Estádio jornalista mário filho

O Estádio Jornalista Mário Filho, mais conhecido como Maracanã, é um estádio de futebol localizado no Rio de Janeiro e inaugurado em 1950, tendo sido utilizado na Copa do Mundo de Futebol daquele ano. Desde então, o Maracanã foi palco de grandes momentos do futebol brasileiro e mundial, como o milésimo gol de Pelé, finais do Campeonato Brasileiro, Carioca de Futebol e Taça Libertadores da América, competições internacionais e partidas da Seleção Brasileira. Foi um dos locais de competição dos Jogos Pan-Americanos de 2007, recebendo o futebol, as cerimônias de abertura e de encerramento.

Ao longo do tempo, no entanto, o estádio também passou a assumir caráter de espaço multiuso ao receber outros eventos como espetáculos e partidas de outros esportes, como o voleibol em uma oportunidade. Após diversas obras de modernização, a capacidade atual do estádio é de 92 mil espectadores,[3] sendo o maior estádio do Brasil.História



 Construção


A construção do Maracanã foi muito criticada por Carlos Lacerda, na época deputado federal e inimigo político do prefeito da cidade, o general Ângelo Mendes de Morais pelos gastos e, também, devido à localização escolhida para o estádio, defendendo que o mesmo fosse construído em Jacarepaguá.[4] Ainda assim, apoiado pelo jornalista Mário Rodrigues Filho, Mendes de Morais conseguiu levar o projeto para frente. Na área escolhida, situava-se uma arena destinada à corrida de cavalos. A concorrência para as obras foi aberta pela prefeitura do Rio de Janeiro em 1947, tendo como projeto arquitetônico vencedor o apresentado por Waldir Ramos, Raphael Galvão, Miguel Feldman, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro.[5] As obras iniciaram-se em 2 de Agosto de 1948, data do lançamento da pedra fundamental.[1] Trabalharam na construção cerca de mil e qüinhetos homens, tendo somado a estes mais dois mil nos últimos meses de trabalho. Apesar de ter entrado em uso em 1950, as obras só ficaram completas em 1965.[5]



Vista aérea do estádio do Maracanã

Vista aérea do estádio do Maracanã


 Inauguração



Cauê, mascote dos Jogos Pan-americanos de 2007 na entrada do estádio.

Cauê, mascote dos Jogos Pan-americanos de 2007 na entrada do estádio.

Sua inauguração deu-se com a realização de uma partida de futebol amistosa entre seleções do Rio de Janeiro e São Paulo no dia 16 de junho de 1950. O meio-campista da equipe carioca Didi foi o primeiro autor de um gol no estádio.[6]



 Copa do Mundo de 1950


A Copa do Mundo, intenção principal para a construção do estádio, foi a competição pela qual ocorreu a primeira partida oficial do Maracanã, a 24 de junho de 1950. Vitória do Brasil sobre o México por 4 a 0, com dois gols de Ademir, um de Baltasar e outro de Jair Rosa Pinto. O jogo contou com a arbitragem do inglês George Reader.[7]


A Seleção Brasileira disputou cinco partidas de seis durante toda a Copa, no Maracanã. Na partida final da Copa do Mundo de 1950 foi registrado oficialmente o público recorde de 199.854 torcedores presentes (173.850 pagantes).[8] Nesta decisão, o Brasil foi derrotado de virada por 2 a 1 para o Uruguai. A derrota em solo nacional ficou marcada na história do povo brasileiro, sendo conhecido popularmente como o Maracanazo.



 Décadas de 50 e 60



Estátua do Bellini na entrada do estádio.

Estátua do Bellini na entrada do estádio.

O primeiro Campeonato Carioca de Futebol com a presença do Maracanã deu-se após a Copa do Mundo, também em 1950. O campeão do ano anterior, o Vasco, que havia cedido oito futebolistas e o treinador para a Seleção Brasileira vice-campeã do mundo, chegava juntamente com o América para o último jogo, em 28 de janeiro de 1951, com chances de ser campeão apenas com o empate. Ademir Menezes fez os dois gols do Vasco, que venceu por 2 a 1 (Maneco descontou para o América) levando o chamado Expresso da Vitória ao nono título estadual, incluidos nesta conta títulos pelos Torneios Municipal e Extra,[9] no último ano da década de 1940. Ainda abalada pela derrota na Copa do Mundo de 1950, a população carioca não compareceu em massa neste primeiro Campeonato Carioca realizado no grande estádio, quando a única partida que ultrapassou 100.000 espectadores foi justamente a partida final.[10] Nesta década o Vasco seria ainda campeão carioca em 1952, 1956 e 1958, após o que só voltaria a ser campeão carioca em 1970.


