estava no lugar errado , diz suspeito de roubar prédio de luxo nos jardins

O jovem que foi detido na manhã desta segunda-feira (13) por suspeita de participação em arrastão a um prédio de luxo nos Jardins, área nobre de São Paulo, nega ter participado do crime. Adriano Miranda, de 24 anos, disse  na delegacia que é inocente.


 


“Estava passando no lugar errado”, disse. Vestindo bermuda e camiseta, o suspeito foi reconhecido por algumas das vítimas na delegacia, segundo elas mesmas confirmaram. Evitando mostrar o rosto, Miranda apresentava escoriações e hematomas pelo corpo. “Fui atropelado”, disse.


 


De acordo com a Polícia Militar, pelo menos quatro assaltantes invadiram o prédio, mas os moradores afirmaram que o número pode ser maior. O grupo fugiu levando jóias, relógios, dinheiro, celulares, cartões de banco e aparelhos eletrônicos, como laptops, entre outros objetos.

Um porteiro de 50 anos, que pediu para não ser identificado, contou que um dos criminosos se aproximou da entrada do edifício da Alameda Campinas com roupa semelhante à de porteiro e disse que faria o teste para a vaga. Assim que conseguiu entrar, deu passagem aos outros criminosos, que entraram em um Gol e um Siena. Muitos usavam capuzes. “Eles foram rendendo as empregadas que iam chegando e subiram nos apartamentos”. 


 


O porteiro, que trabalha no prédio há um ano, contou que o edifício tem 12 andares e, em pelo menos cinco, os criminosos teriam passado. O assalto foi por volta de 6h30 e durou até umas 8h. O funcionário do prédio disse que as 15 câmeras do circuito interno de TV não estavam funcionando. “Deu pane no computador há quatro dias e ele está no conserto”. O equipamento, segundo as vítimas, fica em pontos estratégicos e poderia ajudar a polícia na investigação.


 


Assim como outras 20 pessoas, ele foi levado para a sala onde fica a caldeira, no subsolo, e foi trancado. O grupo só conseguiu sair de lá para pedir ajuda arrombando a porta. De acordo com um tenente do 7º Batalhão, os assaltantes não sabiam que as câmeras estavam desligadas e colocaram sacos plásticos no equipamento do subsolo para não ser identificados. A informação, porém, não foi confirmada pelo porteiro. “Eu não vi”, disse ele 


Acordado pelo ladrão


O caso foi registrado no 78º DP, nos Jardins. O porteiro rendido considerou a ação “bem bolada”. Para não levantar suspeitas, dois assaltantes ficaram na guarita do prédio, com uniforme de porteiro, enquanto os outros invadiam os apartamentos. “Eles levaram minha calça e minha bota”, disse na delegacia o funcionário, que teve de usar a roupa deixada pelo criminoso.

As vítimas não quiseram dar entrevistas. Apenas uma contou que foi surpreendida enquanto dormia. “Estava dormindo e fui surpreendido com dois homens com arma na minha cara. Usavam metralhadoras, estavam fortemente armados”. Apesar disso, ele relatou que os criminosos “estavam calmos”. 

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