando a pessoa para baixo).

Prevenir o estresse pode eliminar todos estes problemas, mas o melhor a fazer é procurar ajuda psicanalítica, que pode auxiliar nos episódios de estresse e na sua prevenção.

Uma das causas do estresse não acontece somente por motivos de sobrecarga no trabalho, mas também pela insatisfação e pela falta de prazer naquilo que se faz (estafa é somente cansaço físico, estresse é bem mais complicado).

Alguns fatores podem contribuir para o estresse como barulho, poluição do ar, locais muito quentes ou muito frios, falta de espaço.

A má alimentação, o comer correndo e logo voltar às atividades, a falta de exercícios e o sedentarismo também são fortes candidatos ao estresse, além da ingestão excessiva de medicamentos, a automedicação, o uso de drogas, álcool e cigarro.

Outros fatores desencadeantes do estresse: situação econômica atual (contas, cobranças, dívidas) e danos familiares (brigas, desentendimentos, separações, perda de entes queridos ou mesmo de um animal de estimação).

A Depressão

A depressão é uma doença caracterizada por um estado em que o humor fica melancólico, “para baixo”. O indivíduo pode sentir angústia, desânimo, falta de energia, tédio, apatia, enfim, uma tristeza profunda.

Quando usamos o termo depressão, estamos falando de uma condição em desequilíbrio comum, com sintomas muito específicos. Esses sintomas têm intensidade e duração expressivas e podem afetar de várias formas as funções e o bem-estar de uma pessoa.

O sofrimento que essa doença provoca é difícil de medir, o que muitas vezes acaba retardando o diagnóstico e, conseqüentemente, o tratamento.

Isso porque a pessoa depressiva geralmente não sabe como ou onde procurar auxílio, sentindo-se culpada e não tendo energia ou vontade para agir.

Se a depressão não for tratada, pode provocar um grande abalo em sua vida familiar e todos sofrerão por causa disto.

A depressão não é uma “fossa”, como se dizia antigamente, ou um “baixo astral”, como se diz hoje.

Também não é um sinal de fraqueza ou uma condição que possa ser superada pela vontade ou pelo esforço próprio. As pessoas com depressão não podem simplesmente recompor-se e melhorar por conta própria, elas não são capazes e não têm condições para isso sozinhas. Há necessidade de um acompanhamento profissional para que a depressão não se instale no inconsciente de uma forma duradoura e permanente, pois com certeza ela retornará mais tarde e com mais força.

Em geral a pessoa com depressão percebe que não está bem, mas não aceita o diagnóstico, diz que não é nada para enganar a si própria.

Alguns sintomas da depressão:

– humor deprimido;

– aquela risadinha amarela, sem graça e sem vida;

– tristeza, melancolia ou sensação de vazio;

– perda do interesse em atividades anteriormente prazerosas, inclusive na atividade sexual;

– sentimentos de autodesvalorização ou de culpa;

– dificuldade em se concentrar, raciocinar ou tomar qualquer decisão;

– perda de energia ou sensação de contínuo cansaço.

Muitas vezes ficamos mergulhados em nossa dificuldade íntima e totalmente envolvidos pelos problemas que a nós parecem não ter solução, com causas geradoras de efeitos desagradáveis em nossas vidas que nos tiram o sono e a alegria de viver. Porém, muitas vezes não entendemos que os problemas mais aflitos e desesperadores que possam nos parecer se acham inseridos em um processo de busca e de aperfeiçoamento das nossas qualidades, sejam elas morais, intelectuais ou materiais. Esses problemas e dificuldades trazem certamente uma bagagem de experiências que nos desarmonizam e nos desequilibram diante das situações na qual vivemos, e nas novas que surgirão em nossas vidas.

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