Rapidamente, o Estádio Jornalista Mário Filho tornava-se o principal palco do futebol do Rio de Janeiro. Em 1951, já na década de 1950, foi realizada a primeira partida noturna do estádio. Neste mesmo ano, foi realizada a primeira Copa Rio, uma competição que reunia os principais clubes do planeta. Palmeiras, de São Paulo, e Juventus, da Itália, fizeram a final, com o time brasileiro sagrando-se campeão. No ano de 1952, realizou-se a segunda Copa Rio, com o Fluminense conquistando o título ao derrotar o Corinthians nos jogos finais.


Já em janeiro de 1952, o Fluminense conquistou o seu primeiro Campeonato Carioca no Maracanã, referente ao ano de 1951, ao vencer o Bangu nos jogos finais.[11] Já o Flamengo sagrou-se o primeiro tricampeão carioca após a construção do Maracanã, ao vencer os campeonatos de 1953, 1954 e 1955.


Em 1954, a Seleção Brasileira voltou a jogar no estádio, o que não fazia desde a final de 1950.[12] A partida, contra o Chile, foi válida pela Eliminatórias da Copa do Mundo de 1954 e terminou com uma vitória brasileira por 1 a 0. Foi a primeira vez que o Brasil autou no Maracanã com a camisa amarela ao invés da branca utilizada em 1950.[12]


Em 1957, o Maracanã foi palco da maior goleada em uma final da história do Campeonato Carioca. Com cinco gols de Paulinho Valentim e outro de Garrincha, o Botafogo aplicou 6 a 2 no Fluminense, que descontou com Escurinho e Waldo.[13]


No ano de 1960, foi criado o Estado da Guanabara e o América foi campeão carioca ao bater o Fluminense na final por 2 a 1, perante 98.099 pagantes. Em 1961, o Flamengo venceu o campeão do Torneio Rio-São Paulo, competição vencida pelo Fluminense anteriormente nos anos de 1957 e 1960. O Botafogo também venceu a competição em 1962 e 1964 e, em 1966, sem que o campeonato tenha sido decidido, Botafogo, Vasco da Gama, Corinthians e Santos foram declarados campeões pela CBD.


Nesta época, era comum a realização de partidas importantes de um clube com sede fora da cidade, o Santos, de Pelé. No Maracanã, o time disputou, contra o Botafogo, clube com o qual fazia um dos principais clássicos do mundo à época, finais da Taça Brasil de 1962, do Torneio Rio-São Paulo de diversos anos e semifinais da Copa Libertadores de 1963. O estádio foi local onde o Santos mandou seus jogos das decisões da Libertadores e do Mundial Interclubes de 1962 e 1963, sendo campeão em todas estas ocasiões.


No dia 15 de dezembro de 1963, em outra final de Campeonato Carioca, desta vez entre o Flamengo e o Fluminense (clássico conhecido como Fla-Flu), registrou-se o maior público de uma partida entre clubes no mundo, 194.603 presentes (177.656 pagantes).[14] Porém, o recorde de público pagante oficial da história do Maracanã (entre seleções nacionais) é de 183.341 pagantes (195.513 presentes), registrado em 31 de agosto de 1969, na partida válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1970, disputado entre a Brasil e a Paraguai, cujo resultado final foi de 1 a 0 para os brasileiros.


Em 1969, o Botafogo derrotou, no último jogo da final, o Fortaleza por 4 a 0 perante, sagrando-se, assim, campeão da Taça Brasil de 1968, e se tornando o primeiro clube carioca campeão de uma competição nacional no futebol.[15] Ainda neste ano, em 19 de novembro, Pelé marcou o milésimo gol de sua carreira de futebolista, em uma partida contra o Vasco da Gama, de pênalti sobre o goleiro Andrada. O Santos, time do artilheiro, venceu a partida por 2 a 1.


O Fluminense venceu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1970, ao empatar com o,[16] ao vencer o Atlético Mineiro, perante 112.415 pagantes, por 1 a 1, sendo o segundo clube do Rio a obter uma competição nacional em seu currículo.



 Décadas de 70 e 80



Passagem de carro pelo Maracanã.

Passagem de carro pelo Maracanã.

Em 1971, pelo primeiro Campeonato Brasileiro organizado pela CBD com este nome, o triangular final contaria com Botafogo, Atlético Mineiro e São Paulo. A última partida estava marcada para o Maracanã, envolvendo Botafogo, que precisava vencer por três gols de diferença para ser campeão, e Atlético Mineiro, que jogava por um empate. Com um gol de Dadá Maravilha, o Atlético sagrou-se o primeiro campeão brasileiro. No Estadual, o Botafogo foi derrotado pelo Fluminense com um polêmico gol de Lula, faltando poucos minutos para o término do jogo. Nesse ano também, Pelé fez seu jogo de despedida com a camisa da Seleção Brasileira.


Na década de 1970, o Fluminense apresentava a sua Máquina Tricolor, liderada, principalmente, por grandes jogadores que fizeram sucesso em outros clubes, como Rivellino, Paulo Cézar Caju, Gérson, entre outros. Um dos melhores times da história do Fluminense ganhou os campeonatos estaduais em 1975 e 1976, anos em que também foi semfinalista do Brasilerão. Ainda na década de 1970, o Fluminense foi campeão carioca em 1971, 1973 e 1980.


A década de 1970 por muito pouco que não foi quase inteira dominada pelo Fluminense e pelo Flamengo. Com exceção de 1970 e 1977, quando o Vasco ganhou, o Fluminense e o Flamengo dividiram igualmente o resto da década. O Flamengo foi campeão carioca (1972; 1974; 1978; 1979).
Nos anos 80, Zico e outros craques ajudaram o Flamengo em sua ascensão, tendo sido campeão carioca em 1981 e 1986, além de campeão brasileiro em 1980, 1982, 1983 e em 1987, de acordo com o Clube dos 13 (ver Copa União); O time mandou os jogos destas campanhas no estádio, assim como os jogos da campanha que o levou à conquista da Copa Libertadores da América em 1981. O Vasco da Gama, liderado por Roberto Dinamite, campeão carioca em 1982, 1987 e 1988, além de campeão brasileiro em 1989. Na década de 1980, o Fluminense foi campeão carioca em 1983, 1984 e 1985, além de campeão brasileiro em 1984 ao vencer o Vasco na final carioca, a primeira final de Campeonato Brasileiro entre times da mesma cidade, Rio de Janeiro.


O América conquistou, no ano de 1982, o Torneio dos Campeões e a Taça Rio. O Bangu também teve seus momentos de grandeza no maior do mundo nesta década. Em 1985, o time chegou à final do Campeonato Brasileiro contra o Coritiba, com o Maracanã recebendo mais de 90.000 espectadores. Após empate no tempo normal em 1 a 1 e a persistência do resultado na prorrogação, o time do Paraná sagrou-se campeão ao bater o Bangu por 6 a 5 nos pênaltis.[17] O Bangu ainda foi campeão invicto da Taça Rio, em 1987.


Em 1987 e 1988, o Vasco da Gama venceu o Campeonato Carioca duas vezes sobre o Flamengo. Na última ocasião, por 1 a 0, com um gol de Cocada, que entrou aos 41 minutos do segundo tempo, marcou aos 44, e foi expulso em seguida pela comemoração.[18] Aquela, todavia, seria a última vez em que o clube seria campeão sobre o Flamengo.


Em 1989, o Botafogo dava fim a um período de 21 anos sem títulos ao bater, após um 0 a 0 no primeiro jogo, o Flamengo na final do Campeonato Carioca; Maurício fez o único gol do jogo. Neste mesmo ano, a Seleção Brasileira conquistou a Copa América realizada no Brasil, derrotando o Uruguai na decisão, e o Vasco sagrou-se campeão brasileiro.



 Década de 90



Visão a partir da cobertura do Maracanã.

Visão a partir da cobertura do Maracanã.

