Fiat 500 abarth se tornou sucesso de vendas na europa

Recém-lançado na Europa, o 500 Abarth é a última investida da Fiat atrás do público mais jovem que sonha em ter um carro com visual estiloso e desempenho emocionante. Ele é a versão mais nervosa do compacto que se tornou sucesso de vendas na Europa. As diferenças entre os dois começam pelo kit aerodinâmico mais agressivo, rodas de liga de 17 polegadas e dois escapamentos cromados.

Porém, a maior mudança está na cara: sai o logotipo Fiat e entra o escorpião da marca Abarth. Assim, a montadora italiana pega uma carona na tradição da empresa fundada por Karl Abarth, austríaco radicado na Itália que, a partir do fim dos anos 1940, tornou-se uma lenda na arte de preparar carros.
Apresentado no Salão de Genebra, em março, o esportivo tem a missão de tornar-se objeto de desejo. “Ele será um sonho para pessoas de espírito jovem, com uma marcha a mais do que o Fiat 500 normal”, diz Paolo Ollino, diretor de engenharia da Abarth.

Eu pude entender logo o que Ollino quis dizer quando levei o carrinho para o Circuito di Balocco. É a pista situada entre Turim e Milão, onde Fiat, Alfa Romeo, Maserati e Ferrari desenvolvem suas novas máquinas. Mal cravei o pé no acelerador de alumínio e lá se foi o carrinho. No fim da primeira reta, ele já marcava com facilidade 180 km/h. Bom começo.

No início da segunda volta, apertei o botão Sport no meio do console. Logo senti o motor mais forte e a direção mais nervosa. Segundo os engenheiros, esse botãozinho muda a programação da central de injeção, fazendo o pico de torque subir de 18,6 mkgf a 2 500 rpm para 21 mkgf a 3 000 rpm.

Pára-choque redesenhado para melhorar a aerodinâmica

O segredo desse carro é que, por baixo da sua aparência tunada, há o motor 1.4 16V turbo do Punto europeu, de 135 cv. Parece pouco? Mas para um hatch de 1 088 kg é mais do que suficiente. Comprove pelos números de fábrica: 0 a 100 km/h em 7,9 segundos e velocidade máxima de 205 km/h. E é só o começo: em breve, estará disponível o kit Essesse, que aumentará a potência para 160 cv. E terá uma versão ainda mais brava, batizada de Assetto Corse, destinada a competições, com 200 cv e lugar só para o piloto.
Para fazer jus ao temperamento apimentado, ele recebeu pára-choque dianteiro maior e redesenhado para melhorar a aerodinâmica e a refrigeração, um aerofólio do teto e dois escapamentos cromados. Para acomodar o intercooler que refrigera o turbo, ficou 11 centímetros mais longo, totalizando 3,66 metros.

Por dentro, percebo mais detalhes distintos. A começar pelos bancos de tecido, em estilo esportivo. Apóiam bem o corpo e são reguláveis em distância, inclinação e altura, no caso do motorista. Atrás, o espaço é apertado, apenas para dois passageiros, que se forem altos sofrerão para acomodar as pernas.

Também não agrada a falta de porta-objetos e o tamanho reduzido do porta-luvas. Em compensação, gostei do painel de instrumentos, que conseguiu integrar no mesmo visor o velocímetro, o conta-giros e as indicações do ar-condicionado e do som.

À esquerda, dentro do mostrador da pressão do turbo, noto o alerta que incita às mudanças de marcha ao acender a luz “Shift Up”. Se o botão “Sport” estiver acionado, a luz prioriza o desempenho. Na função normal, ela acende para indicar a melhor relação de economia de combustível. Para completar, há o TTC (Torque Transfer Control), um novo sistema de controle de tração da Fiat que melhora a transferência do torque para as rodas, tornando o carro mais divertido e firme nas curvas. Mudou também a suspensão, agora mais rígida. Combinando tudo isso, ele se mostrou grudado no chão, especialmente nas curvas fechadas.

Com seu motor de 135 cv, ele vai de 0 a 100 km/h em menos de 8 segundos

O 500 Abarth é a segunda investida da Fiat para criar uma marca de prestígio, com modelos baseados em seus compactos – o primeiro foi o Grande Punto. “Nosso objetivo é ter uma centena de concessionários Abarth e 200 oficinas pela Europa e chegar, no médio prazo, ao Japão”, diz Ollino.
Um dos pontos altos do 500 de série é que ele é oferecido em milhares de configurações, combinando 11 cores, uma centena de acessórios e sete tipos de interior. Com o novo Abarth, vendido na Europa por 18 500 euros, aumentam as possibilidades. Recentemente, o piloto Felipe Massa ganhou um 500 Abarth feito sob medida para ele. É mais uma ação de marketing para falar do serviço de personalização, que tanto movimenta as revendas Abarth, oferecendo kits aerodinâmicos, serviço pós-venda e produtos licenciados.
Tudo para rentabilizar ainda mais uma operação que já é bastante lucrativa – já foram vendidos cerca de 3 000 Punto Abarth (que gera quase duas vezes mais lucro que o modelo comum) e mais de 600 kits.

Antes mesmo do lançamento, cerca de 1 500 italianos já tinham feito a reserva de um 500 Abarth. “Nosso objetivo é criar uma marca que tenha características próprias e seduza”, diz Ollino. “Com o novo modelo, a solução foi juntar um carro de estilo simpático com uma dose de adrenalina. Pelo que vi em Balocco, estão no caminho certo.”

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