Emprego formal do ceará tem melhor julho desde 1992

VAGAS

do Ceará tem melhor julho desde 1992


Indústria da transformação e construção civil puxam geração recorde de empregos com carteira assinada em julho no Ceará. Até o fim do ano, construção civil espera aumentar em 15% o estoque de empregos do início de 2008, que era de 27 mil trabalhadores




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20/08/2008 00:59

A indústria esteve entre os setores que mais empregaram no período pesquisado (Foto: Natinho Rodrigues)
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A indústria esteve entre os setores que mais empregaram no período pesquisado (Foto: Natinho Rodrigues)

A exemplo do que ocorreu no Brasil, a geração de empregos formais no Ceará em julho bateu recorde para o período, considerando a série histórica iniciada em 1992, com a criação de 10.629 novos postos de trabalho. O Ceará teve também o melhor desempenho do Nordeste no mês, seguido pela Bahia (6.685 novas vagas) e por Pernambuco (6.382). Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No acumulado de janeiro a julho, já foram gerados 21.112 novos empregos formais no mercado cearense, outro recorde da série histórica do Caged e segundo melhor resultado da Região Nordeste, atrás apenas da Bahia (52.840 novos postos). Nos últimos 12 meses, o Estado soma a criação de 50.079 novas vagas de trabalho com carteira assinada, novamente atrás da Bahia (65.532 vagas).

Tal desempenho foi puxado principalmente pela indústria de transformação (geração de 4.377 novas vagas), seguido pela construção civil (1.729), serviços (1.704), administração pública (1.162), agropecuária (1.013) e comércio (679). A redução na geração de empregos ocorreu nas atividades de extrativismo mineral (-2) e de serviços industriais de utilidade pública (-33).

A indústria têxtil (1.224) e de calçados (2.748) foram as duas atividades de maior destaque no setor de indústria da transformação. Nos serviços, segundo o Caged, as duas áreas que mais geraram empregos formais foram a de administração de imóveis (952) e de alojamento (761). Para Paulo Matos, vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi) para a área de administração de imóveis, os números não refletem a realidade. “O que está bem aquecido é o mercado de vendas (de imóveis). O mercado de locações também, mas não nessa proporção”, avalia.

Júnior Macambira, diretor de Estudos e Pesquisas do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), explica que o Caged inclui outras atividades no ramo de administração de imóveis, daí porque o estranhamento por parte do representante do setor. “Esse segmento é mais amplo do que só a administração de imóveis, envolve uma gama de outras atividades relacionadas a serviço, como serviços de reparação”, detalha.

Já na construção civil, os números refletem um incremento de cerca de 6,3% no estoque de empregos do setor, que no início do ano era de 27 mil trabalhadores. A expectativa é de fechar o ano com um incremento de cerca de 15% com relação ao estoque do início do ano. “Hoje temos dinheiro farto, com financiamento de instituições privadas e públicas, lançamentos os mais diversos, e demanda, que sempre existiu. Se tivermos estes três vetores neste sentido a coisa anda”, acredita Roberto Sérgio Oliveira, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-CE).

A inflação, no entanto, pode ser um fator de desaceleração e conseqüente queda no ritmo de geração de empregos, aponta o empresário. Ele observa que itens fundamentais para a construção civil tiveram alta este ano, como o aço (cerca de 37%), o cimento (em torno de 24%) e o PVC (próximo a 20%). “É bem verdade que a inflação média foi muito pequena, mas é preocupante, as pessoas tiram o pé do acelerador”, diz. Apesar disso, ele ainda aposta que a construção civil deve fechar o ano com pouco mais de 30 mil trabalhadores formais.




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