A partir da final do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1992, entre Flamengo e Botafogo, em que o Flamengo conquistou o seu quinto título nacional, o estádio teve sua capacidade reduzida, passando por reformas sucessivas durante a década de 1990 e os primeiros anos do século XXI, diminuindo em muito os grandes públicos registrados na história deste estádio. No segundo jogo da final, uma parte da grade da arquibancada cedeu entre os torcedores do Flamengo, quando foram registradas mortes e ferimentos. No ano seguinte, o Botafogo conquistou a Copa Conmebol sobre o Peñarol do Uruguai nos pênaltis por 3 a 1, após dois empates em 2 a 2 nas partidas finais.


O centenário da fundação do Clube de Regatas do Flamengo foi em 1995 e, neste ano, porém, na decisão do Campeonato Carioca, o Fluminense derrotou o Flamengo na final com um gol de barriga de Renato Gaúcho. O Botafogo realizou, também em 1995, o primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro contra o Santos no estádio, vencendo a partida por 2 a 1. Na partida seguinte, no Pacaembu, o clube sagrou-se campeão brasileiro daquele ano. Dois anos depois, o Vasco conquistou sobre o Palmeiras o título do Brasileirão de 1997 no Maracanã ao empatar, em 0 a 0, o jogo.


Em 1999, na final da Copa do Brasil, o Botafogo recebeu 101.581 torcedores presentes que viram a equipe, que precisava vencer, empatar em 0 a 0 com o Juventude, que sagrou-se campeão daquela edição.[19] Aquela seria a última vez em que o estádio receberia mais de 100 mil pagantes.



 Obras de instalação de assentos e o Mundial de Clubes



Maracanã à noite.

Maracanã à noite.

Depois de uma ampla reforma ocorrida em 1999, visando a realização do Mundial de Clubes FIFA de 2000 no Brasil, o estádio teve sua capacidade reduzida para 103.022 pessoas, pois foram instalados assentos individuais no anel superior. Por causa das mudanças, o estádio deixou de ser o maior estádio do mundo, sendo capaz de receber menos torcedores em relação ao Estádio Azteca, no México.


Durante o Mundial de Clubes, o Maracanã recebeu partidas do Grupo B, que contava com o brasileiro Vasco, o inglês Manchester United, o mexicano Necaxa e o australiano South Melbourne. Classificam-se para a final, que também seria no Maracanã, Vasco e outro brasileiro, o Corinthians. Na final, após empate no tempo regulamentar por 0 a 0, o Corinthians sagrou-se campeão do mundo ao vencer por 4 a 3 nos pênaltis.



 Anos 2000



Estádio após as obras de 2000 em partida do Flamengo.

Estádio após as obras de 2000 em partida do Flamengo.

Em 2001, após a queda do alambrando no Estádio São Januário na decisão da Copa João Havelange entre Vasco e São Caetano em dezembro do ano anterior, o último jogo da decisão do campeonato foi remarcado para o Maracanã por medidas de segurança. O Vasco sagrar-se-ia campeão brasileiro pela quarta vez ao vencer a partida por 3 a 1, com gols de Juninho Pernambucano, Jorginho Paulista e Romário, com Adãozinho descontando para o time paulista.


No Campeonato Carioca de 2001, o Flamengo obteria seu quarto tricampeonato estadual, derrotando o Vasco pela terceira vez seguida na final. O rubro-negro venceu o último jogo por 3 a 1, com um gol de falta de Petković aos 43 minutos do segundo tempo.


No ano de 2002, foi realizado, com equipes grandes utilizando reservas e jovens das categorias de base devido à disputa do Torneio Rio-São Paulo, o Campeonato Carioca, conhecido como Caixão. Em um dos jogos semifinais, o goleiro do Bangu, Eduardo, fez, de cabeça, um gol contra o Americano que foi anulado. Eliminado, o Bangu entrou na justiça pedindo a anulação da partida. O campeonato que foi vencido pelo Fluminense sobre o Americano está, até hoje, sub judice.[20]


Em 2003 e 2004, o Flamengo chegou à final da Copa do Brasil nas duas ocasiões. Na primeira oportunidade, empatou em 1 a 1, o primeiro jogo para o Cruzeiro, que terminou campeão ao derrotar o adversário no Mineirão por 3 a 1. No ano seguinte, contra o Santo André, o Flamengo foi derrotado no último jogo, realizado no Maracanã, por 2 a 0, e perderia o título para o time paulista.


