Gilberto de mello freyre

Gilberto de Mello Freyre[1] (Recife, 15 de março de 1900Recife, 18 de Julho de 1987) foi um sociólogo, antropólogo,escritor e pintor brasileiro, considerado como um dos grandes nomes da história do Brasil.



[editar] Biografia


Filho de Alfredo Freyre, juiz e catedrático de Economia Política da Faculdade de Direito do Recife e de D. Francisca de Mello Freyre. Descendente de indígenas, espanhóis, portugueses e neerlandeses,[1] Gilberto Freyre inicia seus estudos freqüentando o jardim da infância do Colégio Americano Gilreath, em 1908. Faz seu primeiro contato com a literatura através das As Viagens de Gulliver. Todavia, apesar de seu interesse, não consegue aprender a escrever, fazendo-se notar pelos desenhos. Toma aulas particulares com o pintor Telles Júnior, que reclama contra sua insistência em deformar os modelos. Começa a aprender a ler e escrever em inglês com Mr. Williams, que elogia seus desenhos.


Em 1909 falece sua avó materna, que vivia a mimá-lo por supor ser o neto retardado, pela dificuldade em aprender a escrever. Ocorrem suas primeiras experiências rurais de menino de engenho, nessa época, quando passa temporada no Engenho São Severino do Ramo, pertencente a parentes seus. Mais tarde escreverá sobre essa primeira experiência numa de suas melhores páginas, incluída em Pessoas, Coisas & Animais.


Freyre estudou na Universidade de Columbia nos Estados Unidos onde conhece Franz Boas, sua principal referência intelectual. Seu primeiro e mais conhecido livro é Casa-Grande & Senzala, publicado no ano de 1933. Em 1946, Gilberto Freyre é eleito pela UDN para a Assembléia Constituinte e, em 1964, apóia o golpe militar que derruba João Goulart. A seu respeito disse Monteiro Lobato:



O Brasil do futuro não vai ser o que os velhos historiadores disserem e os de hoje repetem. Vai ser o que Gilberto Freyre disser. Freyre é um dos gênios de palheta mais rica e iluminante que estas terras antárticas ainda produziram.

Ocupou a cadeira 23 da Academia Pernambucana de Letras em 1986.



[editar] Obras



Gilberto Freyre (direita) com os amigos Adonias Filho (esq.), e Rachel de Queirós (centro).

Gilberto Freyre (direita) com os amigos Adonias Filho (esq.), e Rachel de Queirós (centro).



[editar] Prêmios e títulos



  • Prêmio da Sociedade Filipe dOliveira, Rio, 1934
  • Prêmio Anisfield-Wolf, USA, 1957
  • Prêmio de Excelência Literária, da Academia Paulista de Letras, 1961
  • Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (conjunto de obras), 1962
  • Prêmio Moinho Santista de “Ciências Sociais em Geral”, 1964
  • Prêmio Aspen, do Instituto Aspen, USA, 1967
  • Prêmio Internacional La Madonnina, Itália, 1969
  • Sir – “Cavaleiro Comandante do Império Britânico”, distinção conferida pela Rainha da Inglaterra, 1971
  • Medalha Joaquim Nabuco, Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco, 1972
  • Troféu Novo Mundo, por “obras notáveis em Sociologia e História”, São Paulo – Troféu Diários Associados, por “maior distinção atual em Artes Pláticas” – Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, 1973
  • Vencedor do Prêmio Esso em 2005
  • Medalha de Ouro José Vasconcelos, Frente de Afirmación Hispanista de México, 1974
  • Educador do Ano, Sindicato dos Professores do Ensino Primário e Secundário em Pernambuco e Associação dos Professores do Ensino Oficial, 1974
  • Medalha Massangana, Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, 1974
  • Grã-cruz Andrés Bello da Venezela, 1978
  • Grã-cruz da Ordem do Mérito dos Guararapes do Estado de Pernambuco, 1978
  • Prêmio Brasília de Literatura para Conjunto de Obras, Fundação Cultural do Distrito Federal, 1979
  • Prêmio Moinho Recife, 1980
  • Medalha da Ordem do Ipiranga do Estado de São Paulo, 1980
  • Grã-cruz de D. Alfonso, El Sabio, Espanha, 1983
  • Grã-cruz de Santiago da Espada, Portugal, 1983
  • Grã-cruz da Ordem do Mérito Capibaribe da Cidade do Recife, 1985
  • Grã-cruz da Légion dHonneur, França, 2008


[editar] Observação


^  Em conformidade com as normas ortográficas atualmente vigentes para a língua portuguesa, os sobrenomes “Melo” e “Freire” devem ser grafados, respectivamente, com apenas um “l” e a letra “i“, pois nomes de pessoas falecidas devem ter sua grafia adaptada às regras ortográficas em vigor.

Recomendados Para Você:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *