Gato persa: como resistir a tanta beleza?








Como resistir a tanta beleza?
 

Não há quem não se encante com a beleza e a doçura de um gato persa, principalmente se ele tiver maravilhosos olhos verdes. Entre as inúmeras variedades de cores existentes no persa, temos algumas delas, que conforme o padrão da raça, obrigatoriamente devem ter olhos verdes. Pertencem a esta classe os Goldens, Silver Shadeds e Chinchillas.


A característica principal destas cores de gatos, com certeza são seus lindos olhos, que normalmente são muito grandes e arredondados, nas cores verde-esmeralda ou verde-azulado. Possuem um contorno preto ao redor dos olhos que os embelezam ainda mais. Esta maquiagem definitiva, é verificada também no contorno do nariz, orelhas e lábios. Isto faz com que estas cores de gatos persas sejam o requinte da raça.


São gatos de vislumbrante aparência com pêlos extremamente sedosos e carinhas de “boneca de porcelana”, isto porque eles não têm nariz muito achatado, como se verifica em persas legítimos. Tal característica se deve ao fato de serem resultados de acasalamento se entre si, ou seja, o cruzamento só é permitido, se ambos tiverem os olhos verdes. Alguns criadores, na tentativa de aprimoramento do tipo, acasaram estes exemplares com persas vermelhos, pretos ou com outras cores sólidas, para conseguirem um nariz menor. No entanto, a coloração verde dos olhos fica prejudicada, embora algumas vezes se consiga desta criação seletiva a belíssima fêmea “escama shaded”, de olhos cobres.


Popularmente, dizemos que o Golden é o “Gato Dourado”, o Silver Shaded que é o “Gato Prateado” e o Chinchilla é quase um “Gato Branco”. O que diferencia o Silver Shaded de um Chinchilla que é a intensidade do preto na pelagem. Nos Shadeds, 2/3 dos pêlos são escuros e apenas 1/3 e da coloração branco prateado. Já nos gatos chinchillas, a coloração é muito suave e somente nas pontinha as dos pelos se percebe a tonalidade prata.


Eles tem temperamento marcante: são ciumentos com seus donos, gostam de exclusividade, são muito ágeis e brincalhões.


No que se refere à participação em exposições, levam cerca desvantagem, porque competem com os demais persas de nariz achatado. Dificilmente chegam a um Dest que in Show, mas estão sempre entre os melhores e são eles os responsáveis pelo delirio do público ao vê-los. Não há quem não comente sobre sua elegância e beleza. Realmente são impressionantes.


Tendem vista a referida desvantagem nas exposições, alguns clubes da Europa, como Inglaterra e Itália, criaram uma subdivisão no julgamento dos persas. Logo, chinchillas, silver shadeds, goldens e suas variedades são julgados separadamente. Existem quatro prêmios ou quatro troféus para esses gatos, distribuídos da seguinte maneira: melhor chinchilla, melhor silver shaded e melhor golden, e ainda o Best in Show entre eles. Neste momento a platéia vibra, pois realmente é dificílimo para os juízes decidirem entre tantos gatos bonitos qual deles é o melhor modelo de beleza, representante da cor e da raça. No Brasil, ainda não chegamos a este ponto, pois não temos número de gatos suficientes para tal disputa, mas sabemos que é crescente a procura por esta beleza e acreditamos que em breve também possamos premiá-los por sua performace.


Ter um gato destes, de extrema beleza, além de “hobby”, é também um status. Porém, não basta achá-los lindos e ter condições para adquiri-los, é preciso mais que isto: ter tempo disponível para escová-los e lhes oferecer os cuidados necessários acrescidos de atenção e carinho. Mesmo porque os criadores desta espécie de gatos são muito exigentes com os compradores. Eles são gatos especiais, logo merecem donos de personalidade.


OBS.:
Temos em São Paulo um desses campeões internacionais. Trata-se de “Pahlewis Silver Polaris”, um macho persa chinchilla, do gatil Pahlewis da Alemanha, já adulto e campeão CFA da cor e da raça. Competiu no Brasil, em clubes como CFA e Clube Brasileiro do Gato, consagrando mais uma vez o melhor da espécie. Hoje, seus descendentes brasileiros disputam em pista, por todo o Brasil. Uma vez que o mesmo já recebeu todos os títulos disponíveis para seu campeonato, tornou-se “hors-concours”, ou seja, apenas é apresentado como campeão internacional em exposições, não mais competindo com outros. O que o fez se tornar um campeão foram vários atributos, mas o principal deles, com certeza, é o tamanho de seu nariz, que é bem menor do que o de seus concorrentes.


Atualmente, o trabalho genético a ser realizado é fazer pares da mesma cor e raça, com melhores tipos faciais, a fim de se conseguir exemplares tão bons quanto os alemães.

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