Na final do Campeonato Carioca de 2005, o Fluminense bateu o Volta Redonda por 3 a 1,[21] em jogo marcado pela compra antecipada de três atletas do clube do interior pelo time de Laranjeiras.[22]



 Período de obras para o Pan e reabertura do Maracanã



Torcida do Botafogo na final do Campeonato Carioca de 2006.

Torcida do Botafogo na final do Campeonato Carioca de 2006.

O Maracanã ficou fechado entre abril de 2005 e janeiro de 2006 para obras visando a instalação de cadeiras em todo o seu interior e a realização dos Jogos Pan-americanos de 2007. Com isto, foi realizado o rebaixamento do nível do campo e implantação de cadeiras no lugar da antiga “geral”, área mais próxima ao campo onde os espectadores assistiam às partidas em pé. Além de ocupar o setor da geral, as novas cadeiras expandiram o conhecido “setor das cadeiras”, existente atrás da geral. Apesar de ter sido aberto no início de 2006, as obras só encerraram-se em dezembro daquele mesmo ano e sua reinauguração deu-se em 2007 apenas. Neste mesmo ano, ocorreu a construção de novas rampas de acesso para as cadeiras e arquibancadas. O placar eletrônico também foi trocado por um colorido e em LCD. Telões também foram instalados na cobertura do estádio, sobre o setor verde das arquibancadas, possibilitando a visualização dos eventos ao vivo.


A reabertura do estádio em 2006, sem a utilização das cadeiras inferiores (antiga geral) devido às obras inacabadas, o Botafogo goleou o Vasco da Gama por 5 a 3, em jogo válido pelo Campeonato Carioca. Neste torneio, o Botafogo saiu campeão, levando ainda um troféu em homenagem à centésima edição do campeonato.



A pira pan-americana no Maracanã reformado.

A pira pan-americana no Maracanã reformado.

Na Copa do Brasil de 2006, a final foi entre dois cariocas, Flamengo e Vasco fizeram a final em dois jogos. Na primeira partida realizada no dia 19 de julho, o Flamengo derrotou o Vasco por 2 a 0. Na segunda e decisiva, a 26 de julho, o Flamengo voltou a derrotar o Vasco, desta vez por 1 a 0 sagrando-se campeão pela segunda vez da competição.


No início de 2007, quando as cadeiras inferiores começaram a ser efetivamente utilizadas, o estádio foi palco de algumas partidas do Flamengo válidas pela Copa Libertadores da América, após ter vencido as três partidas da primeira fase no Maracanã, o rubro-negro venceu Defensor do Uruguai por 2 a 0, mas o resultado não foi suficiente para o clube seguir na competição. No mesmo ano, o Maracanã voltou a ser palco de uma final da Copa do Brasil. Desta vez, o representante do Rio de Janeiro foi o Fluminense que enfrentou o Figueirense na primeira partida no dia 30 de maio para 64.664 torcedores. O jogo terminou empatado em 1 a 1, e o Fluminense sagrou-se campeão no segundo jogo, em Florianópolis.



 Jogos Pan-americanos de 2007



Final entre Brasil e Estados Unidos pelo torneio de futebol feminino do Pan.

Final entre Brasil e Estados Unidos pelo torneio de futebol feminino do Pan.

Em 2007, foi palco das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro. A pira pan-americana foi acesa no estádio. Também recebeu as partidas de futebol do evento a partir da segunda fase da competição, as partidas eram disputadas no Estádio Olímpico João Havelange, no Miécimo da Silva e no CFZ. Na categoria masculina, disputada por atletas com menos de vinte anos, A Seleção Sub-17 do Brasil foi eliminada, nas semifinais, no estádio, pelo Equador ao perder de 4 a 2. Os “carrascos” do Brasil sagrar-se-iam campeões ao derrotarem, na final, a Jamaica por 2 a 1, com um gol de Edmundo Zura 39 minutos do segundo tempo de pênalti.


