Definição para separação

SEPARAÇÃO

Pesquisas mostram que a separação mundial anda aceleradamente nos últimos tempos.

No entanto, vamos falar do nosso país, do Brasil. Os brasileiros estão se separando mais e por muito pouco – ninguém tolera mais nada, não segura mais nada, não engole mais nada.

Das aproximadamente 200.000 separações conjugais registradas anualmente no Brasil, grande parte é motivada pela baixa tolerância dos parceiros. E essas 200.000 separações são as que são computadas pelos registros legais… Agora imaginem as que não são registradas, a que números chegam!

A dificuldade em aceitar as diferenças do outro e também ceder em situações corriqueiras do dia-a-dia tem feito muitos casamentos se desintegrarem.

Não é por acaso que temos tantas dificuldades em nos relacionarmos afetivamente, pois, antes de tudo, não sabemos amar a nós mesmos, quem dera amar o outro verdadeiramente…

Nossa vida é feita de escolhas: casar ou não, morar sozinho ou não, ter filhos ou não, construir uma vida harmoniosa ou não. Tudo depende de nós (não tenha jamais a menor dúvida disso!), tudo depende de nós.

Sabendo disso, você pode construir um presente e um futuro melhor, inovar, decidir, caminhar a grandes passos e se aprimorar cada vez mais; esse é um processo de aprendizado interior que necessitamos para que continuemos a viver.

Somos algumas vezes solicitados a demonstrar paciência, honestidade, fidelidade, presteza, coerência de atitudes; outras vezes somos requisitados a demonstrar abnegação, resignação, compreensão, companheirismo, aceitação.

Muitas vezes, devido a inúmeros problemas, o lar passa a ser um local de batalha, onde surge uma verdadeira guerra, com as pessoas que vivem juntas se munindo com vários mecanismos de defesa prontos para serem acionados: a qualquer momento podem ser atacadas, sentem-se ameaçadas e verdadeiros alvos fáceis. Com isso, aí se instala uma fonte inesgotável de sofrimento para todos…

E por que isso acontece?

Porque a insegurança e o ciúme são insuportáveis e conduzem ao controle do outro.

A baixa auto-estima, a sensação de que estamos em prejuízo, a obsessão, a desconfiança e a angústia levam os parceiros a atravessarem a fronteira da insanidade, do desequilíbrio emocional total, passando a agir impiedosamente, confundindo ainda mais a mente de quem passa por esse processo.

Existe uma sobrecarga de sentimentos somada às carências na vida da pessoa que passa pelo luto da separação – é uma confusão que não poupa nem homens, nem mulheres.

As pessoas são totalmente instáveis e imprevisíveis quando se trata de relacionamentos afetivos.

A lógica do amor não obedece apenas ao bom senso e à razão. Ela aproxima-se como um vulcão em erupção, fiscalizando o outro (quero saber onde andou, com quem andou, o motivo do atraso – quanta cobrança, quanta pressão, meu Deus!).

Observa-se também que todos nós, de forma simbólica ou real, já fomos traídos, abandonados, rejeitados, enganados, provindos de decepções e expectativas ilusórias infantis diante dos nossos pais.

O medo do reencontro na vida amorosa, da desilusão que foi gravada em nosso inconsciente desde a fase infantil, renasce com o passar do tempo e aparece na fase adulta, ativando os sentimentos de prazer e de desprazer em um relacionamento.

É preciso enfrentar a crise!

A morte de um casamento, de uma sociedade, de uma parceria, de um sonho de família e de muitas outras coisas que estavam envolvidas é um golpe forte demais. Como seguir diante da dor?

Muitas cicatrizes provavelmente serão feitas nesse período, sem contar os outros arranhões adquiridos, em outras circunstâncias que se juntam neste momento, aproveitando-se da situação e da fragilidade emocional.

Atração sexual, diminuição da paixão no casamento, rotina, auto- afirmação e vingança são algumas justificativas para a infidelidade, gerando a condição para a separação.

Justamente devido ao compromisso, ao contrato que foi quebrado ao dizer “até que a morte os separe”, torna difícil a aceitação de uma traição que vem à tona, magoando o traído e fazendo um estardalhaço na relação a dois – é geralmente nesse ponto que o outro se agarra com unhas e dentes para culpar o infiel.

