Esportes aqúaticos

A Natação está no programa dos Jogos Olímpicos desde os primeiros Jogos, realizados em Atenas em 1896. O Polo Aquático foi incluso na competição em 1900, o Mergulho em 1904, e a Natação Sincronizada em 1984.
As competições aquáticas internacionais são regulamentadas pela FINA, a federação internacional da natação. Esta é a autoridade a mais do esporte, fundada em 1908, que inclui agora 181 federações nacionais.
Pela primeira vez na história das Olimpíadas, todos os eventos de Esportes Aquáticos ocorrerão em uma única instalação, o Centro Aquático Olímpico, localizado no Complexo Olímpico de Atenas. O programa dos esportes quáticos cobre todos os 16 dias dos jogos (14 a 29 agosto 2004).
Até chegar a seu formato olímpico atual – com competições em piscinas de 50m e oito raias (onde são disputadas eliminatórias, semifinais e finais), provas individuais e de revezamento, nos nados livre, peito, costas e borboleta, completando distâncias que variam de 50m a 1.500m – a natação teve disputas dos mais diversos tipos.
A mitologia grega está cheia de referências ao nado mas certamente ele esteva presente na vida do homem desde a Pré-História.
O século XIX é o marco mais provável do início da prática da natação como um esporte, com o aparecimento das competições, em que os atletas usavam um estilo parecido com o nado peito. O crawl, usado no estilo livre, foi uma adaptação da forma de nadar de índios da América do Sul. Em Jogos Olímpicos, até 1908, quando foi criada a Federação Internacional de Natação (FINA) e foram realizados os Jogos de Londres, na Inglaterra, a natação já havia sido disputada no mar, em rios e lagos, e tido provas de nado subaquático, nado com obstáculos e mergulho em distância.
Natação Sincronizada:
Antes de se tornar modalidade olímpica, a natação sincronizada era, literalmente, coisa de cinema. A partir dos shows aquáticos com acrobacias apresentados nos EUA no começo do século XX pela nadadora australiana Annette Kellerman, a modalidade foi desenvolvida por Katherine Curtis ao associar figuras feitas na água por corpos de nadadoras com acompanhamentos de músicas e chegou aos musiciais do estúdio MGM estrelados nas décadas de 40 e 50 por Esther Williams.

Após uma apresentação dos alunos de Katherine Curtis na Feira Século do Progresso, realizada na cidade americana de Chicago em 1933 e 34, o nadador olímpico Norman Ross cunhou o termo “natação sincronizada”. O seu formato atual foi desenvolvido na mesma época pelo estudante americano Frank Havlicek. É um dos poucos esportes restrito apenas a mulheres, que competem em solos, duetos ou times de oito, fazendo figuras obrigatórias e livres numa piscina e avaliados na técnica e na criatividade por jurados. Ao contrário dos outros esportes aquáticos, só foi disputado pela primeira vez nos Jogos Pan-americanos em 1955.
Pólo Aquático:
Foi desenvolvido paralelamente na América do Norte e na Europa no século XIX e, atualmente, leva o nome americano tem forma mais influenciada pelas origens européias. Segundo as regras formuladas pelo americano Harold Reeder, os competidores jogavam flutuando sobre barris, como se fossem cavalos, e acertavam a bola com tacos como no pólo.
Na Inglaterra, o esporte surgiu como uma versão aquática do rúgbi e evoluiu para semelhanças com o futebol – dois times de sete jogadores (sendo um goleiro), se enfrentam numa piscina, disputando a posse da bola rumo ao gol adversário, sem poder tocar os pés no chão ou a mão na borda da piscina, por quatro quartos de sete minutos.