Pela categoria feminina, o Brasil ganhou a medalha de ouro ao vencer na final os Estados Unidos por 5 a 0, com dois gols de Marta (eleita a melhor jogadora do mundo em 2006 e 2007), Cristiane marcando dois também e um de Daniela Alves.



 Pós-Pan


Após o término do Pan, o Botafogo deixava de mandar seus jogos no estádio pois arrendou o Estádio Olímpico João Havelange, construído para o evento. No Brasileirão de 2007, o Flamengo, que era vice-lanterna da competição, conseguiu uma vaga na Taça Libertadores da América de 2008, batendo rodada após rodada o recorde de público do campeonato. No último jogo como mandante, 87.795 pessoas (82.044 pagantes) comperaceram para ver o rubro-negro vencer o Atlético Paranaense por 2 a 0.[23]


Em 2008, o Maracanã foi, pela primeira vez, palco de um jogo final da Taça Libertadores da América. Curiosamente, a decisão foi marcada pela presença de dois times que, até então, não tinham chegado a esse ponto: Fluminense e LDU, do Equador. Após a prorrogação, o time equatoriano sagrou-se campeão nos pênaltis, por 4 tiros certos a 1.[24]



 Projeto para a Copa do Mundo de 2014


O Maracanã é tido como um dos candidatos a uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 que será realizada no Brasil.[25] A intenção é a de que o estádio se constitua no local da realização da partida final da competição e, se for oficializado como tal, o Maracanã tornar-se-á o segundo estádio do mundo a receber duas finais de Copa — o primeiro tendo sido o Estádio Azteca, no México, o qual recebeu as decisões das Copas de 1970 e 86.


Para a Copa do Mundo de 2014, há um projeto de expansão da cobertura do estádio, que irá cobrir todos os assentos do Maracanã, o que não acontece atualmente, onde há proteção dá-se a partir das cadeiras da arquibancada acima do portão de acesso de cada setor. O estádio também pode ser sede das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas de 2016, caso o Rio de Janeiro seja escolhido como cidade-sede.[26]



 Localização



Antiga fachada do estádio antes da reforma para o Rio 2007.

Antiga fachada do estádio antes da reforma para o Rio 2007.

Localizado no bairro do Maracanã, próximo à Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, o estádio tem seu endereço oficial a rua Professor Eurico Rabelo, sem número. Em seus arredores, encontram-se a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o CEFET Celso Suckow da Fonseca e a sede a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Além disso, o estádio possui em suas redondezas uma série de bares e pequenos restaurantes, onde os torcedores costumam marcar encontros, beber e se alimentar antes e depois dos eventos.


A estrutura de acesso, por meios de transporte, ao Maracanã dá-se pela existência de estações de trem e metrô homônimas na avenida Radial Oeste, em frente ao estádio. Para andar das estações até a entrada do estádio, existem passarelas para atravessar a avenida. O estádio também conta com estacionamento próprio, porém, devido ao baixo número de vagas, é comum o estacionamento por parte de torcedores tanto nas calçadas das ruas quanto no estacionamento da UERJ. O Maracanã ainda possui uma ciclovia que o circula externamente, onde são freqüentes passeios de bicicleta, caminhadas e cooper realizados pelos moradores do bairro.



 Nome



Maracanã-guaçu, ave que dá origem ao nome do estádio.

Maracanã-guaçu, ave que dá origem ao nome do estádio.

O nome oficial do estádio, Mário Filho, foi dado em homenagem ao falecido jornalista carioca, irmão de Nelson Rodrigues, que se destacou no apoio à construção do Maracanã.


Já o nome popular é oriundo do rio Maracanã, que cruzava a Tijuca e São Cristóvão, desaguando na baía de Guanabara. Em tupi-guarani, a palavra Maracanã significa “semelhante a um chocalho”.[27] Devido à construção do estádio, foi criado o bairro do Maracanã, onde o estádio fica localizado, originalmente parte da Tijuca. Nesta área da cidade, existiam diversas aves, vindas da Região Norte do Brasil, conhecidas como Maracanã-guaçu.