O complicado é aceitar uma traição e passar o resto da vida usando-a como trunfo para o outro se sentir culpado; como ninguém gosta de ser tocado diretamente na ferida, há um período difícil de ser enfrentado pelo casal que se envolve em discussões emocionais constantemente, quase sem fim.

Com o tempo, alguns casais entendem a traição como algo previsível no relacionamento e, por fim, ela cai no esquecimento; porém, de qualquer maneira, a cicatriz de uma traição sempre vai existir.

Muitas vezes o desencontro entre casais pode não significar falta de amor ou falta de compreensão, mas falta de comunicação: a distância aumenta e cada um se fecha na própria insatisfação e ressentimento; a relação fica sem graça e a condição amorosa estagna e morre.

O amor teria mais chances se, diante dos desencontros, os parceiros procurassem entender a situação com curiosidade e interesse, em vez de percorrerem caminhos diferentes de desentendimentos do passado.

Normalmente os relacionamentos precisam de um certo tempo para se solidificarem, mas os casais não agüentam esperar e passar por essa fase de espera, partindo para posturas radicais de separação.

Frente aos primeiros problemas conjugais que surgem (muitas vezes simples e relevantes), acabam desistindo de ficarem juntos e da estabilidade da união.

Esquecer a data do aniversário do casamento já é motivo suficiente para gerar brigas e confrontos intermináveis. Aliás, esse é um dos motivos que encobrem outras razoes: a pessoa aproveita a “deixa” para infernizar a outra pelo esquecimento.

Ao perceber que o parceiro não corresponde às expectativas ou que a vida sexual não é igual à do casal da novela das oito, os dois começam a questionar sua escolha, e isso gera frustração, decepção e, obviamente, separação.

Na maioria das vezes os casais não estão refletindo sobre as conseqüências emocionais e traumatizantes e sobre os prejuízos causados com a separação (muitas vezes desnecessariamente).

Muitos casamentos poderiam ser mantidos se os parceiros investissem em ajuda especializada de terapeutas psicanalíticos, antes de arrumar as malas e a papelada junto a um advogado.

Em maior ou menor grau, muitos casais envolvidos na luta pelo poder seguem um padrão semelhante: eles estruturam suas vidas de tal forma que a verdadeira intimidade é praticamente impossível. Muitas vezes fazem isso de uma maneira engenhosa como passar tempo demais com os filhos, ler jornal, assistir à televisão, dormir no sofá, chegar tarde a casa, trabalhar em casa, freqüentar bares, fazer palavras-cruzadas o tempo todo até a hora de dormir, recusar-se a conversar, manter contas bancárias separadas, passar o fim de semana fora com os amigos, enfim, “n” motivos para o não-relacionamento integral.

Existem casais que desistem do lado afetivo: não basta apenas querer manter seu casamento por alguma razão, como a segurança financeira ou pelo simples temor de ficar só, se não houver o sentimento compatível com a necessidade de querer o outro em sua vida.

Casamento consciente e Casamento inconsciente

Em um casamento inconsciente, você acredita que o caminho para um bom casamento é a escolha do parceiro certo.

Em um casamento consciente, você começa a redescobrir sua natureza original, aceitando as dificuldades de criar um bom casamento. Você percebe que precisa ser “o primeiro correto”. À medida que você adquire uma visão mais realista dos relacionamentos amorosos, percebe que um bom casamento exige dedicação, disciplina e coragem para crescer e mudar.

Não existe receita mágica para um casamento saudável e perfeito, principalmente porque cada casal é único e tem sua própria forma de se relacionar.

Uma convivência saudável é sustentada por respeito mútuo, diálogos e boa vontade para que seja fortalecida e renovada a cada dia com afeto, admiração, carinho e amor; para que isso dê certo, é necessário abandonar as cobranças e o julgamento prévio das atitudes do parceiro.

Desatar todos os nós com paciência e amor é um processo onde as pessoas podem amadurecer, aprendendo a ouvir, a servir e a entregar-se, para poderem viver melhor, com tranqüilidade e, principalmente, com paz.

Criatividade, carinho, afeição e uma dose extra de amor são essenciais para iniciar uma visão interior que vai ajudar o casal a curar suas feridas e transformá-las em convivência satisfatória e ideal entre os dois, compreendendo que são seres distintos, com sentimentos distintos e que devem se respeitar mutuamente!

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