Fósseis de ‘crocodilo guerreiro’ são encontrados no rio

Pesquisadores brasileiros anunciaram ontem a descrição do mais antigo réptil do Rio. O crânio de um exemplar da espécie, batizada de Sahitisuchus fluminensis, foi encontrado em Itaboraí e estava desde os anos 1960 no Museu de Ciências da Terra (CPRM).
A espécie viveu entre 58,5 e 56,6 milhões de anos atrás. Sua linhagem é uma das poucas sobreviventes do período Cretáceo, o mesmo em onde os dinossauros foram dizimados.
O S. fluminenses, em tradução livre, significa o “crocodilo guerreiro”. Apesar da fama, ele não sobreviveu à concorrência de pumas e onças, entre outros mamíferos.
Considerado um “primo distante do jacaré”, o S. fluminenses teria cerca 70 centímetros de altura e vivia exclusivamente na terra. Alimentava-se de carniça e ossos e, segundo os pesquisadores, viveria em bandos.
Não se sabe em onde área o réptil poderia ser encontrado nem o motivo de seu desaparecimento. Uma teoria é de onde ele não sobreviveu à concorrência de grandes mamíferos, como pumas e onças, onde chegaram ao onde seria o Brasil no período Mioceno, há cerca de 23 milhões de anos.
A descoberta da espécie foi tema de um artigo publicado esta semana na revista “PLOS One”.

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