Saltos Ornamentais:
A história dessa modalidade já explica muito a seu respeito. Sua origem data do século XVII, quando ginastas suecos e alemães começaram a praticar suas acrobacias pulando sobre um terreno que causaria danos físicos menores em caso de queda: a água. É disso que o saltos ornamentais se tratam –realizar acrobacias no ar, saltando de plataformas de 10m ou trampolins de 3m, e entrar na água de forma suave e elegante. Nos Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, em 2000, uma nova categoria foi introduzida: os saltos sincronizados. Pares de homens e mulheres saltando simultaneamente e sendo julgados, não apenas pela qualidade técnica, estilo e grau de dificuldade do salto mas também pelo sincronismo entre os dois parceiros.
Navegação:
Navegar é uma das atividades mais antigas da civilização. Mas, por esporte, a vela só começou a ser praticada por volta do século XVII, na Holanda, e foi introduzida em seguida na Inglaterra pelo Rei Charles II. As competições acontecem em raias delimitadas por bóias e têm dois formatos básicos: a fleet race, em que competem todos contra todos; e a match race, em que dois barcos competem por vez. Ao todo, são 11 categorias diferentes de disputa, variando de acordo com o tipo de embarcação. Os competidores não podem queimar a largada ou atrapalhar a navegação de um adversário sob pena de punição. O vencedor é quem soma os melhores resultados nas regatas de cada competição.
Acqua Ride:
O Acqua Ride é um esporte praticado em corredeiras de rios, onde o atleta se posiciona de peito em um mini bote inflável, enfrentando o desafio que a natureza das águas brancas apresentam. Este esporte, totalmente Brasileiro, nasceu na década de 70 com a brincadeira de se jogar com câmaras de ar nas águas brancas do Rio Betary, no vale do Ribeira após uma exploração nas cavernas do Parque Estadual do Alto do Ribeira (PETAR), esses amantes da natureza aproveitavam para dar uma “descida no rio”.
Tudo não passava de uma brincadeira, mais um dia um velho amigo do grupo “Ride” no ano de 1984, idealizou o primeiro campeonato de Acqua Ride. Á partir daí todos os anos no carnaval, acontecia o Campeonato Brasileiro de Acqua Ride com participação de pessoas de vários lugares. Existia Também um grupo de Jundiaí (SP), que além de tomar parte dos primeiros campeonatos, já começava a explorar novos rios para praticar o esporte e usar equipamentos de segurança, (capacete, joelheiras, colete salva-vidas, caneleiras, roupa de neoprene e o “mini bote”), começando assim profissionalizar e evoluir.
Por ser um esporte nacionalíssimo quem vem a frente com a organização de campeonatos é Associação Brasileira de Acqua Ride (ABAR), e que está sendo reconhecida pelas Confederações Paulista e Brasileira de canoagem, dando assim ao Acqua Ride a profissionalização e reconhecimento como esporte.
Canoagem:
A canoagem é, desde seus primórdios, um fato típico do mar. O Caiaque nasceu na Groenlândia e existe desde tempos imemoriais, servindo de veículo de pesca e trabalho aos esquimós. Caiaque significa na língua local “Barco de Caçador”, e seu uso era permitido exclusivamente aos homens, que empregavam ossos de baleia, peles e tripas de focas para a construção dessa curiosa embarcação.
Os ossos flexíveis de baleia formavam a estrutura do engenho e nas costuras da pele do revestimento usavam-se as tripas de foca. A impermeabilização era obtida pela imersão do caiaque nas águas do mar, ocasionando o seu encharcamento e funcionando assim como excelente calafeto.
Para mantê-lo imune à penetração da água, o recurso era muito simples: bastava imergi-lo sempre que não era usado, daí a se constatar que o fundo do mar foi a primeira “garagem” conhecida dos caiaques.
Posteriormente, na América do Norte, surgiram as versões conhecidas como “Canoas Canadenses”, embarcações feitas com troncos vazados. Na concepção atual, a canoagem remonta a 1864, quando o escocês MacGregor percorreu os rios da Inglaterra com seu Caiaque Rob Roy. A adaptação deste barco essencialmente oceânico para a singradura de rios é, assim, um produto dos tempos mais recentes.
Mergulho:
Conhecer novos lugares é uma experiência fascinante. Imagine então poder conhecer um mundo totalmente diferente do que você está acostumado a ver. É exatamente isso que o mergulho proporciona: estar no mundo das águas, podendo ver de perto a vida marinha com todas as suas cores e mistérios. O fundo do mar ou as cavernas e grutas de água doce guardam encantos que só o mergulho nos permite descobrir.
Rafting:
Frente, ré, piso! Enquanto o instrutor dita os comandos, os remadores procuram o sincronismo. O trabalho em equipe é fundamental para vencer uma corredeira. E corredeira significa velocidade e água. Não saber o que vem pela frente causa expectativa e muita adrenalina. Concentração e integração garantem que o bote vença as corredeiras e, principalmente, não vire. A sensação de ter passado por uma queda d`água causa um certo orgulho, que não é individual, é de todos. Remos para cima, grito de guerra e lá vai o bote seguindo pelo rio.
Canyoning:
Acompanhar o caminho de um rio, apreciando cada detalhe que o tempo esculpiu. Vencer uma queda d`água e para tanto, sentir uma adrenalina incrível. Ver uma paisagem por um ângulo diferente. Seguro por uma corda, é possível chegar a um lugar onde, em condições normais, ninguém poderia ir. Aos poucos, o medo vai dando lugar a uma sensação de paz e integração com a natureza. O homem é pequeno diante da grandiosidade dela, e mesmo assim, ela nos permite chegar e conhecer suas belezas bem de perto.
Rapel:
O rapel consiste em utilizar técnicas verticais para vencer obstáculos naturais como penhascos e paredões. É muito utilizado por diversas atividades como escaladas, estudos espeleológicos e em resgate em montanhas, ente outros. É bastante difundido em corridas de aventura, sendo uma das modalidades esportivas praticadas nesse tipo de competição.
Para praticar rapel é necessário ser conhecedor de técnicas de montanhismo além de ter muita experiência com o manuseio de equipamentos básicos de escalada como cadeirinha, mosquetões, freio oito, corda estática, etc. Há ainda os equipamentos de segurança, como luvas e capacete que também não são de menor importância.
O mais curioso no rapel é a sensação que causa às pessoas. É preciso confiar plenamente no equipamento utilizado, isto porque, se está literalmente pendurado por uma corda e, dependendo do local, em uma altura considerável. Isso causa um misto de temor por estar tão “solto” e prazer em sentir essa sensação, além da oportunidade de se observar à paisagem ao redor, normalmente exuberante, por se tratar de uma atividade praticada em locais de natureza.

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