 Arquitetura


O Maracanã tem seu formato oval, medindo 317 metros em seu eixo maior e 279 metros no menor.[5] Mede 32 metros de altura, o que corresponde a um prédio de seis andares, e a distância entre o espectador mais distante o centro do campo é de 126 metros.[5] A cobertura protege parcialmente as arquibancadas em toda a sua circunferência.[5] É na cobertura que se encontra os refletores que iluminam o estádio, que funcionam a vapor de mercúrio.[5]


Desde 1962,[28] a medida do gramado é de 110 por 75 metros. O fosso que separa o campo das cadeiras inferiores mede 3 metros de profundidade com bordas em desnível.[5] O acesso ao gramado dá-se por meio de quatro túneis subterrâneos que começam nos vestiários. Existem cinco vestiários no estádio, sendo utilizados normalmente apenas três, um para cada time que disputa uma partida de futebol e outro para a arbitragem.



 Setorização



Interior do estádio após a reforma concluída em 2007.

Interior do estádio após a reforma concluída em 2007.

O estádio do Maracanã possui três níveis para os seus espectadores, o inferior, o superior e o dos camarotes. A partir da conclusão das obras que introduziram cadeiras em todo o nível inferior, aquela área ficou conhecida como o setor das “cadeiras inferiores” ou “antiga geral”. Possui cadeiras na cor azul e, juntamente com o setor das cadeiras especiais, são as únicas em que o banco não é preso ao chão, dando espaço para as pernas do espectador não formarem um ângulo agudo em relação ao seu tronco, e possuem braço.



Nova fachada, na cor cinza, do Maracanã à época do Pan.

Nova fachada, na cor cinza, do Maracanã à época do Pan.

No andar de cima, localiza-se as chamadas arquibancadas, as cadeiras especiais, a tribuna de honra e as cabines de imprensa. As arquibancadas dividem-se em cores, desde o ano 2000, nos setores verde, com assentos sem encosto, mais populares, onde se localizam as torcidas organizadas dos clubes de futebol, com vista para trás dos gols; amarelo, setores populares onde as cadeiras passam a ter a assento, também com vista para trás dos gols; e branco, que, ao contrário dos outros dois setores, possui vista central (ou lateral) para o campo, de frente para as cabines de imprensa, também contando com cadeiras com encosto. As cadeiras especiais, lugares mais nobres e caros do estádio, possuem cadeiras azuis. Neste setor, encontram-se também as cadeiras perpétuas, que foram compradas ao longo dos anos e são propriedades de seus titular. As tribunas de honra são designadas para autoridades presentes ao evento.


Os camarotes, localizados acima das arquibancadas, possuem visão ampla para o campo. Possuem vidros que separam fisicamente do setor abaixo e contam com bares, televisão e ar condicionado para seus freqüentadores. Normalmente, são alugados por grandes empresas que convidam seus sócios, funcionários e parceiros para assistirem aos eventos. O acesso ao local dá-se de automóvel, que sobe uma rampa feita especialmente para isto.


Antes das obras de modernização, o setor das arquibancadas, até 2000, não possuia cadeiras. Bem como o setor da geral, até 2005, localizado no nível inferior, onde os torcedores assistiam às partida em pé. No nível inferior também existia o setor das cadeiras, única com assentos a preços populares. O atual setor das cadeiras especiais era denominado cadeiras numeradas e o valor de sua entrada era o mais caro.



 Acesso



Acesso para o setor das cadeiras inferiores.

Acesso para o setor das cadeiras inferiores.

O acesso para o público ao interior do estádio dá-se por quatro entradas, duas para o setor das arquibancadas e duas para o das cadeiras inferiores. Para as arquibancadas, as entradas são popularmente conhecidas como “Bellini”, devido à presença de uma estátua que homenageia Bellini, o capitão da Seleção Brasileira vencedora da Copa do Mundo de 1958, e “UERJ”, do lado oposto, por causa da proximidade com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Esta entrada é a mesma por onde desemboca os espectadores que vão ao estádio de metrô.


As entradas pelas cadeiras dão-se pelos portões 18, próximo à entrada do museu do Maracanã, e entre o Célio de Barros e o Maracanãzinho, e 19, do lado oposto.



 Bilheterias


Com várias bilheterias, atualmente abrem apenas as bilheterias de número 5, 8 e, em partidas de grande público, 9.[29]



 Grandes clubes e clássicos



Torcida do Fluminense comparecendo ao Maracanã.

Torcida do Fluminense comparecendo ao Maracanã.

