História do esqui aquático

HISTÓRIA DO ESQUI AQUÁTICO


A história do esqui aquático



Muitas são as lendas a respeito do surgimento do esqui aquático, mas a mais “aceita”, é aquela que fala do esquiador suiço, que após descer uma montanha gelada, já em sua base, acabou por terminar sua “performance” nas águas de um lago, graças à inércia da decida. Pronto, estava “inventado” o esqui aquático


Daí a se adaptar uma corda a um barco, para “puxar” os esquiador sobre as águas, foi um passo. Evidentemente que o mais longe possível da montanhas geladas. Os primeiros esquis a surgirem por aqui no Brasil, vieram pelas mãos de pessoas da sociedade paulistana (por volta dos anos 40/50) importados dos EUA. Eram todos fabricados em madeira que, depois de tratada, era empenada para ter a “forma” correta. Por esta época, esquiava-se sempre com os dois pés (um em cada esqui), e as evoluções se limitavam à algumas “acrobacias” ousadas para a época, tais como: pular a marola, ficar agachado, tirar um esqui fora d’água, etc. Foi a partir dos anos sessenta, que o esqui aquático passou a ser praticado tal como o conhecemos hoje: quatro modalidades designadas por slalom, saltos na rampa, truques e sola. No Brasil, o grande introdutor do esqui, e que ainda participa ativamente de seu desenvolvimento é o paulista Paulo Weigand. Detentor de inúmeros títulos internacionais, Paulo é hoje um dos melhores veteranos do mundo, participando da Diretoria da Confederação Brasileira de Esqui Aquático – CBEA. A princípio, qualquer pessoa está apta à esquiar, desde que se disponha a fazer duas coisas: molhar-se e equilibrar-se. Após algumas tentativas, deve-se insistir, pois será apenas tentando ficar em pé e caindo, que o iniciante irá pegar o “jeito da coisa”.



A grande vantagem de se esquiar como forma de recreação, é que se pode praticá-lo com qualquer embarcação, com motorização suficiente. De um “Jet Ski” à uma lancha “off-shore” de 36 pés, pode-se esquiar tranquilamente. A rigor, um barco ou lancha de 12 pés, como motor a partir de 25 HP, já são suficientes para tirar da água um adulto de 70 kg, com dois esquis nos pés.


Mas hoje, com o mercado de equipamentos e acessórios em franca expansão, inúmeras modalidades foram inventadas e aperfeiçoadas: o esquiador pode escolher entre um tradicional par de esquis, um slalom, um esqui de truques (banana), uma prancha de wakeboard, uma prancha de joelho (kneeboard), ou nem usar esquis, mas apenas as solas dos próprios pés (sola). Pode também, preferir esquiar sentado numa “Air Chair”, ou até mesmo não se preocupar com o equilíbrio, e ser apenas rebocado pela lancha deitado numa bóia tomando sol (existem bóias especialmente fabricadas para isto) ou sentado num “Skibob” (aquele salsichão onde vão até cinco pessoas de uma só vez).


Dependendo do objetivo do esquiador (e da sua aptidão), pode ele dedicar-se ao esqui aquático, encarando-o como um esporte competitivo (o Campeonato Brasileiro é disputado há mais de 20 anos, nas modalides slalom, truques e rampa), ou como uma mera diversão. Qualquer que seja a hipótese, nosso País oferece excelentes condições, difíceis de serem encontradas no resto do Mundo:


– um litoral incrivelmente extenso, banhado pelo sol o ano inteiro e com águas abrigadas;


– muitos rios, lagoas, lagos e represas.


– e muito importante, um clima tropical com temperaturas altíssimas, que incentivam a prática de esportes aquáticos.


Portanto, da próxima vez que você sair de barco, não se esqueça de levar o seu equipamento de esqui aquático (se não tiver peça emprestado só para experimentar): no mínimo você vai se divertir muito.


 



 


HISTÓRIA DO ESQUI AQUÁTICO



O esqui aquático não é nem será um esporte popular, uma vez que depende de equipamentos muito caros para ser disputado. O norte-americano Ralph Samuelson é considerado o inventor desta que é uma das mais exclusivas modalidades esportivas. Inspirado no esporte praticado na neve, ele fez as primeiras tentativas em 1922, percorrendo um lago do estado norte-americano de Minnesota usando esquis alpinos. Mais tarde conseguiu desenvolver equipamentos próprios para equiar na água. Em 1925, Samuelson realizou o primeiro salto sobre uma rampa. A invenção foi patenteada por Fred Waller no mesmo ano.


Não demorou para que o esporte se tornasse um sucesso nos Estados Unidos a partir da década de 30, quando diversas competições foram registradas. A novidade cruzou as fronteiras e levou à criação da União Internacional de Esqui em 1946 na Suíça, entidade esta que posteriormente se transformaria na Federação Internacional de Esqui Aquático.


Apesar de ser um esporte bastante praticado em todo o mundo, com campeonatos mundiais disputados desde 1949, o esqui aquático ainda não é uma modalidade olímpica. Teve uma única participação, em 1972, em Munique, como exporte-exibição.


Os Estados Unidos são a grande força da modalidade. Nas Américas, disputa com o Canadá a hegemonia da modalidade. São filiados à Federação Internacional de Esqui Aquático 85 países.


O esqui aquático no Pan


Nos Jogos Pan-Americanos, o esqui aquático é disputado desde Mar del Plata 1995. Nas últimas três edições, norte-americanos e canadenses monopolizaram a disputa por medalhas. Os Estados Unidos lideram com um total de 22 pódios. O Canadá segue logo atrás, com 18. Em número de medalhas de ouro, porém, os dois estão empatados, com quatro para cada lado.


Além de EUA e Canadá, apenas Argentina, México e Colômbia ganharam medalhas nas três edições dos Jogos Pan-Americanos. Argentinos e mexicanos estão empatados, com uma prata e cinco bronzes, enquanto os colombianos conquistaram apenas um bronze. O Brasil nunca conseguiu uma medalha.

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