Existem esquemas de segurança para prevenir o encontro entre torcidas rivais em clássicos estaduais. Usualmente, a entrada das torcidas do Botafogo e do Flamengo dá-se pelo lado da estátua de Bellini, enquanto Fluminense e Vasco da Gama, pelo lado da UERJ. Dentro do estádio, também há locais pré-determinados em que as torcidas se acomodam. As torcidas do Flamengo e do Fluminense concentram-se, usualmente, no lado esquerdo das cabines de televisão, enquanto as de Botafogo e Vasco no lado direito das cabines, conforme sorteio realizado em 1950, para evitar tumultos.


Em dia de clássicos, pode haver inversão da entrada e da localização das torcidas. As únicas que permanece sempre no mesmo lado e entram sempre pela mesma entrada, são as de Flamengo e Vasco.



Maracanã visto de cima à distância.

Maracanã visto de cima à distância.













































Partida Entrada Bellini Entrada UERJ Lado esquerdo Lado direito
Flamengo vs. Botafogo Flamengo Botafogo Flamengo Botafogo
Flamengo vs. Fluminense Flamengo Fluminense Flamengo Fluminense
Flamengo vs. Vasco Flamengo Vasco Flamengo Vasco
Botafogo vs. Vasco Botafogo Vasco Botafogo Vasco
Botafogo vs. Fluminense Botafogo Fluminense Fluminense Botafogo
Vasco vs. Fluminense Fluminense Vasco Fluminense Vasco



 Calçada da Fama e Museu



Museu do Futebol.

Museu do Futebol.

O estádio conta no nível térreo, próximo à entrada para as cadeiras especial, com a “Calçada da Fama”, inaugurado à data do cinqüetenário do Maracanã, em 2000. Futebolistas como Pelé, Zico, Jairzinho, Roberto Dinamite, Rivellino, Zagallo, Amarildo, Franz Beckenbauer, entre outros que atuaram no Maracanã possuem a marca de seus pés representados em cimento. Uma curiosidade do local é que os goleiros, como Manga, possuem suas mãos marcadas, e Garrincha, falecido à época da inauguração, tem um estande especial com um par de suas chuteiras e uma camisa.


O museu do estádio, conhecido como Museu do Futebol, foi inaugurado em 2006 e conta a história do Maracanã, do futebol do Rio de Janeiro e da Seleção Brasileira de Futebol.



 Dados e estatísticas



  • O Maracanã teve Zico como seu maior artilheiro, jogador que atuou a maioria das vezes no estádio pelo Flamengo. Ele marcou 333 gols nas 435 partidas que disputou no estádio.[30]Pelé é o jogador que mais marcou gols no Maracanã com a camisa da Seleção Brasileira, 30 gols em 22 partidas.


Escultor de areia faz representação do Maracanã na praia de Copacabana.

Escultor de areia faz representação do Maracanã na praia de Copacabana.


  • A maior goleada da história do Maracanã foi Flamengo 12 a 2 São Cristóvão, pelo Campeonato Carioca de 1956.[31]
  • O Maracanã foi palco do milésimo gol da carreira de Pelé (Vasco 1 a 2 Santos, em 19 de novembro de 1969) e também da despedida do Rei do Futebol da Seleção Brasileira (Brasil 2 a 2 Iugoslávia, em 18 de julho de 1971).
  • O maior público-visitante de uma equipe de fora da cidade do Rio de Janeiro foi registrado na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976 entre Fluminense e Corinthians. Aproximadamente 30.000 dos 146.043 pagantes eram torcedores do Corinthians ou simpatizantes de outras torcidas cariocas.[32]


 Outros eventos



 Não-futebolísticos


O Maracanã já recebeu, em 1983, uma partida de voleibol, entre Brasil e URSS.[33] Não havia sido a primeira exibição de outro esporte se não o futebol no estádio. A equipe norte-americana de basquetebol Harlem Globetrotters já se apresentara em 1952.[34]



 Não-desportivos



Cerimônia de abertura do Pan do Rio.

Cerimônia de abertura do Pan do Rio.


Cerimônia de encerramento do Pan do Rio.

Cerimônia de encerramento do Pan do Rio.

Eventos de destaque realizados no Maracanã:


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